segunda-feira, 22 de junho de 2009

Revisitando a (in)segurança digital

Uma vez que a audiência do Blog é “rotativa”, acho importante revisitar regularmente assuntos como a segurança virtual (que de certa forma é o “carro-chefe” aqui do site, pois boa parte das nossas postagens versa sobre vírus, spywares, trojans e afins, e procura oferecer dicas para os leitores protegerem seus sistemas).
Assim, vale relembrar que trojans (ou cavalos-de-tróia) são softwares maliciosos que geralmente se instalam com a participação involuntária dos usuários. Eles costumam vir embutidos em arquivos aparentemente úteis (como games ou proteções de tela, por exemplo) ou de carona em phishings que buscam convencer a vítima a baixar um arquivo contaminado ou redirecioná-la para sites maliciosos.
Os trojans geralmente procuram roubar informações confidenciais (notadamente senhas bancárias e números de cartões de crédito) ou “abrir” o sistema para os criminosos cometerem seus atos espúrios (e são difíceis de identificar, já que podem ter de um byte a centenas de megabytes e executar suas ações sem o conhecimento ou consentimento das vítimas). Dentre as diversas “famílias”, os Backdoors (que se confundem com programas legítimos utilizados em sistemas de administração) garantem acesso remoto ao computador infectado; os PSW roubam senhas e outras informações e as enviam para um endereço de e-mail previamente configurado pelos cibercriminosos; os Clickers remetem os internautas para websites repletos de outros malwares; os Downloaders e Droppers instalam novas pragas na máquina da vítima, enquanto os Keyloggers monitoram tudo que é digitado e enviam as informações para os piratas da rede. Existem ainda trojans escritos especialmente para sabotar uma máquina, como é o caso dos ArcBombs, que enchem o disco com dados sem sentido (sendo especialmente perigosos para servidores), e os famosos Rootkits, que desabilitam algumas funções do sistema, tais como a identificação de malwares pelo antivírus (os mais avançados agem no kernel do sistema e passam despercebidos pela maioria das ferramentas de segurança).
Infelizmente, não existe uma receita infalível que garanta 100% de imunidade contra essas pragas, mas é possível minimizar os riscos atentando mantendo seu sistema e programas devidamente atualizados e protegidos por uma suíte de segurança responsável – McAfee, Panda e Symantec são boas opções. Claro que você pode se valer de ferramentas gratuitas, mas aí terá de montar o arsenal com produtos de diferentes fabricantes (antivírus, antispyware, firewall, etc.), e isso nem sempre é uma boa idéia – não só devido a possíveis incompatibilidades, mas também porque esses programas geralmente não oferecem instruções em português ou suporte técnico por telefone (a não ser no país de origem).
Adicionalmente, evite navegar por sites “duvidosos”, jamais abra anexos suspeitos ou clique em links duvidosos que lhe cheguem por e-mail, só faça downloads a partir de sites confiáveis e, se for fã do Messenger (ou outro programinha do gênero), nunca aceite uma transferência de arquivo ou clique num link que surge de repente na sua tela sem antes confirmar com seu contato se a sugestão realmente partiu dele.
Demais disso, faça – ou programe – varreduras semanais com seus softwares antivírus e antispyware (preferivelmente logo após atualizá-los) e habitue-se a obter regularmente uma “segunda opinião” sobre a saúde do sistema utilizando serviços como o Microsoft Live OneCare (http://onecare.live.com/site/pt-br/default.htm), o HouseCall (http://housecall.trendmicro.com/), o F-Secure Online VirusScanner (http://support.f-secure.com/enu/home/ols.shtml), ou o BitDefender Online Scanner (http://www.bitdefender.com/scan8/ie.html).
Boa sorte.
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