quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo!

Do ponto de vista do abuso do álcool, talvez o Réveillon só perca para o Carnaval – e olhe lá. E para quem não dispensa uma(s) birita(s), a ressaca pode ser cruel, devido à dor de cabeça, boca seca, fadiga, tremores, mal estar e outros sintomas que o corpo apresenta após metabolizar o álcool (ou seja, quando os níveis de álcool nos tecidos são reduzidos, daí a crença de que tomar outro porre é a melhor solução para o problema).
Segundo algumas fontes, bebidas compostas principalmente por água e álcool (tais como vodka e gim), produzem menos ressaca do que whisky, conhaque ou vinho tinto, por exemplo – mesmo assim, atente para a qualidade do produto, pois algumas marcas baratas têm cheiro e gosto de acetona. Dizem os engraçadinhos (embora com muita propriedade) que a melhor maneira de evitar a ressaca é não ingerir bebida alcoólica, mas, na prática, essa preciosa recomendação não costuma ser seguida por muita gente. Então, para evitar o vexame do pileque e minimizar o desconforto da ressaca, além de beber moderadamente, convém não fazê-lo “de barriga vazia”, já que e o álcool é absorvido mais lentamente quando existe alimento no estômago (só tome cuidado para não errar na quantidade, ou você irá colocar tudo para fora no meio da festa).
Vale ainda intercalar suco, refrigerante, ou mesmo água entre as doses de birita, não só para “diluir” o álcool, mas também para manter o organismo hidratado; segundo alguns “especialistas”, comer frutas ou algo gorduroso antes de beber ajuda muito (há quem recomende comer miolo de pão besuntado com manteiga ou embebido em azeite de oliva).
A verdade é que não existem formulas milagrosas universais: a não ser que você entre em coma alcoólica – quando deverá procurar um pronto-socorro –, o jeito é deixar o corpo processar naturalmente – ou regurgitar – o excesso de álcool que absorveu. Nesse entretempo, evite comidas ácidas, gordurosas ou de difícil digestão; torradas com mel ou geléia no café da manhã e uma sopa ou salada de legumes cozidos no almoço devem deixar você pronto pra outra.
Para finalizar, torno a lembrar que ressaca não se cura com mais álcool. Essa prática pode até ajudar a combater os sintomas no curto prazo – e servir de desculpa para tomais mais uma birita ao acordar, mesmo que você não esteja de ressaca. Todavia, mais hora, menos hora, o nível de álcool no seu organismo vai ter que baixar.

Para os que me acompanharam durante mais este ano, para os que estão chegando agora, e para os que ainda vão chegar, desejo um Feliz 2010, com muita paz, saúde, prosperidade e toda a felicidade do mundo.
Até o ano que vem, se Deus quiser - e Ele há de querer.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Garantia estendida

Quando compramos um produto qualquer, é comum sermos incitados a adquirir a chamada garantia estendida – modalidade de seguro que, mediante o pagamento de determinado valor, amplia a garantia contratual por mais um ou dois anos. Isso é interessante para o lojista, que é comissionado pela empresa prestadora do serviço, e para o vendedor, que também participa do butim (segundo um amigo que trabalha nas Casas Bahia, essa comissão varia de 7 a 10%, enquanto a venda do produto lhe rende apenas 1%), mas será interessante também para o cliente?
Segundo uma pesquisa feita pelo PROCON-SP, consumidores que optam pela cobertura adicional só recebem a documentação respectiva no ato da contratação do seguro – aspecto que inviabiliza uma análise cuidadosa das cláusulas previstas nas Condições Gerais da Apólice. Ademais, além de raramente precisar do serviço, o segurado pode ter suas expectativas frustradas pela exclusão da cobertura por “mau uso do produto”.
Em vista disso, é imperativo analisar os termos do contrato ANTES de assiná-lo (o lojista deve fornecer algum documento especificando as peças cobertas e em quais situações), bem como ter em mente que você não precisa se decidir no ato da compra (é possível contratar o serviço mais adiante, depois de levar o prospecto para casa e analisá-lo cuidadosamente).
Na hipótese de enfrentar problemas ao acionar a garantia estendida, tente primeiro resolver a questão com o lojista ou com a seguradora responsável pelo serviço; na impossibilidade, procure os órgãos de defesa do consumidor.
Bom dia a todos e até mais ler.

EM TEMPO: Falando em compras, quem estiver pensando em adquirir computadores (de mesa ou portáteis), monitores, impressoras, televisores, games, câmeras digitais e suprimentos para informática, foto e vídeo, não pode deixar de visitar a Loja Onix, do meu amigo Rafael Coutinho (basta seguir o link correspondente, na coluna à direita da página).

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Simpatias e nhoque da sorte...

A "magia da virada do ano" remete a algumas simpatias que, segundo dizem, trazem energia positiva e ajudam a realizar antigos sonhos. Na ceia do réveillon, por exemplo, a carne de porco deve ser o prato principal (como o porco fuça pra frente, ele garante armários cheios o ano todo).
Nozes, avelãs, castanhas, tâmaras, lentilhas, uvas verdes ou romãs cortadas em sete partes (cujas sementes devem ser guardadas na carteira) asseguram mesa farta durante todo o ano, e vestir cueca (ou calcinha) nova é tiro e queda para ter sorte no amor (especialmente se na cor branca, que representa luz, pureza, bondade).
Colocar dinheiro dentro do sapato, jogar moedas da rua para dentro de casa e/ou vestir uma peça de roupa amarela (lenço, faixa, etc.) são promessas de prosperidade financeira, mas uma das minhas simpatias favoritas é a do “nhoque da sorte” – se ela não ajuda a trazer riqueza, ao menos proporciona uma refeição deliciosa, especialmente quando regada por um bom vinho tinto). Confira:

Ingredientes:
500g de massa fresca de nhoque;
2 colheres (sopa) de azeite de oliva virgem;
3 dentes de alho;
1 kg de tomates maduros;
2 cebolas grandes;
10 folhas de manjericão,
2 folhas de louro fresco;
Sal e pimenta a gosto.

Preparo:
Cozinhe a massa em água fervente; quando os nhoques subirem, retire-os com uma escumadeira e reserve.
Bata os tomates no liquidificador, passe-os por uma peneira e refogue a pasta no azeite, com as cebolas raladas e os dentes de alho bem picadinhos (ou esmagadinhos).
Adicione o sal, a pimenta, o louro e parte das folhas de manjericão (bem picadinhas).
Quando o refogado apurar, despeje-o sobre os nhoques cozidos, decore com o resto das folhas de manjericão, acrescente uma pitada de orégano e parmesão ralado a gosto.

Observação:
Sirva essa receita todo dia 29; como os primeiros sete “grãos” de nhoque em pé, com o prato na mão, e o restante, após colocar uma nota de dinheiro debaixo do prato. Ao final, guarde a nota na carteira até o próximo dia 29, quando então ela deverá ser gasta na compra dos ingredientes para repetir a receita.

Boa sorte a todos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Um mistério intrigante...

Primeiramente, agradeço os e-mails e recadinhos de Boas Festas com que alguns leitores prestigiaram este humilde blogueiro. No mais, como estamos iniciando mais uma semana "curta", com muita gente viajando ou fazendo preparativos para o réveillon, resolvi dedicar esta postagem a um assunto que nada tem a ver com o nosso habitual.
Dias atrás, lendo sobre as SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO numa revista que encontrei no barbeiro, fiquei imaginando a trabalheira que deve ter dado a construção das pirâmides do Egito – aliás, a única “maravilha” remanescente da lista do poeta grego Antípatro de Sídon (~ 397 - 319 a.C.); as demais (Estátua de Zeus, Templo de Diana, Colosso de Rodes, Mausoléu de Halicarnasso, Farol de Alexandria e Jardins Suspensos da Babilônia) não resistiram ao peso dos séculos e já não existem mais.
Consta que as pirâmides foram construídas por volta de 2600 a.C, a 10 km do Cairo, e a maior delas (a de Quéops, o mais rico dos faraós) teria empregado a mão de obra de 100 mil operários durante 20 ou 30 anos. Até ser superada pela torre Eiffel, no século XIX da nossa era, ela reinou absoluta como a maior construção erigida pelo homem, com seus 2,6 milhões de blocos de granito, 228 metros de base, 150 metros de altura e área correspondente à de oito campos de futebol!
Considerando que a população mundial, na época, fosse de cerca de 20 milhões de habitantes – não sei qual a cota-parte que tocava ao Egito –, mobilizar 100.000 homens para realizar um capricho do Faraó me parece um pouco exagerado (sem mencionar que os soldados, mercadores, camponeses, funcionários, cortesões e sacerdotes egípcios certamente não puseram “a mão na massa”). Mais intrigante ainda é o fato de o local escolhido para o monumento ser cortado por um meridiano que divide os continentes e oceanos em duas metades iguais; a altura da pirâmide, multiplicada por um bilhão, corresponder aproximadamente à distância entre a Terra e o Sol, e sua circunferência, dividida pela altura, resultar no famoso número PI (3.1416). Como se isso não bastasse, a área em questão teria sido meticulosamente nivelada e aplainada – e não havia escavadeiras e motoniveladoras para auxiliar os pobres trabalhadores que, até cerca de 1.600 a.C., nem sequer dispunham de cavalos e carroças. Demais disso, os gigantescos blocos de pedra (pesando entre 2,5 e 15 toneladas), após serem recortados das pedreiras com instrumentos toscos e arrastados por muitos e muitos quilômetros, apresentavam arestas retas, faces lisas e encaixes de precisão milimétrica.
Mesmo levando em conta que a mão de obra provinha de trabalho escravo, seria humanamente impossível alguém suportar muitas horas ininterruptas de pesada labuta sob o sol escaldante do deserto. E ainda que os obreiros se revezassem em turnos, o período da noite ficaria prejudicado pela dificuldades de se iluminar artificialmente aquele gigantesco canteiro de obras. Assim, diante das limitações impostas pela carência de recursos, recortar, lapidar, transportar, instalar e ajustar uma média de 20 blocos por dia me parece uma projeção bastante otimista – e nesse ritmo, a obra levaria mais de 300 anos para ser concluída. Como o reinado de Quéops se estendeu de 2551 a 2528 a.C, a coisa parece não fazer muito sentido, não é mesmo?
Bom dia a todos e até amanhã.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal a todos

