quarta-feira, 17 de maio de 2017

DE OLHO NO DESEMPENHO DO PC ― PARTE II

A FORCA É O MAIS DESAGRADÁVEL DOS INSTRUMENTOS DE CORDA.


Antes de dar sequência ao assunto iniciado no post anterior, lembro a todos que o MEGA ATAQUE RANSOMWARE deflagrado na última sexta-feira continua dando pano pra manga (veja mais detalhes nesta postagem). 

Fala-se que o exploit que deu margem a esse imbróglio teria sido roubado da NSA (agência de segurança nacional americana), não se sabe se por russos ou por norte-coreanos, mas é certo que, até ontem, haviam sido contabilizadas mais de 200 mil vítimas em 150 países.

Do ponto de vista dos usuários, mais importante do que descobrir os culpados, ao menos é evitar que o computador corra o risco de ser alvo de essa praga, e para tanto é imperativo atualizar o sistema operacional e manter up-to-date o arsenal de segurança (antivírus, firewall, antispyware, etc.).

Embora o problema afete o Windows, a edição XP, que deixou de ser suportada pela Microsoft em abril de 2014, parece ser a mais visada. No entanto, como cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, mesmo quem usa o Windows Vista, 7, 8.1 deve pôr as barbichas de molho. Não ficou bem claro se o Windows 10 também é vulnerável, mas a Microsoft disponibilizou a atualização que fecha a brecha explorada pelo Wanna Crypt em março passado, bem como criou e liberou, em caráter extraordinário, uma correção focada no XP. Até onde se sabe, quem utiliza máquinas da Apple com sistema operacional Mac OS não tem com que se preocupar).


Para obter mais detalhes a partir da página da Microsoft, clique aqui

Passemos à postagem do dia:

Na primeira parte desta sequência, eu disse que a reinstalação do Windows costuma ser a melhor maneira de solucionar toda sorte de problemas de software no computador, mas salientei que, por ser uma medida extrema, ela deve ser aplicada somente quando e se todas as demais tentativas falharem.

Diante de anormalidades como lentidão, mensagens de erro, telas azuis e assemelhadas ― que não sejam decorrentes de problemas de hardware ―, os principais suspeitos, depois dos malwares, são a fragmentação excessiva dos dados gravados no disco rígido, o consumo exagerado de memória por alguns aplicativos, o excesso de programas que pegam carona na inicialização do sistema operacional, a existência de aplicativos conflitantes entre si, os famigerados erros no Registro, o acúmulo de arquivos desnecessários e as instabilidade dos drivers.

Felizmente, a maioria desses probleminhas é fácil de resolver. Mais fácil ainda quando se dispõe de uma boa suíte de manutenção ― o Windows traz alguns utilitários nativos, mas eles atuam somente em nível do HDD, excluindo arquivos desnecessários, corrigindo erros lógicos e desfragmentando arquivos; no mínimo, seria desejável que a Microsoft incluísse um otimizador do Registro (a “espinha dorsal” do sistema). Por outro lado ― e aí já não é culpa da Microsoft ―, usuários leigos e iniciantes não têm conhecimento da existência dessas ferramentas, e, quando têm, não sabem utilizá-las adequadamente.  

Pensando nisso, este humilde escriba já publicou centenas de postagens focando a manutenção preventivo-corretiva do computador. Para conferir, basta inserir os termos-chave correspondentes no campo de buscas do Blog (no canto superior esquerdo da página) e clicar no ícone da pequena lupa. 

Enquanto você faz isso, eu vou preparando a continuação desta matéria.

AINDA SOBRE AS PROVAS CONTRA LULA

Ao contrário do que afirmam Lula e seus apoiadores, provas contra o molusco existem aos montes. Claro que a militância petista e seus seguidores atávicos são incapazes de reconhecê-las. Até porque essa gente não veria provas contra seu amado líder nem se elas desfilassem na Sapucaí. E Lula, que é iletrado, mas tem uma mente brilhante e uma retórica invejável, explora essa fidelidade canina com maestria, vendendo a imagem de “perseguido injustiçado”, usando e abusando da tese de que é vítima de um complô para impedi-lo concorrer novamente à presidência em 2018.

