UM ALCOÓLATRA É ALGUÉM DE QUEM VOCÊ NÃO GOSTA E QUE BEBE TANTO QUANTO VOCÊ.
Cerveja e caipirinha são unanimidades nacionais, embora, de uns tempos a esta parte, os brasileiros venham consumindo cada vez mais vinho ― aliás, há excelentes vinhos nacionais, ainda que a preços não raro superiores ao dos importados, mas isso é outra história.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a parcela da população brasileira que é chegada num “birinaite” (cerca de 60%) consome, em média, o equivalente a 15 litros de álcool por ano. No que tange à caipirinha, muitos acham que basta esmagar limão com açúcar, adicionar gelo e cachaça, mexer, e pronto. Mas tudo nesta vida tem sua ciência, e esse drinque não é exceção.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
A exemplo do que fez no passado — e foi imitado por um poste chamado Dilma — Lula quer porque quer um quarto mandato. E está quebrando o país para se reeleger.
Não se trata de incapacidade (embora a capacidade do molusco eneadáctilo seja discutível), mas de método, de projeto deliberado do PT para se manter no poder. Um editorial recente do Estadão lembrou que "petista usa truques contábeis para esconder o aumento cavalar de despesas" — numa alusão às malfadadas pedaladas fiscais da mulher sapiens", — "mas a conta da dívida pública explosiva sempre chega”. Ainda segundo o jornal, somente neste ano foram nada menos do que 33 medidas diferentes, somando a incrível marca de R$ 215 bilhões em aumento de despesas ou redução de receitas”. Mas o problema não está nos gastos em si, e sim no timing e nos truques para ocultá-los, fazendo parecer que o arcabouço fiscal continua em pé e saudável.
Os petistas não erram tentando acertar. Eles apostam na desgraça econômica justamente porque ela produz dependência estatal. É por isso que o lulismo — uma máquina de criar dependência resgatando o velho voto de cabresto — sempre promove esse populismo explosivo. Como consequência disso tudo, temos o empobrecimento permanente de boa parcela da população, que vota na esquerda populista perpetuando um círculo vicioso. Enquanto isso, aqueles com poupança acumulada se beneficiam dos altos retornos oferecidos por um governo perdulário e irresponsável.
O rentismo prospera no Brasil justamente porque o populismo é a regra nas finanças públicas. Com cerca de 17 anos de petismo desde 2003, não poderia ser diferente. A esquerda fode os mais pobres, endivida o Estado de forma insustentável, e depois reclama dos investidores que exigem elevados retornos para financiar o Estado falido. Como resultado inexorável do esquerdismo, os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres.
Comecemos pela origem, que remonta ao ano de 1918, época em que a gripe espanhola campeava solta. Dizem os estudiosos e curiosos que alguém resolveu unir o útil ao agradável e criou uma receita de xarope que levava limão, alho, mel e um pouco de cachaça ― antigamente, era comum usar álcool para acelerar o efeito dos medicamentos. Daí para “outro alguém” eliminar o alho e substituir o mel por açúcar (para reduzir a acidez do limão) foi um pulo.
Hoje em dia, muita gente substitui o limão por abacaxi, caju, kiwi, maracujá, morango e outras frutas, além de trocar a tradicional cachaça por destilados “mais nobres”, como gim, rum, saquê, tequila, uísque, vodca e afins..
Observação: Convém ter em mente que pinga, cachaça e aguardente são termos largamente utilizados como sinônimos, mas aguardente é o nome que se dá a qualquer bebida obtida a partir da fermentação de vegetais doces, e cachaça, a aguardente de cana-de-açúcar. Já o termo pinga é usado vulgarmente como sinônimo de cachaça, e sua origem remonta ao tempo dos engenhos, época em que os escravos eram encarregados da destilação da aguardente e o vapor que se condensava no teto pingava sobre eles… Seja como for, toda cachaça é aguardente, mas nem toda aguardente é cachaça.
No que diz respeito à receita perfeita de caipirinha, bem, fazendo uma analogia com o futebol (outra preferência nacional), é como escalar a seleção ― ou seja, cada um tem suas preferências. Mas o que importa, mesmo, é seguir algumas regrinhas básicas:
― Embora o limão galego e o siciliano apresentem excelentes resultados, a receita tradicional leva mesmo o tahiti. Mais importante que o tipo de limão é escolher frutos de casca lisa e fina, que costumam ser mais sumarentos, e evitar os muito moles, que provavelmente estão “passados”.