Quando eu comecei a me entender por gente, lá pelo início da década de 60, as crianças perdiam os dentes-de-leite bem antes de deixar de acreditar em Papai Noel. Além disso, o “Espírito do Natal” começava a dar o ar da graça lá pelo início de Dezembro – a princípio timidamente, mas num crescendo como o do apito de um trem que aproxima da estação. Depois baixava firme e forte, como Orixá em terreiro de Candomblé, e só cantava pra subir após a virada do ano, lá pelo Dia de Reis (data em que os mais tradicionalistas desmontam suas árvores de Natal).
Confesso que não sou do tipo saudosista – aliás, detesto aquele papo de que “no meu tempo era melhor”, e coisa e tal –, mas é inegável que o apelo de uma festividade eminentemente religiosa está se tornando mais comercial a cada dia que passa. Claro que vivemos num país (mundo?) capitalista, e não há nada de errado em aproveitar determinadas datas comemorativas para aquecer a economia, mas eu me pergunto: aonde foi parar aquele clima festivo, aquele espírito de camaradagem que tomava conta das pessoas nessa época do ano, independentemente de sua fé ou crença religiosa?
Abrindo um parêntese, o Natal celebra o nascimento de Jesus – que, curiosamente, era judeu –, e finca o marco zero da Era Cristã (a despeito de ter sido comemorado em outras datas até por volta do século IV, quando alguém resolveu oficializar o dia 25 de dezembro, talvez por corresponder ao solstício de inverno no hemisfério norte). Ademais, existem controvérsias em relação à data de nascimento de Cristo – alguns pesquisadores dizem até que ele teve irmãos e irmãs, casou-se, teve filhos e morreu com bem mais de 33 anos de idade –, mas isso não vem ao caso para os efeitos desta postagem. Fecha parêntese.
Voltando ao que interessa, nos meus tempos de criança os “votos de boas festas” pareciam mais sinceros: durante todo o mês de Dezembro, desejávamos um feliz Natal – e ao final, um feliz ano novo – ao caixa da padaria, ao balconista da farmácia, ao frentista do posto de gasolina, ao faxineiro do prédio e até aos desconhecidos que encontrávamos nos ônibus, ou com quem simplesmente cruzávamos pelas ruas. Isso sem mencionar que enfeitar a árvore, armar o presépio e pendurar a guirlanda na porta de casa fazia parte da festa.
Hoje em dia, embora o Natal chegue mais cedo – especialmente nos shopping centers, onde os comerciantes nem esperam acabar o mês de outubro para desembalar e pendurar seus ornamentos –, a coisa ficou impessoal, sem-graça. Ainda que as pessoas armem suas árvores e pendurem redes de lampadinhas pisca-pisca nas janelas, o clima é artificial e os votos carecem de calor humano (a despeito do calor da estação).
Enfim, a título de curiosidade, acredita-se que a tradição da árvore de Natal teve início no século XVI, quando Martinho Lutero reproduziu com galhos de árvores, algodão, velas acesas e outros enfeites, a beleza dos pinheiros cobertos de neve com as estrelas ao fundo. Já a idéia de montar um presépio para recriar o cenário do nascimento de Jesus é atribuída a São Francisco de Assis, ao passo que a figura do Papai Noel, inspirada num bispo de nome Nicolau, que costumava ajudar os pobres deixando saquinhos com moedas de ouro junto às chaminés de suas casas.
A propósito, conta que Papai Noel era representado originalmente com uma roupa de inverno na cor marrom, até que o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem (com a indefectível roupa vermelha, detalhes em branco e cinto preto), que foi posteriormente popularizada por uma campanha publicitária da Coca-Cola, em 1931, já que essas eram também as cores do rótulo do refrigerante.
Para concluir, desejo um Feliz Natal a todos que me honraram durante mais este ano com sua atenção. Que vocês nunca deixem de sonhar, e que todos os seus sonhos se tornem realidade.
Boas festas, bom feriadão e até segunda-feira, se Deus quiser (e ele há de querer).

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Office 2010 e Windows XP

Os intrépidos caçadores de novidades têm mais uma a comemorar: desde meados do mês passado que a Microsoft liberou a primeira versão de testes (beta) do novo pacote de aplicativos de produtividade Office 2010, compatível com as versões XP, Vista e Seven do Windows. Embora sejam mais leve e rápidos do que os da versão 2007, os novos programas ainda estão um tanto instáveis, sujeitos a bugs, disponíveis somente em inglês e sem algumas das funcionalidades previstas para a versão comercial, cujo lançamento oficial deve ocorrer no primeiro semestre do ano que vem.
Quem quiser arriscar pode fazer o download em www.microsoft.com/office/2010/en/default.aspx.
A Microsoft anunciou ainda que encerrará o suporte ao Windows XP SP2 no dia 13 de julho do ano que vem, quando também termina o ciclo de vida do Windows 2000 para cliente e servidor. Como alternativa, a empresa sugere que os usuários atualizem seus sistemas para o Windows XP SP3 - cujo suporte será encerrado apenas em 2014 - ou, de preferência, para o Windows 7. Atualmente, o XP abocanha 69% do mercado de sistemas operacionais, enquanto o Vista fica com 18,55% e o recém-lançado Windows 7, com pouco mais de 5%.
Bom dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

RocketDock

Se a “mesmice” da Barra de Tarefas do XP já lhe cansou, uma boa idéia é instalar o freeware RocketDock, que traz para o ambiente Windows a sofisticação do Dock do Mac OS.
Aliás, a excelência e o requinte dos produtos Apple/Macintosh sempre deram de lavada nos da plataforma PC/Windows; por mais “fiel” que você seja às soluções da Microsoft, experimente operar um Mac por alguns dias (tempo necessário para assimilar as diferenças entre os sistemas) e depois me conte... E no caso de seu entusiasmo subir a níveis perigosos, não se preocupe: basta dar uma olhadinha na tabela de preços para que tudo volte a ser como antes no quartel de Abrantes.
Enfim, o RocketDock (disponível em http://rocketdock.com/) instala uma barra de ferramentas interativa – com diversas funcionalidades e temas pra lá de interessantes – que tanto pode ser usada em conjunto com a Barra de Tarefas do Windows quanto no lugar dela. Pessoalmente, eu sugiro manter a barra nativa (até para não “perder” o botão Iniciar) e posicionar a nova na borda superior ou na lateral direita do Desktop, caso você mantenha seus ícones alinhados na parte esquerda da janela.
Depois de instalar o programinha, clique no ícone do martelo para fazer as configurações que você julgar necessárias. A maioria deles é bastante intuitiva, mas vale salientar que, na categoria “Posição”, o item “Sobreposição” define como a barra irá se comportar em relação às demais janelas (eu sugiro escolher a opção “Normal”); na categoria “Estilo”, o item “Tema” oferece um vasto leque de opções, e o botão “Baixar mais”, o download de novos temas a partir do site http://rocketdock.com/addons/skins.
Tenham todos um ótimo dia.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Recauchutagem

O recente lançamento do Seven e a aproximação do Natal vêm propiciando diversas opções interessantes para quem quer modernizar seu equipamento e, de quebra, migrar para a nova versão do Windows. Entretanto, se você tiver de amargar mais um tempo com seu PC velho de guerra, saiba que uma faxina em regra ajuda bastante, pois lentidão, travamentos e outros problemas que torram sua paciência podem ser corrigidos facilmente. Acompanhe:

1- Antes de qualquer outra coisa, crie um ponto de restauração do sistema: no XP, clique em Todos os programas > Acessórios > Ferramentas de Sistema > Restauração do sistema, escolha a opção “Criar ponto de restauração” e digite um nome para identificá-lo.

2- Libere espaço no HD desinstalando programas desnecessários e transferindo todos os documentos que você não acessa com freqüência para CDs, DVDs ou pendrives (a escolha da mídia varia conforme suas preferências, recursos disponíveis e quantidade de espaço necessário).
3- Em Meu Computador, dê um clique direito na sua unidade de sistema (geralmente C:), selecione Propriedades e clique em Limpeza de Disco. Certifique-se de que todas as caixas de verificação estejam assinaladas, dê OK nas caixas de diálogo que surgirem em seguida e aguarde a conclusão da limpeza (na aba Mais Opções, você pode liberar um bocado de espaço removendo os pontos de restauração do sistema que o Windows cria regularmente, mas só o faça se seu PC estiver estável).

Observação: Caso não tenha um utilitário de manutenção eficiente (vale lembrar que já sugerimos diversos, aqui no Blog), elimine manualmente todos os arquivos com extensões TMP, OLD, BAK, CHK, por exemplo, ou que comecem por til (~), interrogação (?) ou cifrão ($). Em seguida, abra a pasta Meu Computador, expanda sua unidade de sistema e, na pasta Windows, localize (e esvazie) as pastas Temp e Prefetch. Depois, vá até C:\Documents and Settings\nome do usuário\Configurações Locais e apague o conteúdo das pastas Temp, Histórico e
Temporary Internet Files.

