segunda-feira, 4 de maio de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — AINDA SOBRE REENCARNAÇÃO

AQUELE QUE PERGUNTA PODE SER UM TOLO POR ALGUNS MINUTOS; MAS AQUELE QUE DEIXA DE PERGUNTAR SERÁ UM TOLO PELO RESTO DA VIDA.  

O conceito da reencarnação é quase tão antigo quanto as religiões, e fincou raízes no bramanismo, no hinduísmo, no budismo e nas religiões africanas e de povos indígenas, embora seja menos presente no judaísmo, no cristianismo e no islamismo (detalhes nesta postagem). 

O matemático grego Pitágoras (570 a.C. - 496 a.C.) teria presenciado cerimônias em que espíritos afirmavam ter reencarnado em corpos humanos. Allan Kardec publicou diversos livros sobre experiências mediúnicas e fundou a doutrina espírita, da qual a reencarnação é um dos principais pilares. 


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A articulação envolvendo a indicação de Jorge "Béssias" Messias ao Supremo e a discussão sobre a dosimetria das penas do 8 de Janeiro mostram um enredo de alianças, interesses convergentes e rearranjos de poder. Embora não apareça formalmente no centro da operação, o ministro Alexandre de Moraes surge como personagem decisivo no movimento conduzido por Davi Alcolumbre.

Alcolumbre e Moraes mantêm uma relação antiga de confiança: Os dois, além de Rodrigo Pacheco, são amigos de longa data, jantam juntos em Brasília e se frequentam com intimidade.

O presidente do Senado jamais promoveria um alívio nas penas dos condenados do 8 de janeiro sem consultar o relator do caso. Mesmo porque evitar a redução das penas era ponto de honra do relator do caso até pouco tempo atrás, e aprová-la seria enfraquecê-lo. Mas o caso Master alterou o equilíbrio político: o ato só foi possível porque o escândalo fez o vento da política virar. Moraes viu sua vulnerabilidade crescer quando seu antagonista André Mendonça foi alçado à condição de relator do caso, e levar Béssias ao STF era, dentro desse contexto, uma possibilidade de fortalecer aquele que gostaria de esclarecer as circunstâncias do contrato da esposa do ministro. Mendonça era um dos padrinhos de Béssias no STF, e foi para casa dele que o ministro-pastor foi após se encontrar com Lula na noite da derrota, para bater os cascos, digo, juntar os cacos, e contabilizar as traições.

A resistência ao nome do indicado já existia: Moraes considerou um equívoco a indicação de Lula antes mesmo de o caso Master eclodir, e já dizia lá atrás que Béssias iria perder — vale lembrar que ele preferia ver Pacheco, seu outro amigo, engrossando as fileiras de aliados na corte. Quando o Master surgiu atropelando tudo, esse objetivo ficou ainda mais premente. Era hora de barrar, mas para barrar era preciso que a redução das penas servisse de moeda de troca no enterro da CPI do Master e na dosimetria. E foi assim que o chamado  "herói da resistência" ao golpe abençoou um revés a si mesmo.

Sem Béssias, André Mendonça segue em parcial isolamento e em clara minoria. O episódio mostrou um mundo invertido em Brasília, no qual antigos aliados — Lula e Moraes — viraram rivais, e tradicionais antagonistas — André Mendonça e um ministro de Lula (Béssias), além de Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro, por intermédio de Alcolumbre —, viraram aliados de ocasião.

O artigo mais frequente da política — a traição — desfilou sem inibição por esses dias: Béssias foi traído por gente até então próxima ao próprio governo, e Mendonça foi traído por amigos da bancada evangélica que lhe prometeram votos a favor de Béssias minutos antes da votação, mas entregaram a cabeça do candidato da mesma fileira religiosa, mostrando que o voto evangélico se rendeu aos interesses do establishment.

No arsenal de votos contrários ao governo, houve de tudo, de desafeto de Messias a gente incomodada com Lula por diferentes razões. Esse strike contra o molusco só foi possível graças à convicção do centrão e de parte do STF de que o dito-cujo está politicamente agonizante, em viés de derrota nas eleições. Por outro lado, a política não é escrita em linha reta: se o xamã petista se reerguer e sair vitorioso em outubro vitorioso, tudo pode mudar. Aliás, alguma coisa sempre precisa mudar para que tudo fique do jeito que está.


