É NA COZINHA QUE A MÁGICA E POR VEZES A DESGRAÇA ACONTECEM.
Os tradicionais açougues de bairro estão em extinção, e comprar carne moída nos supermercados significa acreditar nas informações da embalagem, já que o produto não é moído na presença do consumidor.
Por mal dos nossos pecados, a carne moída é uma espécie de coringa na cozinha, já que serve de matéria prima para o preparo de almôndegas, molhos, hambúrgueres e recheios. Assim, além de pagar por carne “de primeira” e levar um produto inferior (não é incomum o funcionário do mercado misturar sebo, gordura e outras aparas e sobras na carne moída), o patinho pode ser acém e o coxão-mole pode ser paleta.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Distraído que estava o público com o escândalo da vez, a Camarilha dos Vagabundos Federais voltou a fazer o que mais gosta: legislar em prol dos seus. E, de novo, com o método de sempre — à sorrelfa, no de repente da urgência conveniente, em votação simbólica. Não bastasse ter aprovado uma série de facilidades para os partidos — à qual deram o nome de minirreforma do sistema que rege as legendas —, a súcia de imprestáveis determinou que a coisa tenha vigência imediata, atropelando a regra de anterioridade anual.
Suas insolências não querem pouco. Reivindicam teto de R$ 30 mil para multas aplicadas a contabilidades irregulares, dão 15 anos (!) de prazo para renegociação de dívidas, liberam os infratores para participar de eleições e os deixam à vontade para fazer disparos (inclusive os ilegais, via robôs) de mensagens por celulares. Nada diferente daquela tentativa de aprovar uma emenda constitucional que deixaria os parlamentares fora do alcance da Justiça, que foi barrada no Senado por pressão da opinião pública.
Suas insolências não querem pouco. Reivindicam teto de R$ 30 mil para multas aplicadas a contabilidades irregulares, dão 15 anos (!) de prazo para renegociação de dívidas, liberam os infratores para participar de eleições e os deixam à vontade para fazer disparos (inclusive os ilegais, via robôs) de mensagens por celulares. Nada diferente daquela tentativa de aprovar uma emenda constitucional que deixaria os parlamentares fora do alcance da Justiça, que foi barrada no Senado por pressão da opinião pública.
Desta vez, se não houver uma grita geral, a estrovenga vai passar pelos senadores cujos partidos se beneficiam dela. O caminho é facilitado por um acordo entre Câmara, Senado, governo e oposição para a derrubada de veto presidencial a dispositivo da LDO e, assim, permitir doações de bens e dinheiro durante a campanha eleitoral — um canavial de malandragens sob a égide da ilegalidade e da desfaçatez de um Poder Legislativo hipertrofiado e que ainda pretende sair mais fortalecido desta eleição em que as legendas estão especialmente empenhadas em obter o maior número possível de cadeiras no Parlamento.
Com esse tipo de credencial, os congressistas não estimulam a sociedade à participação ativa na composição das Casas legislativas; antes pelo contrário: alimentam o distanciamento decorrente da repulsa aos procedimentos que servem ao domínio financeiro das direções partidárias viciadas no sustento do Estado.
Com esse tipo de credencial, os congressistas não estimulam a sociedade à participação ativa na composição das Casas legislativas; antes pelo contrário: alimentam o distanciamento decorrente da repulsa aos procedimentos que servem ao domínio financeiro das direções partidárias viciadas no sustento do Estado.
Por ser magro e saboroso, o patinho é um dos cortes mais indicados para moagem, e funciona bem tanto em preparos mais leves, como molhos, recheios e receitas do dia a dia, quanto no de hambúrgueres, almôndegas, croquetes e refogados que levam carne moída..
Vale lembrar que a diferença entre cortes "de primeira" e "de segunda" não está no valor proteico, mas no sabor, que depende da quantidade de gordura, e da maciez, que varia conforme o trabalho muscular realizado pela região do boi de onde a carne é extraída. Pescoço, peito, braço, acém e outros cortes dianteiros costumam ser duros e fibrosos, enquanto filé-mignon, contrafilé, alcatra, picanha e outros cortes traseiros tendem a ser macios e suculentos.
O acém possui alguma gordura, o que garante mais sabor e suculência à carne moída e a torna ideal para receitas que pedem uma textura mais úmida e pratos que ficam mais tempo no fogo. Além disso, os cortes de segunda, tendem a custar menos do que os de primeira, como o patinho. Mas tanto num caso como no outro, uma carne moída na hora faz toda a diferença.
No supermercado, evite a carne pré-moída e acondicionada em bandejas de isopor embrulhadas em plástico-filme. Escolha um pedaço de patinho ou de acém e moa em casa, como faziam nossas avós e as mães delas antes delas. E você pode ainda moer junto com junto com a carne uma parte de gordura da picanha (para fazer hambúrgueres como manda o figurino), pedaços de bacon, cebola e outros temperos.
Para que a carne moída fique com aquela cor dourada, que lhe dá uma aparência mais apetitosa, aqueça bem a panela e refogue em azeite o alho e a cebola antes de adicionar a carne, e evite mexer durante os primeiros minutos — sob pena de a carne liberar líquido e ficar com aspecto acinzentado e sabor menos intenso. Outro erro comum é usar uma panela muito pequena — sem espaço suficiente e sem calor adequado, a umidade não evapora e a carne cozinha em vez de fritar.
Quando a quantidade de carne for grande, dividi-la em pequenas porções evita que a panela esfrie e garante um dourado mais uniforme. E só coloque os temperos — incluindo o sal — depois que a carne refogada estiver dourada, de modo a preservar tanto a textura quanto o sabor.
Bom apetite.
