CUIDADO COM OS ENGENHEIROS: ELES COMEÇARAM INVENTANDO A MÁQUINA DE COSTURA E ACABARAM CONSTRUINDO A BOMBA ATÔMICA.
Combinando física, química e engenharia, e fazendo pequenas alterações na composição ou estrutura de um material, é possível alterar completamente suas propriedades e criar metamateriais usadas em armaduras leves, mas mais resistentes que uma chapa de aço com vários centímetros de espessura, ou mesmo dar origem a outros materiais que ganham vida e mudam de forma à vontade.
"Brincando de Deus", pesquisadores da Universidade de Amsterdã não só desenvolveram um metamaterial que se move sozinho como construíram uma espécie de robô flexível, que aprende, se adapta e age de forma autônoma. Embora cada parte desse robô possua um minicomputador que memoriza movimentos e comandos, não existe a figura de um computador externo controlando tudo.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
O senador Ciro Nogueira é o mais graúdo, mas não o único peixe do Congresso a cair na rede da PF na investigação do caso Master — O próprio Daniel Vorcaro confirmou em depoimentos e mensagens no celular como era ampla sua influência no mundo político.
Questão de tempo, portanto, que apareçam outros a criar embaraços partidários. E, talvez, suprapartidários. Quanto mais gente estiver envolvida, quanto mais ideologicamente ecumênico for o alcance dos atingidos, menor a chance de que esse ou aquele campo político em disputa arque com o prejuízo na eleição. Essa pode ser a conta que governo e oposição fazem quando saem de modo célere e estridente em defesa da instalação de uma comissão de inquérito para levar o escândalo do Master para a arena do Parlamento.
Independentemente de quem assinou ou deixou de assinar os vários pedidos de CPI antes de a polícia chegar em um dos capas-pretas do centrão, ninguém de verdade queria saber de entrar a fundo no assunto. Tanto que houve acordo para o presidente do Senado pautar sessão de vetos presidenciais sem a exigência regimental da leitura de requerimento para a criação de uma comissão. Subitamente, despertou-se não só o interesse mas uma disputa para cada força se mostrar mais empenhada na defesa do inquérito parlamentar.
Há duas hipóteses para tanto empenho. Uma, a de que seja apenas uma forma de fazer pose ética para o eleitorado, confiando no espírito de corpo de Davi Alcolumbre para refrear os ímpetos investigativos. Outra, a intenção exposta acima, de que quanto mais se espalhe a lama maior a chance de a conta acabar em soma zero.
No terreno das intenções mais ou menos ocultas se inscreve também a confiança dos congressistas em restrições impostas pelo STF a comissões de inquérito recentes. Na perda de poderes, as CPIs esvaziam-se na prática para deleite e segurança dos pragmáticos que fazem da defesa da ética uma proveitosa figuração eleitoral.
Um artigo publicado na revista Nature, intitulado "Metamateriais que aprendem a mudar de forma", detalha como materiais vermiformes confundem a fronteira entre objetos e sistemas vivos. Cada unidade é conectada à seguinte por uma dobradiça motorizada com um microcontrolador, que mede parâmetros como rotação e movimentos anteriores, armazena-os numa espécie de memória e envia informações para as dobradiças vizinhas.
Dependendo das informações enviadas, as demais dobradiças ajustam sua rigidez e posição, permitindo que cada segmento "aprenda" novas formas sem a necessidade de um computador para controlar tudo. A chave aqui é "aprendizado". As formas e posturas que as dobradiças assumem não são resultado do acaso, mas do trabalho de pesquisadores que enviam impulsos para organizar os segmentos na configuração desejada. Através de diferentes estágios desse treinamento, os microcontroladores atualizam e otimizam seus comandos até que a cadeia "entenda" que deve adotar uma postura específica quando um determinado estímulo é enviado.
Os metamateriais podem esquecer formas antigas, reter as recentes e, como dissemos, aprender novas, além de alternar entre essas formas. Mas o mais interessante de tudo isso é que eles podem desenvolver a capacidade de agarrar objetos ou se mover. Os próprios pesquisadores se referem a isso como "evolução", observando que "uma vez que o sistema começa a aprender, as possibilidades de quando ele vai parar parecem quase ilimitadas".
Os físicos destacam que a pesquisa atual se baseia em descobertas anteriores, nas quais objetos já eram capazes de rolar, rastejar e se mover autonomamente em diferentes terrenos. A diferença é que, naquela época, esses movimentos eram aleatórios, enquanto os novos metamateriais podem aprender e memorizar comportamentos. O objetivo futuro é tornar esse comportamento dependente do tempo de aprendizado, em vez de mudanças em uma forma estática — ou seja, permitir que os metamateriais aprendam diferentes formas de locomoção, como rastejar ou rolar, dependendo dos estímulos ambientais.
Talvez o aspecto mais desafiador seja imaginar os cenários em que isso poderá ser utilizado. Uma das aplicações mencionadas é a dos robôs flexíveis, que substituem a rigidez e a forma dos robôs convencionais por uma estrutura adaptativa que pode ter aplicações nas indústrias médica e aeroespacial. Fala-se também em dispositivos programáveis, que modulam em tempo real e se "reprogramam" de acordo com a situação. Também se pretende investigar os chamados cenários estocásticos, nos quais o aprendizado ocorre em meio a ruído e incerteza — nesses casos, o sistema se adaptaria probabilisticamente ao invés de deterministicamente, melhorando a robustez e a flexibilidade em ambientes complexos.
As possibilidades dos metamateriais parecem infinitas. Ao explorar essas características estruturais dos materiais, eles podem ser usados como blindagem, isolamento, em estruturas de edifícios localizadas em áreas de alta atividade sísmica para redirecionar a energia recebida, na criação de lentes para fotônica avançada, em sensores ou como camuflagem ativa em veículos.
Com informações de Xataka.com.br
