terça-feira, 28 de abril de 2026

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 100ª PARTE

A BUROCRACIA É A ARTE DE CONVERTER O FÁCIL EM DIFÍCIL POR MEIO DO INÚTIL

Quando se trata dos buracos negros, uma questão intrigante é se a singularidade — ponto no espaço-tempo em que as leis da física não se aplicam — é ou não capaz de "engolir" uma galáxia inteira.

Na região fronteiriça desses corpos celestes, que se convencionou chamar de horizonte de eventos, a força gravitacional é tamanha que nem a luz consegue escapar. Isso mantém a singularidade oculta, mas muita coisa visível acontece enquanto "o glutão se alimenta", começando pela "espaguetificação" da matéria.

Para entender isso melhor, encha uma pia com água, destampe o ralo, pingue algumas gotas de corante e repare no fio colorido que espirala em direção ao centro do ralo antes de descer por ele. O aumento da temperatura durante esse processo gera anéis luminosos concêntricos — chamados de discos de acreção — que podem ser observados por telescópios sofisticados. 

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Os filhos de Bolsonaro decidiram dançar a coreografia da autofagia na antessala da sucessão. Distribuem dentadas em aliados que, segundo seus critérios, demoram a arregaçar as mangas pela candidatura presidencial do senador das rachadinhas, panetones e mansões milionárias. Na penúltima mordida, o vereador Jair Renan se juntou a um influenciador bolsonarista — Junior Japa — para fustigar Nikolas Ferreira nas redes sociais. O deputado mordeu de volta: "Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla, não alcança a de uma toupeira cega". Sem mencionar os irmãos, Flávio anotou que não é necessário 'pressionar' ninguém ou 'me defender' de pessoas que também querem um Bolsonaro de novo no Planalto.
A mensagem chega quando Carlos Bolsonaro anunciou que faria um "levantamento de membros do PL que não divulgam a candidatura" do irmão. No mês passado, Eduardo Bolsonaro intensificou a guerrilha familiar ao chamar Nikolas de "versão caricata de si mesmo". Em fevereiro, Eduardo já havia mordido o deputado e a madrasta Michelle, levando Nikolas a insinuar que o agressor precisa de tratamento.
Ironicamente, o incêndio no parquinho bolsonarista cresce junto com o ponteiro de Flávio nas pesquisas, que degusta um empate técnico com seu principal adversário em cenários de segundo turno. Para manter o viés de alta, Flávio se autoimpôs o desafio de atrair o eleitor independente.
Enquanto a famiglia Bolsonaro se consolida como um desafio a Charles Darwin — Flávio tenta convencer o país de que é um exemplar moderado da sua dinastia, enquanto os irmãos oferecem material para um estudo sobre a regressão da espécie bolsonarista — o PT aprovou três documentos inusitados. Um deles — o manifesto — se dedica a suavizar os outros dois — a tática eleitoral e as diretrizes para o programa do quarto mandato do macróbio eneadáctilo. Juntos, os textos do PT expõem planos que o governo do PT não foi capaz de realizar.
Na tática eleitoral e no programa de governo, o PT trata o Banco Central como bode expiatório. Defende juros de um dígito sem tratar do desequilíbrio fiscal. No manifesto, o bode sai da sala. O BC não é sequer mencionado — com Campos Neto na chefia, o lero-lero valia por um desabafo; com juros a 14,75% e Gabriel Galípolo no comando, nem isso (vale lembrar que, no governo Dilma, o PT cortou os juros para um dígito na marra. Deu em inflação, recessão e mais juros).
No manifesto, o PT defende a reforma política e eleitoral, com o fim das emendas orçamentárias impositivas, e prega a taxação da jogatina eletrônica das bets. No programa de governo fala até em proibir o jogo do tigrinho. Faltou lembrar que o cassino do celular foi impulsionado pelo governo Lula 3, no pressuposto de que renderia bilhões ao Tesouro por meio de licenças e tributos. Deu no endividamento das famílias e no mau humor do eleitor com o governo.
Na tática eleitoral, o PT rosna para o Supremo. Prega a reforma do sistema de Justiça para "superar a lógica neoliberal" que infesta a maioria das sentenças do Judiciário e para exterminar a "promiscuidade entre juízes e empresários". No manifesto, surge uma reforma do Judiciário água com açúcar, visando a "autocorreção" e o "fortalecimento do Estado de Direito". A menção ao Master, incluída em versões anteriores, sumiu dos textos.
Desde que chegou ao poder, em 2003, o petismo fala em reformar a política. Nos dois primeiros reinados, o molusco comprou apoio congressual com mensalão e petrolão. Sob Dilma, as emendas começaram a se tornar impositivas. Em 2022, Lula prometeu abolir o orçamento secreto, adotado sob Bolsonaro. Eleito, nem tentou.
Somando-se o tempo de Presidência de Lula e Dilma, o PT dá as cartas no Planalto há mais de 17 anos e oito meses. É mais fácil o partido consolidar a percepção de que ficou fora de moda do que a ideia de que virou antissistema do dia para a noite. Resta a Lula um consolo: na oposição, o único contraponto competitivo é Flávio Bolsonaro, uma novidade com aroma de naftalina.

