Se o espaço-tempo é uma superfície fechada sem fronteiras, como definiu Stephen Hawking, então o conceito de "antes" não faz sentido, Dito isso, especular sobre o que havia antes da grande expansão é como discutir o que existe ao norte do Polo Norte.
Segundo Albert Einstein, o Universo e a estupidez humana são infinitos. Talvez por isso algumas pessoas confundem perseverança com teimosia.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Bolsonarinho superestimou a foto com Trump. Imaginando que esconderia atrás da fumaça obtida em Washington a crise provocada pela relação promíscua com Daniel Vorcaro ateou na campanha, não se deu conta de que usar o trumpismo como cortina de fumaça é como brincar dentro de um paiol.
Se o PT tivesse que organizar a agenda do rival em Washington, não faria melhor. O primogênito do refugo da escória da humanidade foi à Casa Branca com o irmão Dudu Bananinha e se comparsa Paulo Figueiredo — chefes do departamento anti-Brasil que o bolsonarismo mantém nos Estados Unidos.
Na conversa com os repórteres, o pré-candidato tentou fugir das perguntas sobre Vorcaro, mas foi desmentido pelo governador bolsonarista Tarcísio de Freitas, que soou como um aliado da onça a 7.700 quilômetros de distância: "Tem muitas questões que ele precisa explicar." O ministro André Mendonça, outro amigo da Famiglia Bolsonaro, mandou a PF à cobertura do bolsonarista Cláudio Castro. Os mais de R$ 3 bilhões desviados sob Castro do Rioprevidência para o Master carbonizam o lero-lero segundo o qual não há dinheiro público nos milhões que o Dark Potro pediu a Vorcaro para investir no filme Dark Horse. Haja cortina de fumaça para tantas labaredas.
Ao tratar Trump como cabo eleitoral, os bolsonaristas convidam Lula a desenrolar novamente a bandeira da soberania.
Um estudo conduzido pelos renomados matemáticos Ghazal Geshnizjani, do Perimeter Institute, Jerome Quintin, da Universidade de Waterloo, e Eric Ling, da Universidade de Copenhague, analisou a singularidade do período anterior ao Big Bang à luz da relatividade geral. A teoria atualmente dominante na comunidade científica sustenta que o Universo nasceu há 13,8 bilhões de anos, expandindo-se exponencialmente numa fração de segundo, impulsionado por uma forma de energia que se opõe à gravidade, e o estudo questiona se a singularidade do Big Bang tal como descrita hoje é realmente um fenômeno físico ou apenas um artefato matemático.
Para esclarecer essa questão, considera-se a função matemática 1/x. Quando x se aproxima de zero, a função torna-se indefinida — ou seja, não pode ser calculada. Se a singularidade do Big Bang funcionasse de forma análoga, seria apenas uma ilusão matemática, sem correspondência com a realidade física. Uma comparação útil é o meridiano de Greenwich: se houvesse uma função baseada em "1/longitude", ela seria indefinida naquele ponto (longitude zero).
Fisicamente, não há nada de anômalo nas regiões atravessadas por essa linha imaginária. O problema seria trivial — bastaria reposicionar o ponto de referência zero. Por essa lógica, se a singularidade do Big Bang fosse apenas um artefato matemático similar, o Universo poderia ser descrito consistentemente sem recorrer a ela, mediante uma simples redefinição dos parâmetros iniciais.
Em contraste, o centro de um buraco negro não pode ser eliminado por uma simples mudança de coordenadas. Ali, a densidade e a curvatura do espaço-tempo tornam-se genuinamente infinitas — uma singularidade real. A proposta do trio de pesquisadores é justamente investigar se a singularidade do Big Bang se assemelha ao centro de um buraco negro — um ponto final inevitável — ou se está mais próxima de um horizonte de eventos: um limite aparente que desaparece quando se muda a forma de descrever o espaço-tempo.
