terça-feira, 30 de agosto de 2016

VOCÊ É VICIADO EM SMARTPHONE?

TODO DESEJO É VIL.

Os telefones celulares desembarcaram no Brasil lá pelo final do século XX. Os primeiros modelos eram tijolões caríssimos, pesados e volumosos, que serviam mais como símbolo de status do que para fazer e receber chamadas, pois o serviço era provido pelas estatais integrantes do famigerado Sistema Telebrás ― privatizado em 1998, durante o governo FHC ―, responsável também telefonia fixa, que obrigava o interessado em obter uma linha a adquirir um “plano de expansão” (leia-se ações da estatal que atendia sua região) e esperar anos a fio pela instalação da dita-cuja.

Observação: Na cidade marajoara de Cachoeira do Arari (PA), dez munícipes que aderiram ao plano de expansão da TELEPARÁ amargaram uma espera de 15 anos até que as linhas fossem instaladas. Alguns nem chegaram a utilizar o serviço, pois faleceram antes que ele fosse disponibilizado. E o pior é que ainda tem quem sobe nas tamancas quando ouve falar em privatização!

De uns anos a esta parte, os celulares “tradicionais” cederam espaço aos “smartphones” (ou “telefones inteligentes”, numa tradução livre). Pequenos e leves o bastante para caber no bolso da calça e mais poderosos que os computadores de mesa do final dos anos 90, eles são capazes de acessar a Internet praticamente de qualquer lugar (via 3G/4G) e, mediante uma vasta gama de apps, substituir o notebook e o tablet em diversas situações (nem todas, é claro, mas isso já é outra história).

Como não poderia deixar de ser, toda essa versatilidade impulsionou a popularização desses gadgets a tal ponto que o número de linhas móveis, no Brasil, já bate longe o de terminais fixos, e há mais aparelhos celulares do que habitantes: em maio passado, a ANATEL contabilizou nada menos que 255,2 milhões de usuários, a maioria dos quais ― 178,8 milhões ― de planos pré-pagos).
Por outro lado, o vício em smartphones se tornou algo real. Cada vez mais usuários não desgrudam os olhos da tela de seus smartphones, mesmo quando estão no trabalho, na escola, no supermercado, e até mesmo durante almoços ou jantares com a família ou amigos, tanto em casa quanto em restaurantes. E a despeito do perigo, muita gente não resiste à tentação de trocar mensagens pelo WhatsApp no trânsito, enquanto dirigem seus veículos!

Se é esse for o seu caso, convém pisar no freio o quanto antes. Não que você deva abandonar o aparelhinho e voltar a viver na idade da pedra lacada; basta se balizar pelo bom senso. Por exemplo, evite levar o smartphone para a cama ― quando por mais não seja, porque, segundo os especialistas, a luz da tela interfere no comportamento dos hormônios que regulam o sono.

Se você depende do alarme para acordar de manhã, arrume um despertador “de verdade”. E se a primeira coisa que faz ao despertar é checar seus emails e mensagens de WhatsApp, resista a essa tentação. Corte a barba, tome seu banho, vista-se e só então confira as novidades ― quando estiver esperando a água do café ferver, por exemplo.

Na hora do almoço, bata um papo descontraído com seus colegas de trabalho. Ignore o aviso de novas mensagens pelo menos até terminar a refeição (a menos que haja alguma pendência urgente, é claro). Em casa, procure conversar com os familiares por pelo menos uma hora sem ficar olhando o tempo todo para a tela do aparelho ― seu puder, desative os alertas sonoros e demais notificações; no começo é difícil, mas você logo se habitua.

Elimine todos os apps supérfluos. Além de ganhar espaço na memória e melhorar o despenho do telefone, você se tornará mais eficiente, tanto no trabalho quanto na execução de outra tarefa qualquer, se não ficar checando emails, postagens no Face, Twitter, Instagram, Linkedlm, etc.

Boa sorte.
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