Os buracos negros se tornam supermassivos devorando as estrelas mais próximas, mas, devido a limitações impostas pela dinâmica orbital e pela distribuição da matéria, não conseguem engolir galáxias inteiras .Por outro lado, sua extraordinária força gravitacional é tamanha que distorce o tecido do espaço-tempo e influencia estrelas e outros objetos, permitindo que eles sejam observados. Foi assim que os astrônomos descobriram Sagitário A* no centro da Via Láctea 


Observação: um estudo feito por pesquisadores da Universidade do Arizona (EUA) concluiu que buracos negros supermassivos ativos, com bilhões de vezes a massa do Sol, podem interferir não apenas em suas próprias galáxias, mas também em sistemas vizinhos, a milhões de anos-luz de distância. Essa radiação intensa aquece ou dispersa o gás interestelar, impedindo que ele esfrie e colapse para formar novas estrelas.


Quando o colapso de uma estrela resulta num buraco negro, sua massa e, consequentemente, sua força gravitacional permanecem as mesmas da estrela antes do colapso. Nosso Sol não tem massa suficiente para se tornar um buraco negro, mas, supondo que isso ocorresse, as órbitas dos planetas, cometas e asteroides continuariam iguais. 


Nosso sistema solar está a confortáveis 26 mil anos-luz do buraco negro supermassivo Sagittarius A*, no centro da Via Láctea, mas estrelas como S2 orbitam tranquilamente seu horizonte de eventos. O exemplar mais próximo conhecido é Gaia BH1, que fica a cerca de 14,8 quatrilhões de km da Terra. Detalhe: mesmo na velocidade da luz, uma viagem até lá levaria 1.560 anos. 


Isso pode parecer muito longe, mas, na escala astronômica, a constelação de Ophiuchus fica em nosso "quintal cósmico". O buraco negro mais distante descoberto até agora fica a 13,1 bilhões de anos-luz da Terra. Considerando que o Big Bang ocorreu há 13,8 bilhões de anos, ele é quase tão antigo quanto o próprio Universo.


De acordo com a teoria da inflação cósmica, o Universo dobrou sucessivamente de tamanho milhares de vezes em cerca de 10-36 segundos, produziu um cosmos homogêneo e plano e criou as quatro forças fundamentais, o tempo e o espaço. O diâmetro do universo observável é de 93 bilhões de anos-luz, e continua se expandindo. Não sabemos se ele é finito ou se replica em universos paralelos e forma um "multiverso", com diversas versões de nós mesmos.


Na visão dos criacionistas e seguidores das religiões abraâmicas, Deus criou o mundo e tudo que existe nele em seis dias. Já o pastor James Ussher, preciso como um cuco suíço, explica em seu livro The Annals of the World que o Criador deu início à sua obra às 9 horas da manhã do dia 23 de outubro de 4004 a.C., e que desde então todas as espécies criadas jamais sofreram qualquer alteração. 


Escorada na Relatividade, a teoria clássica do Big Bang sustenta que tudo começou com uma singularidade, mas um artigo publicado no Journal of High Energy Physics sugere que essa singularidade é uma ilusão matemática (os autores se embasaram num estudo que Karl Schwarzschild publicou em 1916 sobre buracos negros — que foi contestado mais adiante pelo astrônomo Arthur Eddington).


A hipótese de existirem regiões do espaço com força gravitacional suficiente para "capturar" a própria luz foi levantada pela primeira vez no século XVIII e ratificada pelas equações de Einstein, que forneceram a base para o entendimento atual dos buracos negros, mas foi somente em 2019 que o Event Horizon Telescope capturou a imagem de um exemplar no centro da galáxia M87, tornando real o que até então era uma possibilidade teórica. 