― Descascar ou não o limão vai do gosto de cada um, mesmo porque o amargor não provém da casca, mas da columela (o “miolo branco da fruta"). O importante é cortar o limão ao meio, mas não de forma transversal, como fazemos quando cortamos laranjas para espremer, e sim longitudinal (ao comprido). Depois, devemos cortar as metades pela metade, de modo a facilitar a remoção da parte branca — ou cortar o limão em rodelas e remover o miolo de cada uma delas, que também fica bom.
― Segundo os especialistas, deve-se macerar a fruta no próprio copo (evitando, portanto, o uso de coqueteleiras), colocar as bandas da fruta com a polpa virada para cima e evitar macerar demais a casca, que pode resultar num indesejável gosto amargo, cobrir com açúcar e socar com um pilão apenas o suficiente para liberar o sumo, pois socar demais também resulta em amargor, mesmo que se tenha tomado as precauções anteriores. Além disso, é recomendável usar copos baixos e de boca larga, como os do tipo “Ilhabela”.
― Se você está de dieta e não resistir a uma boa caipirinha, substituir o açúcar por adoçante não fará grande diferença, pois as calorias provêm do álcool — como se sabe, bebidas destiladas são extremamente calóricas; uma dose de cachaça chega facilmente a 150 kcal.
― Caipirinha morna, ninguém merece, mas convém usar gelo de água mineral ou filtrada e colocar os cubos no copo depois de macerar o limão com o açúcar (vale também adicionar um pouco de gelo picado, mas só se a ideia for “enfraquecer” um pouco a bebida), e só então acrescentar a cachaça ou o destilado de sua preferência.
― Se for servir várias pessoas (como num churrasco com amigos, por exemplo), o preparo individual se torna por demais trabalhoso. Nesse caso, você pode adiantar o expediente preparando a bebida numa coqueteleira, transferi-la para para uma jarra e completar com gelo, lembrando que o resultado nunca fica igual.
― A escolha da cachaça também vai da preferência de cada um, mas o mais importante é usar um produto de boa qualidade ― ou seja, fugir daquelas cachaças “mata-pinguço”, que cheiram como o etanol que usamos para abastecer o carro. Ao contrário do que muita gente pensa, pode-se perfeitamente usar cachaça de alambique, dita “artesanal”. O problema é o “custo benefício”, já que uma aguardente dessa categoria pode custar tanto ou até mais que um bom uísque.
Receitas mais sofisticadas podem agradar muita gente, mas tenha em mente que determinadas combinações produzem melhores resultados. Experimente misturar hortelã com frutas cítricas ou ácidas e pimenta com as mais doces, mas tome cuidado para não abusar de ervas muito aromáticas, como manjericão e alecrim, que podem deixar o sabor do drinque “intenso” demais.
Destilados como cachaça, vodca e saquê têm características distintas, e combinam melhor com determinadas frutas. A pinga vai muito bem com limão, lima-da-pérsia e jabuticaba, por exemplo, enquanto o saquê deve ser reservado para frutas mais delicadas e menos ácidas, como kiwi, uva verde e morango. Já a vodca é versátil e combina com quase tudo, exceto frutas cremosas, como mamão ou banana… mas quem vai fazer caipirinha de mamão ou banana?
Para concluir, confira as receitas abaixo:
Macere a polpa de 1/2 maracujá azedo com dois talos de capim-limão e açúcar, complete com gelo e rum branco e decore com folhas de capim-limão.
Macere de 8 a 12 jabuticabas com casca e caroço (deixando algumas inteiras), complete com gelo e cachaça e mergulhe um picolé de limão no copo.
Congele 6 bagos de uva Itália (verde) e oito de uva niágara (roxa). Feito isso, macere 4 colheres (sopa) de graviola fresca (com as sementes) com uma de açúcar, junte as uvas congeladas e complete com gelo e cachaça.
Macere uma carambola fatiada e pedaços de abacaxi com açúcar, acrescente um cravo da índia inteiro e folhas de manjericão (sem amassar). Complete com gelo e vodca.
Consuma com moderação (se conseguir).
