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terça-feira, 28 de julho de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — AINDA SOBRE O BIG BANG

O ETERNO NOS CRIOU À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA, MAS DEVE TER ERRADO ALGUM INGREDIENTE OU O TEMPO DE COZIMENTO, POIS NOS TORNAMOS DEUSES DE MERDA.

Vimos que os físicos Fred Hoyle, Thomas Gold e Hermann Bondi levantaram a hipótese de que o universo não teria começo nem fim; que Hoyle ironizou a ideia de toda a matéria ter surgido em um "grande estrondo", que a ironia pegou e o termo Big Bang foi adotado pela imprensa, embora tudo tenha começado não como uma grande explosão, mas como uma expansão cósmica há quase 14 bilhões de anos, cujos efeitos ainda podem ser observados através do desvio para o vermelho na luz das galáxias distantes.

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Numa homenagem à imprestabilidade, o PL oficializou a escolha do primogênito do refugo da escória da humanidade como candidato à Presidência em uma convenção em São Paulo com direito a discurso do filho do pai com referências a si próprio como "o filho mais velho do capitão". A convenção contou com um recado do primeiro-ministro de Israel, que afirmou que o filho do pai é um grande defensor do Brasil, e com a presença do presidente da Argentina, que veio especialmente para a convenção e chamou o ministro Alexandre de Moraes de "lixo careca" por negar a autorização para que ele visitasse o golpista, que cumpre pena em prisão domiciliar humanitária. . 

Também marcaram presença o governador Tarcísio de Freitas, puxa-saco do Messias, de Valdemar Costa Neto, ex-presidiário do Mensalão e presidente do PL, e do senador Rogério Marinho — outro que morreria afogado se Bolsonaro tomasse um banho de assento —, além de uma série de congressistas e candidatos do PL. 

Estavam no palco ainda o prefeito de São Paulo e candidatos a governador pelo PL, como Sergio Moro, o ex-herói nacional que passou a vergonha nacional e disputa o governo do Paraná. O evento nauseabundo começou com o hino nacional e 22 segundos de silêncio em alusão à suposta tentativa de calar a direita no Brasil, nas palavras do cerimonialista. 

A ex-primeira-dama e madrasta não participou presencialmente do evento, alegando estar em casa cuidando do "seu galego", e tampouco elogiou o enteado-candidato mas pediu que Deus abençoe e proteja sua candidatura e desejou força para a família dele para cumprir a missão com a lealdade que nosso povo merece (pausa para as gargalhadas).  

Os sinais de isolamento do stronzino foram evidenciados pela ausência dos presidentes nacionais dos demais partidos — embora o PL queira repetir a coligação de Bolsonaro em 2022 com a federação União Brasil-PP e o Republicanos, as legendas sinalizaram preferir a neutralidade desta vez.

A falta de uma coligação deixou a chapa sem candidato a vice — a expectativa era de que partidos aliados indicassem um nome, de preferência uma mulher. Em seu discurso, Tarcísio, que foi preterido pelo filho do pai para concorrer ao Planalto, disse que o senador das rachadinhas, panetones e mansões milionárias estava ali não pelo sobrenome, mas por ser uma pessoa que vai honrar o pai e o legado e será o maior presidente da história (pausa para o Plasil).

O governador puxa-saco de presidiário aproveitou para criticar o PT e pedir ao público que busque votos e convença os indecisos: "não tem espaço mais para o cansaço, a gente não pode mais se poupar, são 70 dias de trabalho e sacrifício".

Em resumo, mudaram as moscas, mas a merda continua sendo rigorosamente a mesma.

A despeito da imprecisão, o nome Big Bang se espalhou pelo mundo como um bordão irresistível. Em 1993, a revista Sky and Telescope organizou um concurso para substituir o nome e recebeu 13.099 sugestões de 41 países, mas nenhuma convenceu a banca de jurados, que incluía o astrônomo Carl Sagan. Assim, o nome permaneceu, e Hoyle entrou para a história como o homem que batizou uma teoria na qual nunca acreditou.