Até meados do século passado, memórias de outras vidas eram classificadas como "distúrbios mentais". Atualmente, quando não são tachadas de mistificação, essas lembranças são atribuídas a coincidências ou "auto-induções bem intencionadas". 


O diretor da área de assistência espiritual da Federação Espírita do Estado de São Paulo, Wlademir Lisso, prefere embasar suas palestras em pesquisas de universidades estrangeiras. Segundo ele, terapias de regressão não provam nada nem tampouco são bem-vistas pelos espíritas. 


O pesquisador mineiro Hernani Guimarães Andrade, autor de Reencarnações no Brasil, conta em seu livro o caso de uma menina paulistana que, com um ano de idade, começou a dizer palavras em italiano sem que ninguém as tivesse ensinado e a relatar lembranças da Segunda Guerra Mundial (que deixaram de jorrar depois que ela completou 3 anos).

 

Pesquisadores de várias universidades ao redor do mundo vêm buscando explicações para marcas de nascença tidas como evidências de reencarnação. Um levantamento feito com 210 crianças que alegaram ter lembranças de outras vidas apontou que 35% delas apresentavam marcas congênitas na pele, e 90% dos laudos necroscópicos das pessoas que elas supostamente foram em outra encarnação apresentaram correspondência "satisfatória" entre os ferimentos que causaram sua morte e as marcas de nascença das crianças.

 

Para o professor Ian Stevenson, existem fortes indícios de que muitas crianças conseguem se lembrar de suas vidas anteriores. Ele cita o caso de uma menina da antiga Birmânia (hoje Myanmar) que, numa encarnação anterior, morreu durante uma cirurgia cardíaca. Curiosamente, o peito da menina tinha uma longa linha vertical hipopigmentada, que correspondia perfeitamente à incisão cirúrgica feita no da falecida.

 

O professor Jim B. Tucker, da Divisão de Estudos da Personalidade do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Virgínia, estuda casos de depressão e outros distúrbios em crianças e adolescentes que relatam lembranças de vidas passadas. Em entrevista concedida a Superinteressante, ele disse ter colecionado mais 2.500 casos, a maioria envolvendo crianças pequenas que descrevem familiares falecidos que jamais conheceram, ou que têm marcas de nascença que correspondem a ferimentos de pessoas que supostamente "foram" numa vida anterior.


Nenhum desses casos é "prova" de reencarnação, mas os relatos mais significativos são fortes indícios de que algumas pessoas guardam lembranças de vidas anteriores.


Continua…

domingo, 3 de maio de 2026

MAIS DICAS CULINÁRIAS

NA MINHA COZINHA EU SOU O CHEF, O CIENTISTA E O MESTRE DO UNIVERSO.

Desde as primeiras versões do Windows, a Microsoft adotou deliberadamente a redundância de caminhos para a mesma ação, com menus, botões, cliques contextuais, atalhos de teclado e linhas de comando produzindo o mesmo resultado. No âmbito da TI, essa diversidade resulta de uma escolha de design voltada a públicos distintos, níveis variados de familiaridade e estilos diferentes de interação. 


Mutatis mutandis, o mesmo raciocínio se aplica à culinária, onde há várias maneiras de preparar alimentos, não raro com o mesmo utensílio — numa frigideira de borda alta, por exemplo, pode-se tanto fritar um bife por contato direto quanto utilizar maior quantidade de gordura, aproximando-se de uma fritura profunda.


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FELIZ DIA DO OTÁRIO


O "Dia da Liberdade de Impostos" em 2026 cai em 29 de maio — após 153 dias trabalhados exclusivamente para fazer frente à escorchante carga tributária pelos governos federal, estaduais e municipais. 

Esse número é calculado anualmente pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) mediante a conversão da carga tributária em dias de trabalho. Se o brasileiro paga, em média, cerca de 40% de sua renda em impostos de todas as formas, isso equivale a trabalhar quase 42% do ano para o governo antes de ficar com qualquer coisa para si. 