4- O próximo passo é corrigir eventuais erros lógicos e desfragmentar o HD. Para isso, dê um clique direito na unidade desejada, selecione Propriedades > Ferramentas > Verificação de Erros > Verificar agora..., marque as duas opções (Corrigir erros.../Procurar setores...) e clique em “Sim” para agendar uma verificação e reinicie o computador (o chkdsk requer acesso exclusivo à unidade de sistema e deve ser executado antes que o Windows seja carregado).

5- Na sequência, proceda à desfragmentação dos arquivos (ainda na aba Ferramentas, clique em Desfragmentar agora...) e vá tomar um café, comer um sanduíche, dar banho no cachorro, telefonar para a namorada, enfim... O troço pode levar algumas horas, dependendo dos recursos da sua máquina e das condições da unidade de disco.

Observação: Essas tarefas devem ser executadas quando a máquina estiver ociosa e preferencialmente se não houver perspectiva de chuvas com trovoadas (falhas no fornecimento de energia podem resultar no desligamento inesperado do computador e conseqüente perda de dados).

5- Utilize um serviço de segurança on-line – como o Microsoft Live OneCare (
http://onecare.live.com/site/pt-br/default.htm), o HouseCall (http://housecall.trendmicro.com/), o F-Secure Online VirusScanner (http://support.f-secure.com/enu/home/ols.shtml) ou o BitDefender Online Scanner (http://www.bitdefender.com/scan8/ie.html) – para se certificar de que seu antivírus residente não tenha “comido bola”.

6- Para finalizar, providencie um pano limpo, um aspirador portátil, um pincel de cerdas macias, prepare uma solução de água e detergente neutro, acesse as postagens publicadas em 29 e 30 de março de 2007 e 04 de novembro de 2008, arregace as mangas e mãos à obra!

Tenham todos um ótimo dia.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Pão de Açúcar e humor de sexta-feira

Se você adora uma piadinha de português, talvez o tirocínio comercial e a competência empresarial de Abílio Diniz o levem a rever seus conceitos: depois de adquirir a rede Ponto Frio, o Grupo Pão de Açúcar anunciou recentemente sua fusão com as Casas Bahia. Com o negócio, Diniz passará a contar com 1.807 lojas e faturamento de cerca de R$ 40 bi!
Precisa dizer mais?

Passemos agora à nossa tradicional piadinha (que maldade)!

1. Como identificar um estudante português ?
Ele copia tudo o que a professora escreve no quadro e quando ela apaga
o quadro, ele apaga tudo no caderno também.

2. Como identificar um estudante português menos burro?
Ele não copia nada no caderno porque já sabe que a professora vai apagar
mesmo.

3. Como português faz leite em pó?
Congela o leite e depois rala.

4. Como você descobre que a padaria do português foi informatizada?
Ele usa um mouse atrás da orelha.

5. O que fazem 17 portugueses na frente do cinema?
Esperam mais um português, pois o filme é proibido para menos de 18.

6. O que tem escrito na sola do sapato do Português?
'Este lado para baixo'.

7. Por que o carro elétrico não deu certo em Portugal?
Porque nos primeiros cem metros a tomada soltava.

8. Por que o Joaquim não molha a cabeça antes de passar o xampu?
Porque ele usa xampu para cabelo seco.

9. Por que o Manuel guarda uma garrafa vazia na geladeira?
Porque sempre aparece alguém que não bebe nada na casa dele.

10. Por que o Manuel só usa roupa molhada?
Porque na etiqueta vem escrito: 'lave antes de usar'.

11. Por que o português assiste comédia na última cadeira do cinema?
Porque quem ri por último, ri melhor.

12. Por que o português coloca pastel dentro do leite?
Porque ouviu dizer que é melhor o leite 'pastelrizado.

13. Por que o português levou uma escada para o restaurante?
Para comer peixe na telha.

14. Por que o português não pega ônibus?
Porque está escrito: 'Mantenha distância'.

15. Por que o português não toma banho na primavera e no outono?
Porque o chuveiro dele só tem a chave Inverno/Verão.

16. Por que os portugueses deixam a televisão ligada o dia inteiro nos
fins de semana?
Para quando for segunda-feira eles assistirem à 'tela quente'.

17. Por que os portugueses não fecham a porta quando vão ao banheiro?
Para não olharem pelo buraco da fechadura.

18. Por que os portugueses não usam queijo ralado no macarrão parafuso?
Farinha de rosca combina mais.

19. Qual a diferença do vinho português para os outros vinhos europeus?
Embaixo da garrafa vem escrito: 'a rolha é do outro lado.'

20. Um clube pegou fogo em Portugal. Morreram todos carbonizados. Sabe por quê?
Os bombeiros não puderam entrar porque não eram sócios.


Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Reloginho "da hora"

Depois de recomendar manter o relógio do sistema sincronizado com um servidor da Web e de discorrer um pouco sobre o hábito de medir o tempo e a evolução da tecnologia destinada a essa finalidade, chegou a hora (se me desculpam o trocadilho) de sugerir que você embeleze seu desktop com um relógio mais versátil do que o modelo padrão do Windows.
Além de oferecer diversas configurações de alarme, o ClocX possui dezenas de skins que permitem exibi-lo como relógios de parede de diversas cores e formatos, além de modelos digitais ou réplicas de relógios de pulso famosos.
Ele pode ser posicionado em qualquer ponto da área de trabalho, por cima ou por baixo das janelas de aplicações, bem como assumir diferentes níveis de transparência, disparar avisos sonoros e/ou visuais, iniciar programas, e até mesmo desligar o computador (mais informações e download em http://www.clocx.net/).
Bom dia a todos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Spycar

Uma vez que a segurança digital é um dos pilares aqui do nosso Blog, vejo-me forçado a revisitar o assunto regularmente – e justificar essa “redundância” a cada vez, já que alguns leitores costumam puxar-me a orelha sempre que faço isso.
Passando ao que interessa, presumindo que você já tenha se conscientizado da importância de proteger seu sistema, talvez queira verificar se seu arsenal de segurança lhe oferece proteção adequada. Para tanto, visite http://www.spycar.org/Spycar.html e siga as instruções para simular a instalação/ação de softwares maliciosos e conferir se sua “muralha” resiste aos ataques desfechados pelo site.
Embora essas investidas sejam simples simulações, não custa nada criar um ponto de restauração do sistema antes de realizar os testes; aliás, o próprio site disponibiliza um executável destinado a remover eventuais seqüelas, e sugere que você rode ao final, para deixar tudo como era antes no quartel de Abrantes.
Boa sorte a todos e até mais ler.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Magic Boss Key

Se gente curiosa já é um perigo para nossa privacidade em situações normais, atualmente, a poucos dias do Natal, os “papagaios de pirata” se tornam ainda mais irritantes, debruçando-se por cima de nossos ombros para ler os e-mails de boas festas que recebemos ou as mensagens que estamos trocando com nossos contatos do MSN.
Claro que você pode ocultar rapidamente a tela que está sendo exibida em primeiro plano teclando Alt+Tab ou minimizando todas as janelas (pressionando Windows+M (ou Windows+D), mas pode fazer isso ainda mais facilmente com o Magic Boss Key (http://www.magictweak.com/freeutil/magicboss/magicboss.php).
O programinha permite criar uma “tecla do pânico” (pode ser o F12 ou uma combinação de um clique com os dois botões do mouse, por exemplo); após acionar a combinação, basta você escolher o que deseja esconder.
Bom dia a todos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Prevenir acidentes...

Prevenir acidentes é dever de todos, e navegar na Web está ficando tão perigoso quanto dirigir em plena hora do rush debaixo de um temporal e sem semáforos ou iluminação pública funcionando.
Hoje em dia, não é necessário ser um especialista em tecnologia para disseminar malwares pela Rede, pois existem inúmeros kits geradores de pragas virtuais disponíveis na internet. Um bom exemplo é o Turkojan, que oferece “monitoramento remoto” e, de quebra “um mês de garantia de substituição, caso ele seja detectado por qualquer antivírus” (a página do suposto fornecedor de software já tenta instalar cavalo-de-tróia na máquina de quem acessa o site, portanto, refreie sua curiosidade).
Então, além das dicas de segurança divulgadas regularmente aqui no Blog, convém observar também o URL dos websites que você costuma visitar: segundo a última versão do relatório MAPEANDO OS PERIGOS DA WEB, da McAfee (www.mcafee.com/BR/), “.COM” é o domínio de primeiro nível com maior incidência de páginas com links maliciosos e downloads contaminados (contrapondo-se a “.EDU” e “.GOV”), e a quantidade de sites suspeitos registrados em países como Camarões (.CM), China (.CN), Samoa Ocidental (.WS), Filipinas (.PH) e ex-União Soviética (.SU) é superior à do Japão (.JP), Irlanda (.IE), Croácia (.HR), Luxemburgo (.LU) e Vanuatu (.VU).
Para aumentar as probabilidades de êxito em seus propósitos escusos, a bandidagem se vale de datas comemorativas e eventos atuais de grande repercussão – além de ser sensível às preferências dos internautas: 20% dos resultados das pesquisas que remetem a downloads de música gratuita são considerados arriscados, como também as palavras-chave “Globo”; “Juliana Paes”; “Google Talk”; “Google Toolbar”, “Orkut”, “Corinthians”, “Palmeiras”, “Tradutor, “MSN” e “Músicas”.
Com a proximidade do final do ano, cartões virtuais de boas festas, anexos de e-mail em .PPS com temas natalinos, dicas de presentes de amigo secreto, promessas de desconto em grifes de luxo e outros engodos que tais se tornam um prato cheio para os crackers. Isso sem mencionar as indefectíveis mensagens dando conta de devoluções de compras fictícias e os sites “fajutos” que oferecem ringtones de celular, papéis de parede, letras de canções de Natal ou protetores de tela festivos.
Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Pontos a ponderar...