Faltou dizer que um esforço para melhorar as comunicações por rádio, um ruído vindo do espaço e alguns físicos teóricos formaram uma improvável conjunção de fatores que ajudou a comprovar o principal pilar da cosmologia moderna, embora não explique que existia antes da "grande expansão" e sustente que as leis da física clássica não se aplicam àquele momento inicial. Essa lacuna deu origem a alternativas como a Teoria M, segundo a qual existem inúmeros universos paralelos, e a colisão entre dois deles teria gerado toda a matéria e energia que compõem o nosso Universo. Algumas correntes sustentam que espaço e tempo sempre existiram, e que a grande expansão não foi o ponto inicial de tudo, mas o resultado do colapso entre diferentes dimensões — nesse caso, a explosão primordial — que teria dado origem múltiplos universos que surgiram como bolhas em um caldo cósmico de possibilidades. Essas ideias já foram consideradas pura ficção científica, mas hoje ensejam debates sérios entre físicos teóricos, que tentam conciliar a Relatividade com a Mecânica Quântica por meio de hipóteses como a de que o nosso universo seria apenas uma "membrana" flutuando em um espaço de dimensões superiores imperceptíveis para nossos sentidos. A questão é que aquilo que chamamos de “realidade” seria apenas um entre incontáveis cenários possíveis, com leis físicas diferentes, constantes variadas e talvez até versões alternativas de nós mesmos em outras configurações do espaço-tempo. Na esteira desse raciocínio, o Big Bang deixaria de ser o "início de tudo" e se tornaria apenas um episódio em uma história muito maior — uma entre trilhões de páginas de uma história que ninguém escreveu, mas que insiste em se desenrolar. Ainda que tudo isso não passe de hipóteses, são hipóteses escoradas em equações, observações indiretas e modelos matemáticos complexos, e para muitos físicos a elegância de uma teoria é quase tão sedutora quanto sua capacidade de ser testada. É nesse limite entre o rigor e o devaneio que a ciência avança. Aliás, a verdadeira "beleza" da ciência não está nas respostas, mas nas novas perguntas que cada resposta suscita. Dito isso, o que veio antes do tempo? O que existe fora do espaço? O nada é mesmo nada ou apenas algo que ainda não fomos capazes de entender? A física como a conhecemos deixa de fazer sentido nos primeiros 5,39 × 10⁻⁴⁴ segundos contados do "início" do universo — intervalo conhecido como tempo de Planck. Nesse limite extremo, a gravidade e a mecânica quântica tornam-se incompatíveis. Conforme o universo se expandiu e esfriou — por volta de 10⁻⁶ segundos após o Big Bang — sopa densa e quente de quarks e glúons começou a formar prótons e nêutrons. Assim, quando falamos que “tudo veio do nada”, devemos ter em mente que, na cosmologia, “nada” pode significar ausência de matéria, de espaço-tempo ou mesmo um vácuo quântico repleto de flutuações. Segundo a Teoria Quântica de Campos, mesmo no vácuo existem atividades físicas — flutuações de energia que podem dar origem a partículas que logo desaparecem. Por mais que esse cenário pareça uma abstração matemática, essas partículas foram detectadas em inúmeros experimentos. Algumas hipóteses sugerem que o Universo pode ter surgido de uma flutuação do vácuo, com energia total zero — em que a energia positiva da matéria seria cancelada pela energia negativa da gravidade. Stephen Hawking e outros físicos exploraram a ideia de que o surgimento espontâneo do Universo seria possível dentro da física quântica —, mas não devemos perder de vista que estamos falando de um campo altamente especulativo. Voltando no tempo até a chamada Era de Planck — que ocorreu um décimo de milionésimo de um trilionésimo de um trilionésimo de um trilionésimo de segundo após o Big Bang — deparamo-nos com um limite onde nossas melhores teorias entram em colapso e próprio espaço-tempo sofre flutuações quânticas. E como a mecânica quântica governa o micromundo das partículas, e a relatividade geral, o universo em grande escala, unificá-las exige um Teoria de Tudo. Segundo a Teoria das Cordas e a Gravidade Quântica em Loop, espaço e tempo seriam conceitos emergentes como ondas na superfície de um oceano profundo, e o que chamamos de espaço-tempo seria o resultado de processos quânticos ainda mais fundamentais. Isso fica ainda mais interessante quando tentamos entender que, na Era de Planck, o espaço e o tempo deixam de fazer sentido e a causalidade se desintegra. As principais candidatas à "teoria da gravidade quântica" descrevem um tipo de realidade física que estaria ocorrendo no tal "momento primordial" — uma espécie de precursor quântico do espaço e tempo. Mas a física ainda não encontrou um exemplo confirmado de algo surgindo literalmente do nada — a procura por esse "santo graal" deu azo a explicações sobrenaturais, a modelos cíclicos do Universo e à Teoria do Multiverso, segundo a qual infinitos universos coexistem, cada qual com suas próprias leis e histórias. Inspirado por uma conexão matemática curiosa entre um universo inicial quente e denso e um universo final frio e vazio, Roger Penrose, ganhador do Nobel de Física em 2020, propôs a chamada cosmologia cíclica conformada, na qual os estados iniciais e finais se tornam matematicamente idênticos quando levados aos seus limites. Em outras palavras, o Big Bang pode ter surgido de um "quase nada", isto é, do resquício de um universo anterior onde toda a matéria teria sido consumida por buracos negros e transformada em fótons dispersos num imenso vazio. Mesmo assim, esse "nada" ainda seria um tipo de "algo", ainda que fosse um universo físico desprovido de estrutura. O paradoxo aqui é que esse estado frio e vazio pode ser o mesmo que o estado quente e denso visto sob outra perspectiva. A solução, segundo Penrose, poderia ser uma transformação geométrica complexa, que altera o tamanho, mas não a forma — já que tanto o conceito de tamanho como o próprio tempo podem deixar de fazer sentido em estados extremos. O estado frio e vazio existiria eternamente numa linha do tempo própria, enquanto o estado quente e denso habitaria uma nova linha temporal. Ainda que essa hipótese se comprove no futuro, a pergunta filosófica mais profunda ainda permanece: de onde veio a própria realidade física? De ciclos infinitos, cada um gerando o próximo com variações quânticas aleatórias? Ou de um único ciclo, repetido eternamente, como um universo que retorna sempre ao mesmo ponto, reproduzindo a si mesmo? Ao sugerir que cada ciclo do universo é único, Penrose abre a possibilidade de detectarmos vestígios do ciclo anterior na radiação cósmica de fundo que observamos hoje. Ele e seus colegas afirmam ter encontrado essas marcas nos dados coletados pelo satélite Planck, que mapeou com alta precisão essa radiação remanescente do Big Bang, e que, certos padrões circulares identificados nos mapas poderiam ser ecos de buracos negros supermassivos que existiram no ciclo anterior. Ainda que essas conclusões ainda sejam alvo de intenso debate entre os cientistas, um dia encontrarmos uma forma natural de transformar a cosmologia cíclica de múltiplos ciclos para um único ciclo fechado, e assim nosso Universo poderia ser um loop contínuo do Big Bang ao vazio e de volta ao Big Bang, num renascimento perpétuo do mesmo multiverso quântico onde tudo que pode acontecer acontece, e acontece de novo, de novo e de novo. Na mitologia nórdica, a serpente Jörmungandr, filha de Loki,, morde a própria cauda, criando o círculo que sustenta o equilíbrio do mundo. Como se vê, a pergunta "de onde viemos?" pode ser mais antiga do que imaginamos. As teorias são muitas, mas, ao fim e ao cabo, talvez todas nos levem de volta ao ponto de partida.

