terça-feira, 8 de maio de 2012

O "MELHOR" PC


Caso você esteja pensando em trocar seu computador, lembre-se de que a “melhor opção” é aquela que satisfaz suas necessidades e “cabe no seu bolso”. Ademais, se fazer um “test drive” – mesmo que seja uma simples volta no quarteirão – ajuda a escolher um carro novo, por que não fazer o mesmo com um PC?

Na pré-história da informática, a velocidade do processador, orgulhosamente exibida num display especialmente chato de configurar, era o principal (se não o único) parâmetro levado em conta; hoje, tomada isoladamente, ela já não reflete nem o “poder de fogo” do processador nem (muito menos) a performance do sistema computacional como um todo.
Então, se você estiver pensando em substituir sua máquina velha de guerra por um modelo novinho em folha, atente para as dicas a seguir, que servem tanto para desktops quanto para portáteis – respeitadas as características de cada plataforma (a autonomia da bateria, por exemplo, só faz diferença para quem for utilizar um portátil longe da tomada durante a maior parte do tempo).

1.     Visite o site meupróximo PC, anote a configuração sugerida pela Intel para seu perfil de usuário e selecione dois ou três modelos de grife compatíveis (ou simule uma integração no site da Dell). Cote os preços no Buscapé ou no Bondfaro, e então vá até uma loja que disponibilize os modelos em vista para avaliação (evite comprar de revendedores que mantenham os aparelhos do mostruário desligados ou protegidas por senha).
2.     Comece analisando o tempo de boot, que deve ser o menor possível (lembre-se de que ele irá aumentar sensivelmente depois que você instalar seus aplicativos e passar a usar regularmente o computador; para saber mais, digite desempenho no campo de busca do Blog e clique em Pesquisar).
3.     Abra o Wordpad, digite meia dúzia de linhas e simule algumas edições para experimentar o teclado (e o touchpad, no caso de um portátil). Havendo conexão ativa com a Internet, faça o teste em www.typingtest.com.
4.     Observe a tela a partir de vários ângulos; se possível, acesse http://www.indiev.org/wp-content/uploads/2011/07/color-test-file.jpg e veja se consegue ler as fontes pequenas, distinguir os tons mais escuros de cinza e visualizar todas as cores exibidas no canto inferior direito da imagem. Se o vendedor for paciente, não deixe de fazer os testes disponíveis em http://www.lagom.nl/lcd-test/. Em modelos touchscreen, experimente rolar uma webpage ou redimensionar uma foto, por exemplo.
5.     Clique em Iniciar/Documentos/Vídeos, abra a pasta Amostras de Vídeos, dê duplo clique em Vida selvagem”, tecle Alt+Enter e veja como a máquina se comporta. Caso seja fã de games radicais, dispor de uma aceleradora gráfica dedicada (Radeon ou GeForce) é primordial. Se houver uma conexão ativa com a Internet, execute os testes disponibilizados nos sites da AMD e NVIDIA; caso contrário, abra o Painel de Controle (do Windows 7), digite experiência na caixa de pesquisa e clique em Verificar o Índice de Experiência do Windows (veja mais detalhes na postagem do próximo dia 18).

Observação: Nos desktops, normalmente é possível substituir o vídeo on-board por uma aceleradora 3D dedicada, mas o mesmo não se aplica aos portáteis. Embora modelos entry-level de fabricação recente sejam capazes de reproduzir filmes em alta resolução (especialmente se equipados com CPUs da família Sandy Bridge, da Intel ou Fusion, da AMD), se você pretende trabalhar com editoração gráfica ou jogar games radicais, escolha um note que integre GPU e memória de vídeo dedicada (prepare o bolso).

6.     Teste os recursos de áudio do aparelho (no Seven, clique em Iniciar/Músicas e escolha uma das amostras disponíveis). Aliás, falando em som, atente para os ruídos produzidos pelo funcionamento do computador (especialmente se você pretender utilizá-lo num canto sossegado da casa ou na calada da madrugada).

Por último, mas não menos importante, seja seletivo: em vez de pagar mais por “mimos supérfluos” – unidades ópticas ultravelozes, CPUs quad-core, ou mais de 4GB de RAM com uma versão de 32-bits do Windows –, privilegie um HD veloz e que ofereça fartura de espaço ou um sistema “híbrido” – caso em que o SO e os aplicativos devem ser instalados no drive SSD (um modelo de 64GB dá e sobra) e os demais arquivos, no disco convencional.

Amanhã a gente continua; abraços e até lá.


Em tempo: Hoje, segunda terça-feira do mês, é “Patch Tuesday” da Microsoft. Caso você não tenha habilitado as atualizações automáticas no seu sistema, não deixe de visitar a página do Windows Update (melhor fazê-lo à noitinha ou amanhã cedo, pois antes disso corres-se o risco de as atualizações/correções ainda não estarem disponíveis).
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