terça-feira, 18 de agosto de 2026

SOBRE A TEORIA DAS CORDAS

AUSÊNCIA DE EVIDÊNCIA NÃO É EVIDÊNCIA DE AUSÊNCIA. 


Albert Einstein sonhava com uma "Teoria de Tudo", que juntasse o eletromagnetismo e a gravidade (as forças nucleares forte e fraca só foram descobertas mais tarde), mas morreu sem conseguir realizar seu sonho.


Mais adiante, diversos físicos — entre os quais John Schwarz, Michael Green e Yoichiro Nambu — desenvolveram o conceito da Teoria das Cordas, que combina a relatividade geral (que explica o comportamento de grandes corpos como planetas e estrelas) com a mecânica quântica (voltada para a explicação de partículas subatômicas).


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


A nova rodada da Quaest mostra que a vantagem de Lula sobre Bolsonaro encolheu: apenas três pontos no cenário de segundo turno. O empate técnico é um prenúncio do que está por vir. Faltam 50 dias para a eleição. Serão dias violentos.

O filho de capetão voltou ao patamar que ostentava em maio, antes da explosão do caso Dark Horse. A recuperação não pode ser atribuída às ideias do candidato do PL, que são poucas e confusas. Ele readquiriu forças graças às vulnerabilidades do adversário.

Os mimos do sócio do Master para Jaques Wagner, líder de Lula no Senado, dividiram o noticiário com a mordida de Flávio Bolsonaro no bolso de Daniel Vorcaro. Lulinha passou a estrelar três inquéritos. O eleitor soube que Marcola, chefe de gabinete do presidente, recebeu dinheiro da lobista do Careca do INSS.

A campanha começou formalmente neste domingo. A plateia pode imaginar o que fariam os candidatos se não precisassem se controlar. Coisas envolvendo machadinhas, arames sob as unhas e óleo quente no ouvido. Até a eleição de outubro, a política tende a ser mais violenta que luta de MMA. As acusações se sobrepõem aos projetos.


Surgida no fim da década de 1920, a mecânica quântica dividiu os físicos entre os que queriam estudá-la e os que preferiam continuar a desvendar os mistérios dos grandes corpos do universo usando a relatividade geral de Einstein. A questão é que os conceitos da relatividade não se aplicam ao mundo subatômico e vice-versa. E é aí que entra a Teoria das Cordas, segundo a qual todas as coisas do universo são compostas por filamentos de energia que vibram como as cordas de um violão, criando cada qual um som diferente e produzindo uma coisa diferente na natureza. À luz dessa premissa, o universo seria uma grande sinfonia gerada a partir da vibração dessas cordas. 


Durante muito tempo, acreditou-se que o átomo (palavra grega para 'indivisível') era a menor unidade da matéria. No início do século XX, Ernest Rutherford demonstrou que o átomo possui um pequeno núcleo central cercado por elétrons. Mais tarde, descobriu-se que os prótons e os nêutrons são formados por partículas menores ainda: os quarks, enquanto os elétrons pertencem a outra família de partículas fundamentais conhecida como léptons.


Hoje, acredita-se que os seis tipos diferentes de quarks e os seis tipos diferentes de léptons sejam as partículas fundamentais da matéria. Os quarks nunca aparecem isolados na natureza — sua existência é inferida por observações indiretas — enquanto os léptons podem ser detectados experimentalmente. Daí os defensores da Teoria das Cordas proporem que quarks, léptons e demais partículas não sejam fundamentais, mas manifestações diferentes de minúsculas cordas vibrantes.


Dada a dificuldade de provar a existência de algo tão minúsculo, os físicos mais céticos acham que a Teoria das Cordas não passa de uma espécie de golpe de marketing. Já o físico iraniano Cumrun Vafa, da Universidade Harvard — um dos mais influentes no campo — rebate as acusações: “muito do esforço humano vem de tentar compreender as coisas primeiro; se focarmos apenas nos experimentos, vamos perder um cenário muito maior”. Para ele, o fato de não ter nada em laboratório para mostrar não tira o mérito da teoria — na qual Leonard e Sheldon, da série The Big Bang Theory, também acreditam


Haters gonna hate”, dizem os físicos que defendem a Teoria das Cordas. Mas o xis da questão é que, diferentemente do que Einstein imaginava, as versões mais modernas dessa teoria não veem o universo como um espaço-tempo de quatro dimensões (altura, profundidade, largura e tempo), mas sim com 11 dimensões — as outras sete que não conseguimos enxergar estão ali, ocultas à nossa percepção, e as vibrações das cordas nessas dimensões geram tanto os fótons — partículas que compõem não só a luz como também o eletromagnetismo — quanto os grávitons — partículas hipotéticas que surgiriam numa descrição quântica da gravidade.


Apesar de ainda não ter sido confirmada experimentalmente, a Teoria das Cordas impressiona muitos físicos pela elegância e pela simetria de suas formulações matemáticas. Seus defensores veem nisso um indício de que ela possa estar apontando para algo profundo sobre a estrutura do universo; seus críticos respondem que, sem evidências experimentais, beleza matemática não basta para transformar uma hipótese em realidade.


Como disse Carl Sagan, "ausência de evidência não é evidência de ausência". 


Mas também não é evidência de presença.