A maior fatia é representada pelos tributos sobre o consumo — 83 dias —, seguida dos tributos sobre a renda — 55 dias — e sobre o patrimônio — 11 dias —, mais 4 dias adicionais referentes às mudanças no IOF. 

No início dos anos 2000, o Dia da Liberdade de Impostos caía em torno de 7 de maio, representando cerca de 127 dias. Em 2015, chegou a 26 de maio (145 dias). Em 2025, foram 149 dias. Em 2026, bateu 153 — um dos maiores registros históricos: o Boletim do Tesouro Nacional divulgado em abril de 2026 aponta que a carga tributária brasileira atingiu 32,4% do PIB em 2025, o maior percentual da série histórica iniciada em 2010. 

Já o Impostômetro indica que, entre janeiro e o fim de abril deste ano, os governos federal, estaduais e municipais já arrecadaram mais de R$ 1,3 trilhão em impostos.  E como desgraça pouca é bobagem, a carga tributária brasileira é atipicamente elevada para o nível de desenvolvimento econômico — e o sistema é igualmente problemático em termos de complexidade. Levantamentos realizados por pesquisadores de universidades alemãs colocam o Brasil consistentemente entre os países com sistemas tributários mais complexos do mundo. 

Resumo da ópera: Você, que trabalha quase meio ano só para pagar impostos — e a tendência histórica é de piora; embora uma reforma estrutural esteja em curso, os primeiros efeitos concretos só deverão aparecer, e isso se aparecerem, a partir de 2027-2029 —, meus parabéns: Primeiro de Maio não é o dia do trabalho nem do trabalhador, e sim o DIA DOS OTÁRIOS, gente que elege governantes incompetentes e corruptos e se orgulha de seus bandidos de estimação. 

Como um país assim poderia dar certo? 


O azeite é mais saboroso — e saudável — do que os óleos de soja, milho, canola, girassol etc., e basta misturá-lo com manteiga em partes iguais para ampliar sua faixa de uso em preparações quentes. Os do tipo extravirgem atingem o ponto de fumaça entre 160 °C e 190 °C, daí a recomendação de usá-los em frituras de temperatura moderada a baixa. Os de “tipo único” e os compostos suportam temperaturas em torno de 200 °C, sendo mais indicados para frituras com maior volume de óleo. 


Devido aos sólidos do leite, a manteiga escurece e desenvolve sabores amargos a temperaturas relativamente baixas. Quando misturada ao azeite, esses sólidos são diluídos, o que retarda a queima e melhora o desempenho da gordura na frigideira. Seu valor calórico é semelhante ao do azeite, mas ela é rica em gordura saturada — associada ao aumento do risco cardiovascular. 


O azeite é predominantemente composto por gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, e parte de seus benefícios decorre dos antioxidantes naturais que ele contém. Já o sal realça o sabor da comida, mas deve ser usado com parcimônia, pois o consumo excessivo está associado à hipertensão e à retenção de líquidos.


Fritas em azeite (ou numa mistura de azeite e manteiga), as batatinhas ganham um sabor diferenciado, mas o preço nas alturas não recomenda essa prática. Ainda assim, azeites de tipo “único” — mais baratos que os extravirgem — podem ser empregados em frituras com maior quantidade de óleo — caso da mandioca, do bife à milanesa e de salgadinhos como quibe, croquete, bolinhos etc.


Assar lentamente (roasting) consiste em usar o calor seco do forno em temperaturas médias para obter um alimento ''bronzeado'' e saboroso​​. Uma vez que a comida está no forno, você não precisa ficar mexendo e virando de lado toda hora, embora deva fazer isso de vez em quando. Também pode ser preciso adicionar algum líquido para que o alimento não resseque. Essa técnica combina melhor com peças de carne macias, frangos inteiros, legumes e vegetais como abóbora, batata, batata-doce, beterraba e nabo, e é benéfica para a saúde porque quase nenhuma gordura é adicionada. 