Continua...

sexta-feira, 22 de maio de 2026

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 106ª PARTE — UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

TUDO PARECE IMPOSSÍVEL ATÉ QUE SEJA FEITO.

Como foi dito ao longo dos mais de 100 capítulos desta sequência sobre viagens no tempo, o fruto mais cobiçado da árvore da relatividade ainda não foi colhido porque exige viajar a uma velocidade próxima à da luz ou transpor um buraco de minhoca atravessável.


Para levar qualquer partícula com massa à velocidade máxima possível no Universo, um grupo de cientistas propôs uma versão redesenhada da chamada "bolha de dobra" — estrutura teórica que poderia transportar uma espaçonave por meio da distorção do espaço-tempo. O problema é que a quantidade de energia negativa necessária, os riscos de controle e os prazos estimados em até milhares de anos esbarram num empecilho elementar: ainda não sabemos produzir os ingredientes físicos exigidos pelo modelo, especialmente grandes quantidades de energia negativa.


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Um senador pedindo dinheiro ao operador de escandalosa fraude financeira, a quem trata de "irmão", é tudo menos uma transação corriqueira "de um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai". A conversa abre o baú de esqueletos com potencial de mudar o rumo desta eleição, pois evidencia a relação de proximidade de um candidato a presidente com um personagem cujos golpes envolvem dinheiro público, a quem ele cobra colaboração para a produção de uma peça de propaganda milionária, a ser usada em sua campanha eleitoral.
Não há nada de privado nisso. Há, sim, o flagrante de agressão ao interesse público no qual se inscreve, além do descrito acima, o fato de o pretendente a comandar a nação ter mentido aos correligionários e, sobretudo, aos que até agora o indicavam como favorito nas pesquisas de intenções de votos. O impacto negativo na candidatura está posto, faltando apenas medir a extensão do estrago para esclarecer se o filho do golpista consegue se livrar do enrosco, se terá de sair de cena da disputa presidencial ou se prosseguirá mesmo tendo de arrastar essa corrente.
A rapidez com que companheiros do PL consideraram o tiro como mortal, a reação fragiliza a retaguarda do candidato e cria um rombo na estratégia de defesa já prejudicada pela negativa inicial seguida pelo desmentido nos áudios. Sendo o destino moleque travesso, o pai que lhe assegura ascensão com o capital do sobrenome o coloca na contingência de um tombo fatal.


