COMER É UMA NECESSIDADE DO ESTÔMAGO, BEBER É UMA NECESSIDADE DA ALMA.
O arroz branco é consumido por milhões de brasileiros e, junto com o feijão, forma uma das combinações mais tradicionais da nossa culinária.
Embora seja simples de preparar, esse grão nem sempre fica soltinho como se deseja, mas basta trocar a água por caldo quente para evitar que ele empape e deixá-lo mais cheiroso e saboroso.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
O fator família não é novo nem raro na política brasileira — em boa parte composta por filhos que sucedem os pais e netos que se fazem a partir do legado dos avós. Quem está nessa lida há décadas, hoje fala com fulano neto e conversa com beltrano filho do interlocutor original, herdeiro do mesmo sobrenome. O inusitado, embora não inédito, são as brigas como essas que assolam a grei Bolsonaro. Na regra, os clãs se preservam para se perpetuarem. Daí a atenção ao furdunço envolvendo Michelle e os filhos de Jair Bolsonaro.
A madrasta deu tiros na candidatura do primogênito, mas nada (ainda) parecido com o petardo de Pedro Collor na Presidência do irmão Fernando — ali o desastre foi deflagrado pela negação da mãe ao filho caçula até então predileto, substituído no afeto pela cobiça referida no cargo do detentor do poder maior da República; aqui, o que se tem é uma disputa pelo legado do chamado bolsonarismo, que ainda está por provar ser uma corrente comparável a outros ismos caracterizados pela fidelidade das bases social e política ao chefe, sem ingerências familiares.
A despeito do liame da rixa em ambiente doméstico que se desdobra em consequências para o cenário nacional, a sociologia do babado contida em casos de famílias conflagradas é muito diferente entre um caso e outro.
Nos Collor de Mello o evento foi pontual. Depois de dada a tragédia, o clã sumiu do mapa da política para se transformar em tema de tramas dramáticas em podcast, documentário e projeto de série de ficção baseada naquele fato. Nos Bolsonaro, o enredo se desenrola por décadas, desde o filho adolescente posto numa eleição contra a mãe por vingança do pai, até o episódio ainda em curso da madrasta em guerra com os enteados pela herança política do patriarca preso e doente.
Da rusga entre irmãos, decorreu um impeachment do qual o país saiu institucionalmente salvo. Do litígio atual, a solução virá da resposta que o Brasil dará à quadrilha, digo, à família em questão.
Da próxima vez que você for fazer arroz, esqueça o trio água, sal e óleo, que deixa o sabor neutro demais. Mudar o líquido do preparo — ou seja, trocar a água por caldo de carne, legumes, frango ou peixe, desde que esteja quente ao entrar na panela — é meio caminho andado. Outro detalhe importante é o refogado. O alho dourado e as folhas de louro deixam o arroz com aroma de comida caseira, e a cebola também ajuda a criar uma base mais saborosa.
Para preparar um arroz branco soltinho e cheio de sabor, você vai precisar de:
1 xícara de arroz branco
2 xícaras de caldo quente
3 dentes de alho
2 folhas de louro
50 g de cebola picada
1 colher (sopa) de azeite
Sal a gosto
Depois de picar a cebola bem picadinha e amassar os dentes de alho, Aqueça o azeite em uma panela e refogue a cebola (bem picadinha) o alho (amassadinho) e o louro até ficarem aromáticos, tomando o cuidado de mexer para o refogado não queimar e amargar o arroz.
Em seguida, adicione o arroz e mexa por alguns minutos. Quando os grãos começarem a ficar levemente transparentes, é sinal de que estão prontos para receber o líquido.
Despeje o caldo quente, ajuste o sal e deixe ferver. Assim que levantar fervura, baixe o fogo, tampe a panela e cozinhe por cerca de 13 minutos, sem mexer.
Ao final, desligue o fogo e deixe o arroz descansar por mais 5 minutos com a panela tampada — essa etapa ajuda os grãos a terminarem de cozinhar no próprio vapor. Quando for servir, solte o arroz delicadamente com um garfo.
Além do caldo quente (caseiro sempre que possível), outras dicas são refogar bem os grãos antes de adicionar o líquido, evitar mexer o arroz durante o cozimento, usar fogo baixo depois que o líquido ferver, respeitar o tempo de
Dica: Com sua combinação de arroz cozido, legumes picados, ervilhas, e o toque sutil de temperos deliciosos, a receita de arroz à grega é uma excelente opção para acompanhar diversas refeições ou até mesmo ser a estrela principal do seu cardápio. Para transformar o arroz branco de cada dia na delícia que é o arroz à grega, basta dar uma refogada na ervilha e nas passas e misturá-las com os demais ingredientes — salsa, cebola, cebolinha e cenoura picadinhas — ao arroz previamente cozido.
Bom apetite.
