terça-feira, 5 de maio de 2026

A LIRA, A VERDADE E A MENTIRA…

EM TEMPOS DE ENGANO UNIVERSAL, FALAR A VERDADE É UM ATO REVOLUCIONÁRIO. 

A lira é um instrumento musical de cordas similar à harpa e à cítara. Dizem que Nero dedilhava a sua durante o Grande Incêndio de Roma, mas outras versões dessa história sugerem que o último imperador romano da dinastia júlio-claudiana cantava enquanto a cidade ardia ou que estava fora quando soube do ocorrido e mandou abrir os jardins de seu palácio para acolher os desabrigados.


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Sob críticas por seu baixo engajamento na campanha de Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas acompanhou o dito-cujo numa visita à Agrishow, em Ribeirão Preto — o primeiro ato de campanha conjunto da dupla. Esmerando-se na adulação, o "bolsonarinho" declarou que o governador paulista bolsonarista chegará ao Planalto um dia, classificou-o como "uma pessoa que tem, sim, plena capacidade de ser presidente" e injetou a providência divina na prosa: "Se Deus quiser, ainda vai ser um dia, porque o Brasil merece uma pessoa como você comandando também este país."

Na política, excetuando-se a morte, que deve ser deixada sempre para depois, nenhuma oportunidade deveria caber no dia seguinte. Mas Tarcísio acorrentou-se às conveniências de Bolsonaro e adiou o sonho presidencial para 2030. Apega-se agora ao compromisso de Flávio de não disputar a reeleição caso chegue ao Planalto.

Nessa matéria, a saliva é uma secreção que se dissipa rapidamente. Bolsonaro e Lula se elegeram em 2018 e 2022 combatendo a reeleição. No trono, mudaram de ideia. Derrotado, Bolsonaro recorreu até à tentativa de golpe para tentar se manter no cargo. Deu em prisão.

Se acreditar piamente no desprendimento do rebento de seu criador, Tarcísio descobrirá que toda espécie de dependência é ruim, seja do crack, da morfina ou do bolsonarismo.

Até algum tempo atrás, eu tinha vergonha da política brasileira. Hoje, tenho nojo.


Não é de hoje que um fato pode ter pelo menos três versões (ou narrativas, como se passou a dizer de uns tempos a esta parte): a sua, a minha e a verdadeira. Mesmo porque não existe verdade absoluta: tanto é possível dizer a verdade mentindo quando mentir dizendo a verdade, já que tudo é uma questão de ponto de vista. 


Perguntado sobre a penúria cubana, que forçava universitárias a se prostituírem para sobreviver, Fidel Castro respondeu que a situação na "Pérola do Caribe" era tão boa que até as prostitutas eram universitárias. Isso me faz lembrar de um conto das 1001 Noites compilado por Malba Tahan, segundo o qual havia num determinado reino dois palácios, sendo o primeiro feito de mármore branco e conhecido como "Palácio da Verdade", e o segundo feito de granito escuro e conhecido como "Palácio da Mentira". 


Um belo dia, um mágico estranjeiro aceitou o desafio do sultão, que consistia em citar um caso que não pudesse ser verdade nem mentira. Se ele tivesse êxito, receberia seu peso em ouro e pedras preciosas, mas se proferisse verdade ou uma mentira, seria confinado no Palácio da Verdade ou da Mentira, conforme o caso. Sem pestanejar, o mágico afirmou: 


— Majestade, vou ficar preso no Palácio da Mentira! 


Para aplicar a pena, cabia ao monarca verificar se a afirmação era verdadeira ou falsa. Mas o detalhe — e o diabo mora nos detalhes — é que ela não era nem uma coisa nem outra. Se o mágico fosse detido no Palácio da Mentira, sua afirmação se tornaria verdadeira, e ele teria de ser levado ao Palácio da Verdade. Caso o fosse, sua afirmação deixaria de ser verdadeira, e ele teria de ser preso no Palácio da Mentira. Resumo da ópera: o espertalhão recebeu sua recompensa e seguiu livre para fazer o que bem entendesse com o ouro e as pedrarias.


Quando criou a mulher, Deus criou também a Fantasia. Certo dia, a Verdade cobriu sua formosura com um véu claro e transparente e resolveu visitar o palácio do Sultão. Ao ver aquela linda mulher quase nua, o chefe dos guardas perguntou:


— Quem és?