Quando as primeiras operadoras de telefonia móvel começaram a disponibilizar seus serviços aqui pelas nossas bandas, os celulares eram tijolões pesados, desajeitados, e só serviam para fazer e receber chamadas (isso quando funcionavam), embora conferissem certo “status” aos usuários.
Com o passar do tempo, todavia, os aparelhos foram diminuindo de tamanho, crescendo em recursos e funções, caindo de preço e se tornando cada vez mais populares. Atualmente, quase todo mundo carrega um celular no bolso, na bolsa ou pendurado no cinto (em Outubro, segundo a Anatel, já éramos 168 milhões de usuários); dias atrás, eu vi um “catador de papelão” encostar a carroça no meio-fio para atender uma chamada (acho que ele estava com receio de ser multado por algum marronzinho de plantão : -).
A verdade é que ter um telefone móvel, hoje em dia, mais do que luxo ou frescura, é uma triste necessidade – mais triste ainda devido ao preço que pagamos pelo serviço, já que as tarifas praticadas no Brasil estão entre as mais caras do mundo. Isso sem mencionar a política das operadoras, que se preocupa em aliciar novos contratantes com promoções e benefícios que não estendem para clientes de longa data.
Eu comecei a usar celulares lá pelo início do século. Da BCP, passei para a TELESP CELULAR - como eu dividia meu tempo entre São Paulo e Rio, comprei um aparelho da Motorola que oferecia suporte a duas linhas e simplesmente alternava para o número da Telefonica quando estava na Cidade Maravilhosa. Migrei para a TIM assim que ela passou a disponibilizar a tecnologia GSM aqui em Sampa e, cerca de cinco anos, mudei para a CLARO, com quem já estou há mais de quatro. Dias atrás, liguei para a Central de Atendimento e fui informado que meu plano (Claro Controle pós-pago, de R$ 112 por mês) “não é mais comercial”, não fazendo jus, portanto, a quaisquer bônus ou vantagens concedidas aos novos usuários. No máximo, eu posso ir até uma loja da operadora para trocar meu aparelho por um modelo de última geração a preço subsidiado, desde que me mantenha cliente por mais 12 ou 18 meses, sob pena de multa em caso de rescisão antecipada do contrato.
Em vista disso, desbloqueei meu aparelho, comprei um chip da Oi por R$ 20, coloquei mais R$ 20 de crédito e ganho R$ 20 de bônus todo dia (para falar com telefones fixos ou com celulares de clientes da Oi). É pena que a maioria dos números para os quais eu mais ligo sejam da Claro, mas se eu gostar da experiência, isso logo vai mudar.
Para quem tiver sugestões, experiências, dicas ou o que quer que seja, vale lembrar que comentários são sempre bem-vindos.
Bom final de semana e até mais ler.

Em tempo: Durante um jogo de futebol, um jovem achou de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, porque era impossível alguém da velha geração entender a nova.
"Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo!", disse ele em alto e bom som, de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo.
"Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet, celular, televisão, aviões a jato, viagens espaciais e homens caminhando na Lua. Temos energia nuclear, carros elétricos e a hidrogênio, computadores com grande capacidade de
processamento e ...," – fez uma pausa para tomar um gole de cerveja.

O homem maduro se aproveitou do intervalo para interromper a ladainha:
- Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens porque estávamos ocupados em inventá-las. E você, seu bostinha arrogante, o que está fazendo para a próxima geração?
Foi aplaudido de pé !

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

ERRO 404

Se, ao tentar abrir determinadas webpages, você se depara eventualmente com a mensagem “ERRO 404 - PÁGINA NÃO ENCONTRADA”, seja bem vindo ao clube.

Observação: Essa mensagem de erro tem uma história interessante: consta que, no início da década de 80, a sala 404 das instalações do CERN (Laboratório Europeu de Partículas Físicas, em Genebra) era ocupada por três funcionários que gerenciavam pedidos de arquivos, e sempre que ocorria um erro, eles alertavam “Room 404, File Not Found”. Mais adiante, essa expressão seria incorporada ao léxico da Internet por Tim Berners-Lee (o “pai” da Web).

Voltando ao que interessa, o erro em questão decorre geralmente de indisponibilidades temporárias do servidor web que hospeda a página requisitada, embora possa ocorrer também devido a erros de digitação da URL ou de a página simplesmente não existir mais.
Depois de acessar outros websites para conferir se sua conexão está ativa e operante (mas evitando retornar às páginas que você visitou recentemente, porque elas ainda estarão armazenadas no cache do seu navegador), torne a digitar o URL desejado na caixa de endereços e veja se o erro se repete; caso afirmativo, experimente mudar a extensão “html” para “htm”, “asp” ou “shtml”, ou então digite o endereço do site no campo de buscas do Google e clique no link “EM CACHE”, que aparece logo abaixo do resultado da pesquisa.
Mudando agora de pato para ganso, se você receber uma mensagem de erro relatando que “O INTERNET EXPLORER NÃO PODE EXIBIR A PÁGINA DA WEB”, o problema deve estar relacionado com a sua conexão. Nesse caso, a Microsoft sugere primeiramente verificar se é possível visualizar outra página da Web e, caso negativo – ou seja, se o erro tornar a ocorrer –, clicar no link Diagnosticar problemas de conexão e seguir as instruções da ferramenta de Diagnóstico de Rede para proceder às devidas correções.
Se ainda assim o erro persistir, desligue o modem e o roteador (caso você utilize um roteador, evidentemente), reinicie o computador, ligue novamente o modem e o roteador e torne a reiniciar o computador.
Depois de se certificar de que todos os cabos de rede estejam conectados – e de confirmar com seu provedor que o serviço esteja operante –, torne a abrir o IE e veja se a conexão se normalizou. Caso negativo, clique em Ferramentas > Excluir Histórico de Navegação e, ao lado de Arquivos de Internet temporários, clique em Excluir arquivos e em OK; ao lado de Histórico, clique em Excluir histórico e em OK, ao lado de Dados de formulário, clique em Excluir formulários e em OK.
Se a mensagem de erro for exibida novamente, clique em Iniciar> Todos os programas > Ferramentas do sistema > Internet Explorer (Sem complementos). Se isto resolver o problema, clique em Ferramentas > Opções da Internet > Gerenciar complementos e habilite os complementos, um de cada vez, até localizar o causador do problema.
Para mais informações e métidos alternativos, visite http://support.microsoft.com/kb/926431/pt-br.
Um bom dia a todos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Problemas e soluções

Computadores são máquinas complexas e, ainda que estejam cada vez mais fáceis de utilizar, continuam brindando os usuários com um ou outro probleminha, de quando em vez. Se mesmo aparelhos novinhos em folha – configurados adequadamente e com sistemas operacionais pré-instalados pelos fabricantes – podem apresentar anormalidades no funcionamento (aliás, é para isso que serve a garantia), seria esperar demais que seu PC velho de guerra continuasse “nos trinques” após anos e anos de uso constante.
Claro que manter o sistema protegido, atualizado e bem configurado (e “afinado” com as ferramentas de diagnóstico e manutenção que a gente já sugeriu em diversas oportunidades) reduz sensivelmente o risco de panes, travamentos, congelamentos e outros que tais, embora não o livre totalmente desses inconvenientes. Por outro lado, a maioria deles é de simples solução – desde que você consiga identificar as causas, evidentemente, já que o diagnóstico correto é meio caminho andado em direção à cura da doença (e a Internet, um manancial caudaloso de informações, desde que você saiba procurá-las).
Por conta disso, nosso Blog traz diversas postagens com dicas para você aprimorar suas pesquisas no Google – ou em outros mecanismos de busca de sua preferência – e aumentar as chances de localizar as informações desejadas mais rapidamente (como as publicadas em 16/02 e 26/06, dentre outras).
Vale lembrar, por oportuno, que a Microsoft, além de disponibilizar um serviço de suporte responsável para os usuários de seus produtos, oferece acesso gratuito à sua “Base de Conhecimentos” (http://support.microsoft.com/?LN=pt-br&x=10&y=8), onde existe um vasto leque de problemas documentados - inclusive causados por produtos de terceiros - e suas respectivas soluções (note que a escolha das palavras-chave adequadas é crucial na busca de informações úteis). A busca avançada permite pesquisar dicas oferecidas pela comunidade de usuários, expandir a base de pesquisa para incluir toda a Internet, redefinir o número de resultados retornados por página – de 20 (padrão) para 40, 60 ou 100 –, e por aí vai...
Devido ao grande número de informações disponíveis nesse banco de dados, nem sempre é fácil e rápido localizar as informações desejadas, de modo que, antes de recorrer ao serviço, visite http://technet.microsoft.com/pt-br/library/cc718962.aspx, onde você encontrará diversas sugestões capazes de facilitar sobremaneira a pesquisa.
Tenham todos um ótimo dia.

