sexta-feira, 7 de agosto de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — SOBRE OS PLANEAS DO SISTEMA SOLAR — FINAL

EU ORA ACREDITO NA EXISTÊNCIA DE VIDA EXTRATERRESTRE E ORA DESACREDITO. EM QUALQUER DOS CASOS, A CONCLUSÃO É ASSOMBROSA.

Com a reclassificação de Plutão em 2006, Netuno passou a ser o último planeta do nosso sistema solar (noves fora o hipotético Planeta X, sobre o qual já falamos e cuja existência não passa de especulação) e foi batizado com o nome do deus do mar dos antigos romanos devido a sua coloração azulada. 

Diferentemente dos demais planetas do Sistema Solar, Netuno não é visível da Terra a olho nu, mas foi graças aos cálculos de Urbain Le Verrier — que mapeou sua posição com base nas perturbações na órbita de Urano — e às observações do astrônomo alemão Johann Galle que Netuno foi descoberto, em 1846. Aliás, o inglês John Couch Adams também calculou a posição do planeta de forma independente, gerando uma disputa histórica de prioridade entre França e Inglaterra.

A temperatura média em Netuno é de -223 ºC, sua translação demora 164 anos terrestres (com velocidade orbital de 5,4 km/s) e seu dia tem 16 horas terrestres. Até recentemente, pouco se sabia sobre sua estrutura. Foi somente com a missão Voyager, no final dos anos 80, que os cientistas começaram a entendê-lo melhor. As imagens revelaram uma superfície com indícios de tempestades violentas e ventos velozes, incluindo uma mancha, semelhante à grande mancha vermelha de Júpiter, chamada Grande Mancha Escura.

A atmosfera de Netuno é rica em metano, e o planeta também possui um sistema de anéis, embora menos impressionante do que o de Saturno. Sua estrutura interna consiste em uma crosta de gelo que cobre um núcleo metálico, e ele possui seu próprio campo magnético. Quanto às luas, somente 16 foram identificadas até o momento, pois o planeta está muito distante e ainda é pouco explorado. Entre as mais notáveis destacam-se Triton e Nereida, sendo o primeiro um dos objetos mais fascinantes do Sistema Solar — ele orbita Netuno em sentido contrário ao da rotação do planeta (órbita retrógrada), sugerindo que foi capturado e não formado junto com o planeta, e está se aproximando gradualmente, o que significa que eventualmente será destruído pelas forças de maré.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

O clone virtual de Bolsonaro pode virar a atração de 2026. Estreou na convenção nacional do PL, no sábado. Fará novas aparições nas redes sociais e até na propaganda de rádio e TV, a menos que a Justiça Eleitoral proíba.

Está com a palavra o presidente do TSE, Nunes Marques, que foi escolhido relator da ação movida pela coligação de Lula. Resolução do TSE proíbe a manipulação digital de pessoas vivas e mortas para favorecer ou prejudicar candidaturas. Há também uma decisão de Alexandre de Moraes, executor da pena de Bolsonaro, que proibiu o condenado de divulgar manifestações eleitorais por qualquer meio, mesmo que por intermédio de terceiros.

Em sua versão de carne e osso, Bolsonaro disse ter indicado Nunes Marques para o Supremo menos pelo currículo do que pelas doses de tubaína que compartilharam no Alvorada. Tratou o escolhido como uma toga-gorjeta: "Será 10% de mim no Supremo". 

O ministro dispõe de uma rara oportunidade de optar entre a Justiça e a tubaína.


Além dos planetas e respectivos satélites, nosso sistema solar abriga outros objetos astronômicos fascinantes, como planetas anões, luas, cometas, asteroides e meteoroides, cada qual com características únicas. No vasto espaço entre Marte e Júpiter, bem como além da órbita de Netuno, na região conhecida como Cinturão de Kuiper, habitam inúmeros objetos que não se enquadram na categoria de planetas.

Dentre eles, destacam-se Ceres, que é o maior objeto do Cinturão de Asteroides; Plutão, antes considerado planeta e hoje classificado como objeto transnetuniano; Éris, descoberto em 2003, que é maior do que Plutão; Makemake, situado no Cinturão de Kuiper, que tem aproximadamente metade do tamanho de Plutão; e Haumea, também no Cinturão de Kuiper, que possui uma forma notavelmente elipsoidal e é acompanhado por anéis.