— Sou a Verdade – respondeu ela. — E quero falar com vosso amo e senhor.


O chefe dos guardas, zeloso da segurança do palácio, apressou-se em levar a nova ao grão-vizir (cargo equivalente ao de primeiro-ministro).


— A Verdade quer penetrar neste palácio? Jamais! Se ela aqui entrasse, seria a perdição, a desgraça de todos nós. Dize-lhe que uma mulher seminua não pode entrar aqui — respondeu o vizir.


Bem mandado, o chefe dos guardas voltou e disse à Verdade:


—  Não podes entrar, minha filha. A tua nudez ofenderia nosso amado Califa.


A Verdade se afastou lentamente do grande palácio, mas... Quando criou a mulher, Deus criou também a Obstinação. Assim, a Verdade se cobriu com um couro como o usado pelos pastores e bateu novamente à porta do palácio. Ao ver aquela mulher grosseiramente vestida, o chefe dos guardas perguntou:


— Quem és?


— Sou a Acusação — respondeu ela. — E quero falar com vosso amo e senhor.


O chefe dos guardas voltou a consultar o grão-vizir, que lhe disse, aterrorizado:


— A Acusação quer entrar neste palácio? Não! Jamais! O que seria de mim, de todos nós se ela aqui entrasse? A perdição, a desgraça. Dize-lhe que uma mulher vestida como um zagal não pode falar com nosso amo e senhor.


Voltou o chefe dos guardas com a proibição e disse à Verdade:


— Não podes entrar, minha filha. Com essas vestes grosseiras, próprias de um beduíno rude e pobre, não poderás falar com nosso amo e senhor.


Mas ao criar a mulher, Deus criou também o Capricho. Vestiu-se então a Verdade com riquíssimos trajes, cobriu-se com joias e adornos, envolveu o rosto com um manto diáfano de seda e voltou à porta do palácio. Ao ver aquela criatura encantadora, o chefe dos guardas perguntou:


— Quem és?


— Sou a Fábula — disse a Verdade em tom meigo e mavioso. — E quero falar com vosso amo e senhor.


Mais uma vez, o chefe dos guardas correu a falar com o grão-vizir:


— Senhor, uma linda e encantadora mulher, vestida como uma princesa, solicita uma audiência com o Sultão.


— Como ela se chama? — perguntou o vizir.


— Chama-se Fábula — respondeu o chefe dos guardas.


— A Fábula! – exclamou o grão-vizir, cheio de alegria. — A Fábula quer entrar neste palácio. Pois que entre. E que cem formosas escravas a recebam com flores e perfumes! Quero que ela tenha o acolhimento digno de uma verdadeira rainha!


E assim, sob a forma de Fábula, a Verdade finalmente conseguiu sua audiência com o glorioso califa.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — AINDA SOBRE REENCARNAÇÃO

AQUELE QUE PERGUNTA PODE SER UM TOLO POR ALGUNS MINUTOS; MAS AQUELE QUE DEIXA DE PERGUNTAR SERÁ UM TOLO PELO RESTO DA VIDA.  

O conceito da reencarnação é quase tão antigo quanto as religiões, e fincou raízes no bramanismo, no hinduísmo, no budismo e nas religiões africanas e de povos indígenas, embora seja menos presente no judaísmo, no cristianismo e no islamismo (detalhes nesta postagem). 

O matemático grego Pitágoras (570 a.C. - 496 a.C.) teria presenciado cerimônias em que espíritos afirmavam ter reencarnado em corpos humanos. Allan Kardec publicou diversos livros sobre experiências mediúnicas e fundou a doutrina espírita, da qual a reencarnação é um dos principais pilares. 


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A articulação envolvendo a indicação de Jorge "Béssias" Messias ao Supremo e a discussão sobre a dosimetria das penas do 8 de Janeiro mostram um enredo de alianças, interesses convergentes e rearranjos de poder. Embora não apareça formalmente no centro da operação, o ministro Alexandre de Moraes surge como personagem decisivo no movimento conduzido por Davi Alcolumbre.

Alcolumbre e Moraes mantêm uma relação antiga de confiança: Os dois, além de Rodrigo Pacheco, são amigos de longa data, jantam juntos em Brasília e se frequentam com intimidade.