Sabe-se que os buracos negros crescem à medida que "se alimentam" e encolhem conforme perdem pequenas quantidades de energia (radiação Hawking), mas a física clássica falha em explicar a singularidade — um ponto em que Einstein previu densidade infinita. Como suas conclusões não são completas sem a gravidade quântica, teorias como a das cordas e a da gravidade quântica em loop tentam unificar a relatividade geral e a mecânica quântica, mas ainda estão em desenvolvimento. Até o momento não há evidências que confirmem ou refutem a existência de uma singularidade inicial, mas se uma dessas teorias for comprovada, teremos uma descrição do Big Bang que não envolva a singularidade. 


A matemática pode fornecer várias maneiras de modelar o universo nascituro, e algumas equações sugerem que a singularidade pode ser evitada. Isso depende de suposições específicas sobre a natureza do espaço-tempo e a maneira como os efeitos quânticos se manifestam. Einstein publicou suas equações no início do século passado, mas falhou em descrever o comportamento do espaço-tempo em escalas extremamente pequenas, nas quais os efeitos quânticos se tornam significativos e a presença de singularidades sugere a necessidade de uma abordagem mais completa, que inclua a gravidade quântica. 


Em 1995, propôs-se que cinco diferentes teorias das cordas seriam na verdade faces da Teoria de Tudo, que busca conciliar a relatividade geral (que funciona muito bem em escalas grandes, como planetas, estrelas e galáxias) com a mecânica quântica (que explica o comportamento da matéria e da energia em escala subatômica, como átomos e partículas fundamentais). 


Não é incomum que teorias aparentemente contraintuitivas ou meramente especulativas sejam comprovadas a posteriori, a partir de novas evidências e métodos experimentais. Exemplos disso incluem a própria relatividade, que revolucionou nossa compreensão do universo no século XX. A física está em constante evolução, e novas descobertas podem nos aproximar de uma resposta definitiva. Portanto, é saudável manter um ceticismo fundamentado, acompanhar os avanços na área e ver como essas teorias se desenvolvem.


Continua

segunda-feira, 27 de abril de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — AINDA SOBRE VIDA APÓS A MORTE

É LOUCURA NUNCA PENSAR NA MORTE, MAS TAMBÉM O É PENSAR NELA O TEMPO TODO.

A vida após a morte intriga a humanidade desde os tempos de antanho. Os antigos egípcios acreditavam na jornada do Ka (espírito) rumo ao reino onde os mortos passam a eternidade. Platão acreditava que uma metempsicose (transmigração das almas) produzisse um ciclo contínuo de renascimentos e uma existência além da física. Entre os hinduístas, o conceito de Sansara define a vida após a morte como um longo caminho até Moksha, onde a alma alcança a purificação e se liberta do ciclo de renascimentos.


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Desde o momento da filiação ao Partido dos Trabalhadores, Jorge Rodrigo Araújo Messias, o "Bessias", que neste 29 de abril deverá ser autorizado pelo Senado a assumir a vaga aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, pertence por vontade própria a seus chefes no partido, sabe disso e é feliz. 

No governo de Dilma, ele passou a ter por perto alguém a obedecer e aprendeu a cumprir missões complicadas sem perguntas nem hesitações. Graças ao desempenho no segundo escalão da Casa Civil, foi incorporado ao grupo de assessores jurídicos a serviço da "presidanta", que, impressionada com o espetáculo da obediência, passou a lhe delegar todas as tarefas perigosas. 

Ironicamente, a única que ele não pôde concluir lhe concedeu seus dez dias de fama, mas com o sobrenome deformado pela troca do M por um B.

Em março de 2016, o jovem recifense pousou no noticiário jornalístico devido a uma conversa telefônica entre Dilma e Lula, gravada com autorização judicial. Naquele dia, a dupla combinou que a afilhada instalaria na chefia da Casa Civil o padrinho, que estava prestes a ser preso pela Operação Lava-Jato, que assim recuperaria o direito de ser julgado pelo Supremo. 

Coisas do Brasil — hoje (des)governado por um ex-presidiário descondenado que sucedeu a um sacripanta golpista, que ora cumpre no conforto de sua mansão em Brasília a pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. E como o que é ruim sempre pode piorar, os pré-candidatos mais cotados para o Planalto na eleição de outubro são o macróbio eneadáctilo, que pugna pelo quarto mandato, e o primogênito do refugo da escória da humanidade. 

É mole ou quer mais???

 

Relatos envolvendo a permanência do "eu" durante EQMs vêm sendo colecionados e estudados há mais de 150 anos. Além da sensação de pairar fora do corpo, de encontrar parentes mortos ou entidades espirituais, de avistar jardins ou túneis com ou sem luz no final, algumas pessoas descrevem minuciosamente os procedimentos que as trouxeram de volta e o que os médicos conversaram durante a reanimação. 

