sábado, 21 de outubro de 2006

Fragmentação dos dados - Primeira parte

Para completar a faxina que iniciamos nas postagens anteriores, falta fazer a desfragmentação do HD. Esse procedimento é simples e exige uns poucos cliques do mouse (e uma boa dose de paciência, especialmente se você nunca rodou ou raramente roda o defrag). Note que a fragmentação não é exatamente um problema, mas uma decorrência natural da forma como o Windows gerencia o espaço no disco. Todavia, quando se torna excessiva, ela deixa o HD mais ou menos como um quarto de adolescente em dia de folga da faxineira, e acaba degradando o desempenho do sistema. Vejamos, ainda que em rápidas pinceladas, por que isso acontece:
O disco rígido (ou HD, ou Winchester), a despeito de ser tratado com descaso por muita gente que se atém apenas ao seu "tamanho", é um dos grandes responsáveis pela performance do computador. Aliás, não seria incorreto a gente se referir a ele como "memória", já que esse termo remete a qualquer meio destinado ao armazenamento de dados. A questão é que o PC utiliza diversas memórias (de tipos, tecnologias e aplicações distintas), dentre as quais a RAM (memória física) e o HD (memória de massa)... Vejamos isso melhor:
A RAM é um tipo de memória volátil e de acesso aleatório. Volátil, porque perde os dados quando o PC é desligado; de acesso aleatório, porque as informações podem ser lidas e gravadas a partir de qualquer de seus endereços - o que a torna especialmente veloz (se comparada ao HD), e faz dela a principal ferramenta de trabalho do processador (que, como todos sabemos, é o cérebro do computador).
É na RAM que são carregados e manipulados todos os programas e dados - desde o sistema operacional e os demais aplicativos, até um simples documento de texto como este que eu estou redigindo agora. Claro que o sistema o os programas não são carregados inteiros - ou não haveria espaço que chegasse -, mas divididos, conforme suas características, em páginas (pedaços do mesmo tamanho) ou segmentos (pedaços de tamanhos diferentes) que são remetidos para a RAM conforme sejam requisitados pelo processador.
O HD, por sua vez, faz o papel de "memória de massa" do sistema. Apesar de ser milhares de vezes mais lento que a RAM - do ponto de vista da leitura, escrita e transferência de dados - ele grava as informações de maneira "persistente" (não confundir com "permanente"). Assim, os arquivos são preservados depois que desligamos o computador e novamente carregados para a RAM, via programa de boot, quando reiniciamos a máquina.
Por hoje, chega. Enquanto você digere essas informações, eu vou cuidar de outros assuntos e preparar a próxima postagem.
Bom sábado a todos.
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