O presidente do Senado jamais promoveria um alívio nas penas dos condenados do 8 de janeiro sem consultar o relator do caso. Mesmo porque evitar a redução das penas era ponto de honra do relator do caso até pouco tempo atrás, e aprová-la seria enfraquecê-lo. Mas o caso Master alterou o equilíbrio político: o ato só foi possível porque o escândalo fez o vento da política virar. Moraes viu sua vulnerabilidade crescer quando seu antagonista André Mendonça foi alçado à condição de relator do caso, e levar Béssias ao STF era, dentro desse contexto, uma possibilidade de fortalecer aquele que gostaria de esclarecer as circunstâncias do contrato da esposa do ministro. Mendonça era um dos padrinhos de Béssias no STF, e foi para casa dele que o ministro-pastor foi após se encontrar com Lula na noite da derrota, para bater os cascos, digo, juntar os cacos, e contabilizar as traições.

A resistência ao nome do indicado já existia: Moraes considerou um equívoco a indicação de Lula antes mesmo de o caso Master eclodir, e já dizia lá atrás que Béssias iria perder — vale lembrar que ele preferia ver Pacheco, seu outro amigo, engrossando as fileiras de aliados na corte. Quando o Master surgiu atropelando tudo, esse objetivo ficou ainda mais premente. Era hora de barrar, mas para barrar era preciso que a redução das penas servisse de moeda de troca no enterro da CPI do Master e na dosimetria. E foi assim que o chamado  "herói da resistência" ao golpe abençoou um revés a si mesmo.

Sem Béssias, André Mendonça segue em parcial isolamento e em clara minoria. O episódio mostrou um mundo invertido em Brasília, no qual antigos aliados — Lula e Moraes — viraram rivais, e tradicionais antagonistas — André Mendonça e um ministro de Lula (Béssias), além de Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro, por intermédio de Alcolumbre —, viraram aliados de ocasião.

O artigo mais frequente da política — a traição — desfilou sem inibição por esses dias: Béssias foi traído por gente até então próxima ao próprio governo, e Mendonça foi traído por amigos da bancada evangélica que lhe prometeram votos a favor de Béssias minutos antes da votação, mas entregaram a cabeça do candidato da mesma fileira religiosa, mostrando que o voto evangélico se rendeu aos interesses do establishment.

No arsenal de votos contrários ao governo, houve de tudo, de desafeto de Messias a gente incomodada com Lula por diferentes razões. Esse strike contra o molusco só foi possível graças à convicção do centrão e de parte do STF de que o dito-cujo está politicamente agonizante, em viés de derrota nas eleições. Por outro lado, a política não é escrita em linha reta: se o xamã petista se reerguer e sair vitorioso em outubro vitorioso, tudo pode mudar. Aliás, alguma coisa sempre precisa mudar para que tudo fique do jeito que está.


Até meados do século passado, memórias de outras vidas eram classificadas como "distúrbios mentais". Atualmente, quando não são tachadas de mistificação, essas lembranças são atribuídas a coincidências ou "auto-induções bem intencionadas". 


O diretor da área de assistência espiritual da Federação Espírita do Estado de São Paulo, Wlademir Lisso, prefere embasar suas palestras em pesquisas de universidades estrangeiras. Segundo ele, terapias de regressão não provam nada nem tampouco são bem-vistas pelos espíritas. 


O pesquisador mineiro Hernani Guimarães Andrade, autor de Reencarnações no Brasil, conta em seu livro o caso de uma menina paulistana que, com um ano de idade, começou a dizer palavras em italiano sem que ninguém as tivesse ensinado e a relatar lembranças da Segunda Guerra Mundial (que deixaram de jorrar depois que ela completou 3 anos).

 

Pesquisadores de várias universidades ao redor do mundo vêm buscando explicações para marcas de nascença tidas como evidências de reencarnação. Um levantamento feito com 210 crianças que alegaram ter lembranças de outras vidas apontou que 35% delas apresentavam marcas congênitas na pele, e 90% dos laudos necroscópicos das pessoas que elas supostamente foram em outra encarnação apresentaram correspondência "satisfatória" entre os ferimentos que causaram sua morte e as marcas de nascença das crianças.