Só mesmo sendo muito fanático ― ou muito burro, o que dá no mesmo ― para crer que um réu em cinco ações penais (três delas no âmbito da Lava-Jato) e acusado 17 vezes por crime de corrupção, 211 por lavagem de dinheiro, 4 por tráfico de influência, 3 por organização criminosa e 1 por obstrução da Justiça é a “alma viva mais honesta do Brasil” e vítima de “conspiração”. Conspirador foi Lula, quando, depois de ser derrotado quatro vezes, resolveu abraçar a responsabilidade fiscal, a inclusão social e outros anseios da população, contrariando o discurso de seu partido e seguindo o caminho traçado por FHC. E foi assim que se elegeu presidente.

O problema é que Lula nunca teve um projeto de governo, apenas um projeto de poder (ou melhor, de se perpetuar no poder), e não se furtou a pô-lo em prática comprando a peso de ouro o apoio dos rufiões da pátria e proxenetas do parlamento ― como o senador Roberto Jefferson tão bem definiu a escumalha política tupiniquim ao denunciar o esquema do Mensalão. Curiosamente, passou ao largo da ação penal 470 (vulgo “julgamento do mensalão), embora Dirceu, Genoino, Delúbio e outros próceres do panteão lulopetista não tenham tido a mesma sorte. Mas aí veio a Lava-Jato e a coisa mudou de figura. E agora, conforme ele próprio afirmou no primeiro depoimento que prestou como réu, acorda todas as manhãs receando dar de cara com a PF na sua porta.

Na última quarta-feira, depois de passar quase 5 horas reconhecendo o que não era possível negar, mas negando tudo que podia; alegando não saber (em 82 vezes, sua resposta ao magistrado foi “não sei”) ou não se lembrar daquilo que pudesse comprometê-lo, mas demonstrando ter memória de elefante na hora de atribuir a culpa a terceiros ― como fez com a falecida ex-primeira dama ―, Lula confidenciou a aliados que sua condenação são favas contadas. Claro que ao discursar no comício armado a poucas quadras da JF de Curitiba, onde políticos petistas, figurantes pinçados nas fileiras da CUT, MST e outros imprestáveis que tais esperavam ansiosos para beber suas palavras e reverenciar suas bazófias como se estivesse diante de uma epifania, o petralha mudou o discurso. Mas nem precisou caprichar, pois a patuleia ignara engole qualquer coisa que emane de sua santidade vermelha. Se, ao subir no palanque, o sacripanta tivesse tropeçado e proferido um sonoro “merda”, seriam necessários dias para a limpeza pública limpar a praça.

Observação: Dos 100 mil manifestantes que Rui Falcão pretendia despachar para Curitiba, apenas 5.000 desembarcaram por lá. Os mais humildes (cerca de 3.000) ficaram num acampamento improvisado, e muitos se queixaram à boca miúda de estarem ali obrigados pela direção dos movimentos e do valor irrisório (R$ 15) que haviam recebido para passar 3 dias cidade (só não passaram fome porque uma cozinha foi improvisada entre as barracas de lona, que também vendia marmitas por R$ 12 a quem não fosse do MST).      

Voltando à questão das provas, a corrupção acontece e prospera nas sombras, assim como a lavagem de dinheiro, que normalmente a acompanha. Corruptores e corruptos fazem de tudo para apagar os rastros de seus atos espúrios, valendo-se de contratos verbais, no “fio do bigode”, e de pagamentos feitos em cash ― como dizem os mafiosos, “o silêncio não comete erros”. Não fosse pela obstinação dos procuradores do MPF, pelo papel da PGR sob a batuta de Rodrigo Janot, pela postura do juiz Moro e, principalmente, pelos acordos de colaboração firmados entre os corruptores e a Justiça (vulgarmente chamados de “delações premiadas”), é provável que Lula estivesse gozando tranquilamente seus finais de semana no sítio Santa Bárbara, em Atibaia, e veraneando no luxuoso triplex do Ed. Solaris, no Guarujá.