P.S. - Ontem foi o último "Patch Tuesday" do ano, e a Microsoft liberou um pacote bem recheado de atualizações (no meu caso, vieram 10 prioritárias e 03 opcionais). Não se esqueçam de rodar o Windows Update.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

...Tac

A criação do relógio de bolso data do século XVI; a dos de pulso, do início do século XX – uma inovação implementada por Louis Cartier, a pedido de Alberto Santos Dumont (o “Pai da Aviação”), que queria ver as horas sem ter de tirar as mãos dos comandos. Todavia, há quem afirme que o relógio de pulso nasceu no início do século XIX como um acessório feminino, e que o primeiro modelo teria sido criado por Abraham-Louis Bréguet para a rainha de Nápoles.
Todo relógio depende de uma fonte de energia para funcionar. No final da década de 60, a maioria deles continha uma mola (para gerar energia), uma espécie de massa oscilatória (para oferecer referência de tempo), dois ou mais ponteiros, um mostrador enumerado e diversas engrenagens, até que a Bulova (http://www.bulova.com/) resolveu substituir a roda de balanço por um transistor oscilador que, alimentado por bateria, mantinha um diapasão funcionando a algumas centenas de hertz. Mais adiante, o cristal de quartzo – cujas propriedades já eram conhecidas e utilizadas para proporcionar a freqüência exata em transmissores/receptores de rádio e computadores – viria a substituir esse diapasão e aprimorar a precisão do mecanismo.

Observação: A idéia do relógio de pulso digital remonta ao final da década de 60, quando o inventor John Bergey criou um modelo “de mentira” para o filme “2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO”. Em 1972, ele desenvolveu o Pulsar LED, que, devido ao preço elevado, acabou não sendo muito popular.

Hoje em dia, há modelos que podem ser recarregados apenas com o movimento ou com energia solar, e os mais avançados são multifunção – além de calendário e cronômetro, alguns incorporam barômetro, altímetro, bússola, termômetro, e por aí vai... O ajuste da freqüência e a perfeição do corte na folha do cristal definem a qualidade do relógio a quartzo, de modo que os de boa procedência costumam ser bem mais precisos (e custar bem mais caro) do que os “made-in-sabe-lá-Deus-onde”, vendidos “nos melhores camelódromos do ramo”.
Talvez a maior inconveniência desses relógios seja a necessidade de substituir a bateria de tempos em tempos, já que isso pode comprometer a impermeabilidade da caixa. Por outro lado, os de corda e automáticos param de funcionar quando o usuário os tira do pulso ou se esquece de lhes dar corda. Mesmo assim, produtos de topo de linha da alta relojoaria suíça continuam utilizando o movimento mecânico (alguns modelos, quando combinados com caixas e pulseiras de ouro cravejadas de diamantes, alcançam preços na casa dos sete dígitos – fica aí a sugestão para o Natal).
Bom dia a todos e até mais ler.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Tic...

Pontualidade é uma virtude (que o digam os britânicos), e por mais difícil que seja cumprir religiosamente horários e compromissos, nos dias de hoje – devido à correria, às intempéries, ao trânsito caótico e aos percalços da “vida moderna” –, há quem se preocupe em construir relógios cada vez mais precisos (que o digam os suíços). Aliás, para quem preza a pontualidade, uma boa idéia é sincronizar o relógio do Windows com servidores da web (mais detalhes na postagem do dia 03 do mês passado), que se baseiam em relógios atômicos cuja precisão chega a ser de 1 segundo por milhão de anos!

Observação: Relógios atômicos medem a passagem do tempo com base num movimento oscilatório que, de certa forma, lembra o do conjunto de massa/mola dos relógios comuns (ainda que essa oscilação ocorra entre o núcleo de um átomo e os elétrons que o circundam). Essa tecnologia foi desenvolvida pelo físico Isidor Rabi e aprimorada pelo NIST (National Institute of Standards and Technology). A título de curiosidade, um “segundo-atômico” é oficialmente definido como 9.192.631.770 oscilações de um átomo de césio 133.

Desde as mais priscas eras que o ser humano busca medir a passagem do tempo, mas a razão pela qual o período em que a Terra dá uma volta completa em torno de seu eixo ter sido dividido em 24 horas de 60 minutos (cada qual com 60 segundos) é um tanto nebulosa: especula-se que isso se deve a um antigo calendário egípcio ou ao sistema matemático babilônico (cujo número base é o 60).

O primeiro relógio “de sol” foi criado milênios atrás, quando alguém associou a própria sombra a escalas capazes de determinar as horas a partir da posição projetada pelo sol. Já as versões “de água” (clepsidras) e “de areia” (ampulhetas) surgiriam no século VII a.C., e o relógio mecânico (cuja invenção é atribuída ao Papa Silvestre II), no final do século IX da nossa era. Na seqüência, surgiriam modelos de corda, elétricos, automáticos, movidos a quartzo e, mais recentemente, os atômicos.

Amanhã a gente conclui.

Abraços e até lá.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sugestão para o Natal e humor de sexta-feira

A Sony parece estar apostando firme na adesão do consumidor brasileiro à alta definição. Em setembro passado, ela reuniu a imprensa para apresentar sua nova linha de televisores full HD e o primeiro player Blu-Ray comercializado por menos de R$ 1.000.
Na oportunidade, Júlio Bolzani – diretor de marketing e vendas da Sony Entertainment – previu uma longa coexistência do DVD com o novo padrão, e afirmou que a utilização de players Blu-Ray aprimora também a qualidade de imagem dos disquinhos tradicionais.

Passemos agora à nossa tradicional piadinha;

Uma garotinha pergunta à mãe:
- Como é que surgiu a raça humana?
A mãe respondeu:
- Deus criou Adão e Eva, eles tiveram filhos, e os filhos tiveram filhos, e assim se formou a raça humana.
Dois dias depois, a garotinha faz ao pai a mesma pergunta, e ele responde:
- Há muitos anos, existiam macacos que foram evoluindo até chegar aos seres humanos que você vê hoje.
A garotinha, confusa, foi ter com a mãe:
- Mãe, como é possível que a senhora diga que a raça humana foi criada por Deus e o papai diga que ela evoluiu do macaco?
E a mãe respondeu:
- Olha, minha filha, é muito simples: eu falei da minha família e o papai falou da dele.

Bom final de semana.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Todo cuidado é pouco...

Pegando um “gancho” no comentário deixado no post do último dia 18, vale lembrar que a proximidade das festas de final do ano incentiva os vigaristas de plantão a substituir os tradicionais e-mails do tipo "Veja os últimos momentos de Michel Jackson"; "É você mesmo na foto? Quando vi não acreditei"; "Encontrei fotos do seu marido com outra e acho que você precisa saber" por cartões de Boas Festas e mensagens supostamente publicitárias com ofertas imperdíveis. Sendo assim, não custa revisar algumas regrinhas para não cair na conversa dos fraudadores. Confira:

É tentador recorrer à Web para fazer compras sem enfrentar filas nas lojas e o tradicional congestionamento nas ruas, mas isso requer muito cuidado, especialmente com as ofertas que chegam por e-mail. Se você não conhecer a empresa que oferece o produto, confira sua legitimidade (na impossibilidade, descarte a mensagem e procure uma oferta semelhante em sites reconhecidamente confiáveis).

Antes de clicar em qualquer link, passe o mouse sobre ele para ver se o endereço corresponde a um domínio legítimo (muito cuidado com URLs curtas, que dificilmente são utilizadas em newsletters). Ao realizar suas compras, atente para o endereço do site (que deve iniciar em https://) e para o cadeado que é exibido no canto inferior direito da janela do navegador (dê duplo clique sobre ele para conferir a validade).

Via de regra, órgãos públicos e instituições financeiras não enviam e-mails para regularização de documentos e recadastramento de dados. Até algum tempo atrás, erros ortográfico-gramaticais no texto dessas mensagens eram indicativos clássicos de fraude, mas parece que a bandidagem está aprendendo a escrever, de modo que é preciso redobrar os cuidados. Mesmo que a mensagem pareça legítima, convém não clicar em nada – e muito menos enviar dados confidenciais – sem antes consultar o gerente do Banco ou um funcionário do órgão em questão (pessoalmente ou por telefone). Aliás, um erro comum de quem cai no conto do vigário e clica no link de um phishing é dar todas as respostas. Ao utilizar o net banking, você deve informar sua agência, conta e senha (em alguns casos, também sua frase secreta e o número do token). Já uma página falsa faz outros questionamentos, pois os criminosos querem roubar o máximo possível de dados.

Observação: Além do roubo de dados, o phishing scam também pode transformar seu computador num zumbi – ou seja, ele pode ser utilizado por crackers para fins criminosos sem que você tenha conhecimento do fato. E não são apenas os e-mails que servem como armas para os golpistas: sites falsos, comunicadores instantâneos, redes sociais e, mais recentemente, o Twitter também são amplamente utilizados para enganar os incautos. Um relatório divulgado pela Symantec dá conta de que o Brasil está em 10º lugar entre as nações alvo do phishing, com a maioria das ameaças focadas no roubo de dados bancários (e em 8º no ranking dos países que mais hospedam sites de phishing no mundo).

Para concluir, uma dica “batida”, mas que nunca é demais repetir: net banking e compras virtuais, só no seu próprio computador (que deve estar atualizado e devidamente protegido com as ferramentas de segurança e blá, blá, blá). Se o PC do trabalho ou de algum amigo já oferecem riscos, máquinas públicas - como as de lan-houses, cybercafés e que tais - nem pensar!