Vale relembrar que a massa aumenta com a velocidade, torna-se infinita na velocidade da luz (representada pela letra "c" e equivalente a cerca de 1,08 bilhão de km/h) e requer energia igualmente infinita para continuar acelerando. Os efeitos da dilatação do tempo só são sensíveis em velocidades próximas a "c". A 99,999% dessa velocidade, um corpo fica 224 vezes mais pesado; a 99,99999999%, o aumento é de 70 mil vezes; a 99,999999999999999999981%, um segundo no referencial do viajante equivale a 2,5 anos no tempo terrestre, como bem demonstra o paradoxo dos gêmeos


Em um cenário mais moderado, chegar a nossa vizinha estelar mais próxima, que dista 4,37 anos-luz da Terra, viajando a 99,9999999% de "c" levaria mais de 4 anos terrestres, mas, no referencial dos astronautas, teriam transcorrido menos de duas horas. Mas a nova proposta de motor de dobra que redesenha a bolha espaço-temporal reacendeu o debate sobre viagens com velocidades próximas a "c".


A proposta envolve uma nova arquitetura para um motor de dobra — ideia associada há décadas ao sonho de reduzir distâncias entre estrelas — que não faz a nave ultrapassar localmente o limite imposto pela física moderna, mas tenta mover a região ao redor dela, comprimindo o espaço à frente e expandindo o espaço atrás.


Assinado pelo engenheiro aeroespacial Harold “Sonny” White e pelos coautores Jerry Vera, Andre Sylvester e Leonard Dudzinski, ligados à Casimir, Inc., o estudo descreve “bolhas de dobra cilíndricas com interior plano para nacelas” e foi publicado na revista Classical and Quantum Gravity. A principal mudança do novo modelo está na geometria da bolha de dobra — em vez de concentrar a energia exótica em um único anel circular ao redor da nave, a proposta organiza essa energia em segmentos tubulares separados, posicionados ao redor da fuselagem como naceles. Os autores analisam configurações com dois, três ou quatro segmentos espaçados em torno da bolha, visando manter o interior da espaçonave calmo e plano enquanto a parte externa realiza o trabalho de distorcer o espaço-tempo.


A comparação com a ficção científica aparece de forma inevitável, especialmente pela semelhança com as nacelas gêmeas da USS Enterprise. Harold White afirmou ao The Debrief que essa semelhança “não é meramente estética”, reforçando a tentativa de aproximar a matemática da dobra espacial de algo mais palpável para a engenharia. O ponto central, no entanto, continua sendo transformar equações consistentes em algo fisicamente possível. O modelo refina a arquitetura da bolha, mas ainda depende de condições que a ciência atual não consegue reproduzir em escala útil para uma espaçonave.


Como dito acima, a física moderna não admite que uma nave com massa seja simplesmente acelerada até superar a velocidade da luz. Quanto mais perto um objeto chega desse limite, maior é a energia necessária para continuar acelerando, sem que essa exigência se estabilize. Mas os conceitos de propulsão de dobra buscam uma saída diferente. A nave não seria empurrada como um foguete comum, mas carregada por uma bolha que altera a geometria do espaço ao seu redor. 


A lógica pode ser comparada a uma esteira rolante de aeroporto, na qual a pessoa sobe e, mesmo sem andar mais rápido do que todos ao redor, chega antes porque a superfície sob seus pés também está em movimento. Na proposta de dobra espacial, essa “esteira” seria o próprio espaço-tempo. A região à frente da nave seria comprimida, enquanto a região atrás dela se expandiria, permitindo que a bolha avançasse sem que a espaçonave dentro dela ultrapassasse localmente a velocidade da luz. Esse tipo de abordagem remonta à proposta de 1994, frequentemente citada como o documento métrico sobre propulsão de dobra. Desde então, o maior desafio tem sido conciliar a elegância matemática com limitações físicas extremamente rígidas.


Um dos pontos que chama atenção no novo artigo é o foco na habitabilidade da bolha. Não basta mover uma espaçonave pelo espaço-tempo; uma missão tripulada também precisa garantir que a região interna não submeta os astronautas a distorções gravitacionais perigosas, como as associadas às chamadas forças de maré. Em escala extrema, elas poderiam criar efeitos muito mais severos do que as marés oceânicas observadas na Terra, tornando inviável a presença humana dentro da nave. Por isso, os autores defendem uma condição de “planicidade interior”: a cabine permanece matematicamente plana em termos de espaço-tempo, ainda que a estrutura externa da bolha esteja altamente distorcida.


