Existem registros (teóricos) de programas capazes de se autorreplicar desde meados do século passado, mas o termo "vírus" só passou a ser usado para designá-los na década de 1980, quando um pesquisador chamado Fred Cohen embasou sua tese de doutorado nas semelhanças entre os vírus biológicos e os eletrônicos.
No alvorecer da computação pessoal, os vírus exibiam mensagens e sons engraçados ou obscenos, mas logo se tornaram nocivos — a propósito, vale lembrar que um vírus, em si, não é necessariamente destrutivo, e um programa destrutivo, em si, não é necessariamente um vírus. Mais adiante, a popularização da Internet entre usuários domésticos levou os cibercriminosos a elegerem o correio eletrônico (notadamente os anexos de email) como meio de transporte para seus códigos maliciosos, e com o passar do tempo os malwares (vírus, trojans, keyloggers, spywares e afins) passaram de algumas dezenas a muitos milhões.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Lula jogou Alckmin na frigideira num dia — "tem um papel a cumprir em São Paulo"— e diminuiu o fogo da fritura dois dias depois —"sempre digo que na minha vida as coisas só acontecem porque Deus quer, e Alckmin é uma dessas coisas." Alheia ao vaivém retórico, a banda lulista do MDB conversa sobre a ocupação da vice de Lula como se Alckmin já fosse versa.
Em entrevista ao Globo, o ministro dos Transportes Renan Filho soltou sua língua da coleira. Disse que Lula "está verificando qual é a melhor aliança que amplia a possibilidade de reeleição” e se referiu à vaga de Alckmin como uma oportunidade em aberto: "haverá um novo debate sobre isso."
O filho de Renan avalia que a pulverização da direita e a saída de Tarcísio de Freitas da corrida presidencial levam água para esse moinho. Sem rodeios, declarou que o eventual acerto de Lula com o MDB inclui "a composição da chapa" presidencial.
Tanta desenvoltura deixou irritados os aliados de Alckmin. Um dirigente do PSB, partido do vice, ironizou a articulação de Lula com o MDB: puxada de tapete não é coisa de Deus, sobretudo quando atinge uma pessoa leal como o Alckmin; a última vez que Lula enfiou o MDB numa chapa presidencial deu em Michel Temer e no impeachment da Dilma."
Atualmente, qualquer dispositivo inteligente — de PCs a carros autônomos — está na mira do cibervigaristas, mas os smartphones são mais visados porque carregam fotos, senhas, localização, documentos digitais, acesso a bancos e redes sociais etc. Boas suítes de segurança reúnem antimalware, firewall, antispyware, gerenciador de senhas, controle parental e VPN, utilizam heurística, machine learning e inteligência artificial para identificar ameaças desconhecidas — inclusive em dispositivos móveis, IoT, servidores em nuvem e ambientes corporativos híbridos.
Esses pacotes costumam oferecer mais recursos nas versões comerciais (shareware) do que nas gratuitas (freeware), mas, eles são como coletes à prova de balas: protegem contra muitos tiros, mas não contra todos, e não impedem a vítima de abrir a porta para o atirador. Ou seja, nenhum deles é 100% idiot proof, mesmo porque, quando se trata de segurança, os usuários são o elo mais frágil da corrente. Mal comparando, esses softwares
No âmbito dos desktops e notebooks, o Windows abocanha 70% de seu segmento de mercado (contra os 15,5% do macOS), o que o torna o alvo preferido dos cibercriminosos. E o mesmo raciocínio se aplica ao Android, que é mais visado do que o iOS devido ao código aberto e presença em cerca de 80% dos smartphones ativos.
Conforme eu mencionei em diversas oportunidades, os aplicativos são os maiores responsáveis pela infecção dos sistemas móveis. Instalar os programinhas somente de fontes confiáveis (a Google Play Store e as lojas dos fabricantes de smartphones no caso do Android, e da App Store no caso do iOS) reduz os riscos, mas não garante 100% de segurança. Diversos aplicativos infectados já burlaram a vigilância do Google e da Apple, e o phishing continua fazendo vítimas, seja por email, por SMS ou por telefone.
Em um mundo hiperconectado, nenhum software de segurança substitui o bom senso. Informar-se, desconfiar e proteger-se continuam sendo as melhores medidas protetivas de que dispomos. Adotá-las não significa ficar protegido por uma muralha intransponível, mas ignorá-las é procurar sarna para se coçar.
O Google tem emitido alertas frequentes para que usuários desinstalem imediatamente aplicativos que rastreiam dados silenciosamente e infectam dispositivos com malware, como cavalos de Troia bancários e adwares. Em fevereiro de 2026, novas ameaças que se disfarçam de plataformas populares como WhatsApp, Discord e YouTube foram identificadas tentando espionar usuários de Android.
Aplicativos de jogos e entretenimento como Theft Auto Mafia, Cute Pet House, Creation Magic World, Amazing Unicorn Party, Open World Gangsters e Sakura Dream Academy devem ser excluídos imediatamente. O malware DroidLock, descoberto recentemente, pode bloquear a tela para exigir resgate (ransomware), gravar áudio e até apagar dados do dispositivo. Frequentemente encontrados em utilitários e ferramentas de personalização, o Trojan Anatsa e o Joker roubam credenciais bancárias e inscrevem usuários em serviços pagos à sua revelia.
Aplicativos como NS Chat e Equifa VPN foram detectados na Play Store usando permissões excessivas para acessar localização e contatos enquanto executavam atividades maliciosas em segundo plano. No Brasil, uma ação recente derrubou mais de 20 serviços de streaming ilegal, como My Family Cinema, TV Express e Eppi Cinema, devido a riscos de segurança e pirataria.
Por essas e outras, fique atento aos seguintes sinais de que um aplicativo pode estar comprometendo seu aparelho: aumento repentino no uso de dados móveis ou bateria que descarrega muito mais rápido do que o normal; lentidão ou travamento do dispositivo sem motivo aparente; propagandas que aparecem fora de aplicativos ou que simulam ícones do sistema para se esconder; e aplicativos com nomes genéricos como Speed Boost, System Clean ou 4G Update, que costumam servir de fachada para malwares.
Utilize regularmente o Google Play Protect (acessível pelas configurações da Play Store) para escanear apps nocivos instalados e remova os que lhe parecerem suspeitos. Se um app não permitir a desinstalação, verifique em Configurações > Segurança > Administração do dispositivo e cancele a permissão de acesso administrativo antes de tentar novamente.
Boa sorte.