Boa sorte.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ICQ

Internautas “velhos de guerra” ainda se lembram com saudades do barulhinho de máquina de escrever e do canto do cuco do ICQ, da israelense Mirabilis, que ficou anos no topo da lista dos mensageiros mais populares (até ser desbancado pelo MSN).
Atualmente na versão 6.5 (e com a 7.0 em desenvolvimento), o programinha pode voltar a ser competitivo a partir do ano que vem, desde que tenha apoio de um parceiro forte e disposto a defendê-lo - coisa que a AOL não fez, mas que o grupo de mídia sul-africano Naspers promete fazer.
Enfim, se você ainda se lembra do seu UIN (acho que ainda tenho o meu anotado em algum lugar), pode matar saudades do ICQ no MEEBO (http://www.meebo.com/), clicando no ícone da florzinha, ou mesmo baixar a versão mais recente em http://www.icq.com/.
Até mais ler.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Arquivos e extensões

Quem leu nosso “Dicionário de Informatiquês” (volume nº 14 da CGFI) sabe que “arquivo”, no âmbito da Informática, conceitua qualquer conjunto de informações armazenadas no disco rígido (ou em mídias removíveis) e identificadas por um nome e uma extensão que determina sua natureza.
O nome dos arquivos é dividido em duas partes, sendo que a extensão - a parte que fica depois do ponto e é composta geralmente por três ou quatro caracteres alfanuméricos (EXE, MPEG, JPG, HTML, MP3, etc.) - define o formato do arquivo e o aplicativo com qual ele foi criado.
Por padrão, o XP esconde as extensões mais comuns, mas você pode (deve, melhor dizendo) modificar essa configuração abrindo o Windows Explorer (ou a pasta Meus Documentos), clicando em Ferramentas > Opções de Pastas > Modo de Exibição, e, no campo das configurações avançadas, desmarcando a opção “Ocultar as extensões dos tipos de arquivo conhecidos”.
Via de regra, basta dar duplo clique sobre um arquivo qualquer para o Windows abri-lo com o programa adequado (DOC com o Word, JPG com um editor de imagens, e assim por diante), mas você pode dar um clique com o botão direito e selecionar a opção Abrir com..., que oferece diversas opções, como abrir um arquivo DOC com o WordPad, por exemplo (note que, conforme a versão do seu sistema, talvez seja preciso manter a tecla Shift pressionada).

Embora o Windows associe automaticamente as extensões aos respectivos aplicativos, há casos em o usuário não dispõe do software em questão - e nem faz idéia de qual programa pode ser utilizado para abri-lo. Nessa situação, o livrinho anteriormente mencionado pode ajudá-lo, mas, na falta dele, o site www.openwith.org/ oferece uma lista de extensões e programas gratuitos capazes de lidar com elas.

Depois de descobrir a que se refere o formato desconhecido, você pode recorrer ao Media Convert (http://media-converter.com/conversor/) para convertê-lo em algo mais “palatável” - embora ele seja focado em padrões musicais, também serve para transmutar praticamente qualquer tipo de arquivo (basta fazer upload e escolher a nova extensão).
Tenham todos um ótimo dia.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Barbas de molho...

Mesmo que você mantenha seu sistema e programas atualizados, utilize ferramentas de segurança e cultive hábitos de navegação segura, sua privacidade pode estar em risco: segundo pesquisadores do MIT, o tempo que um PC leva para armazenar dados na memória, flutuações no consumo de energia, as emanações eletromagnéticas oriundas do sistema e até o som que a máquina produz podem comprometer seus “segredos”.
Sem descer a detalhes que fogem aos propósitos deste post (até porque você pode saber mais sobre o assunto em http://people.csail.mit.edu/tromer/papers/cache-joc-20090619.pdf), a coisa se baseia no uso de programas que realizam “escutas” em outros programas, propiciando a quebra de chaves criptográficas e o conseqüente roubo de informações confidenciais que essa encriptação deveria proteger (notadamente números de cartões de crédito e senhas bancárias).
Em tese, a “proteção de memória” incorporada aos sistemas deveria impedir o acesso de um programa aos dados armazenados por outro, mas quando ambos estão rodando simultaneamente na mesma máquina, pode ocorrer o compartilhamento das informações armazenadas no “cache” da CPU (pequena quantidade de memória ultraveloz onde o sistema guarda dados freqüentemente utilizados para poder tornar a acessá-los mais rapidamente).
A boa notícia é que, segundo alguns sites especializados, os fabricantes de processadores já estão adotando providências no sentido de sanar essa “falha”; já a má notícia é que existem riscos semelhantes envolvendo a navegação em nuvem (CLOUD COMPUTING), pois os dados armazenados nos caches dos servidores podem ser monitorados (e roubados) por programinhas espiões que utilizam uma técnica altamente sofisticada e difícil de ser combatida (mais informações em http://people.csail.mit.edu/tromer/papers/cloudsec.pdf).
Enfim, caso você seja adepto de compras e transações financeiras virtuais, é bom pôr as barbichas de molho.
Uma boa semana a todos.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Aviso aos navegantes e humor...

Um e-mail que promete um “vídeo compilado de toda a ação da menina (Geisy) ao sair da universidade” traz, na verdade, um keylogger destinado a furtar suas informações bancárias e repassá-las para os criminosos.
Essa forma de “engenharia social” - que se vale de temas em evidência na mídia para a disseminação de malwares - é bastante comum: recentemente, mensagens maliciosas circularam pela rede prometendo segredos de Michael Jackson e informações exclusivas sobre a gripe suína; agora, exploram a repercussão do caso polêmico da estudante Geisy Arruda, da Uniban, cuja minissaia lhe assegurou seus 15 minutos de fama, provocou um tumulto danado e obrigou-a a sair da escola escoltada pela polícia.
Barbas de molho, pessoal.

Passemos agora à nossa tradicional piadinha:

Nova Iorque, 11 de setembro de 2001, às 7 da manhã... O sujeito despede-se da esposa e vai para seu escritório, no 85º andar de uma das torres do World Trade Center. No caminho resolve mudar os planos e segue direto para a casa de sua amante...
Chegando lá, desliga o seu celular, despe-se, e vai com ela para a cama, sedento por sexo. Às 11h, satisfeito e bem disposto, resolve se vestir e ir mesmo para o escritório. Assim que ele liga o celular, recebe uma ligação de sua mulher, aos prantos:
- Graças a Deus!!! Querido... Onde você está???
- Estou aqui no escritório querida... Tomando um cafezinho... Aconteceu alguma coisa?



Bom fim de semana a todos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Antivírus gratuitos (conclusão)

Prosseguindo no assunto iniciado no post anterior, veremos hoje mais duas soluções interessantes para quem deseja manter seu sistema protegido sem “pôr a mão no bolso”, como se costuma dizer. Aliás, a quem interessar possa, vale lembrar que nosso Blog conta com diversas postagens sobre ferramentas de segurança (pagas e gratuitas), que podem ser revisitadas com auxílio do campo PESQUISAR BLOG e dos termos-chave correspondentes.

Há tempos que a Microsoft busca “um lugar ao sol” no mercado de softwares de segurança, mas suas investidas nem de longe ameaçaram a supremacia da Symantec, McAfee e outras conceituadas empresas do ramo. Depois de disponibilizar o Live OnCare via Web (http://onecare.live.com/site/pt-br/default.htm?mkt=pt-br), a Gigante do Software resolveu oferecer uma versão do serviço no formato de suíte de segurança comercial (ou seja, um conjunto de ferramentas que o usuário precisava baixar, instalar e pagar cerca de R$120 pela licença válida por um ano). Entretanto, por motivos que eu desconheço, o produto foi descontinuado há alguns meses – e “substituído” pelo Microsoft Security Essentials (www.microsoft.com/security_essentials/), que é gratuito e compatível com as versões XP, Vista e Seven do Windows. O programa oferece proteção responsável, interface agradável e simples de usar, configurações-padrão apropriadas e avisos pop-up com informações relevantes. Nos testes da AV-Test.org, ele bloqueou malwares em 97,8% dos mais de 500 mil arquivos infectados, obteve excelentes resultados na detecção pró-ativa e foi quase perfeito na detecção e limpeza de rootkits e infecções por malware. Seu ponto fraco é a baixa velocidade de varredura, talvez decorrente da “assinatura dinâmica” (quando identifica um arquivo potencialmente malicioso e não consegue associá-lo a um malware conhecido, o Essentials recorre aos servidores da Microsoft para obter uma análise adicional). Vale lembrar que o programa ainda está em fase Beta, e que esse problema pode vir a ser corrigido na versão definitiva (a ser lançada no mês que vem).

Observação: O Windows é o sistema operacional mais utilizado em PCs de todo o mundo, e essa popularidade faz dele o alvo preferido dos hackers, crackers, criadores de pragas virtuais e distinta companhia. E a despeito de ele ser considerado por muita gente como um programa inseguro e cheio de falhas (há até quem o compare a uma “colcha de retalhos”, devido aos inúmeros remendos que a Microsoft disponibiliza para corrigir falhas e fechar brechas de segurança), vale lembrar que nenhum software é perfeito; muitos bugs e vulnerabilidades que nos atazanam a vida não têm a ver com o sistema propriamente dito, mas sim com complementos, aplicativos e outros agregados que instalamos “a posteriori”.

Por último, mas não menos importante, o AVIRA AINTIVIR PERSONAL (www.free-av.com/) obteve excelentes resultados na detecção de malwares (98,9% das pragas utilizadas no teste), limpeza de arquivos, detecção pró-ativa e velocidade – tanto nas varreduras por demanda (que você agenda ou convoca manualmente) quanto de acesso (que são realizadas automaticamente durante a execução de tarefas como cópia de arquivos, por exemplo). Por outro lado, os pop-ups que “convidam” a migrar para a versão paga são irritantes e a interface do programa está longe de ser intuitiva. O instalador exibe um prompt que permite selecionar categorias de ameaças, mas nem todas elas são óbvias (como é caso de “Tempo de Compressão Irregular”, que a ajuda online diz corresponder a “Arquivos que foram comprimidos por uma ferramenta desconhecida e suspeita”). Além disso, as telinhas de detecção oferecem muitas opções, mas poucos esclarecimentos que auxiliem o usuário a escolher a mais indicada. Assim, devido a esses aspectos pouco amigáveis, o Avira é um excelente programa gratuito de proteção contra malwares para usuários com conhecimentos técnicos ou que saibam configurar um aplicativo dessa natureza – e não se importem com a interface confusa e os aborrecidos pop-ups de anúncios.