 

Para o professor Ian Stevenson, existem fortes indícios de que muitas crianças conseguem se lembrar de suas vidas anteriores. Ele cita o caso de uma menina da antiga Birmânia (hoje Myanmar) que, numa encarnação anterior, morreu durante uma cirurgia cardíaca. Curiosamente, o peito da menina tinha uma longa linha vertical hipopigmentada, que correspondia perfeitamente à incisão cirúrgica feita no da falecida.

 

O professor Jim B. Tucker, da Divisão de Estudos da Personalidade do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Virgínia, estuda casos de depressão e outros distúrbios em crianças e adolescentes que relatam lembranças de vidas passadas. Em entrevista concedida a Superinteressante, ele disse ter colecionado mais 2.500 casos, a maioria envolvendo crianças pequenas que descrevem familiares falecidos que jamais conheceram, ou que têm marcas de nascença que correspondem a ferimentos de pessoas que supostamente "foram" numa vida anterior.


Nenhum desses casos é "prova" de reencarnação, mas os relatos mais significativos são fortes indícios de que algumas pessoas guardam lembranças de vidas anteriores.


Continua…

domingo, 3 de maio de 2026

MAIS DICAS CULINÁRIAS

NA MINHA COZINHA EU SOU O CHEF, O CIENTISTA E O MESTRE DO UNIVERSO.

Desde as primeiras versões do Windows, a Microsoft adotou deliberadamente a redundância de caminhos para a mesma ação, com menus, botões, cliques contextuais, atalhos de teclado e linhas de comando produzindo o mesmo resultado. No âmbito da TI, essa diversidade resulta de uma escolha de design voltada a públicos distintos, níveis variados de familiaridade e estilos diferentes de interação. 


Mutatis mutandis, o mesmo raciocínio se aplica à culinária, onde há várias maneiras de preparar alimentos, não raro com o mesmo utensílio — numa frigideira de borda alta, por exemplo, pode-se tanto fritar um bife por contato direto quanto utilizar maior quantidade de gordura, aproximando-se de uma fritura profunda.


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FELIZ DIA DO OTÁRIO


O "Dia da Liberdade de Impostos" em 2026 cai em 29 de maio — após 153 dias trabalhados exclusivamente para fazer frente à escorchante carga tributária pelos governos federal, estaduais e municipais. 

Esse número é calculado anualmente pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) mediante a conversão da carga tributária em dias de trabalho. Se o brasileiro paga, em média, cerca de 40% de sua renda em impostos de todas as formas, isso equivale a trabalhar quase 42% do ano para o governo antes de ficar com qualquer coisa para si. 

A maior fatia é representada pelos tributos sobre o consumo — 83 dias —, seguida dos tributos sobre a renda — 55 dias — e sobre o patrimônio — 11 dias —, mais 4 dias adicionais referentes às mudanças no IOF. 

No início dos anos 2000, o Dia da Liberdade de Impostos caía em torno de 7 de maio, representando cerca de 127 dias. Em 2015, chegou a 26 de maio (145 dias). Em 2025, foram 149 dias. Em 2026, bateu 153 — um dos maiores registros históricos: o Boletim do Tesouro Nacional divulgado em abril de 2026 aponta que a carga tributária brasileira atingiu 32,4% do PIB em 2025, o maior percentual da série histórica iniciada em 2010. 

Já o Impostômetro indica que, entre janeiro e o fim de abril deste ano, os governos federal, estaduais e municipais já arrecadaram mais de R$ 1,3 trilhão em impostos.  E como desgraça pouca é bobagem, a carga tributária brasileira é atipicamente elevada para o nível de desenvolvimento econômico — e o sistema é igualmente problemático em termos de complexidade. Levantamentos realizados por pesquisadores de universidades alemãs colocam o Brasil consistentemente entre os países com sistemas tributários mais complexos do mundo. 

Resumo da ópera: Você, que trabalha quase meio ano só para pagar impostos — e a tendência histórica é de piora; embora uma reforma estrutural esteja em curso, os primeiros efeitos concretos só deverão aparecer, e isso se aparecerem, a partir de 2027-2029 —, meus parabéns: Primeiro de Maio não é o dia do trabalho nem do trabalhador, e sim o DIA DOS OTÁRIOS, gente que elege governantes incompetentes e corruptos e se orgulha de seus bandidos de estimação. 

Como um país assim poderia dar certo? 