O critério fundamental para diferenciar esses corpos celestes dos planetas é o tamanho e a atração gravitacional que exercem devido à massa. Para serem considerados planetas, eles devem orbitar o Sol, ter uma forma aproximadamente esférica e possuir gravidade suficiente para dominar outros corpos em sua proximidade, seja como satélites ou parte do próprio planeta. Ceres, Plutão e Éris não atendem a esses critérios, e portanto são considerados planetas anões. No afastado Cinturão de Kuiper, é possível que existam mais planetas anões esperando para serem descobertos.

Os gigantes gasosos chegam a ter centenas de luas, ao passo que os planetas internos têm apenas 3 (a nossa Lua e os dois satélites marcianos, Deimos e Phobos). Essas luas assumem diversas formas, variando de esferoidais a extremamente irregulares. As maiores provavelmente se formaram junto com seus planetas hospedeiros, enquanto outras podem ter sido capturadas pela gravidade. Existem até mesmo luas temporárias, que, por razões diversas, são capturadas por um planeta e mais adiante escapam de sua influência. E não se descarta
 a possibilidade de descobertas futuras, especialmente nos planetas mais distantes do Sol, como Netuno e outros gigantes gelados.

Os cometas são fragmentos remanescentes da nuvem de matéria que deu origem ao nosso Sistema Solar. Compostos por gelo, rochas e poeira, eles residem principalmente nas áreas mais afastadas, mas se aproximam do Sol de tempos em tempos. Segundo os cientistas, existem três regiões extremamente distantes no Sistema Solar onde a maioria dos cometas reside: O Cinturão de Kuiper, a Nuvem de Oort e o Disco Disperso.

Observação: O Cinturão de Kuiper é uma vasta região que começa logo após a órbita de Netuno e se estende por bilhões de quilômetros, habitada por corpos gelados, planetas anões — entre eles Plutão — e incontáveis fragmentos remanescentes da formação do Sistema Solar. O Disco Disperso é uma região sobreposta e adjacente ao Cinturão de Kuiper, mas com objetos em órbitas muito mais excêntricas e inclinadas, lançados para longe pelo efeito gravitacional de Netuno. Já a Nuvem de Oort é uma esfera que envolve o Sistema Solar a uma distância imensurável, podendo se estender até um quarto do caminho até a estrela mais próxima. Acredita-se que seja o berço dos cometas de longo período: blocos de gelo e rocha que dormem ali por milhões de anos até que alguma perturbação gravitacional os desperta e os lança em direção ao Sol. Se o Cinturão de Kuiper é o subúrbio do Sistema Solar, a Nuvem de Oort é a fronteira do fim do mundo — o lugar onde a influência do Sol começa, muito lentamente, a perder a batalha para o vazio interestelar.

Os asteroides são corpos rochosos menores do que os planetas anões ou as luas. A maioria deles habita o Cinturão de Asteroides, que marca a fronteira entre os planetas rochosos e os gasosos. Os centauros são assim chamados numa analogia com seres mitológicos metade humanos, metade cavalos, já que compartilham características tanto de asteroides quanto de cometas. Descobertos em 1977, eles ainda não foram bem fotografados, mas sabe-se que são abundantes entre as órbitas de Júpiter e Netuno.

Por fim, um meteoroide é um fragmento de um objeto maior, mas com diâmetro de 100 micrômetros a até 50 quilômetros, o que nos leva a refletir sobre a imensidão do cosmos e como mesmo dentro de nosso próprio sistema solar há inúmeras histórias a serem contadas e descobertas a serem feitas.

À medida que continuamos a explorar o espaço, lembramos-nos de que somos parte de um universo em constante expansão, repleto de maravilhas que desafiam nossa imaginação. Oito planetas, duzentas e tantas luas só em Saturno, cometas que levam milênios para dar uma volta ao redor do Sol — e isso apenas em nosso quintal. Como disse
 Proust, não precisamos ir a lugar nenhum: o cosmos inteiro já está aí, esperando que aprendamos a olhar para ele com novos olhos

No fim das contas, talvez o maior mistério não seja nenhum dos objetos que habitam o Sistema Solar, mas o fato de existir, no terceiro planeta a partir do Sol, uma criatura capaz de olhar para cima e se perguntar o que está vendo. 

Continua...