Como bem salientou a revista Época na matéria cuja leitura eu recomendei duas postagens atrás, a força jurídica de cada evidência depende de sua relação com os fatos que ela pretende provar. Os delatores da Odebrecht forneceram uma quantidade significativa de planilhas internas com registros de pagamentos a políticos, e-mails em que os funcionários da empresa combinavam a entrega das propinas (quase sempre em dinheiro vivo), e por aí vai. As evidências mais avassaladoras vieram do Setor de Operações Estruturadas da empresa ― o tal departamento de propina ― e apontam também pagamentos feitos a políticos mediante contas secretas no exterior ― a Odebrecht chegou até a comprar um Banco num paraíso fiscal para se proteger das autoridades. Uma cópia completa dos dados desse sistema, que estava na Suíça, foi entregue recentemente ao MPF, e deve facilitar (ou tornar “menos difícil”) o rastreamento da origem do dinheiro da propina e a identificação de quem recebeu os pagamentos.

Depoimentos são provas testemunhais. Em determinadas circunstâncias, eles têm valor idêntico ao das provas documentais. Claro que tudo depende da credibilidade da testemunha, da materialidade dos documentos e das exigências da lei para a imputação de cada crime. E ainda que haja gradação entre a força das provas em cada caso, nenhum político aparece tão encalacrado quanto Lula ― que nega todas as acusações, mas cujo nome aparece de maneira recorrente nos depoimentos de Emílio e Marcelo Odebrecht e de Alexandrino Alencar. E dizer que todos eles mentem não anula a capacidade probatória dos delatores, embora seja uma estratégia de que tanto Lula quanto Dilma e outros integrantes da “Lista de Fachin” se valem de maneira recorrente, até porque não têm alternativa ― afinal, é difícil defender o indefensável.

Lula posa de perseguido, “politiza” as investigações, rosna para a turba de bajuladores que nada tem a temer ou a esconder e que vai comparecer sempre que a Justiça o convocar. Nos bastidores, porém, sua defesa recorre a todo tipo de chicana para adiar as audiências, retardar o andamento processual com embargos nitidamente protelatórios. O que Lula fez na última quarta-feira foi tripudiar da Justiça, menosprezar a inteligência do povo e abusar da paciência de um segmento da sociedade que não aguenta mais tanta mentira, tanta corrupção. Sua retórica ― invejável, repito ― pode até convencer seus incorrigíveis apoiadores ― mas, desses débeis mentais, sua insolência já tem apoio; resta-lhe granjear simpatia entre os demais, e muitos que se lembram com saudades das conquistas obtidas no primeiro mandato do petralha, quando realmente as coisas melhoraram por aqui, embora sopradas pelos ventos benfazejos do cenário internacional e de outras questões que fogem ao escopo desta análise.

Pode-se enganar a todos por algum tempo, alguns por todo o tempo, mas não a todos o tempo todo. E o juiz Moro parece já não ter mais paciência para ouvir bobagens. Na manhã de ontem, ele resolveu negar o pedido de oitiva de novas testemunhas e abrir prazo para acusação e defesa apresentarem suas alegações finais. Pelo andar da carruagem, a sentença deve sair até o final do mês que vem. E como se não bastasse, o encontro com Renato Duque no aeroporto de Congonhas e o relato de Léo Pinheiro ― de que Lula o mandou destruir provas ― podem render mais um inquérito para o petralha e, consequentemente, mais uma denúncia criminal (Lula passará, então, à condição de hexa-réu).

Na última quarta-feira, Lula disse ao juiz Moro: “quando um político comete um erro, ele é julgado pelo povo, não pelo Código de Processo Penal”. Convém ele tomar cuidado com o que deseja. Vai que alguém resolva investigar mais a fundo os assassinatos de Celso Daniel e de Toninho do PT e ele acaba sendo realmente julgado pelo povo, mas através de um júri popular.

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