Observação: Descobriu-se recentemente um antigo braço do Rio Nilo, hoje seco, que ia da cidade de Faiyum até Gizé, passando por 36 sítios de pirâmides diferentes. Esse braço teria sido largo o suficiente para o transporte dos trabalhadores e dos materiais utilizados na construção dos monumentos. Mas isso é outra conversa e fica para uma próxima vez.
Como explicar a descrição detalhada de tapetes voadores, gênios poderosos que habitavam lâmpadas mágicas e portas de pedra que se abriam magicamente quando alguém dizia "Abre-te Sésamo" se os Contos das Mil e Uma Noites foram escritos milhares de anos antes de aviões, portas automáticas e outros artefatos tecnológicos serem criados? A menos que a imaginação dos "redatores das arábias" fosse muito mais prodigiosa que a dos autores de ficção científica contemporâneos, suas "fantasias" retratavam coisas que eles já conheciam.As engenhocas dos irmãos Wright e o 14-Bis de Santos Dumont foram construídos no início do século XX, e a primeira espaçonave (Viking), em meados dos anos 1950. Em 1961, o soviético Yuri Gagarin entrou para a história como o primeiro astronauta a orbitar a Terra, mas o "pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade" de Neil Armstrong só foi dado em julho de1969 (detalhes nos capítulos anteriores).
A sonda espacial mais veloz construída até hoje atingiu 700 mil km/h numa viagem em torno do Sol. A essa velocidade é possível ir da Terra à Lua em meia hora, mas uma viagem até Proxima Centauri, que fica a 4,2 anos-luz do nosso sistema solar (1 ano-luz = 9,5 trilhões de km) levaria cerca de 7 mil anos.
Não se sabe quando nem se nossa tecnologia evoluirá a ponto de permitir que naves espaciais viajem à velocidade da luz (1,08 bilhão km/h), mas sabe-se que até lá a exploração de outras galáxias será humanamente impossível, já que o tempo de viagem vai muito além da expectativa de vida dos astronautas.
Um engenheiro do Centro de Voos Espaciais Marshall (da NASA) idealizou um motor que utiliza íons e eletroímãs para acelerar partículas em um loop helicoidal e gerar empuxo suficiente para impulsionar uma nave espacial a 99% da velocidade da luz. Mas o problema (ou um dos problemas) é que a geringonça precisa de um tubo de 200 m de comprimento por 12 m de largura e de 65 megawatts de energia para gerar 1 newton de empuxo (1 N corresponde à força necessária para acelerar um corpo de 1 kg a 1 m/s²).
A ideia de David Burns é vista com ceticismo, já que viola o princípio da conservação do momento linear. O engenheiro acredita que sua invenção tem potencial para mudar o futuro das viagens espaciais, já que reduz drasticamente os custos e permite ir da Terra a Marte em 13 minutos e a Netuno em cerca de 4 horas, mas ele reconhece que ainda falta muito para torná-la viável.