Essa estabilidade é fundamental para navegação, relógios, suporte à vida e funcionamento normal das leis físicas dentro da espaçonave. Mesmo sendo uma proposta teórica, ela mira uma exigência que qualquer sistema real precisaria enfrentar. No entanto, o maior entrave para qualquer motor de dobra é a energia negativa.. Ela aparece em quantidades mínimas em configurações quânticas muito específicas, mas ampliá-la para o tamanho de uma espaçonave está muito além das capacidades atuais. A crítica não é apenas tecnológica. Uma análise de 1997 de Michael J. Pfenning e L. H. Ford aplicou limites quânticos às bolhas de dobra e concluiu que a energia negativa teria de ser comprimida em uma camada extremamente fina, com exigências totais de energia consideradas fisicamente inalcançáveis.


Também permanece aberta a questão de saber se o universo fornece massa negativa ou energia negativa em uma forma utilizável. O astrofísico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, argumentou que a energia do vácuo associada à expansão cósmica é tão diluída que nem mesmo um cubo com cerca de 19 quilômetros de lado seria suficiente para manter uma lâmpada de 100 watts acesa por um minuto inteiro. Ele também escreveu que, até onde se sabe, nenhuma física conhecida pode dar origem a um objeto com massa negativa. Esse ponto torna a distância entre a teoria da velocidade da luz e uma nave real ainda mais ampla.


Ainda que o problema da energia seja resolvido, uma bolha de dobra ainda precisa ser iniciada, guiada e interrompida com segurança. Uma análise técnica posterior aponta que, em casos superluminais, a tripulação poderia enfrentar um “problema de horizonte”, ficando incapaz de criar ou controlar a bolha de dentro dela. Outro risco está no comportamento da bolha ao atravessar partículas no espaço. Um estudo de 2012 sugeriu que partículas poderiam ficar presas e acumuladas, liberando energia intensa quando a bolha desacelerasse perto do destino. Esse tipo de efeito transforma a ideia de atalho cósmico em um problema de segurança, já que a bolha não precisa apenas chegar rápido; ela tem de evitar danos à nave, à tripulação e ao ambiente próximo ao ponto de chegada.


A distância entre os métodos atuais e uma viagem próxima à velocidade da luz continua enorme. Loeb observa que foguetes humanos ainda não chegaram a 0,1% de "c", o que mantém a estrela mais próxima a milênios de viagem com a tecnologia de que dispomos atualmente. O impacto mais realista desses estudos, no curto prazo, está em transformar ideias de propulsão de dobra em perguntas testáveis, e um dos desafios é descobrir como detectar uma minúscula distorção artificial do espaço-tempo em laboratório, mesmo em escalas microscópicas.


Também existem pesquisas paralelas buscando alternativas à energia negativa. Erik Lentz propõe soluções de dobra espacial no estilo sóliton usando energia positiva, enquanto outros pesquisadores investigam motores de dobra físicos mais lentos que a luz como ponto de partida mais plausível. Nenhuma dessas abordagens chegou perto de um projeto concreto, mas elas mantêm ativo o debate sobre o que a relatividade geral permite e sobre o que a natureza realmente tolera.


O prazo para que esse tipo de física se transforme em tecnologia útil permanece incerto. Sabine Hossenfelder já apontou que ideias abstratas podem levar “talvez 1.000 ou 5.000 anos” para se tornarem ferramentas práticas, caso isso algum dia aconteça. No estágio atual, a velocidade da luz segue como uma fronteira muito mais teórica do que tecnológica para a exploração espacial. 


A nova proposta melhora a forma de pensar a bolha de dobra, mas o salto entre matemática, energia negativa, controle seguro e viagem real ainda permanece imenso.


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sexta-feira, 1 de maio de 2026

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 101ª PARTE — VELOCIDADE DA LUZ E DILATAÇÃO DO TEMPO

ANTIGAMENTE, A MÍDIA DOMINAVA AS MASSAS. COM O ADVENTO DAS REDES SOCIAIS, OS IDIOTAS GANHARAM VOZ E DOMINARAM A MÍDIA.  

Até meados do século XVII, acreditava-se que a luz viajava pelo espaço a uma velocidade infinita. Em 1676, observando a órbita dos satélites de Júpiter, o dinamarquês Ole Rømer estimou a velocidade da luz em 225.000.000 m/s — o valor exato é 299.792.458 m/s, mas só foi determinado cerca de 200 anos depois.


Em 1915, Einstein estabeleceu que a velocidade da luz (designada pela letra "c") representa o limite máximo no Universo, mas diversos físicos teóricos tentam provar que é possível alcançar velocidades "superluminais" sem violar as regras cósmicas. Se isso realmente se confirmar, estaremos prestes a colher o fruto mais cobiçado da árvore da Relatividade Geral, que é viajar no tempo.