Tenham todos um ótimo dia.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Antivírus gratuitos

Depois de um saudável intervalo, voltamos a focar os antivírus para sugerir algumas opções freeware bastante interessantes, começando pelos populares AVAST e AVG. Antes, porém, devido aos comentários suscitados pelo Norton Internet Security e Norton 360, vale lembrar que esses produtos podem ser testados gratuitamente por 30 dias (mais informações e download em http://shop.symantecstore.com/store/symanbr/pt_BR/ContentTheme/pbPage.Trialware_pt_BR/ThemeID.15500).

Vale lembrar também, por oportuno, que nenhum programa é perfeito, que segurança absoluta é história da carochinha, e que mesmo as suítes pagas mais bem conceituadas não garantem 100% de proteção, especialmente porque os hábitos dos usuários estão entre os maiores fatores de risco. (Traçando um paralelo com os automóveis, de nada adianta você equipar seu carro com um sistema de alarme ultra-sofisticado se costuma largar o veículo em qualquer lugar, aberto e com a chave no contato).

O AVAST ANTIVIRUS HOME EDITION (www.avast.com) tem como pontos fortes a detecção de pragas e a velocidade de varredura (nos testes realizados pela AV-Test.org, ele bloqueou 98,2% de uma amostra com mais de meio milhão de arquivos infectados e neutralizou 90% dos rootkits). Por outro lado, além deixar para trás diversas entradas do Registro, seu desempenho foi sofrível na detecção pró-ativa – que simula como um antivírus age diante de malwares desconhecidos –, e sua interface desatualizada e confusa tem seções que parecem pertencer a aplicativos diferentes.

O AVG 8.5 FREE (www.avgbrasil.com.br/) combina um bom conjunto de ferramentas (a função LinkScanner, por exemplo, procura detectar e neutralizar ataques provenientes de páginas da web em tempo real – ou seja, enquanto o usuário navega) com uma interface enxuta e intuitiva, configurações default adequadas e boa capacidade de proteção (ele bloqueou 95.8% das amostras utilizadas no teste). Sua detecção pró-ativa, velocidade de varredura e desempenho na desinfecção do sistema são bastante aceitáveis, mas, a exemplo da maioria dos antivírus gratuitos, ele não foi capaz de reverter mudanças feitas no Registro e nem de identificar o acesso bloqueado ao Gerenciador de Tarefas do Windows (nota seis e meio, se tanto).

Amanhã a gente conclui.
Abraços e até lá.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Ainda as impressoras

Um incidente relativamente comum no uso de impressoras é o “atolamento” do papel, que ocorre quando diversas folhas são puxadas ao mesmo tempo e acabam “entupindo” e travando o aparelho. Para evitar esse aborrecimento:

1-Abasteça sua máquina somente com papéis apropriados e não exceda a quantidade máxima de folhas estabelecida pelo fabricante.
2-Assegure-se de que o papel não esteja úmido (guarde-o sempre num local seco, arejado e protegido do sol) e de que as folhas não estejam “grudadas” umas nas outras (convém sempre “ventilá-las” antes de introduzi-las na bandeja).
3-Verifique se os delimitadores – guias deslizantes que auxiliam a introdução do papel – estão devidamente ajustados para a largura do papel utilizado (eles não devem ficar nem frouxos nem apertados demais).
4-Atente também para os pequenos roletes que tracionam o papel. Mantenha-os sempre limpos (com um cotonete úmido) para evitar que as folhas sejam tracionadas de maneira desigual, o que resulta numa impressão torta ou no atolamento do papel.

Caso o atolamento ocorra, a solução varia conforme a marca e o modelo da impressora, de modo que o melhor é consultar o respectivo manual para obter informações específicas.
Via de regra, você pode tentar desligar e religar o aparelho (com um pouco de sorte, isso fará com as folhas encravadas sejam expelidas). Se não funcionar, puxe as folhas firme, mas gentilmente - se não conseguir removê-las todas de uma vez, tente retirá-las uma a uma, de modo a reduzir progressivamente a pressão do rolo sobre o papel.
Algumas impressoras têm portinholas (geralmente na parte traseira) destinadas a facilitar a remoção do papel atolado; outras permitem diminuir a pressão do rolo, para que as folhas possam ser retiradas mais facilmente. Seja como for, jamais utilize ferramentas ou quaisquer objetos que possam danificar os componentes do aparelho. Se nenhuma dessas sugestões funcionar, o jeito é contatar o serviço de suporte do fabricante ou procurar uma assistência técnica especializada.
Boa sorte!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

De olho no cartucho

Se você está pensando em trocar sua impressora, não se atenha apenas ao preço do hardware; em alguns casos, duas trocas de cartuchos custam tanto quanto uma impressora nova!
Falando em cartuchos, é sempre bom ter um jogo disponível – ninguém merece sair correndo para comprar um refil durante a impressão de algo importante –, mas vale lembrar que as impressoras geralmente exibem o famigerado alerta (ou simplesmente param de funcionar) quando ainda resta tinta suficiente para imprimir dezenas de páginas. Eu tive uma Epson que era assim – só que, quando ela dava o aviso, eu simplesmente realizava o processo de troca reinstalando o mesmo cartucho, e continuava imprimindo normalmente por mais uma ou duas semanas.
Em testes realizados pela PCWorld envolvendo diversas marcas e modelos de impressoras, a quantidade de tinta não utilizada variou de 8% (num cartucho original Epson) a impressionantes 45% (num cartucho terceirizado para a Canon). Para piorar, após exibir a mensagem de pouca tinta, essas máquinas só voltam a funcionar depois que o usuário substitui o cartucho.

Observação: Alguns fabricantes alegam que esse procedimento se destina a evitar que a tinta resseque e danifique o equipamento; outros se defendem dizendo que a quantidade restante é de apenas uns poucos mililitros (considerando que um cartucho com 8 ml de tinta preta custa cerca de R$ 25, cada mililitro desperdiçado representa um prejuízo de mais de R$ 3), mas a verdade é que todos eles parecem pensar que nós somos mesmo um bando de otários.

Tenham todos um ótimo dia.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Apagão e humor de sexta-feira

O “apagão” do último dia 11 chegou sem avisar e interrompeu durante horas o fornecimento de energia elétrica em centenas de cidades de diversos estados brasileiros - os motivos que levaram à paralisação da Usina de Itaipu ainda não foram totamente esclarecidos.
Tudo bem que eventos dessa magnitude sejam atípicos, mas é certo que tempestades com relâmpagos ocorrem com maior frequência nesta época do ano (especialmente nos finais de tarde), aumentando os riscos de distúrbios na rede elétrica que podem causar danos em equipamentos eletrônicos.
Por conta disso, não deixe de proteger adequadamente seu equipamento (para não ser mais repetitivo do que o necessário, sugiro rever as postagens 21 de setembro de 2006 e de 28 de fevereiro do ano passado, dentre outras que focaram esse assunto e apresentaram conceitos e sugestões a ele relacionadas.

Passemos agora ao nosso tradicional humor de sexta-feira;

O QUE É, O QUE É?

1) O que é um cigarro de maconha feito com papel de jornal?
Baseado em fatos reais.

2) Qual é o fim da picada?
Quando o mosquito vai embora.

3) O que são dois pontos pretos no microscópio?
Uma blacktéria e um pretozoário.

4) Qual é a comida que liga e desliga?
O Strog-ON-OFF.

5) Como se faz para ganhar um Chokito?
É só colocar o dedito na tomadita. (Mto boa..)

6) Qual o vinho que não tem álcool?
O_vinho de Codorna.

7) O que é que a banana suicida falou?
Macacos me mordam.

8) Qual é o doce preferido do átomo?
Pé-de-moléculas.

9) O que é uma molécula?
É uma meninola muito sapécula.

10) Como o elétron atende ao telefone?
Próton! (Boa...)

11) O que um cromossomo disse para o outro?
Oh! Cromossomos felizes!

12) Como as enzimas se reproduzem?
Ficando uma enzima da outra.

13) Qual é a parte do corpo que cheira bacalhau?
O nariz.

14) O que é um ponto marrom no pulmão?
Uma brownquite.

15) O que é um pontinho vermelho no meio da porta?
Um olho mágico com conjuntivite.

16) O que o canibal vegetariano come?
A planta do pé, a batata da perna e a maça do rosto. (apelação)

17) O que o espermatozóide falou para o óvulo?
Deixa eu morar com você porque a minha casa é um saco. (boa)

18) Por que a vaca foi para o espaço?
Para se encontrar com o vácuo.

19) Por que as estrelas não fazem miau?
Por que Astro-no-mia.

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ainda a (in)segurança...

A despeito de a Web vir se tornando um ambiente cada vez mais hostil, muitos internautas ainda não se conscientizaram de quão perigoso é navegar com o sistema e programas desatualizados e sem qualquer proteção adicional.
É certo que usar softwares que “amarram” o computador e exibem janelinhas com perguntas confusas acarreta um desconforto considerável, mas é igualmente certo que os fabricantes vêm investindo em soluções de segurança capazes de realizar seu trabalho “em silêncio” e sem comprometer (muito) os recursos do sistema.
Um bom exemplo dessa nova safra são as suítes Norton 360 e Norton Internet Security, da renomada Symantec (http://www.symantec.com.br/), que custam R$169 - para o NIS, esse preço inclui dois anos de assinatura). Já para quem não quer (ou não pode) gastar com um pacote de segurança comercial, o Avast e o AVG são as opções gratuitas (para uso doméstico) mais populares, mas a despeito de suas edições mais recentes oferecerem interfaces aprimoradas, bons níveis de proteção e taxas de detecção e remoção de pragas bastante aceitáveis, existem outros softwares igualmente gratuitos e até mais eficientes - como veremos na semana que vem.
Para concluir, é importante ressaltar que nem o melhor cadeado do mundo consegue proteger a casa de quem abre a porta para estranhos sem questionar seus propósitos: a maioria dos incidentes de segurança ocorre por culpa dos próprios usuários, que ignoram atualizações importantes, abrem anexos suspeitos, navegam por sites duvidosos, fazem downloads de programas idem e não pensam duas vezes antes de clicar em links que prometem imagens de artistas nuas ou cenas inéditas de algum desastre recente. Lembre-se: a segurança não é um produto, mas um processo, e o conhecimento, aliado à prevenção, é a nossa melhor arma.
Tenham todos um ótimo dia.

