domingo, 27 de setembro de 2026

MACARRÃO TRADICIONAL VS MACARRÃO INSTANTÂNEO (MIOJO)

NEM TUDO QUE RELUZ É OURO E NEM TUDO QUE BALANÇA CAI.

O macarrão se tornou a peça chave da dieta dos italianos no século XIII, depois que Marco Polo o trouxe da China, e chegou ao Brasil no começo do século passado, juntamente com o queijo, o vinho e outros produtos típicos da Itália.


O famigerado macarrão instantâneo japonês (Miojo é marca, mas virou sinônimo do produto) se tornou popular por ter preço baixo, vida útil longa, não requerer outros ingredientes além de água, ficar pronto em 3-5 minutos e ser oferecido em diversos sabores. 


Como nada é perfeito, essa gororoba é pré-frita, seu teor de sódio pode chegar a 1,5 g por pacote — mais da metade da recomendação diária —, e o que lhe falta em valor nutricional sobra em conservantes, aditivos artificiais e gorduras saturadas.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Sujeito oculto da sucessão de 2026, Jair Bolsonaro tentou voltar à cena na última quarta-feira, pedindo ao ministro Nunes Marques que suspendesse sua prisão domiciliar, de modo a poder circular livremente enquanto o tribunal não julga o pedido de revisão criminal da condenação que lhe impôs mais de 27 anos de prisão por liderar o complô do golpe. 

Menos de três horas depois, a defesa do preso deu meia-volta, desistindo do pedido, mas o vaivém produziu uma baixa no time de advogados do presidiário. O causídico Marcelo Bessa, que assinou o pedido de liberdade, deixou a equipe de defensores do "mito" preso. 

O curto-circuito que levou à saída do doutor foi reduzido a "uma reavaliação da estratégia da defesa". O movimento não apagou a impressão de que a soltura de Bolsonaro, além de esdrúxula, seria um escárnio. Esdrúxulo porque, até aqui, não surgiu nenhum fato novo capaz de desconstruir as provas que levaram à condenação de Bolsonaro. A solicitação de revisão criminal deu entrada no Supremo em 8 de maio. Escolhido como relator por sorteio, Nunes Marques requisitou manifestação da PGR, que se posicionou contra o pedido em 16 de junho. A liberação de Bolsonaro mediante uma liminar que antecipa uma decisão que cabe ao plenário do Supremo. Daí o escárnio.

Bolsonaro tentou retornar ao palco eleitoral a dez dias do primeiro turno da eleição presidencial. Deu sinal de vida num instante em que a autoridade de Alexandre de Moraes, relator do caso do golpe, derrete no caldeirão do Master. A manobra pareceu menos jurídica do que política, já que ele se reposicionaria em cena envergando sua fantasia de vítima. 

Um detalhe ajudou a comprometer o enredo: a toga de Nunes Marques, indicado ao Supremo por Bolsonaro, também está manchada por vínculos promíscuos com Daniel Vorcaro.


Já o macarrão tradicional (tanto fresco quanto seco) tem menos conservantes e aditivos, pouco sódio, cozinha em 8-12 minutos, é muito mais saudável e pode ser combinado com vegetais ou outros ingredientes nutritivos, deixando a refeição mais balanceada e apetitosa. Um molho de tomate como manda o figurino não fica pronto em menos de 2 horas, mas é possível prepará-lo com antecedência e guardar na geladeira por até 7 dias (ou no freezer por até 3 meses).


Para os tradicionalistas, macarrão se come com molho ao sugo, feito com tomates frescos ou pelados. A versão básica surgiu por volta do século XVIII, quando o tomate passou a ser amplamente utilizado na região sul da Itália, e se tornou a base para molhos mais complexos, como bolonhesa (com carne moída), putanesca (com alcaparras, azeitonas e aliche), arrabiata (com alho, azeite e muita pimenta), entre outros.

 

O espaguete é o formato de macarrão mais popular e consumido em todo o mundo (entre 30% e 50% de participação no mercado, conforme a região). Eu prefiro talharim, fettuccine, farfalle, e até fusilli, mas, como dizia minha avó, o que seria do verde se todos gostassem somente do amarelo? Além disso, qualquer desses formatos vai bem com molho ao sugo, como na receita a seguir, que é a mais simples que conheço: 

 

1) Em uma panela média, aqueça o azeite de oliva;

 

2) Adicione a cebola e alho picados e refogue por 2-3 minutos;

 

3) Acrescente o tomate pelado e cozinhe em fogo médio por 15 minutos;

 

4) Tempere com sal e uma pitada de açúcar e mexa bem para misturar os sabores;

 

5) Transfira o macarrão (cozido al dente) do escorredor para a panela do molho e misture bem;

 

6) Coloque a massa numa travessa, acrescente folhas de manjericão fresco e polvilhe queijo parmesão ralado a gosto.

 

Dica: Cozinhe a massa por um minuto a menos do tempo indicado na embalagem, ou ela passará do ponto enquanto estiver sendo misturada com o molho.


Bom apetite.