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Ouvir ou assistir ao jornais falados e televisivos fica mais difícil a cada dia, e tudo indica que, se houver mudanças no curto prazo, deverá ser para pior, dado o início oficial das abjetas campanhas eleitorais dos vomitativos candidatos à Presidência (isso não exclui, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, mas essa é uma é outra conversa). Dito isso, reforcemos nosso estoque de remédios contra enjoo e sigamos adiante.  

A magistratura brasileira se perde na mais elementar aritmética, à luz da qual, somando penduricalhos aos contracheques, os juízes dividiram o país entre a casta dos supersalários e a plebe ignara que paga a conta. 

Intimados pelo Supremo a subtrair parte das vantagens, suas excelências multiplicam as desculpas para descumprir a ordem. Na penúltima manobra, a associação dos magistrados brasileiros pediu novo prazo ao Supremo. Alegando que os tribunais estão "tendo dificuldades de compreender e operacionalizar o cumprimento da decisão", pede 30 dias de adiamento contados a partir do julgamento de recursos que sequer foram apresentados.

Pela Constituição, o maior contracheque da administração pública deveria ser de R$ 46,3 mil, mas, no ano passado, o salário médio da casta foi de R$ 81,5 mil, e vencimentos acima de R$ 100 mil viraram arroz de festa, embora a ordem do Supremo seja clara como água de bica: a partir deste mês de abril, nenhum juiz poderá receber mais do que R$ 78,8 mil.

O historiador Capistrano de Abreu (1853-1927) sugeriu que a Constituição tivesse apenas dois artigos: 1º - Todo brasileiro está obrigado a ter vergonha na cara; 2º - Revogam-se as disposições em contrário. Como isso parece ser impossível nesta banânia, talvez a alternativa seja fornecer uma boa calculadora à magistratura nacional.


Considerando que a sonda espacial mais rápida lançada pela NASA atingiu 692.000 km/h em dezembro de 2024, 1,08 bilhão de quilômetros por hora é uma velocidade vertiginosa, mas torna-se bem menos impressionante sob a óptica de um Universo que se estende para todos os lados por cerca de 440 sextilhões de quilômetros. 


Estima-se que o Universo tenha cerca de 13,77 bilhões de anos, 93 bilhões de anos-luz de diâmetro, e que esteja em constante expansão. Como essa expansão acontece a uma velocidade superior à da luz, determinadas regiões do espaço permanecerão eternamente isoladas. 


Embora se propaguem no vácuo a uma velocidade uniforme e constante, os fótons demoram 8 minutos e 13 segundos para percorrer os 150 milhões de quilômetros que separam o Sol da Terra, e 4,24 anos para alcançar Proxima Centauri, que se encontra a trilhões de quilômetros de distância do nosso sistema solar. Por outro lado, mesmo viajando em sua velocidade máxima, a sonda retrocitada demoraria 13.211 anos para fazer esse trajeto.


Se chegássemos a Proxima Centauri, poderíamos observar seus planetas bem de perto e descobrir mais sobre sua composição, bem como observar os objetos transnetunianos e a nuvem de Oort, enfim, descobrir o que existe em regiões que os telescópios não conseguem “enxergar”. Mas para isso é preciso encontrar maneiras de atingir velocidades próximas à da luz ou mesmo superiores, pois só assim poderemos fruir plenamente dos efeitos da dilatação do tempo


Físicos teóricos já propuseram algumas soluções, como os hipotéticos motores de dobra espacial — que esticam a estrutura do espaço-tempo em uma onda, fazendo com que o espaço adiante na nave se contraia e o espaço atrás dela se expanda, encurtando o caminho a ser percorrido. O detalhe — e o diabo mora nos detalhes — é que para dobrar uma pequena bolha no espaço seria preciso um tipo de energia com densidade negativa, o que exigria matéria negativa, que não é vendida no mercadinho da esquina.


Diante disso, um novo estudo propõe o uso de sólitons — um tipo de onda que mantém sua forma e energia enquanto se move a uma velocidade constante — que foram descritos pela primeira vez em 1834. Erik Lentz, autor do artigo, acredita que os sólitons possam resolver o problema da limitação de velocidade no espaço, mas para isso eles teriam que ser mais velozes do que a luz.


Havendo energia suficiente para a nossa hipotética nave, os sólitons poderiam funcionar como as bolhas de dobra espacial descritas antes, permitindo que a nave passasse pelo espaço-tempo protegida das forças extremas das marés (sem a qual os astronautas seriam seríamos espaguetificados). A boa notícia é que não seria preciso utilizar energia negativa, mas a má notícia é que a quantidade de energia comum exigida equivale a centenas de vezes a massa de Júpiter — coisa que nenhum reator nuclear disponível na Terra seria capaz de gerar. 


