sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A REJEIÇÃO AO PT E A DILMA E NOSSO TRADICIONAL HUMOR DE SEXTA-FEIRA

TUDO QUE NÃO É IMPOSSÍVEL PELAS LEIS DA NATUREZA É PASSÍVEL DE ACONTECER UMA HORA QUALQUER.

Parece que a merda chegou ao beiço e que não há como sanear o esgoto em que se transformaram a política e os políticos tupiniquins – com raras honrosas exceções, naturalmente.
No entanto, talvez você reveja seus conceitos à luz das ponderações publicadas no Estadão por Saulo Queiroz (ex-PFL e atual PSD), prenunciando a derrota inexorável de Dilma nas eleições de outubro.

A última pesquisa Datafolha mostrou a extensão de uma doença que avança pelo País: a rejeição ao PT e a Dilma. Como são duas entidades diferentes, não é fácil saber qual é depositária do percentual mais forte, mas há indícios de que a rejeição ao PT seja de controle mais difícil.
Outro aspecto que fica claro é sua susceptibilidade ao contágio, que aumenta com maior velocidade nos grandes conglomerados urbanos, mas avança também, mais lentamente, nas pequenas cidades e até em espaços que pareciam imunes, como o Nordeste, onde a rejeição a Dilma alcançou incríveis 23%.
Para se ter uma ideia do que isso significa vale lembrar que na eleição presidencial passada, em pesquisa Datafolha de 23.07.2010, a rejeição a Dilma em todo o País era de 19%. Nesta última pesquisa já alcança 35%, quase o dobro de igual período em 2010.
Para uma identificação mais precisa do depositário da maior taxa de rejeição, se o PT ou Dilma, é preciso uma rápida caminhada pelo País, começando pelo Sul. O PT tem candidato nos três Estados, mas apenas no Rio Grande do Sul seu candidato está em segundo lugar nas pesquisas.
No Paraná e Santa Catarina estão em terceiro. No Sudeste, o desempenho é pífio em São Paulo com Alexandre Padilha, sofrível no Rio de Janeiro, com Lindhberg Farias ,em quarto lugar, e sem expressão no Espírito Santo.
Apenas em Minas Gerais, com Fernando Pimentel, apresenta um desempenho satisfatório, mas a lógica é que ele não resistirá a máquina de moer carne que o espera, com Aécio Neves crescendo nas pesquisas para Presidente, um candidato ao governo, Pimenta da Veiga, de boa história, e um ao Senado, com a qualidade e aprovação de Antonio Anastasia, o governo do Estado e a maioria de deputados.
No Nordeste seu candidato na Bahia, maior colégio eleitoral da região está muito atrás do candidato do DEM. É segundo no Ceará e apenas no Piauí mantém folgada liderança. Nos demais Estados apoia candidatos de outras legendas, o que significa dizer que nestes quatro anos não consolidou personagens estaduais para concorrer ao cargo de governador, o que demonstra fragilidade partidária.
A pergunta que fica é: que culpa cabe à presidente Dilma por esta fragilidade do PT em seu principal reduto eleitoral, que é o Nordeste. Penso que muito pouca. No Norte, afora o Acre onde pode reeleger o governador, não tem presença de destaque nos principais colégios eleitorais, visto que apoia o PMDB no Pará e Amazonas, além de fazer o mesmo em Tocantins.
No Centro Oeste tem candidato a reeleição no Distrito Federal com baixa perspectiva, em Goiás sem nenhuma e no Mato Grosso não tem candidato. Apenas em Mato Grosso do Sul tem perspectivas concretas de vitória porque seu candidato, o senador Delcídio Amaral, está bem a frente nas pesquisas e tem baixa rejeição. A questão é saber até onde ele resistirá ao processo de contaminação, visto que o Estado é vizinho de São Paulo e Paraná, onde é virulenta a rejeição ao PT – a maior em todo o País. Há que se vacinar para controlar o contágio.
Finalmente, é quase chocante que um partido que comanda o País há 12 anos, tenha favoritismo para eleger apenas três governadores, em Estados de pequena densidade eleitoral e dois senadores. Cinco em 54 disputas majoritárias. Quase nada. A pergunta, repetitiva, é se foi Dilma a responsável por uma rejeição que se estendeu por todo o Pais ou se foi o PT o principal responsável pela rejeição de Dilma. Não vale dizer que as duas se encontram.
 A verdade é que estes últimos quatro anos de governo da presidente Dilma foram marcados por dificuldades na economia, não só aqui no Brasil, mas em quase todo mundo. Evidente que o governante paga uma conta que nem sempre é sua, como aconteceu nas eleições realizadas na Europa, mas é do jogo da política.
Lula presidente, a economia bombou, ele soube tirar proveito político disso e se tornou quase um ídolo no País. E ainda arrastou seu PT para o bom caminho da vitória nas eleições de 2010. Mas será que as dificuldades de Dilma, a baixa avaliação de seu governo, seria a causa principal para o desgaste do Partido em quase todos os Estados ou será que a causa é mais além?
Com certeza, mais além. No período do governo Dilma o País viveu o episódio que representou o maior massacre pelo qual já passou um partido na história política desse País: o julgamento do mensalão. Meses e meses de intensa cobertura de televisão, rádios e jornais de um julgamento onde o principal réu acabou se tornando o PT.
Engana-se quem acha que isto não teve grande importância. Teve sim e pensar o contrário é um menosprezo à opinião pública. Evidente que foi determinante para criar esse vírus da rejeição ao PT, que se espalha pelo País. A bem da verdade, nem Dilma nem seu governo têm qualquer coisa a ver com o mensalão. Ela, como muitos outros candidatos petistas, é apenas uma vítima.
Quanto à eleição presidencial deste ano, o quadro caminha para um desfecho trágico para o PT e sua candidata. Quem estiver olhando para os números atuais das pesquisas e avalia que o contexto é de indefinição comete um erro básico de julgamento.
Há um status totalmente diferente entre os competidores, porque Dilma é conhecida por 99% dos eleitores, ao passo que 19% desconhecem Aécio e 36% nunca ouviram falar em Eduardo Campos. Todos os dados das pesquisas atuais mostram apenas a notória rejeição da candidata à reeleição. Aécio e Campos devem ser reavaliados à luz do horário eleitoral. Se retrocedermos até meados de 2010, veremos que havia um empate entre Dilma e Serra, ambos com 36% da preferência dos eleitores. Em 15.09, com 25 dias de horário eleitoral, Dilma subiu para 50% e Serra caiu para 27%.
Enfim, em meados de setembro, quando todos conhecerem melhor Aécio e Campos, os números serão diferentes, e é bem provável que Dilma esteja  preocupada em garantir sua presença no segundo turno, já que não haverá nenhuma perspectiva de vitória no primeiro.

