quinta-feira, 19 de julho de 2018

O BRASIL DO DR. BUMBUM




O Brasil é o país do Dr. Bumbum, assim como é o país em que Pezão governa o Rio de Janeiro e Lula, atual presidiário, é candidato à presidência da República. Só no país do quase legal, do me engana que eu gosto, que coisas assim são possíveis.

O tal Dr. Bumbum, cujo nome é Denis César Barros Furtado, tem 650 mil seguidores no Instagram e afirma ter realizado mais de 5 mil procedimentos de bioplastia — injetando substâncias para remodelar o corpo. Detalhe: ele já foi indiciado 4 vezes no DF e tem ficha com 7 anotações na polícia do Rio.

Na última terça-feira (17), os perfis do Dr. Bumbum no Instagram e no Facebook foram apagados. O cirurgião está foragido desde que teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio, depois de um procedimento que resultou na morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos, que morava em Cuiabá, mas viajou até o rio para fazer uma plástica nos glúteos.

A operação foi realizada na cobertura do esculápio — ele achava que era melhor fazer o trabalho em casa mesmo, sem utilizar uma sala cirúrgica. Devido a complicações durante o procedimento, Lilian foi levada pelo próprio médico ao hospital onde acabou falecendo. A suspeita é de que ela tenha sofrido uma embolia pulmonar por conta do uso excessivo de PMMA (polimetilmetacrilato). A substância, composta por microesferas de um material parecido com plástico, é aprovada pela Anvisa, mas é indicada para uso em pequenas quantidades e em casos pontuais. O CRM/RJ informa que Furtado não tinha autorização para exercer medicina na cidade — embora ele atendesse também em Brasília e em São Paulo.

A equipe era formada pelo Dr. Bumbum, sua mãe, Maria de Fátima, também médica, mas que teve o registro cassado pelo CRM do Rio em 2015, e sua namorada, Renata Fernandes, que abandonou os estudos em enfermagem. Foi esta última quem emprestou o CPF para o registro comercial do estabelecimento como salão de beleza. Furtado, vale reforçar, responde por crimes contra a Ordem Pública, homicídio, porte de armas e resistência à prisão, entre outros.

Isso é normal num país em que o presidente do STF vai ser Dias Toffoli.

Ouça mais no clipe de Marcello Madureira.



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