Para que essa solução se torne viável, será preciso descobrir como reduzir esse gasto de energia. Mas vale lembrar que o impossível só é impossível até que alguém duvide e prove o contrário, e que desafiar os limites é a única maneira de superá-los. No alvorecer do século XVI, a esquadra de Cabral levou 44 dias para vir de Lisboa até o que seria futuramente o litoral sul da Bahia. Antes de ser aposentado em 2003, o supersônico Concorde já cruzava o Atlântico em cerca de três horas.

Observação: A título de curiosidade, as mensagens enviadas pela sonda Voyager 2, que está a mais de 18 bilhões de quilômetros da Terra, demoram 16 horas e meia para serem recebidas pela NASA. 

sábado, 25 de abril de 2026

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 99ª PARTE — DE VOLTA AOS BURACOS NEGROS

SE A VIDA É UM BURACO, SÃO PAULO É CHEIO DE VIDA.

Os buracos negros foram previstos no início do século passado e permaneceram no campo das teorias até 2019, quando foram publicadas as imagens que Event Horizon Telescope capturou, dois anos antes, do M87*. 

Indícios de um buraco negro localizado na constelação Cygnus foram observados em 1964, mas não havia uma única imagem direta até as fotos do M87* serem divulgadas, comprovando de forma cabal a existência desses corpos celetstes. 

A existência dos buracos de minhoca ainda não foi comprovada experimentalmente. Acredita-se que eles fiquem nas imediações ou nas profundezas de alguns buracos negros e funcionem como atalhos cósmicos, encurtando a distância entre dois pontos do espaço-tempo — não necessariamente no mesmo universo nem na mesma linha temporal. 


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Assim como Lula não pode dizer que foi “inocentado” das acusações que o levaram à cadeia no âmbito da Lava-Jato — porque seus processos foram anulado a pretexto de uma questão de competência territorial o ministro Fachin já havia rejeitado pelos menos dez vezes —, Flávio Bolsonaro também não foi “inocentado” das "RACHADINHAS" — até porque ele não chegou sequer foi julgado, também graças a filigranas jurídicas. 

O primogênito do refugo da escória da humanidade considera legítimo que policiais mafiosos se juntem para cobrar de moradores de favelas pelo serviço de segurança pelos quais eles já recebem salário do Estado.. Como no caso das “rachadinhas”, o ex-deputado dos panetone e das mansões de 6 milhões, hoje senador e pré-candidato ao Planalto, negou qualquer relação com milicianos, dizendo-se vítima de “falsas narrativas”. 

Nem o molusco canceroso, nem o filho do golpista. O Brasil clama por um presidente sério, experiente e de reputação ilibada, não por um macróbio ex-condenado por corrupção nem de um "rachadista" desprovido de vergonha na cara e sem experiência administrativa que lhe permita sequer presidir uma assembleia de condomínio da periferia.


Uma hipotética espaçonave que atravessasse um buraco de minhoca levaria alguns segundos para fazer uma viagem que, em linha reta pelo cosmos, demoraria séculos ou milênios, mesmo com a velocidade da luz (1.079.252.848,8 km/h). Por outro lado, considerando que o buraco negro mais próximo descoberto até agora — Gaia BH1 — fica a mais de 15 trilhões de quilômetros, chegar até ele viajando com a velocidade da luz levaria cerca de 1.600 anos. Já com a sonda espacial mais veloz lançada até agora — Parker Solar Probe — que, alcançou 692 mil km/h, a mesma viagem levaria cerca de 2,5 milhões de anos.  


Numa definição simplista, mas adequada aos propósitos desta abordagem, a “gravidade” é uma distorção no espaço-tempo causada por qualquer objeto massivo. Quanto mais massivo for o objeto, maior será sua gravidade. Foguetes e sondas espaciais conseguem vencer o campo gravitacional da Terra e ganhar o espaço sideral, mas a atração exercida pelo horizonte de eventos dos buracos negros é tamanha que nem mesmo a luz consegue escapar. E quanto maior a massa do buraco negro, mais curvado o espaço-tempo e, consequentemente, mais dilatado o tempo propriamente dito.

 

Nas imediações dos buracos negros, os ponteiros dos relógios avançam mais devagar do que a milhares ou milhões de quilômetros de distância. É o que se vê no filme Interestelar: enquanto os astronautas passam um ano nas proximidades de um buraco negro, oitenta anos transcorrem na Terra. 


Em tese, seria possível viajar para o futuro aproximando-se de um buraco negro — mantendo uma distância segura de seu horizonte de eventos — permanecer por lá por um tempo e retornar à Terra em algum momento do futuro. Mas voltar ao passado é bem mais complicado. 