 

Visando diferenciar EQMs de simples alucinações ou ilusões e ajudar a compreender melhor um fenômeno relatado de maneiras diversas por diferentes culturas, religiões e linhas de pensamento o psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, coautor do livro Ciência da Vida Após a Morte, criou o Modelo de Validação Espiritual baseado em critérios como inefabilidade (incapacidade de descrever completamente a experiência em palavras), novidade (característica incomum à experiência sensorial normal) e transformação (impacto profundo na visão de mundo e valores do indivíduo).  


Segundo Alexander, há quatro tipos de evidências: experiências de quase morte, experiências mediúnicas, memórias de vidas passadas, e aparições. No âmbito das EQMs, ele cita um caso publicado no The Lancet, no qual um paciente que chegou ao hospital praticamente morto, mas foi reanimado e, ao despertar do coma, pediu a um enfermeiro que fosse buscar sua dentadura... que estava exatamente onde ele disse que estaria, embora ele não pudesse saber disso. 


Em outro experimento, um médium foi solicitado a colocar um casal em contato com o filho que morrera de câncer aos 11 anos. Durante a psicografia, o menino fez uma piada com a senha de Internet da família — coisa que o médium não teria como saber. 


Há milhares de casos de crianças que descrevem o que faziam "em vidas passadas" logo que aprendem a falar. Num deles, uma menina asiática de 3 anos que estava vendo televisão apontou para a imagem de um templo famoso do Sri Lanka, disse que morou naquela região, descreveu um rio que ficava próximo dali e contou que andava de bicicleta quando "um carro grande passou por cima dela". A família investigou e descobriu que havia uma loja de incenso atrás do templo e que um dos funcionários que fazia entregas de bicicleta passou desta para melhor após ter sido atropelado por um caminhão. 


A única explicação possível é que a consciência continua existindo depois que o cérebro para de funcionar. Em outras palavras, talvez a morte não seja um acontecimento tão "terminal" quanto a maioria de nós imagina. Como ensinou Esculápio — o filho de Apolo e da mortal Corônis, que, treinado pelo centauro Quíron, tornou-se um curandeiro tão habilidoso que conseguia ressuscitar os mortos, o que levou Zeus a matá-lo com um raio para restaurar a ordem natural —, muitas pessoas temem a morte e a consideram a pior tragédia que podem sofrer, quando ela não passa da dissolução de um corpo exaurido.


Assim como o corpo deixa ventre da mãe ao ficar maduro, a alma deixa o corpo ao atingir a perfeição.

Continua…

domingo, 26 de abril de 2026

DICAS CULINÁRIAS

TODO CASAMENTO É FELIZ. TENTAR VIVER JUNTO DEPOIS É QUE CAUSA OS PROBLEMAS.

Superfícies quentes, objetos pontiagudos e o risco de incêndio tornam as cozinhas tão “perigosas” quanto os banheiros — tradicionais campeões em acidentes domésticos, sobretudo com idosos.


Vale lembrar que armas não matam pessoas; pessoas matam pessoas. Em outras palavras, o cerne do problema está no uso que se faz das tecnologias, ferramentas e utensílios em geral — uma faca afiada tanto serve para fatiar carne em bifes quanto para eviscerar um desafeto.


Falando em facas, jamais tente pegar uma faca que está caindo. Em vez disso, dê um passo para trás, evitando que ela caia no seu pé.


Tampouco adicione farinha ou amido de milho (maisena) a líquidos quentes — em vez disso, misture-os com líquidos frios ou mornos antes de adicioná-los ao calor.


Não use luvas de forno molhadas, pois a umidade as torna melhores condutoras de calor — isso vale também para panos de prato. 


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Não há hoje no horizonte razões substantivas para se temer pela continuidade da vigência do regime democrático no Brasil, ao menos no que concerne às candidaturas presidenciais já apresentadas. Luiz faz jus ao histórico de respeito à legalidade em derrotas anteriores quando diz que, se perder, nada lhe cabe a não ser aceitar o resultado. Já seu principal oponente sinaliza só aceitar como legítima a própria vitória (filho de peixe peixinho é), mas a prisão do pai confere ao discurso o tom de bravata desprovida de lastro na realidade.

