TUDO É FÁCIL QUANDO SE SABE.
Mesmo as coisas mais simples têm ciência. Se até cozinhar ovos exige expertise, que dirá carregar a bateria do celular. Como esse procedimento se resume a inserir o carregador na tomada e o conector do cabinho no aparelho, pouca gente se preocupa com a sequência certa — que, aliás, não é mencionada claramente no manual do usuário.
Segundo os pais da matéria, para manter o aparelho protegido de sobretensões (variações inesperadas da tensão para valores acima dos estabelecidos), conecte primeiro o carregador na tomada e só então plugue o cabo no celular. Para desligar, retire primeiro o cabo do celular e, em seguida, o carregador da tomada. Essa ordem evita que uma corrente reversa flua para o aparelho e cause danos aos componentes.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Jair Bolsonaro e filhos nunca foram chegados no batente nem se caracterizaram por terem boas ideias — a de enfrentar a pandemia a golpes de negacionismo custou ao chefe da quadrilha a reeleição, e a de montar uma rede de ilegalidades para ficar no poder levou-o à prisão. O projeto de criar um partido morreu antes de nascer, o que fez a turma da extrema se acoitar no PL que saiu de legenda mediana para o lugar de maior bancada na Câmara. A união vigorou como bênção até agora, mas se transformou em maldição e passou para a antessala da demolição depois que o presidiário decidiu fazer do primogênito candidato a presidente.
Pega de calças curtas pela intimidade de Flávio Bolsonaro com o "mermão" Daniel Vorcaro, a agremiação do ex-presidiário do mensalão Valdemar Costa Neto ficou vendida nas versões desencontradas e na incerteza do que pode vir por aí, podendo, inclusive, perder o bonde da Presidência e assistir ao que se desenha como um efeito dominó em sua área de influência. O prócer do aliado PP, Ciro Nogueira, já se foi. Outros integram a fila da beira do abismo.
As adversidades mais visíveis localizam-se nos três maiores colégios eleitorais do país. Em São Paulo, os estilhaços têm potencial para atingir Tarcísio de Freitas, cuja percepção do risco se materializa na solidariedade bem mais ou menos que o governador empresta ao enroscado Flávio. Em Minas Gerais, o partido rivaliza com o PT na dificuldade de formação de palanque. Mas é no Rio de Janeiro, berçário político da grei Bolsonaro, que o PL fica pior na fita.
A Justiça não parece disposta a permitir que o presidente da ALERJ assuma o Palácio Guanabara para completar o mandato interrompido de Cláudio Castro que, pego como cúmplice nas falcatruas da Refit, perdeu qualquer condição de concorrer ao Senado. Nos demais estados, essa direita se divide entre o compasso de espera e os preparativos para o abandono do navio.
Que morram todos com a boca cheia de formiga.
Habitue-se também a deixar o telefone carregando por mais tempo que o necessário (o ideal é manter o nível de carga entre 20% e 80%). Os riscos de superaquecimento e explosão são desprezíveis quando a bateria e o carregador são originais ou homologados pelo fabricante do aparelho, pois um sistema inteligente interrompe a passagem de corrente quando a bateria está cheia.
Igualmente recomendável é retirar o carregador da tomada quando ele estiver ocioso, pois mantê-lo ligado desnecessariamente gera o chamado "consumo fantasma", diminui a vida útil do dispositivo e aumenta o risco de acidentes.
O consumo é extremamente baixo para um carregador original e certificado, mas o desgaste contínuo dos circuitos internos é real, pois o carregador é essencialmente um transformador de tensão — quando você o mantém na tomada, seus circuitos ficam permanentemente energizados e aquecem o transformador interno, sem falar nos danos causados por eventuais picos ou quedas de tensão da rede elétrica (comuns durante tempestades com raios).
Carregadores originais possuem sistemas de segurança avançados, porém o cenário muda com fontes de má qualidade ou fios danificados. Podem ocorrer superaquecimento e curto-circuitos, principalmente se o carregador ficar em locais abafados, isso sem falar no risco de choques elétricos caso crianças ou animais de estimação peguem ou mordam o cabo energizado.
Como dizia meu avô: "quem avisa amigo é".
