quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Deu Pau? - Final

O assunto abordado nos últimos dias foi um tanto "pesado" e até maçante, eu reconheço, mas todos estamos sujeitos a enfrentar panes e travamentos.
Ainda que, em certos casos, melhor do que saber resolver um problema dessa natureza é ter o telefone de quem sabe, quando recorremos a algum amigo mais experiente ou mesmo se contratamos um profissional especializado - e pagamos pela execução do serviço - estamos sujeitos a uma porção de desconfortos que poderíamos evitar.
Eu não tenho bola de cristal e tampouco pretendo (ou poderia) amarrar todas as pontas de assunto dessa magnitude em meia dúzia de posts; meu objetivo era apenas fornecer um elenco de informações práticas e funcionais e mostrar o caminho das pedras... Seguir esse caminho e conseguir alcançar um ponto seguro já é uma outra história. Vale lembrar que a informática, ainda que seja baseada na matemática, está longe de ser uma ciência exata.
Via de regra, o computador faz aquilo que você manda, não o que você quer.
Quando eu digo que o usuário é o carrasco de si mesmo, não pretendo ofender ou menosprezar a capacidade de quem quer que seja, mas apenas dar nomes aos bois. Afinal, é ele quem escolhe seu PC ou os componentes para a montagem, e que não raro prioriza o preço em detrimento de suas reais necessidades. Mas suas exigências crescem (de hardware e de software), ao passo que a máquina fica estagnada em seus patamares originais.
Máquinas são sempre máquinas - sensíveis, portanto, ao comportamento do operador e susceptíveis a problemas os mais diversos. Antes de maldizer o Windows ou atribuir a outrem culpas e responsabilidades, lembre-se de que o PC que você comprou ou montou foi integrado de acordo com o que você pagou (ou investiu, conforme o caso), com componentes compatíveis com a época da respectiva integração. E ainda que ele seja recente, não se deve esperar que um sistema de 1 mil reais possa ombrear em desempenho e eficiência com uma modelo de topo de linha cinco vezes mais caro.
Componentes de má qualidade combinados com softwares duvidosos, configurados de maneira inapropriada, e aliados ao nosso tradicional descaso em relação à manutenção preventivo-corretiva representam um campo fértil para falhas e travamentos germinarem. Antes de fazer um exame detalhado no equipamento, faça um exame de consciência e veja se você não está exigindo demais de algo que tem pouco a oferecer.
Abraços a todos e até a próxima.
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