QUIS CUSTODIET IPSOS CUSTODES?
Vimos que tanto as projeções astrais orgânicas quanto as experiências de quase morte (EQMs) são descritas como um "desligamento" do corpo físico, um breve período de consciência não-local que sugere que nossa consciência não fica "armazenada" no cérebro.
Vimos também que um cérebro que sonha se parece com um cérebro que morre, já que em ambos os níveis do ácido gama-aminobutírico (GABA) caem quase a zero, enfraquecendo os filtros e abrindo a porta para bandas mais largas de informação.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Em um dia para lá de cheio em Brasília, Flávio "Rachadinha" Bolsonaro afirmou que o ministro Alexandre de Moraes atua como um “articulador do Lula” ao promover encontros políticos em sua residência. Durante coletiva de imprensa em um dos comitês de campanha, o candidato do Partido dos Ladrões voltou a defender que o impeachment de ministros do STF se torne uma pauta eleitoral e perguntou aos colegas de partido candidatos ao Senado, que se encontravam presentes no evento, se apoiavam a destituição de Moraes. Em resposta, ouviu gritos de “Fora, Moraes”.
Apesar das críticas, o filho do presidiário defendeu que a decisão cabe ao Senado, e não ao presidente da República, e disse ainda que os candidatos ao Senado serão cobrados pelos eleitores sobre o tema durante a campanha.
Mais cedo, Moraes tomou uma decisão polêmica ao autorizar a realização de busca e apreensão contra o ex-secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão, Raimundo Cutrim, apontado pela PF como a fonte de um jornalista em reportagens sobre o suposto uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e familiares no estado nordestino. A medida recebeu parecer favorável da PGR e foi confirmada pelo STF. Segundo a defesa de Cutrim, a decisão tem como base informações obtidas após a quebra do sigilo telemático do jornalista, que teria identificado o ex-secretário como responsável por repassar informações consideradas privilegiadas.
Cutrim já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão e de prisão domiciliar expedidos pelo próprio Dino em um outro inquérito, que investiga um homicídio no Maranhão. Foram apreendidas 26 armas em endereços dele e o caso acabou no centro da disputa do governo do Maranhão. Agora, com base em dados obtidos na operação de março contra Luís Pablo, a PF concluiu que Cutrim era informante do blogueiro e apontou trocas de mensagens sobre a transferência de R$ 100 mil depositada na conta de um terceiro, Danilo Cutrim, mas que seria em benefício de Raimundo. O pedido da PF afirma que o blog “parece mais se assemelhar a um veículo de mídia destinado à publicação de matérias compradas, com direcionamento político”.
Quando sonhamos, é comum nos sentirmos como seres desprovidos de peso ou massa corporal, capazes de atravessar obstáculos, voar e até nos teletransportar como uma consciência sem forma física. Essa aparente capacidade de transitar entre o mundo dos vivos e o dos mortos faz com que o "corpo do sonho" seja considerado sagrado por muitas culturas.
Falando em corpo, embora a morte o transforme numa concha vazia, ele é embalsamado, vestido, sepultado e visitado regularmente por familiares e amigos. Isso apesar de as EQMs mostrarem claramente que a pessoa sente alívio por se livrar de um corpo envelhecido ou doente e não dá a menor importância ao que acontece com ele.
A ciência noética sustenta que nosso cérebro funciona como uma antena de rádio que recebe sinais do universo. Vale ressaltar que a existência desse plano cósmico ainda não restou provada, mas costuma ser experimentado pela maioria das pessoas em estados alterados de consciência. A questão é que confirmar isso experimentalmente é complicado, já que não existe máquina ou tecnologia que consiga receber sinais do plano cósmico — até onde sabemos, só o cérebro parece ser capaz de fazer isso.
A integração física completa é tão inviável quanto a conexão de todas as lâmpadas do planeta a um mesmo interruptor. Pode-se argumentar que o impossível só é impossível até alguém duvidar e provar o contrário, e que a fissão nuclear também era um sonho impossível até se tornar real. No entanto, o urânio e a tecnologia nuclear já existiam nos anos 1940, ou seja, tudo que os cientistas precisaram fazer foi aprender como reunir e manipular os elementos pré-existentes.
Voltando à vaca fria, quando sentimos medo de morrer, o cérebro lança mão de estratégias muito bem definidas para "gerir" esse terror. Em circunstâncias normais, essa inquietante certeza — conhecida como "saliência da mortalidade" — é gerida por uma ampla gama de estratégias, como negação, espiritualidade, práticas de atenção plena e reflexões filosóficas. Em circunstâncias extremas — guerras, catástrofes, confrontos violentos etc. —, as pessoas se comportam de modo previsível: ou lutam até a morte para sobreviver ou fogem da ameaça.
Observação: Segundo o Dicionário de Provérbios e Curiosidades (São Paulo, Editora Cultrix), de R. Magalhães Júnior, "voltar à vaca fria" significa retomar um assunto interrompido, insistir em questões já debatidas. A vianda fria é um prato com que se iniciam as refeições e ao qual não é costume voltar, depois de servidos os pratos quentes. Em francês há uma expressão equivalente: Retournons à nos moutons (Voltemos aos nossos carneiros), cuja origem é literária.
Todos os dias somos lembrados pela mídia de que nosso meio ambiente está em colapso e que o risco de uma guerra nuclear só aumenta. A imprensa fala em futuras pandemias, genocídio e inúmeras atrocidades que acontecem mundo afora, levando nosso cérebro a criar uma gestão de terror e mantê-la permanentemente ativa em segundo plano. Embora não se trate de um modo de fuga ou luta totalmente ativado, isso nos faz sempre prever o pior e nos torna egoístas: quanto mais aterrorizante o mundo, mais tempo gastamos nos preparando para a morte em nosso inconsciente.
Quanto mais tememos a morte, mais nos agarramos a nós mesmos, a nossos pertences e a nossos espaços seguros, ao passo que, como sugerem alguns estudos, quem não teme a morte tende a manifestar um comportamento mais benevolente, a aceitar melhor os outros, a ser mais empático e cooperativo. Assim, se pudéssemos livrar nossa mente do terror que sentimos em relação à morte, viveríamos num mundo radicalmente melhor. Nas palavras do grande psiquiatra tcheco Stanislav Grof: "a eliminação do medo da morte transforma o modo de ser do indivíduo no mundo".
Talvez a realidade não seja como achamos que ela é, e isso inclui a ideia provocadora de que a morte seja uma ilusão e que nossa consciência sobreviva à morte física e siga adiante. Se essa tese restar provada, daqui a algumas gerações a mente humana funcionará segundo a crença de que a morte, no fim das contas, não é tão aterrorizante assim.
Ao fim e ao cabo, tudo se funde para formar um conceito mais geral: a morte não é o fim. Essa ideia é defendida pela maioria das religiões, que falam em vida eterna (seja tocando harpa sentado em uma nuvem, seja assando num espeto por toda a eternidade) ou esposam a tese da reencarnação. Mas as religiões evoluíram das superstições de nossos antepassados mais remotos, que atribuíam tempestades, terremotos, eclipses e outros fenômenos naturais a forças sobrenaturais.
Observação: Convém não confundir religião com fé; ainda que ambas andem de mãos dadas, tanto é possível ter fé e não ser religioso como seguir uma religião simplesmente por tradição familiar ou convenção social.
Continua…