Tostar também consiste em usar o calor seco do forno para cozinhar alimentos, mas a temperaturas mais elevadas. Embora o termo seja geralmente associado a bolos, biscoitos e outras sobremesas, assar alimentos que contêm uma grande quantidade de água — como frutas — faz com que sua umidade natural evapore lentamente enquanto o calor do forno ajuda a concentrar o sabor. Pratos gratinados também funcionam bem assados no forno, mas muitas vezes levam manteiga e queijo com muita gordura. Em vez disso, você pode usar alternativas mais saudáveis, como leite e queijos com baixo teor de gordura. 


Assar o alimento na grelha, em uma fonte de calor como carvão ou lenha em brasa, é um processo rápido e que produz sabores robustos. Por causa da pouca ou nenhuma gordura que é adicionada durante o preparo, essa técnica é considerada saudável, embora potenciais cancerígenos chamados aminas heterocíclicas (AHCs) tendem a surgir quando as carnes ficam muito passadas, quase esturricadas. Marinar a carne vermelha ou aves por pelo menos cinco minutos em uma mistura com óleo ou à base de vinagre pode reduzir significativamente a quantidade de AQP. 


Outra opção consiste em cozinhar o alimento apenas em água ou num caldo saboroso fervente, como algum tipo de vinho ou suco, até ele ficar macio. Normalmente, os alimentos são mergulhados inteiros ou em pedaços grandes, o que ajuda a mantê-los úmidos e suculentos sem a necessidade de manteiga, grandes quantidades de óleo ou molhos ricos em gordura.


Embora esse processo costume ser feito no fogão a gás, numa panela coberta, também é possível embrulhar os alimentos em papel alumínio e assá-los na grelha — o que é particularmente útil no preparo de carnes magras, ovos, peixes e aves, que precisam de tratamento cuidadoso para não cozinhar demais. 


Bom apetite.

sábado, 2 de maio de 2026

AGENTE AUTÔNOMO DE IA NO GEMINI

AS PUTARIAS QUE VOCÊ FAZ JAMAIS COMPENSAM AS SACANAGENS QUE OS OUTROS FAZEM COM VOCÊ.  

O Google anunciou uma expansão nas capacidades do Gemini para Android, que permitirá executar tarefas dentro de aplicativos de terceiros — como solicitar corridas no Uber ou realizar pedidos de comida em apps de delivery, entre outros. 


Restrita inicialmente aos Estados Unidos e à Coreia do Sul, a novidade deve entrar em fase beta em breve para a linha Pixel 10 — indisponível no Brasil — e os recém-anunciados Samsung Galaxy S26, e também introduzirá um agente da Perplexity. Segundo a emrpesa, a iniciativa é um avanço importante na transição do software, que deixaria de ser apenas um sistema operacional para se tornar um “sistema de inteligência”.


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No instante em que o brasileiro preenche a declaração de Imposto de Renda para acertar suas contas com o Fisco, desbarata-se um esquema de corrupção no Porto do Rio de Janeiro: em troca de propinas, servidores da Receita Federal permitiram a entrada no Brasil, sem fiscalização, de mais de R$ 86 bilhões em mercadorias.

A Polícia Federal realizou batidas nos endereços de 25 auditores e analistas da Receita. Numa residência, apreendeu cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo. Noutras duas, recolheu dólares: US$ 200 mil e US$ 348 mil — convertidas para moeda local, as duas cifras correspondem a cerca de R$ 3 milhões. A troca de propinas por sonegação de impostos de empresas importadoras começou em 2021, sob Bolsonaro, e se manteve sob Lula até o mês passado.

O novo escândalo passa a dividir o noticiário com outros casos duros de roer: o assalto das verbas do Orçamento federal, o roubo bilionário das aposentadorias, as fraudes do falecido Banco Master, a infiltração do crime organizado na economia formal e no sistema financeiro nacional e a vomitativa campanha eleitoral para presidente deste arremedo de republiqueta de bananas. 

A corrupção é tanta que acaba roubando até o significado da palavra "contribuinte". O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da ABL cataloga cerca de 380 mil palavras. Num idioma tão rico de significados, "contribuinte" — aquele que contribui — começa a perder o sentido quando o dinheiro é arrancado na marra do bolso do dono, e se desvirtua por completo quando a verba que deveria financiar o aparato estatal de fiscalização, os serviços públicos, as obras do Estado e até as aposentadorias se transforma em corrupção.

