quinta-feira, 2 de julho de 2026

ATMOSFERA NOS CONFINS DO SISTEMA SOLAR

A SABEDORIA É UM PARADOXO: QUEM MAIS SABE É JUSTAMENTE QUEM RECONHECE A VASTIDÃO DA SUA IGNORÂNCIA

Astrônomos detectaram uma fina atmosfera ao redor de um pequeno objeto gelado após a órbita de Netuno — que se tornou o planeta mais afastado do Sol em 2006, quando Plutão foi rebaixado a objeto transnetuniano. 


A descoberta do objeto observado — batizado de 612533 2002 XV93 — foi publicada na revista "Nature Astronomy" e desafia a ideia de que apenas planetas e corpos celestes maiores conseguem manter atmosferas estáveis. Trata-se de um corpo de cerca de 250 quilômetros de raio localizado no cinturão de Kuiper, a quase 6 bilhões de quilômetros da Terra. Até então, o único objeto transnetuniano com atmosfera detectada de forma inequívoca era o próprio Plutão.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Paixões cegam, principalmente as da política, pois impedem as pessoas de enxergarem o que está acontecendo bem diante de seus focinhos. Mas governantes demagogos e populistas também atiram contra o próprio pé no afã de manter os votos dos imbecis que os idolatram É o caso da bomba que o atual governo deixou armada para si mesmo, caso o macróbio eneadáctilo conseguir se reeleger, ou que exigirá medidas impopulares de qualquer outro que vença as eleições. A ata da última reunião do COPOM deixou claro que a inflação será acima do que há pouco tempo ainda se previa e que as causas disso são as consequências inflacionárias da guerra no Oriente Médio e a expansão dos gastos públicos combinada com os incentivos ao consumo, especialmente via crédito. Em busca do ambicionado quarto mandato, o macróbio petista tem feito "o diabo" e injetando quase R$ 200 bilhões em subsídios, programas dos mais variados tipos, dentro e fora do orçamento. A pergunta é: o que vem depois? A resposta está numa frase atribuída ao rei francês Luís XV, mas que na verdade teria sido dita pela amante dele: "depois de mim, o dilúvio". E foi exatamente o que aconteceu.


A observação foi feita em 10 de janeiro de 2024 a partir de três pontos do Japão. Em Kyoto, um telescópio compacto foi instalado no terraço da Universidade de Kyoto; no observatório de Kiso, foi usado um telescópio Schmidt de 1,05 metro equipado com uma câmera de alta resolução temporal. O terceiro ponto, em Fukushima, foi operado pelo astrônomo amador Katsumasa Hosoi, com um telescópio de 25 centímetros.


Em vez do apagar e acender abrupto típico de objetos sem atmosfera, a luz da estrela diminui de forma gradual durante a ocultação — assinatura característica de uma camada fina de gás ao redor do objeto, que desvia ligeiramente os raios de luz antes do bloqueio total. A maneira como esse brilho diminui ao longo do tempo permite identificar características do objeto, como seu tamanho, formato e até a presença de material ao redor. A análise indica uma pressão atmosférica entre 100 e 200 nanobares — cerca de 5 a 10 milhões de vezes mais fina que a atmosfera terrestre.


Os pesquisadores testaram três cenários para a composição química do gás: metano, nitrogênio e monóxido de carbono. Os três modelos são compatíveis com os dados, mas ainda não é possível distinguir qual corresponde à realidade. São justamente os mesmos compostos que formam a atmosfera de Plutão.


Observação: A maioria das pessoas minimamente interessadas em astronomia sabe que nossa Lua tem uma "face oculta", ou seja, que jamais é avistada a partir da Terra. Mas muitos não sabem que isso se deve à rotação sincronizada, resultante de um ajuste gravitacional que mantém o satélite "travado" em relação ao nosso planeta. Como a Lua não gira só em torno da Terra, mas também em torno de si mesma — e leva cerca de 27,3 dias para completar ambos os movimentos — a mesma face do satélite fica visível para quem está na Terra. Um erro comum, cometido até pela banda Pink Floyd no álbum “The Dark Side of The Moon” (1973), é chamar a face escondida de "lado escuro da Lua", já que ele recebe tanta luz solar quanto o lado que vemos. É fato que a maior parte dessa face nunca pode ser vista diretamente da Terra.

No fim das contas, até um pequeno pedregulho gelado, perdido na periferia do Sistema Solar, pode guardar segredos capazes de constranger nossas certezas. O Universo tem esse hábito irritante: quando achamos que já entendemos as regras, ele muda o roteiro e nos lembra, com elegância cósmica, que ainda estamos longe de conhecer toda a história.