Como a defesa da democracia é bandeira eleitoral com prazo de validade vencido, se quiserem conquistar os votos determinantes dos indecisos/independentes — algo na casa do 30% do eleitorado —, ambas essas figuras vomitivas precisam combater no campo do atendimento às demandas daqueles desprovidos de emoções ideológicas. Esses eleitores podem não ser gênios ou luminares, mas sabem como o macróbio governa. No entanto, não fazem a mais pálida ideia de como o primogênito do golpista pretende governar. A referência da gestão do pai é negativa e a tentativa do filho de imprimir colorido moderado às convicções da família esbarra nas convicções do clã sobre a maneira de conduzir o país. 

Bobi filho negará Bibo Pai? Duvideodó.


Nunca coloque recipientes de vidro quentes sobre superfícies molhadas — o choque térmico pode fazer o vidro se partir — nem raspe resíduos da tábua de cortar usando a faca, pois isso irá “cegar” a lâmina.


Fermento em pó e bicarbonato de sódio não são a mesma coisa — substituir um pelo outro pode estragar a receita.


Lave bem as mãos depois de manusear alho, cebola, pimenta e pimentões.


Não tente bater claras em neve se houver qualquer resquício de gema nelas, nem mexa o arroz se a ideia não for fazer risoto.


Jamais coloque facas afiadas na máquina de lavar, pois as altas temperaturas danificam o metal e tiram o seu fio.


Não fatie a carne logo após cozinhá-la — deixe-a descansar por alguns minutos para que os sucos se redistribuam de maneira uniforme — e tampouco use a faca que cortou a carne para fatiar legumes — a carne crua contém bactérias que podem ser transferidas para os legumes (o mesmo vale para a tábua de cozinha).


Não mergulhe o dedo nos alimentos para verificar a temperatura ou o sabor — é para isso que servem as colheres — nem use utensílios culinários metálicos em panelas antiaderentes, sob pena de estragar o revestimento.


Não abra a porta do forno se vir fogo dentro — a entrada de oxigênio fará com que as chamas se intensifiquem; se o fogo não se extinguir em alguns minutos, use um extintor ou chame os bombeiros.


Ao servir macarrão, polvilhe o queijo ralado enquanto a massa ainda está quente — isso faz com que ele derreta e se incorpore ao molho.


Se você deixar o macarrão industrializado de molho em água fria por 90 minutos, ele cozinhará em cerca de 1 minuto (isso não vale para massas frescas).


Para que o molho envolva a massa, evite colocar óleo ou azeite na água do cozimento — nossas avós o faziam para evitar que os fios do macarrão grudassem, mas, nas massas industrializadas que usamos atualmente, o óleo cria uma camada gordurosa que dificulta a aderência do molho.


Quando fritar seja lá o que for, não encha demais a frigideira, ou o óleo vai esfriar e a comida, “cozinhar no vapor”. Se for preciso acrescentar mais óleo na frigideira, coloque-o nas bordas, bem devagar, pois assim, ele estará quente quando chegar até o alimento.


Para eliminar o cheiro de alho, esfregue as mãos no aço inoxidável da pia antes de lavá-las.


Para evitar que as camadas da cebola se separem, fatie-a sem tirar a raiz. Para caramelizar cebolas em poucos minutos, adicione uma colher (café) de bicarbonato de sódio.


Para extrair mais suco de limões e laranjas, role as frutas sobre uma superfície dura, pressionando-as com a palma da mão, ou aqueça-as no micro-ondas por 30 segundos.


Para evitar que os ovos fritos grudem na frigideira, aqueça o óleo, mergulhe a espátula (de metal) na gordura quente e frite-os até que as bordas fiquem levemente douradas.


Para saber se o óleo está quente, mergulhe a ponta do cabo de uma colher de pau ou um palito de espetinho; quando bolhas se formarem em torno da madeira, pode começar a fritar. Outra maneira consiste em colocar um palito de fósforo dentro da frigideira; quando ele acender, o óleo está no ponto. 


Para obter melhores resultados ao fazer bolos e pães, certifique-se de que os ovos estejam em temperatura ambiente e a manteiga, gelada — a menos que a receita especifique outra coisa.


Para manter bonita a cor dos vegetais, mergulhe-os em água gelada assim que estiverem cozidos, e para evitar que a salada de folhas murche, não a tempere antes de servir; coloque o molho numa cumbuca e deixe que cada comensal tempere sua salada no prato. 


Ponha um pano de prato ou uma toalha de papel úmida sob a tábua de cozinha para evitar que ela se mexa quando você fatiar a carne ou cortar legumes. E se for fatiar bifes, colocar a peça ou pedaço de carne no freezer por cerca de meia hora faz com que ele fique mais fácil de cortar. 


Até a próxima.