E viva o sapientíssimo eleitorado tupiniquim, que, pelo visto, continua dividido entre conceder o quarto mandato ao ex-presidiário macróbio e guindar ao Planalto o abjeto senador das rachadinhas, panetones e mansões milionárias, primogênito do vomitativo ex-presidente golpista, que goza da cara do povo "gozando" em prisão domiciliar a pena de 27 anos de reclusão que lhe foi imposta por tentativa de golpe de Estado.


A interação com a nova ferramenta é rápida e deve funcionar como a ativação dos assistentes virtuais. O usuário só precisa pressionar e segurar o botão de energia do celular e dar um comando de voz, como “peça um Uber para…”. A partir do comando, o Gemini executa o app dentro de uma janela virtual e navega pelo processo de compra etapa por etapa. Toda a ação ocorre em segundo plano, deixando o usuário livre para continuar usando o smartphone normalmente.


Para evitar surpresas, o assistente detalha em tempo real o progresso da tarefa e notifica o usuário caso precise de ajuda para escolher entre duas opções ou se algum item solicitado estiver esgotado. A exemplo do que ocorre em agentes de IA para computadores, o Gemini não finaliza o pagamento; quando o carrinho de compras ou a rota do transporte estiverem configurados, ele emite um alerta para que o usuário revise e envie o pedido final manualmente.


O Google enfatiza que as automações só começam sob comando direto e param assim que a tarefa é concluída ou interrompida pelo dono do aparelho. Como o Gemini opera em uma janela virtual isolada, a empresa diz que o assistente não tem acesso ao restante do conteúdo do dispositivo durante a execução das ações.


Segundo apuração do The Verge, desenvolvedores podem facilitar a interpretação das interfaces pela IA ao expor ações nativas por meio de protocolos como o MCP (Model Context Protocol) ou pela estrutura de funções de aplicativos do próprio Android. Quando essas integrações não estão disponíveis, o sistema tenta identificar os elementos na tela de forma visual, simulando a navegação que seria feita manualmente pelo usuário.


Vale destacar que a execução automatizada de tarefas por assistentes de IA será incorporada de forma nativa ao Android 17, ampliando a disponibilidade do recurso para além dos dispositivos recém-lançados.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 101ª PARTE — VELOCIDADE DA LUZ E DILATAÇÃO DO TEMPO

ANTIGAMENTE, A MÍDIA DOMINAVA AS MASSAS. COM O ADVENTO DAS REDES SOCIAIS, OS IDIOTAS GANHARAM VOZ E DOMINARAM A MÍDIA.  

Até meados do século XVII, acreditava-se que a luz viajava pelo espaço a uma velocidade infinita. Em 1676, observando a órbita dos satélites de Júpiter, o dinamarquês Ole Rømer estimou a velocidade da luz em 225.000.000 m/s — o valor exato é 299.792.458 m/s, mas só foi determinado cerca de 200 anos depois.


Em 1915, Einstein estabeleceu que a velocidade da luz (designada pela letra "c") representa o limite máximo no Universo, mas diversos físicos teóricos tentam provar que é possível alcançar velocidades "superluminais" sem violar as regras cósmicas. Se isso realmente se confirmar, estaremos prestes a colher o fruto mais cobiçado da árvore da Relatividade Geral, que é viajar no tempo.


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Ouvir ou assistir ao jornais falados e televisivos fica mais difícil a cada dia, e tudo indica que, se houver mudanças no curto prazo, deverá ser para pior, dado o início oficial das abjetas campanhas eleitorais dos vomitativos candidatos à Presidência (isso não exclui, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, mas essa é uma é outra conversa). Dito isso, reforcemos nosso estoque de remédios contra enjoo e sigamos adiante.  

A magistratura brasileira se perde na mais elementar aritmética, à luz da qual, somando penduricalhos aos contracheques, os juízes dividiram o país entre a casta dos supersalários e a plebe ignara que paga a conta. 