EM TEMPO: O feriado de amanhã é municipal, de maneira que o blog será postado normalmente - até para fechar a semana com a tradicional piadinha e dar um alívio aos leitores menos interessados em segurança (que, se acompanharam todas as postagens desta semana, já devem estar "até os tampos" com esse assunto).

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Antivírus (final).

Devido à quantidade exorbitante de pragas eletrônicas (e às diversas metodologias utilizadas para catalogá-las e contabilizá-las), não existe um consenso quanto a seu número exato; algumas empresas de segurança falam em centenas de milhares, enquanto outras, em mais de um milhão. Além disso, os nomes também não são padronizados, podendo variar conforme o antivírus (o Conficker, por exemplo, também é chamado de Downadup e de Kido), e ainda que dois programas distintos utilizem a mesma nomenclatura em relação a uma praga, suas variantes (Cofincker.B, Cofincker.C, etc.) podem não corresponder exatamente aos mesmos códigos.

Observação: O nome de um malware designa sua “família”, e a letra subseqüente, sua "variante" – por exemplo, o Conficker.C corresponde à terceira variante da família Conficker; depois do “Z” vem o "AA", seguido pelo "AB", "AC"... "ZZ", e então "AAA", e assim por diante.

Ainda assim, a observância de determinados padrões pode nos dar uma idéia do comportamento das pragas, como ensina o especialista em segurança Altieres Rohr – criador e mantenedor do site e fórum Linha Defensiva. Analisando o nome “W32.Beagle@mm”, por exemplo, inferimos tratar-se de um vírus que ataca sistemas Windows (W32/Win32) e que se espalha principalmente por e-mail (o sufixo“@mm”, de “mass-mailer”, indica uma praga que envia e-mails de forma massiva para se disseminar).
Falando em nomes, mestre Rohr informa ainda que restrições impostas pela convenção de 1991 (NVNC) em relação ao que pode ser usado para designar uma “família” exige criatividade dos pesquisadores na hora de nomear as pragas. Além disso, a indústria de antivírus procura evitar o uso do nome escolhido pelo criador da praga, de maneira a não legitimá-lo. No mais das vezes, são utilizadas as mesmas palavras, mas com letras invertidas, cortadas ou rearranjadas de alguma forma – como no caso do HackDefender (poderoso trojan que “protege” outras pragas contra detecção e remoção), cujo nome original era “Hacker Defender”. Confira mais alguns exemplos:

- Conficker, segundo o especialista da Microsoft Joshua Phillips, resulta da reorganização de algumas letras de “Traffic Converter” (o site trafficconverter.biz era usado pela praga para baixar atualizações).

- Netsky é uma inversão de “skynet” – termo retirado do filme “Exterminador do Futuro” e que estava no código do vírus (a praga se dizia um “Skynet Antivírus”, pois eliminava “concorrentes” da época como o MyDoom e o Beagle).

- Chernobyl deriva da sua data de ativação, 26 de abril – a mesma do acidente da usina nuclear homônima. Esse vírus também ficou conhecido como CIH, devido às iniciais do seu criador (Chen Ing Hau), e Spacefiller, por causa da técnica de infecção.

- Nimda provém da inversão das sílabas da palavra “admin” (de “administrador”).

- Blaster remete ao arquivo malicioso que instalava o “msblast.exe” (algumas o empresas o chamavam também de MSBlast).

- Sasser alude ao componente do Windows que o vírus explorava para se espalhar, o “lsass.exe” (tirando o “l” do arquivo e colocando o “er” – sufixo comum na língua inglesa).

Bom dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Antivírus (segunda parte)

O crescimento exponencial dos malwares – vírus e outros códigos nocivos como os trojans, spywares e assemelhados, cujas características, objetivos e “modus operandi” não permitem enquadrá-los na categoria dos vírus – propiciou o surgimento de novas ferramentas destinadas a imunizar o computador contra quaisquer programas maliciosos. Até algum tempo atrás, essa “proteção abrangente” exigia softwares adicionais, mas a maioria das suítes de segurança atuais e os bons antivírus de concepção recente se propõem a fazer o “serviço completo”. Particularmente, eu gosto muito do Norton 360, embora existam diversas opções gratuitas bastante eficientes (como você poderá conferir na semana que vem).

Observação: O Norton 360 oferece antivírus, anti-spyware, anti-phishing, proteção de identidade on-line, autenticação de websites e firewall bidirecionalm tudo isso num pacote fácil de instalar, configurar e utilizar. O software trabalha discretamente em segundo plano (varrendo, consertando, atualizando e fazendo backups), e se precisar da intervenção do usuário, ele irá pedi-la de forma discreta e simpática (sem aquela tradicional cascata de caixas de diálogo e janelinhas pop-up pra lá de irritantes). Mais informações no site do fabricante (http://www.symantec.com.br/).

Claro que nenhuma ferramenta de segurança é totalmente “idiot proof” – ou seja, nenhuma delas consegue proteger o usuário dele próprio –, de modo que evitar sites inseguros, links suspeitos, anexos de e-mail recebidos de desconhecidos e outras cautelas que tais continuam sendo indispensáveis.
Se você cismar com um arquivo que seu antivírus tenha avalizado, o melhor a fazer é enviá-lo para análise e obter uma segunda opinião (muitos programas possuem opções em seus menus para realizar esse procedimento, outros informam um endereço de e-mail para o qual o arquivo suspeito deva ser enviado). Alternativamente (ou adicionalmente), você pode recorrer ao VirusTotal (http://www.virustotal.com/pt/), que utiliza mais de 40 soluções diferentes de antivírus para checar se um arquivo está infectado. E se situações como essa ocorrerem com freqüência no seu dia a dia, a Hispasec (criadora do serviço em questão) disponibiliza o VirusTotal Uploader (www.virustotal.com/metodos.html), que permite enviar arquivos para teste simplesmente clicando sobre eles com o botão direito do mouse – da mesma forma como se faz para varrê-los com o antivírus residente.
Amanhã a gente conclui.
Abraços a todos, e até lá.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Antivírus – A história

Consta que o “antivírus” surgiu em 1988, quando o indonésio Denny Yanuar Ramdhani desenvolveu um programa visando imunizar sistemas contra o vírus de boot paquistanês “Brain”, criado dois anos antes. Pouco tempo depois, a IBM lançaria o primeiro “antivírus comercial”, sendo logo seguida por outras empresas (dentre as quais a Symantec e a McAfee), de olho no filão de ouro que esse mercado viria a representar.

Elas acertaram em cheio – desde então, o número de malwares (vírus, worms, trojans, spywares e outros códigos nocivos) vem crescendo exponencialmente, mas a despeito de haver uma porção de aplicativos de segurança no mercado (tanto pagos quanto gratuitos), é difícil dizer com certeza qual deles é o melhor, já que cada fabricante exalta a própria cria e alfineta a prole alheia - e ainda que diversos “laboratórios” avaliem regularmente o desempenho dos antivírus, nenhuma das amostras que eles utilizam engloba todas as pragas existentes, de modo que os resultados não são 100% confiáveis.

Vale lembrar que pragas eletrônicas não são coisas sobrenaturais ou prodígios de magia, mas apenas programas capazes de executar instruções maliciosas e/ou potencialmente destrutivas. Em princípio, qualquer software atende os desígnios de seu criador – que tanto pode programá-lo para interagir com o usuário através de uma interface, quanto para realizar automática e sub-repticiamente as mais diversas tarefas. De uns tempos pra cá, todavia, os malfeitores de plantão perceberam ser mais lucrativo obter acesso remoto a sistemas, roubar senhas bancárias e números de cartões de crédito, por exemplo, do que matar a galinha dos ovos de ouro simplesmente danificando arquivos e comprometendo o funcionamento dos computadores alheios.

Atualmente, a maioria dos antivírus deixou de trabalhar somente com “assinaturas” (trechos específicos do código das pragas a partir dos quais o programa identifica arquivos possivelmente infectados; daí a importância de se manter a licença em dia e as definições atualizadas) e passou a se basear também em técnicas que permitem identificar vírus desconhecidos com base em seu “comportamento” (Heurística ou HIPS, conforme o caso; a primeira analisa o próprio arquivo, e a segunda, os programas em execução).

Observação: Quando o antivírus condena um arquivo sadio, diz-se que ocorreu um “falso positivo”; quando ele deixa escapar uma praga, o termo utilizado é “falso negativo” (vale lembrar que detecções baseadas em heurística, por serem genéricas, têm mais chances de resultar em falsos positivos).

Uma vez que nenhum desses métodos é infalível, os arquivos tidos como infectados não devem ser excluídos no ato, mas sim despachados para a “quarentena” – uma área isolada que os impede de interagir com o sistema, mas que permite trazê-los de volta a qualquer tempo, se necessário (um “falso positivo”, por exemplo).

Amanhã a gente continua.