 

Os físicos acreditam que os buracos negros distorcem o tempo a ponto de criar uma curva fechada do tipo tempo, que levaria ao momento em que o buraco negro foi criado. Ou seja, os astronautas entrariam nessa “máquina do tempo” no presente e sairiam no passado. No entanto, se nosso hipotético buraco negro tivesse sido criado depois do período Jurássico, de nada adiantaria entrar por ele para saborear um suculento filé de brontossauro na boa companhia de Fred Flintstone.

 

Entrar em um buraco negro para encontrar o loop temporal implica cruzar o horizonte de eventos e sair dele para chegar ao passado. Para que isso fosse possível, seria preciso viajar mais rápido que a luz, e, até onde se sabe, nada pode superar a velocidade com que os fótons se propagam no vácuo. Além disso, a aproximação do horizonte de eventos causaria um efeito chamado “espaguetificação”, que espirala os átomos do corpo do viajante rumo ao vazio.


Observação: A busca por uma forma de viajar à velocidade da luz ganhou novo fôlego com um artigo científico que propõe uma versão redesenhada da chamada "bolha de dobra" — estrutura teórica que poderia transportar uma espaçonave por meio da distorção do espaço-tempo. A nova proposta de motor de dobra que redesenha a bolha espaço-temporal reacendeu o debate sobre viagens com a velocidade máxima que qualquer objeto que contenha massa pode se deslocar no espaço. O problema é que a necessidade de energia negativa, os riscos de controle e os prazos estimados em até milhares de anos mantêm a tecnologia limitada por um obstáculo central: a humanidade ainda não sabe produzir os ingredientes físicos exigidos pelo modelo, especialmente grandes quantidades de energia negativa.

 

A despeito de haver diversas teorias conspiratórias envolvendo viajantes do tempo, ninguém se deslocou para o passado ou para o futuro e voltou para contar a história. Mesmo assim, saber se tal façanha é ou não possível fascina os cientistas, a exemplo das recentes descobertas de como “quadrar os números” pode livrar as viagens ao passado dos paradoxos. 

 

teoria da relatividade admite a existência de loops de tempo nos quais um evento pode estar tanto no passado quanto no futuro — ou seja, o espaço-tempo pode se adaptar para evitar paradoxos. Imagine um viajante do tempo que retorna ao passado para impedir que uma virose se espalhe. 


Se a missão for bem-sucedida, não haveria nenhuma virose que exigisse a volta do viajante ao passado para eliminar. Talvez o vírus escapasse de outra maneira, por uma rota diferente ou por um método diferente, mas isso removeria o paradoxo. Por outro lado,, independentemente do que o viajante fizesse, a disseminação da doença não seria interrompida. 

 

Esse exemplo aborda processos determinísticos (não-aleatórios) em um número arbitrário de regiões nocontinuumespaço-tempo, e demonstra como as curvas fechadas do tipo tempo podem se encaixar nas regras do livre-arbítrio e da física clássica. 


Outra abordagem admite a possibilidade das viagens no tempo e sustenta que as ações dos viajantes não criam paradoxos (cada resultado ocorre numa linha de tempo diferente, evitando que o “presente” dos viajantes seja alterado). Como a matemática confirma essa possibilidade, essa premissa não é mera ficção científica.

 

Estudos da mecânica quântica sugerem que multiversos paralelos ao nosso podem existir no mesmo espaço-tempo, e que, à medida que se realiza um experimento quântico com diferentes resultados possíveis, cada resultado ocorre em um universo paralelo. Outra teoria sobre o multiverso sustenta que nosso Universo é uma bolha, e que existem inúmeros universos-bolha semelhantes a ele, imersos em um mar energizado e em eterna expansão. Mas vale destacar que nenhuma dessas teorias conseguiu prever com precisão em que tipo de universo estamos inseridos.

 

Dobrar o espaço-tempo para voltar ao passado continua sendo o fruto mais cobiçado — e ainda inalcançado — da “árvore da relatividade”. As máquinas do tempo que os cientistas conceberam até o presente momento existem apenas como cálculos em uma página. Mas não há nada como o tempo para passar, e um dia, quem sabe... 

 

As viagens no tempo são tratadas com ceticismo por boa parte da comunidade científica, mas a história está repleta de exemplos de pioneiros que foram ridicularizados por suas ideias até que o tempo provasse que eles estavam certos. Foi assim com Nicolau Copérnico, que desafiou o geocentrismo, com Joseph Lister, que revolucionou a medicina com a desinfecção, e com Alfred Wegener, que propôs a teoria da deriva continental, entre tantos outros. 


Como teria dito Einstein, "o impossível só é impossível até que alguém duvide e prove o contrário". 


Continua...