Intimados pelo Supremo a subtrair parte das vantagens, suas excelências multiplicam as desculpas para descumprir a ordem. Na penúltima manobra, a associação dos magistrados brasileiros pediu novo prazo ao Supremo. Alegando que os tribunais estão "tendo dificuldades de compreender e operacionalizar o cumprimento da decisão", pede 30 dias de adiamento contados a partir do julgamento de recursos que sequer foram apresentados.

Pela Constituição, o maior contracheque da administração pública deveria ser de R$ 46,3 mil, mas, no ano passado, o salário médio da casta foi de R$ 81,5 mil, e vencimentos acima de R$ 100 mil viraram arroz de festa, embora a ordem do Supremo seja clara como água de bica: a partir deste mês de abril, nenhum juiz poderá receber mais do que R$ 78,8 mil.

O historiador Capistrano de Abreu (1853-1927) sugeriu que a Constituição tivesse apenas dois artigos: 1º - Todo brasileiro está obrigado a ter vergonha na cara; 2º - Revogam-se as disposições em contrário. Como isso parece ser impossível nesta banânia, talvez a alternativa seja fornecer uma boa calculadora à magistratura nacional.


Considerando que a sonda espacial mais rápida lançada pela NASA atingiu 692.000 km/h em dezembro de 2024, 1,08 bilhão de quilômetros por hora é uma velocidade vertiginosa, mas torna-se bem menos impressionante sob a óptica de um Universo que se estende para todos os lados por cerca de 440 sextilhões de quilômetros. 


Estima-se que o Universo tenha cerca de 13,77 bilhões de anos, 93 bilhões de anos-luz de diâmetro, e que esteja em constante expansão. Como essa expansão acontece a uma velocidade superior à da luz, determinadas regiões do espaço permanecerão eternamente isoladas. 


Embora se propaguem no vácuo a uma velocidade uniforme e constante, os fótons demoram 8 minutos e 13 segundos para percorrer os 150 milhões de quilômetros que separam o Sol da Terra, e 4,24 anos para alcançar Proxima Centauri, que se encontra a trilhões de quilômetros de distância do nosso sistema solar. Por outro lado, mesmo viajando em sua velocidade máxima, a sonda retrocitada demoraria 13.211 anos para fazer esse trajeto.


Se chegássemos a Proxima Centauri, poderíamos observar seus planetas bem de perto e descobrir mais sobre sua composição, bem como observar os objetos transnetunianos e a nuvem de Oort, enfim, descobrir o que existe em regiões que os telescópios não conseguem “enxergar”. Mas para isso é preciso encontrar maneiras de atingir velocidades próximas à da luz ou mesmo superiores, pois só assim poderemos fruir plenamente dos efeitos da dilatação do tempo


Físicos teóricos já propuseram algumas soluções, como os hipotéticos motores de dobra espacial — que esticam a estrutura do espaço-tempo em uma onda, fazendo com que o espaço adiante na nave se contraia e o espaço atrás dela se expanda, encurtando o caminho a ser percorrido. O detalhe — e o diabo mora nos detalhes — é que para dobrar uma pequena bolha no espaço seria preciso um tipo de energia com densidade negativa, o que exigria matéria negativa, que não é vendida no mercadinho da esquina.


Diante disso, um novo estudo propõe o uso de sólitons — um tipo de onda que mantém sua forma e energia enquanto se move a uma velocidade constante — que foram descritos pela primeira vez em 1834. Erik Lentz, autor do artigo, acredita que os sólitons possam resolver o problema da limitação de velocidade no espaço, mas para isso eles teriam que ser mais velozes do que a luz.


Havendo energia suficiente para a nossa hipotética nave, os sólitons poderiam funcionar como as bolhas de dobra espacial descritas antes, permitindo que a nave passasse pelo espaço-tempo protegida das forças extremas das marés (sem a qual os astronautas seriam seríamos espaguetificados). A boa notícia é que não seria preciso utilizar energia negativa, mas a má notícia é que a quantidade de energia comum exigida equivale a centenas de vezes a massa de Júpiter — coisa que nenhum reator nuclear disponível na Terra seria capaz de gerar. 


