quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

SMARTPHONES — NÃO DÊ MOLEZA (CONTINUAÇÃO)

SIGA O SEU CORAÇÃO, MAS NÃO DEIXE DE LEVAR SEU CÉREBRO JUNTO.

Prosseguindo com o que eu dizia no post anterior, a infecção de smartphones se dá menos devido a brechas de segurança nos sistemas operacionais e mais pela instalação de aplicativos maliciosos, e por isso é fundamental tomar muito cuidado com a origem dos downloads. Vejamos isso melhor.

Vira e mexe você liga o aparelho e dá de cara com uma mensagem oferecendo um game, uma ferramenta para gerenciamento e limpeza do telefone ou outro app qualquer, não é mesmo? E aí simplesmente aceita sem mais aquela, da mesma forma que faz quando baixa apps do Google Play ou da Apple Store, por exemplo. No entanto, quando se faz um download a partir da loja oficial do desenvolvedor do sistema, a chance de levar gato por lebre é mínima, ao passo que quando se aceita uma oferta que surge do anda e é feita sabe-se lá por quem, a coisa muda de figura.

Observação: Nem todos os apps são gratuitos, e como isso aumenta o “apetite” de muitos usuários por versões não oficiais ou “craqueadas”, a bandidagem de plantão se vale dessa “isca” para “pescar” usuários desavisados. 

Habitue-se a ler as resenhas antes de baixar um aplicativo, qualquer que seja ele. Se as informações não forem suficientes, consulte o Google ou outro buscador de sua preferência e desista do download caso encontre muitas avaliações negativas. Com um pouco de paciência e alguma pesquisa, você certamente encontrará alternativas oriundas de fontes seguras e/ou bem avaliadas por analistas e usuários.

Igualmente importante é atentar para as permissões que os aplicativos solicitam durante a instalação — que devem se ater às funções que ele se propõe a executar. Se você baixar um simples papel de parede e ele solicitar permissão para acessar sua agenda de contatos, por exemplo, pode apostar que tem boi na linha.

Há muito que navegar na Web deixou de ser um bucólico passeio no parque. Como se não bastasse o crescimento exponencial do número de sites contaminados (ou propositadamente mal-intencionados), a turminha do underground ainda se aproveita das redes sociais para espalhar seus malfeitos. Por isso, acessar a Rede a partir do smartphone demanda os mesmos cuidados que você toma quando o faz pelo PC (supondo que você seja um internauta consciente e precavido, naturalmente), sobretudo com relação a anexos de emails, links e outros que tais. Lembre-se: seguro morreu de velho, e em rio que tem piranha, jacaré nada de costas.

Ao contrário do que muitos imaginam, os sistemas da Apple são imunes a vírus e outras pragas virtuais. Como o Windows (para PCs) e o Android (para dispositivos móveis) são opções mais populares, e considerando que quem cria programinhas maliciosos visa infectar o maior número possível de usuários, a conclusão é óbvia.

Observação: Na verdade, o Android é uma das plataformas menos inseguras: o numero de aplicativos capazes de furar as barreiras do sistema do Google é ínfimo (menos de 0,001% das instalações), e os que conseguem precisam transpor uma série de barreiras adicionais para levar a efeito seus propósitos nefastos. 

Amanhã a gente conclui, pessoal. Abraços e até lá.
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