Para encerrar, nosso humor de sexta-feira:

Na Câmara, ainda no Rio, quando seu presidente Ranieri Mazzini deu a palavra a Carlos Lacerda, o representante do Distrito Federal, deputado Bocaiúva Cunha, gritou ao microfone: – Lá vem o purgante! –, provocando risos no plenário. Ao que Lacerda respondeu: – Os senhores acabaram de ouvir o efeito! –, arrancando gargalhadas até dos adversários.

Certa vez, Einstein recebeu uma carta da Miss New Orleans, que dizia:
- Professor, nós deveríamos ter um filho, pois ele certamente herdaria a minha beleza e a sua genialidade.
Einstein respondeu:
- Querida miss New Orleans, o meu receio é que nosso filho viesse a ter a sua inteligência e a minha beleza.

Quando Churchill fez 80 anos, um jovem rpeorter foi fotografá-lo e disse:
- Sir Winston, eu espero tornar a fotografá-lo nos seus 90 anos.
Ao que Churchill respondeu:
- Por que não? Você me parece bastante saudável…

Sendo homenageado por ter vencido uma importante batalha durante a Segunda Grande Guerra, o general Montgomery disse em seu discurso:
- Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói.
- Churchill ouviu o discurso e retrucou:
- Eu fumo, bebo, prevarico e sou o chefe dele!

Aconteceu num discurso de Churchill em que estava presente a deputada oposicionista Lady Asfor, que lhe pediu um aparte. Churchill detestava que interrompessem seus discursos, mas concedeu a palavra à deputada, que disse em alto e bom som:
- Senhor Ministro, se V.Exa. fosse meu marido, eu colocava veneno no seu chá!
Churchill respondeu:
- Nancy, se eu fosse seu marido, tomaria esse chá com o maior prazer.

Telegrama de Bernard Shaw para Churchill, seu desafeto:
"Tenho o prazer e a honra de convidar digno Primeiro-Ministro para primeira apresentação minha peça Pigmaleão (que se transformaria no musical My Fair Lady). Venha e traga um amigo, se tiver.
Resposta de Churchill:
"Agradeço ilustre escritor honroso convite. Infelizmente não poderei comparecer primeira apresentação. Irei à segunda, se houver.

Bernard Shaw estava em uma festa onde discutia com amigos a prostituição, e a maioria concordava com sua opinião, no sentido de que fazer qualquer coisa por dinheiro seria justificável, desde que o preço fosse alto o suficiente.
- Pois eu discordo – disse uma participante da discussão.
- Ah, sim? – Perguntou Sir Bernard. – Quer dizer que a senhorita não iria para a cama comigo por, digamos, um milhão de libras?
- Um milhão é uma quantia bastante tentadora; acho que eu não teria como recusar.
- E por cinco libras, você iria? – replicou Sir Bernard.
- Certamente que não – respostou a mulher. – O que o senhor acha que eu sou? Uma puta?
- O que a senhorita é nós já estabelecemos na questão anterior – respondeu Sir Bernard. – Resta agora descobrir seu preço.

E para aqueles que misturam política com religião, aqui vai mais uma:



Bom final de semana a todos.
Postar um comentário