Para que essa solução se torne viável, será preciso descobrir como reduzir esse gasto de energia. Mas vale lembrar que o impossível só é impossível até que alguém duvide e prove o contrário, e que desafiar os limites é a única maneira de superá-los. No alvorecer do século XVI, a esquadra de Cabral levou 44 dias para vir de Lisboa até o que seria futuramente o litoral sul da Bahia. Antes de ser aposentado em 2003, o supersônico Concorde já cruzava o Atlântico em cerca de três horas.

Observação: A título de curiosidade, as mensagens enviadas pela sonda Voyager 2, que está a mais de 18 bilhões de quilômetros da Terra, demoram 16 horas e meia para serem recebidas pela NASA. 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

SOPA DE LETRAS

ESCREVEU, NÃO LEU, O PAU COMEU!

'cpa nn vou p rz'


Traduzida para o português tradicional (ou para o vocabulário de quem nasceu antes dos anos 2000), a frase acima seria algo como: "Sem enrolação, já te digo que talvez eu não vá para esse encontro com nossos amigos."


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Aliados que fizeram campanha pela indicação de Jorge Messias para o Supremo dizem agora que o desfecho já vinha sendo sinalizado. Segundo esses relatos, Davi Alcolumbre (União-AP) teria dito desde a véspera que a indicação seria derrotada, o que de fato aconteceu nesta quarta-feira à noite.

Nos bastidores, senadores chegaram a relatar a um ministro do Supremo que até gostariam de votar a favor de Messias, mas não estavam sendo liberados por Alcolumbre — reforçando a leitura de que o controle político da votação passou diretamente pelo presidente do Senado.

Fontes ligadas ao presidente Lula (PT) atribuem o resultado a uma combinação de fatores: traições de última hora, frustração com votos que eram considerados certos e, principalmente, a disputa política-eleitoral em curso no Senado.

Nesse cenário, o grupo de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, aparece como peça-chave.

A avaliação é que houve uma articulação organizada para transformar a votação em um símbolo de enfrentamento ao governo. A estratégia que acabou bem-sucedida.


Veja abaixo a tradução dessas abreviações e gírias usadas pela geração z em chats no WhatsApp e em redes sociais:


cpa: Abreviação de "se pá" (ou "cipá"). Significa "talvez", "pode ser", "se der", "quem sabe". Exemplo: "Cpa eu vou" = Talvez eu vá.


pprt (que não aparece no print, mas é bem comum): Papo reto (de verdade, sem enrolação).


rz: Abreviação de resenha. Refere-se a rolê, encontro com os amigos, conversa, festa ou qualquer programa descontraído e divertido. Exemplo: "Vou pra rz" = Vou pra resenha (vou sair com a galera).


nn: não. Pois é, para economizar uma letra na digitação.


amnh: Abreviação simples de amanhã (os jovens de hoje parecem não ter grande apreço por vogais nem por iniciar as frases com maiúsculas).


várzea: Algo bagunçado, caótico, divertido de um jeito desorganizado. Exemplo: "Vai ser mó várzea" = "Vai ser bagunçado/ vai ser bem louco/divertido."


-1000 aura: Alguém perdeu muito status, passou vergonha, fez algo sem carisma, ficou com "vibe" negativa. Perder "-1000 aura" é o oposto de "ganhar aura" ("ficar bem na fita").


você não tem aura, mano: Frase usada para zoar ou criticar alguém que está sem carisma, sem graça, agindo de forma "beta" ou sem estilo. É como dizer: "Você não tem presença / não tá mandando bem / tá sem vibe". Bem comum em tom de zoeira entre amigos.


se pa: O mesmo que cpa. Variação de "se pá" → talvez, "pode ser", "se rolar". Exemplo: "Se pa eu vou amanhã" = Talvez eu vá amanhã.


fds: Atualmente, entre os jovens, quase sempre significa "foda-se". É uma expressão de indiferença, rebeldia, “não tô nem aí”. Alerta: antigamente, era mais usado como “fim de semana”. Uma mudança bem significativa, digamos assim.


tmj: Tamo junto (apoio, concordância, “estamos juntos”).


Se mesmo depois desse guia você ainda não entendeu seus filhos ou sobrinhos no WhatsApp… pprt, você não tem aura, mano. Mas tmj.