quinta-feira, 5 de novembro de 2026

A VERDADE (AINDA) ESTÁ LÁ FORA — PARTE 12

A ÚNICA AMEAÇA MAIOR DO QUE NOSSA SOLIDÃO NO COSMOS É A POSSIBILIDADE DE NÃO ESTARMOS SOZINHOS.


A Área 51 é uma região do deserto de Nevada (EUA) onde uma base militar, criada em meados do século passado, foi usada pela primeira vez em agosto de 1955 para testar o avião espião U2.


São centenas de milhares de hectares cercados por arame farpado e placas avisando que há vigilância eletrônica e guardas armados com permissão para usar força letal contra os invasores. O que acontece lá é altamente secreto, daí a proliferação de inúmeras teorias da conspiração, incluindo a de que a base guarda os destroços de uma nave alienígena que caiu em Roswell, e os corpos de seus tripulantes. 


Em 8 de julho de 1947, o jornal Roswell Daily Record publicou que os militares haviam recolhidos destroços de um disco voador, mas voltou atrás na edição do dia seguinte, afirmando que se tratava de um balão meteorológico. Informações divulgadas posteriormente deram conta de que um fazendeiro local havia encontrado e oferecido pedaços do tal "balão" a jornais locais em troca de dinheiro. Segundo a versão oficial, o objeto era apenas um balão, mas o chamado Caso Roswell vem sendo objeto de teorias conspiratórias há mais de sete décadas. 


Em 1989, o físico americano Bob Lazar revelou à imprensa que ele e outros cientistas que trabalhavam na  base secreta utilizaram engenharia reversa para descobrir como os discos voadores funcionavam. Poucos anos depois, o ex-agente da CIA Chase Brandon relatou que teve acesso a um arquivo secreto onde uma caixa etiquetada como Roswell chamou sua atenção. "Não vou contar exatamente o que eu vi, mas eram fotos e documentos que validaram todas as minhas suspeitas sobre o caso" (de que se tratava realmente de uma nave alienígena com cadáveres de extraterrestres). 


De acordo com o investigador britânico Philip Mantle, que continua estudando o assunto, a chave para entender o que ocorreu em 1947 é o major Jesse Marcel,  da inteligência do 509º Grupo de Bombardeio do Exército dos EUA, que foi o primeiro oficial graduado a chegar ao local do acidente e incumbido de "recolher pedaços de dispositivos e auxiliar em futuras investigações".


Uma testemunha chamada Calvin Parker, apresentada ao major por um amigo em comum, disse que ele guardou parte do material coletado naquele dia dentro de um aquecedor de água. "Ele me disse que recebeu ordens para dizer que era apenas um balão meteorológico". Em entrevista ao Daily Mail, dois netos de Marcel disseram que o avô foi obrigado a negar que a nave encontrada no local era extraterrestre, mas que ele escreveu em seu diário que pedaços dela exibiam uma "escrita alienígena".


A CIA só reconheceu oficialmente a existência da Área 51 em agosto de 2013. Quatro meses depois, Barack Obama tornou-se o primeiro presidente americano a mencionar o assunto publicamente. É perturbador o fato de as instituições saberem mais do que dizem, dizerem mais do que admitem e admitirem mais do que gostariam. A pergunta que fica não é apenas se há algo lá fora, mas o que exatamente seria esse "algo" e por que quem sabe a resposta a mantém fora do alcance do público. 


Os avistamentos não ocorrem apenas em locais ermos ou predominantemente rurais. Experiências ufológicas — incluindo abduções, em que pessoas são levadas para experimentos no interior das naves — foram relatadas por personalidades nacionais e internacionais (na ufologia, classificadas como "contatos de segundo grau").


Ainda que o formato de disco seja o mais comum, alguns objetos têm forma de charuto, triangular ou piramidal. Os que são capazes de se mover em lagos e oceanos — como os relatados por militares da Marinha de diversos países — são chamados de OSNIs (acrônimo de "Objetos Submarinos Não Identificados").


Pode-se argumentar que indícios e evidências não são provas, mas ignorar os milhares de avistamentos de OVNIs relatados por pilotos civis e militares, controladores de voo e outros profissionais capazes de diferenciar esses eventos de fenômenos atmosféricos equivale a tapar o Sol com peneira.


Continua…