segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

NOVA TEORIA PÕE EM XEQUE O BIG BANG

MEIAS-VERDADES SÃO SEMPRE MENTIRAS INTEIRAS.

A teoria do Big Bang não esclarece o que havia 13,8 bilhões de anos atrás nem o que causou a grande expansão, mas ainda é a melhor explicação sobre como e quando tudo começou. No entanto, uma equipe internacional de cientistas propôs recentemente o conceito de cosmologia de rebote de matéria não singular.

De acordo com esses pesquisadores, o universo "salta" ciclicamente de uma era quente e densa — como a que originou o Big Bang — para um estado muito mais frio —como o universo que observamos hoje. Em outras palavras, nosso cosmos seria uma reciclagem de um universo anterior.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

O fato de Nicolás Maduro ser um tirano sanguinário que herdou a ditadura de Hugo Chávez não muda o fato de que Donald Trump não passa de um autocrata aloprado, ególatra e narcisista. Foi ele quem tentou golpear a democracia americana em 2021, ao apoiar a invasão do Capitólio depois de perder as eleições de 2020 para Joe Biden, e que retornou ao poder em 2025 para, a partir daí, passar a atuar de forma abertamente inconstitucional e autocrática. Seja internamente, com perseguições e prisões ilegais, seja externamente, ao ameaçar aliados e destruir laços históricos, o padrão é o mesmo.

Tarifaços inconsequentes, cortes de verbas de programas educacionais e de saúde pública internacionais, rompimentos de acordos diplomáticos, uso da Lei Magnitsky como instrumento de pressão política e ideológica e, agora, um ataque a um país estrangeiro — sem autorização do Congresso, sem amparo no direito internacional — assumindo inclusive a “administração” desse país e a exploração de seu petróleo, não encontram paralelo na história americana.

No Vietnã foi diferente.
No Iraque foi diferente.
No Afeganistão foi diferente.
No Irã foi diferente.

Em todas essas ocasiões, houve não apenas algum grau de consenso interno e referendo político, como também apoio — ainda que controverso — da comunidade internacional.

É lamentável que o povo americano tenha reconduzido Donald Trump à Casa Branca. Por outro lado, isso não muda o fato de que o tiranete alaranjado, amigo de facínoras mundo afora — como Vladimir Putin e os sheiks árabes de quem é parceiro comercial — não moveu uma palha contra Maduro por boas intenções. A ele só interessa seu joguinho de tabuleiro contra a China e usar o petróleo venezuelano em favor de seus parças no Texas.

De acordo com um artigo publicado no Journal of Cosmology, certas condições no início do universo podem ter levado à formação dos chamados buracos negros primordiais (PBHs, na sigla em inglês). Diferentemente dos buracos negros "comuns", que surgem do colapso de estrelas massivas, os PBHs teriam se formado diretamente a partir da compressão de regiões extremamente densas de matéria primordial, logo após o Big Bang.

O estudo sugere que, durante uma fase em que o universo experimentou uma contração da matéria, ocorreram flutuações na densidade em escalas maiores do que o horizonte cosmológico — ou seja, além do limite do que podemos observar. Essas "perturbações da curvatura" podem ter sido amplificadas durante a transição dessa fase de contração para o estado de expansão conhecido como Big Bang quente (HBB). Em pequenas escalas, a ampliação dessas flutuações teria concentrado tanta matéria em certas regiões que estas colapsaram, formando os PBHs.

Esses buracos negros primordiais podem ajudar a explicar mistérios como a origem da matéria escura, a formação de estruturas cósmicas e até algumas das ondas gravitacionais detectadas nos tempos modernos. Em resumo, o que parecia ser apenas pequenas irregularidades na densidade do cosmos primordial pode ter desempenhado um papel crucial na criação de objetos exóticos e na estrutura do universo tal como o conhecemos.

Se essa hipótese for verdadeira, as ondas gravitacionais geradas durante a formação desses buracos negros poderiam ser detectadas por futuros observatórios especializados, oferecendo uma maneira de confirmar esse cenário como uma via de geração da matéria escura. No entanto, atualmente, não há buracos negros suficientes detectados para explicar esse fenômeno por completo.

Em que pese o "abalo" que essa nova teoria causou no que a comunidade científica sabe — ou imagina saber — sobre o "início de tudo", afirmar que certos colapsos de buracos negros primordiais podem gerar ondas gravitacionais ainda depende de missões futuras. Ou seja, a tese do "rebote" precisa de mais evidências antes de substituir o modelo cosmológico padrão, que continua sendo a melhor explicação disponível para o surgimento do cosmos.

ObservaçãoMatéria escura e energia escura compõem cerca de 95% do universo; ou seja, tudo o que conhecemos, observamos e conseguimos explicar representa meros 5% do cosmos. Enquanto a matéria escura aumenta a atração gravitacional, mantendo as galáxias coesas, a energia escura — uma das maiores incógnitas do universo — atua como uma força "repulsiva", afastando as galáxias e acelerando a expansão cósmica.

No entanto, a exemplo dos tucanos — refiro-me aos peessedebistas, não às aves da família Ramphastidae, conhecidas pelo bico grande, colorido e lateralmente achatado —, que são tão indecisos a ponto de mijar no corredor quando o imóvel tem mais de um banheiro, os cientistas também não são unânimes quanto à existência da energia escura.

Baseado em observações aprimoradas de supernovas, um estudo neozelandês propõe um modelo de expansão cósmica chamado "paisagem temporal", que dispensa a necessidade de postular a existência da energia escura. A explicação central desse novo modelo reside na maneira como medimos o tempo e a distância no universo. Segundo a teoria da relatividade, a gravidade faz com que relógios em diferentes locais funcionem em ritmos distintos. De acordo com esse estudo, um relógio na Via Láctea seria cerca de 35% mais lento do que outro em regiões cósmicas com pouca matéria.

Essa diferença significa que bilhões de anos a mais teriam se passado nos vazios, criando a ilusão de que a expansão do universo está acelerando, quando, na verdade, esse fenômeno seria apenas consequência da forma como o tempo é afetado pela gravidade em diferentes regiões do espaço. Essa proposta oferece uma solução potencial para várias questões sobre a expansão cósmica, incluindo a chamada tensão de Hubble — a discrepância entre a taxa de expansão do universo primitivo e a atual.

Os resultados do DESI — que questionam o modelo cosmológico padrão — parecem estar mais alinhados com essa nova proposta, e a expectativa é que esse mistério seja resolvido até o final da década. Aliás, a própria "não-existência" da matéria escura também foi sugerida recentemente pelo físico teórico Rajendra Gupta, segundo o qual o universo teria, na verdade, 26,7 bilhões de anos — quase o dobro da idade oficialmente aceita atualmente.

A conferir.