sexta-feira, 25 de setembro de 2026

IDENTIFICADO O MATEMÁTICO QUE VIVEU HÁ MAIS DE MIL ANOS E ELABOROU CÁLCULOS SOBRE MOVIMENTOS PLANETÁRIOS

A MATEMÁTICA É A LINGUAGEM COM QUE O UNIVERSO FOI ESCRITO — GALILEU GALILEI

Há muito tempo se sabia que os maias possuíam conhecimentos sofisticados em astronomia e matemática, mas desconheciam quem eram os responsáveis por esses trabalhos. Agora, uma equipe de arqueólogos conseguiu atribuir uma dessas fórmulas a um indivíduo chamado Sak Tahn Waax (algo como "Raposa de Peito Branco", numa tradução livre). 


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Lula usou o discurso na Assembleia Geral da ONU para mirar o público interno e listar temas que têm dominado a campanha no Brasil. Despejando seus inevitáveis garranchos verbais para o mundo, o eterno Demiurgo de Garanhuns falou para o eleitorado brasileiro e, a 12 dias do primeiro turno, retirou do paiol um armamento antigo: o fator democrático. "A democracia está novamente em xeque", declarou. Sem mencionar Trump, incorporou-o à retórica ao dizer que o regime é atacado por "inimigos internos e externos".

À sua maneira, o macróbio eneadáctilo admitiu que o desejo de permanecer no Planalto desafia os ventos: "Existe, em todo o mundo, um anseio legítimo por mudanças", reconheceu. Em seguida, ponderou: "Mudar não é retroceder". Disse que os eleitores vão às urnas em 4 de outubro não para escolher um presidente, mas para "decidir entre democracia e negacionismo".

Há quatro anos, o apelo à democracia rendeu ao molusco uma vitória magra sobre Bolsonaro. Contra um adversário que atacou as vacinas numa pandemia e as urnas numa eleição, venceu por 2 milhões de votos. Imaginou que Flávio Bolsonaro, o filho do capitão, seria o adversário dos sonhos, mas descobriu que ele aparece nas pesquisas como rival competitivo. 

Ironicamente, o petista guerreia contra o retrocesso em 2026 com um armamento de 2022. A questão agora é saber se seus objetivos eleitorais serão alcançados.


Como aponta a National Geographic, a inscrição foi encontrada na estrutura conhecida como 10K-2 — uma pequena sala retangular descoberta em Xultún, famosa desde 2012 por preservar pinturas murais e dezenas de pequenos textos matemáticos escritos nas paredes. Agora, uma análise detalhada revelou que o penúltimo glifo traz a frase “che-he-na”, interpretada como "assim diz..." ou "é dito por...", e o último registra o nome Sak Tahn Waax. 


Após identificar a assinatura, a equipe concluiu que os glifos registram equações matemáticas relacionadas aos ciclos de Vênus e Marte — um dos principais interesses dos astrônomos maias. Os cálculos permitiam acompanhar um período de 2.920 dias, correspondente a cinco ciclos completos de Vênus. A partir das datas registradas na parede, os pesquisadores estimam que a fórmula tenha sido elaborada em 781 d.C..


O texto chama atenção por ser composto praticamente apenas de números e operações matemáticas, sem narrativas históricas ou descrições de acontecimentos, algo incomum nas inscrições maias. "Não havia substantivos, não havia verbos; não se tratava de descrever um evento. Era pura matemática", afirmou Heather Hurst, diretora do Projeto San Bartolo-Xultun no sítio arqueológico e coautora do estudo, em entrevista à National Geographic.


Os arqueólogos acreditam que a sala funcionava como um espaço de trabalho para especialistas em astronomia. Segundo os pesquisadores, as inscrições nas paredes podem representar uma etapa de preparação para informações que posteriormente seriam registradas em códices — os livros produzidos pelos maias em papel feito da casca de árvores.


Até hoje, os nomes preservados pelas inscrições maias pertenciam quase exclusivamente a reis, sacerdotes e governantes. Por isso, o extraordinário desta descoberta é que, pela primeira vez, foi possível identificar nominalmente um cientista maia — alguém cujo trabalho era produzir conhecimento matemático e astronômico, e não exercer poder político ou religioso.