sexta-feira, 10 de outubro de 2008

BOOT e humor de sexta-feira

O termo “BOOT”, que se tornou popular como sinônimo de inicialização do computador (e que significa “bota”, ou “botina”), é na verdade a forma abreviada de “bootstrap” (que designa especificamente o cadarço da botina). A origem dessa história parece estar na frase “PULLING ONESELF UP BY HIS OWN BOOTSTRAPS” – içar a si mesmo pelos cordões das botinas –, que os americanos usam para definir algo que alguém tenta conseguir sozinho, mas que necessita obrigatoriamente de ajuda externa, até porque é exatamente isso que o computador parece fazer durante a inicialização. A propósito, se quem carrega os programas é o sistema operacional, e o sistema operacional também é um programa, então quem carrega o sistema operacional?
Para entender isso melhor, vale lembrar que algumas rotinas do SO são específicas para cada computador, fazendo parte do subsistema de I/O – “Basic Input/Output System”, em inglês, ou simplesmente “BIOS”, para os íntimos.
Conforme já comentamos, o BIOS (e não “a” BIOS, com alguns dizem, até porque “sistema” é palavra masculina) é a primeira camada de software do computador, responsável por reconhecer o hardware instalado, proceder à inicialização do sistema e prover informações básicas para o funcionamento da máquina (ainda que o BIOS seja um programa, ele não fica armazenado no HD, mas sim num chip de memória integrado à placa-mãe).
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Certo padre estava sendo homenageado com um jantar de despedida, após 25 anos de trabalho à frente de uma paróquia. Diante do atraso do prefeito, que havia sido convidado para entregar o presente e proferir um discurso, o sacerdote decidiu iniciar a solenidade e proferir algumas palavras:
"A primeira impressão que tive desta paróquia veio da primeira confissão que ouvi. Pensei que o bispo me havia brindado com um lugar terrível, pois o fiel me confessou que roubava dinheiro de seus pais e da firma onde trabalhava, tinha aventuras amorosas com a esposa do chefe, traficava drogas e até transmitira uma doença venérea à própria irmã. Com o passar do tempo, todavia, conhecendo melhor meu rebanho, composto por pessoas de altos valores morais e comprometidas com a fé cristã - e que em nada se parecem com aquele homem horrível) - posso afirmar que estes 25 anos foram os mais maravilhosos do meu sacerdócio".
Nesse momento chega o profeito, que pede desculpas a todos e começa seu discurso dizendo:
"Nunca vou me esquecer do dia em que nosso querido padre chegou à esta paróquia... E como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a me confessar com ele...".

Bom final de semana a todos.
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