Essa variação é imperceptível num carro a 180 km/h ou mesmo num voo comercial a 900 km/h, mas os relógios atômicos dos satélites GPS que orbitam a Terra a 14 mil km/h adiantam 38 microssegundos por dia, tornando o efeito mensurável. Se fosse possível viajar a uma velocidade próxima à da luz, um segundo no referencial do viajante representaria anos no tempo terrestre.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Bolsonaristas acreditam que o "mito" é um ex-presidente de mostruário perseguido injustamente. Petistas acreditam que o mensalão e o petrolão não existiram e que Lula foi absolvido pelo STF. Fernando Haddad e Celso Amorim acreditam que Trump suavizou o discurso e que o Brasil e os EUA manterão uma "relação normal".
Embora a ficção científica retrate os buracos negros como portais para outras dimensões, qualquer objeto que cruze seu horizonte de eventos é inexoravelmente "espaguetizado" e transformado em um ponto infinitesimal, mas com a mesma massa original, que se soma à do buraco negro. A Teoria da Relatividade explica esse fenômeno, mas deixa espaço para especulações sobre buracos de minhoca e supostas conexões entre universos.
Também chamados de Pontes Einstein-Rosen, os buracos de minhoca se formam quando a singularidade de um buraco negro distorce o espaço-tempo. Em tese, eles serviriam de atalho para encurtar a distância entre dois pontos, seja neste ou em outro universo, no presente ou em outro ponto da linha do tempo. Para facilitar a compreensão, imagine o espaço-tempo como uma folha de papel. Com a folha dobrada ao meio, as bordas superior e inferior, que representam duas regiões distantes do espaço-tempo, praticamente se juntam, permitindo que uma hipotética espaçonave vá de um ponto ao outro quase instantaneamente.
Mas há alguns "senões" a considerar, começando pela existência dos buracos de minhoca, que ainda não foi comprovada experimentalmente. Se eles existirem e forem tão comuns quanto as estrelas, como acreditam alguns astrofísicos, detectá-los pode ser apenas uma questão de tempo. Por outro lado, a criação ou estabilização de um buraco de minhoca exigiria formas exóticas de matéria com densidade negativa, que ainda não foram descobertas ou produzidas em laboratório. Além disso, a própria manipulação do espaço-tempo suscita questões sobre a quantidade de energia necessária. A fusão nuclear promete energia limpa e quase ilimitada, mas essa tecnologia ainda está longe de ser dominada.
Continua...