O azeite é mais saboroso — e saudável — do que os óleos de soja, milho, canola, girassol etc., e basta misturá-lo com manteiga em partes iguais para ampliar sua faixa de uso em preparações quentes. Os do tipo extravirgem atingem o ponto de fumaça entre 160 °C e 190 °C, daí a recomendação de usá-los em frituras de temperatura moderada a baixa. Os de “tipo único” e os compostos suportam temperaturas em torno de 200 °C, sendo mais indicados para frituras com maior volume de óleo. 


Devido aos sólidos do leite, a manteiga escurece e desenvolve sabores amargos a temperaturas relativamente baixas. Quando misturada ao azeite, esses sólidos são diluídos, o que retarda a queima e melhora o desempenho da gordura na frigideira. Seu valor calórico é semelhante ao do azeite, mas ela é rica em gordura saturada — associada ao aumento do risco cardiovascular. 


O azeite é predominantemente composto por gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, e parte de seus benefícios decorre dos antioxidantes naturais que ele contém. Já o sal realça o sabor da comida, mas deve ser usado com parcimônia, pois o consumo excessivo está associado à hipertensão e à retenção de líquidos.


Fritas em azeite (ou numa mistura de azeite e manteiga), as batatinhas ganham um sabor diferenciado, mas o preço nas alturas não recomenda essa prática. Ainda assim, azeites de tipo “único” — mais baratos que os extravirgem — podem ser empregados em frituras com maior quantidade de óleo — caso da mandioca, do bife à milanesa e de salgadinhos como quibe, croquete, bolinhos etc.


Assar lentamente (roasting) consiste em usar o calor seco do forno em temperaturas médias para obter um alimento ''bronzeado'' e saboroso​​. Uma vez que a comida está no forno, você não precisa ficar mexendo e virando de lado toda hora, embora deva fazer isso de vez em quando. Também pode ser preciso adicionar algum líquido para que o alimento não resseque. Essa técnica combina melhor com peças de carne macias, frangos inteiros, legumes e vegetais como abóbora, batata, batata-doce, beterraba e nabo, e é benéfica para a saúde porque quase nenhuma gordura é adicionada. 


Tostar também consiste em usar o calor seco do forno para cozinhar alimentos, mas a temperaturas mais elevadas. Embora o termo seja geralmente associado a bolos, biscoitos e outras sobremesas, assar alimentos que contêm uma grande quantidade de água — como frutas — faz com que sua umidade natural evapore lentamente enquanto o calor do forno ajuda a concentrar o sabor. Pratos gratinados também funcionam bem assados no forno, mas muitas vezes levam manteiga e queijo com muita gordura. Em vez disso, você pode usar alternativas mais saudáveis, como leite e queijos com baixo teor de gordura. 


Assar o alimento na grelha, em uma fonte de calor como carvão ou lenha em brasa, é um processo rápido e que produz sabores robustos. Por causa da pouca ou nenhuma gordura que é adicionada durante o preparo, essa técnica é considerada saudável, embora potenciais cancerígenos chamados aminas heterocíclicas (AHCs) tendem a surgir quando as carnes ficam muito passadas, quase esturricadas. Marinar a carne vermelha ou aves por pelo menos cinco minutos em uma mistura com óleo ou à base de vinagre pode reduzir significativamente a quantidade de AQP. 


Outra opção consiste em cozinhar o alimento apenas em água ou num caldo saboroso fervente, como algum tipo de vinho ou suco, até ele ficar macio. Normalmente, os alimentos são mergulhados inteiros ou em pedaços grandes, o que ajuda a mantê-los úmidos e suculentos sem a necessidade de manteiga, grandes quantidades de óleo ou molhos ricos em gordura.


Embora esse processo costume ser feito no fogão a gás, numa panela coberta, também é possível embrulhar os alimentos em papel alumínio e assá-los na grelha — o que é particularmente útil no preparo de carnes magras, ovos, peixes e aves, que precisam de tratamento cuidadoso para não cozinhar demais. 


Bom apetite.

sábado, 2 de maio de 2026

AGENTE AUTÔNOMO DE IA NO GEMINI

AS PUTARIAS QUE VOCÊ FAZ JAMAIS COMPENSAM AS SACANAGENS QUE OS OUTROS FAZEM COM VOCÊ.  

O Google anunciou uma expansão nas capacidades do Gemini para Android, que permitirá executar tarefas dentro de aplicativos de terceiros — como solicitar corridas no Uber ou realizar pedidos de comida em apps de delivery, entre outros. 


