O QUE NOS DEFINE NÃO É A FORMA COMO NOS LEVANTAMOS DEPOIS DA QUEDA, MAS O QUE FAZEMOS PARA NÃO CAIR DE NOVO.
Além de ser um dos maiores gênios da história da humanidade, Albert Einstein eternizou pérolas de sabedoria popular, entre as quais: “a vida é como andar de bicicleta; para manter o equilíbrio, você precisa continuar em movimento.”
O brocardo consta de uma carta enviada a seu filho Edward em 1930, quando o cientista passava por um momento conturbado, mas não tem ligação com um possível slogan motivacional. Além disso, quem anda de bicicleta sabe que o equilíbrio será perdido no momento em que perder velocidade e, consequentemente, a sustentação.
A moral da história é que as pessoas devam continuar avançando, ainda que de forma lenta, pois o equilíbrio é encontrado enquanto o movimento segue, e não quando é paralisado. Ainda assim, a metáfora pode ser aplicada em vários aspectos da vida. Em última análise, a ideia é que dar pequenos passos no dia a dia é fundamental para recuperar a confiança, mesmo diante de situações das mais adversas.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Mais um movimento vomitativo tabuleiro político-eleitoral: Alexandre de Moraes proibiu o presidiário Jair Bolsonaro de receber visitas de seu primogênito, também conhecido como "Bolsonarinho" e pré-candidato à presidência desta pobre banânia — ainda mais pobre por ter como alternativa ao rebento do refugo da escória da humanidade a reeleição de um macróbio eneadáctilo, também conhecido como "o desempregado que deu certo".
A proibição imposta pelo ministro vai até depois do primeiro turno das eleições, e se deve ao fato de Bobi Filho ter descumprido a medida cautelar que proíbe Bibo Pai de usar redes sociais, diretamente ou por terceiros, ao divulgar uma carta segundo a qual Flávio é"porta-voz" do pai e o candidato escolhido para representá-lo politicamente.
Moraes alegou que o filho do pai usou "expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto", classificou sua conduta como "instrumento de promoção política", enviou a decisão para o procurador-geral e mandou o Ministério Público Eleitoral apurar se o episódio configura propaganda eleitoral antecipada, além de dar prazo de 48 horas para os advogados do ex-presidente se manifestarem..
A carta em questão foi lida pelo pré-candidato durante transmissão nas redes sociais e também compartilhada em foto após uma visita ao pai. De acordo como o magistrado, a afirmação de que o documento era "imperdível" e "um recado muito importante" que seu pai queria transmitir aos brasileiros mostra que o aspirante a golpista sabia da divulgação nas plataformas, o que também configura desrespeito à medida cautelar.
O advogado da pré-campanha de zero um, Tracy Reinaldet, afirmou em nota que a decisão é ilegal e inconstitucional, e que a equipe tomará medidas para revertê-la, "sempre respeitando as instituições". Também em nota à imprensa, o coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, declarou que a proibição é uma "clara interferência no jogo político" e uma tentativa de deixar Bolsonaro incomunicável.
Para Moraes, o filho do pai usou seu direito de visita para divulgar a carta nas redes sociais, o que configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita. Disse ainda que o pré-candidato "é reincidente em sua conduta desrespeitosa às decisões judiciais" e citou o episódio em que ele transmitiu uma chamada de áudio do pai a manifestantes na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 2025.
Einstein não usava meias por considerá-las desnecessárias. Seu cabelo desgrenhado — que se tornou um símbolo de “cientista maluco” — era mantido assim porque ele desprezava os barbeiros. Entre outras excentricidades, era apaixonado por música clássica e carregava seu violino — apelidado carinhosamente de “Lina” — por onde quer que fosse. Curiosamente, até ouvir as obras de Mozart, ele abominava as aulas de violino incentivadas pela mãe, que era uma talentosa pianista.
O futuro gênio começou a falar aos 6 anos de idade. Diferentemente do que reza a lenda, não era mau aluno nem foi reprovado em matemática. Autodidata desde pequeno, não se interessava pela escola de seu tempo e execrava a pedagogia militarista e autoritária do Ginásio Luitpold, em Munique, onde cursou o equivalente ao nosso ensino fundamental.
O famoso “pau” que levou aconteceu quando Einstein tinha 16 anos — dois a menos do que a idade média dos candidatos a uma vaga na Escola Politécnica de Zurique. Apesar de os exames de matemática e física terem impressionado a banca examinadora, suas provas de humanas foram uma negação. Mas acabou sendo aceito dois anos depois e se notabilizou pelas teorias da Relatividade Restrita (1905), da Relatividade Geral (1915) e do Efeito Fotoelétrico (1905), que reformularam os conceitos de tempo, espaço, gravidade e natureza da luz.
Em 1924, o físico visitou o Rio de Janeiro. Embora tenha reconhecido e agradecido pessoalmente o trabalho dos pesquisadores brasileiros, seus relatos íntimos revelam que ele menosprezava os interlocutores e culpava o clima tropical pelos costumes, que considerava inferiores. Em uma das passagens mais emblemáticas de seu diário, ele anotou: “Sou uma espécie de elefante branco para eles, e eles, uma espécie de macacos para mim.” Em outra, porém, escreveu: “A miscelânea de povos nas ruas é deliciosa: portugueses, índios, negros e tudo no meio, de modo vegetal e instintivo, dominado pelo calor.”
Observação: O físico usou o termo “índios” como símbolo de selvageria e inferioridade, mas ficou tão impressionado com o trabalho do general Cândido Rondon que chegou a recomendá-lo ao Prêmio Nobel da Paz. Por outro lado, suas anotações deixaram clara a ideia de uma suposta superioridade europeia — e também sua impaciência com o costume brasileiro dos grandes discursos elogiosos, que considerava enfadonhos.
Einstein casou-se em segundas núpcias com uma prima e prometeu à primeira mulher o valor do Prêmio Nobel de Física que viria a ganhar dali a dois anos — pelo efeito fotoelétrico, não pela relatividade. Em 1939, alertou o então presidente americano (Franklin D. Roosevelt) sobre a possibilidade de a Alemanha desenvolver bombas atômicas por meio da fissão de urânio.
A partir de então, os EUA criaram o Projeto Manhattan, responsável pela produção das bombas nucleares lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945. Anos depois, arrependeu-se de ter enviado a carta — em entrevista à revista Newsweek, afirmou que, se soubesse que os alemães não conseguiriam desenvolver uma bomba atômica, ele não teria feito nada.
Einstein morreu em 18 de abril de 1955, três anos depois de recusar o convite para ser o segundo presidente de Israel. Devido a seu ativismo político e origem alemã, o FBI manteve um arquivo de 1.427 páginas sobre ele. Seu cérebro foi roubado durante a autópsia pelo patologista Thomas Harvey, que pretendia estudá-lo para tentar entender sua genialidade.
