sábado, 26 de setembro de 2026

ASTEROIDE CAPAZ DE LIBERAR ENERGIA EQUIVALENTE À DE 22 BOMBAS NUCLEARES ENTRA NO RADAR DA NASA

HÁ MALES QUE VÊM PARA O BEM. O RESTO VEM DO ESPAÇO SIDERAL..

Uma imagem divulgada pela NASA mostra o asteroide Bennu durante a missão OSIRIS-REx. O objeto tem cerca de 500 metros de diâmetro e é capaz de liberar uma energia equivalente à de 22 bombas nucleares em caso de impacto com a Terra. 


Bennu cruza periodicamente a órbita terrestre e sua trajetória é acompanhada há anos por cientistas. Segundo os cálculos mais recentes, a data que concentra a maior probabilidade de um eventual impacto é 24 de setembro de 2182.


Isso está longe de significar que uma colisão seja esperada: de acordo com a Nasa, a probabilidade total de Bennu atingir a Terra até o ano de 2300 é de aproximadamente 1 em 1.750, ou 0,057%. Já para 24 de setembro de 2182, a chance é de cerca de 1 em 2.700, equivalente a 0,037%. Em outras palavras, há mais de 99,9% de probabilidade de que o impacto não aconteça.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Apesar dos rumores, a postura omissa do presidente do Congresso em relação ao escândalo do Master nunca foi devidamente explicada. Davi Alcolumbre ignorou os pedidos de instalação de uma CPI para apurar o caso, recusou-se a responder a um ofício sobre eventuais entradas de Vorcaro nas dependências do Senado, negou-se a fornecer à Polícia Federal a lista de visitantes do gabinete do senador Jaques Wagner, suspeito de receber propina, e sempre desconversa quando indagado sobre o nível de suas relações com o ex-banqueiro. 

Mensagens encontradas pela PF no celular de Vorcaro iluminam essa zona de sombra revelando que Alcolumbre é um amigo fraterno, um irmão, um parceiro fiel com quem o dono do Master podia contar a qualquer tempo, a qualquer hora, para qualquer coisa. Entre os dois, a intimidade ia muito além do limite da camaradagem. O senador recorria ao banqueiro até para resolver questões prosaicas, como tentar identificar a fonte de um jornalista, ao passo que o banqueiro recorria ao senador quando precisava abrir certas portas. Festas e encontros privados fortaleceram essa conexão.

Em junho passado, pouco depois de Davi Alcolumbre inviabilizar a criação da CPI no Congresso, uma reportagem de VEJA revelou detalhes de uma proposta de delação premiada que a defesa de Daniel Vorcaro encaminhou à Polícia Federal. Nela, entre outras revelações, o banqueiro se oferecia para falar sobre pagamentos feitos ao senador numa conta secreta aberta no exterior. Em troca de benefícios, o dono do Master prometia revelar o caminho de 30 milhões de dólares repassados a Alcolumbre por serviços prestados pelo político. O acordo de colaboração, no entanto, não foi aceito. Na época, o parlamentar disse que as informações eram falsas e, numa reunião com os colegas, negou até mesmo conhecer o banqueiro. Na última quarta-feira, quatro meses depois da ofensiva de Alcolumbre contra a criação de uma CPI, o ministro Cristiano Zanin negou um recurso para a instalação da comissão de inquérito sob o argumento de que não se comprovou omissão do presidente do Senado em apurar o escândalo financeiro e suas ramificações políticas. Em paralelo, seu colega Luiz Fux abriu prazo para que o presidente do Congresso se manifeste sobre um pedido do partido Novo para que se tornem públicos os registros de entrada e saída no Senado de diversas pessoas, incluindo Daniel Vorcaro. 

Em um dos últimos registros em poder dos investigadores, o dono do Banco Master pergunta a Alcolumbre se ele tem notícias do “nosso amigo”. “Estou em Cima!!! Pressão!!!”, respondeu o senador. A sombra começa a se dissipar.


Os números resultam de um refinamento inédito dos cálculos da órbita do asteroide, obtido graças à missão OSIRIS-REx, lançada em 2016, que chegou a Bennu em 2018 e permaneceu por mais de dois anos estudando detalhadamente o objeto. Durante esse período, a sonda mediu sua forma, massa, rotação, composição e outros fatores que influenciam sua trajetória ao redor do Sol.


Em outubro de 2020, a missão realizou uma operação histórica ao coletar amostras da superfície do asteroide. O material retornou à Terra em 24 de setembro de 2023 e continua sendo analisado. Além de fornecer pistas sobre a formação do Sistema Solar, as amostras ajudam a compreender melhor as propriedades físicas de Bennu e os efeitos que podem alterar sua órbita ao longo do tempo.


Outro momento considerado decisivo ocorrerá em 2135, quando Bennu fará uma aproximação significativa da Terra. Essa passagem não oferece risco de colisão, mas a gravidade do planeta poderá modificar levemente a órbita do asteroide, e a intensidade dessa alteração determinará suas trajetórias nas décadas seguintes e permitirá atualizar as estimativas de risco para os séculos futuros.


Além da gravidade exercida pelos planetas, a órbita de Bennu sofre influência do chamado efeito Yarkovsky — fenômeno provocado pela absorção e posterior emissão de calor pelo asteroide. Embora produza uma força muito pequena, ela é suficiente para alterar lentamente sua trajetória ao longo de décadas e séculos. As observações da OSIRIS-REx permitiram que esse efeito fosse calculado com muito mais precisão.


Segundo a Nasa, esse avanço representa um marco para os programas de defesa planetária. Quanto mais precisamente a órbita de um asteroide potencialmente perigoso for conhecida, maior será a capacidade de prever aproximações futuras e, se necessário, desenvolver estratégias para evitar uma colisão.