Restrita inicialmente aos Estados Unidos e à Coreia do Sul, a novidade deve entrar em fase beta em breve para a linha Pixel 10 — indisponível no Brasil — e os recém-anunciados Samsung Galaxy S26, e também introduzirá um agente da Perplexity. Segundo a emrpesa, a iniciativa é um avanço importante na transição do software, que deixaria de ser apenas um sistema operacional para se tornar um “sistema de inteligência”.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


No instante em que o brasileiro preenche a declaração de Imposto de Renda para acertar suas contas com o Fisco, desbarata-se um esquema de corrupção no Porto do Rio de Janeiro: em troca de propinas, servidores da Receita Federal permitiram a entrada no Brasil, sem fiscalização, de mais de R$ 86 bilhões em mercadorias.

A Polícia Federal realizou batidas nos endereços de 25 auditores e analistas da Receita. Numa residência, apreendeu cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo. Noutras duas, recolheu dólares: US$ 200 mil e US$ 348 mil — convertidas para moeda local, as duas cifras correspondem a cerca de R$ 3 milhões. A troca de propinas por sonegação de impostos de empresas importadoras começou em 2021, sob Bolsonaro, e se manteve sob Lula até o mês passado.

O novo escândalo passa a dividir o noticiário com outros casos duros de roer: o assalto das verbas do Orçamento federal, o roubo bilionário das aposentadorias, as fraudes do falecido Banco Master, a infiltração do crime organizado na economia formal e no sistema financeiro nacional e a vomitativa campanha eleitoral para presidente deste arremedo de republiqueta de bananas. 

A corrupção é tanta que acaba roubando até o significado da palavra "contribuinte". O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da ABL cataloga cerca de 380 mil palavras. Num idioma tão rico de significados, "contribuinte" — aquele que contribui — começa a perder o sentido quando o dinheiro é arrancado na marra do bolso do dono, e se desvirtua por completo quando a verba que deveria financiar o aparato estatal de fiscalização, os serviços públicos, as obras do Estado e até as aposentadorias se transforma em corrupção.

E viva o sapientíssimo eleitorado tupiniquim, que, pelo visto, continua dividido entre conceder o quarto mandato ao ex-presidiário macróbio e guindar ao Planalto o abjeto senador das rachadinhas, panetones e mansões milionárias, primogênito do vomitativo ex-presidente golpista, que goza da cara do povo "gozando" em prisão domiciliar a pena de 27 anos de reclusão que lhe foi imposta por tentativa de golpe de Estado.


A interação com a nova ferramenta é rápida e deve funcionar como a ativação dos assistentes virtuais. O usuário só precisa pressionar e segurar o botão de energia do celular e dar um comando de voz, como “peça um Uber para…”. A partir do comando, o Gemini executa o app dentro de uma janela virtual e navega pelo processo de compra etapa por etapa. Toda a ação ocorre em segundo plano, deixando o usuário livre para continuar usando o smartphone normalmente.


Para evitar surpresas, o assistente detalha em tempo real o progresso da tarefa e notifica o usuário caso precise de ajuda para escolher entre duas opções ou se algum item solicitado estiver esgotado. A exemplo do que ocorre em agentes de IA para computadores, o Gemini não finaliza o pagamento; quando o carrinho de compras ou a rota do transporte estiverem configurados, ele emite um alerta para que o usuário revise e envie o pedido final manualmente.


O Google enfatiza que as automações só começam sob comando direto e param assim que a tarefa é concluída ou interrompida pelo dono do aparelho. Como o Gemini opera em uma janela virtual isolada, a empresa diz que o assistente não tem acesso ao restante do conteúdo do dispositivo durante a execução das ações.


Segundo apuração do The Verge, desenvolvedores podem facilitar a interpretação das interfaces pela IA ao expor ações nativas por meio de protocolos como o MCP (Model Context Protocol) ou pela estrutura de funções de aplicativos do próprio Android. Quando essas integrações não estão disponíveis, o sistema tenta identificar os elementos na tela de forma visual, simulando a navegação que seria feita manualmente pelo usuário.


Vale destacar que a execução automatizada de tarefas por assistentes de IA será incorporada de forma nativa ao Android 17, ampliando a disponibilidade do recurso para além dos dispositivos recém-lançados.