terça-feira, 1 de setembro de 2015

COMPUTADOR BARULHENTO? NINGUÉM MERECE!

A DISTINÇÃO ENTRE PASSADO, PRESENTE E FUTURO É APENAS UMA ILUSÃO TEIMOSAMENTE PERSISTENTE.

Como a maioria das máquinas, o PC também faz barulho ao funcionar, mas o nível de ruído não deve ultrapassar 30 decibéis ─ o que equivale a uma conversa em voz baixa a um metro de distância. Mais do que isso torna a operação da máquina incomodativa para quem tem "ouvido sensível" (especialmente em ambientes silenciosos ou  na calada da madrugada).

O barulho excessivo pode ser causado tanto por problemas específicos quanto pela "soma" dos ruídos produzidos por diversos componentes, dentre os quais os micromotores que movimentam os ventiladores (fans). Todavia, vibrações inerentes à má qualidade do chassi ou montagem imprópria das peças também geram sons incomodativos. Isso sem mencionar a espantosa quantidade de poeira, cabelo, fiapos, cinza de cigarro e outras impurezas sugadas pelo sistema de ventilação, que além de prejudicar o contato em soquetes e slot, propicia o aumento da temperatura interna do gabinete, demanda maior esforço das ventoinhas, que passam a emitir um zumbido irritante.

Observação: A refrigeração dos componentes internos do computador é feita pelo exaustor da fonte, que, auxiliado pelos microventiladores dos coolers (da CPUGPU e, em alguns casos, do HDD) e por outras ventoinhas posicionadas estrategicamente na parte frontal e nas laterais do gabinete, suga o ar "frio" do ambiente pelas ranhuras inferiores e expulsa o ar quente pelas frestas superiores (o ar quente é menos denso que o frio e, portanto, tende a subir).

Além de reduzir a temperatura interna do case (que, a partir de certo patamar, pode provocar o travamento do computador), uma boa faxina reduz os riscos de mau contato e diminui drasticamente o ruído produzido pelos microventiladores. O serviço pode ser feito tanto por um "Computer Guy" quando pelo próprio usuário, pois não é um "bicho de sete cabeças", ao menos nos desktops, como veremos a seguir (clique aqui para mais detalhes).

1. Comece por desligar o equipamento da tomada e desconectar todos os cabos lógicos e de energia (monitor, teclado, mouse, caixas de som, microfone, joystick, impressora, etc.). Para não se atrapalhar na hora de religá-los, fotografe a face posterior do gabinete ou desenhe um esquema numa folha de papel ─ apesar de os fabricantes usarem cores diferentes para orientar a conexão, usuários de primeira viagem tendem a inverter os plugues do mouse e do teclado (PS2), ou do microfone e das caixas de som.

2. Desobstrua as ranhuras de ventilação do monitor com auxílio de um pincel e complete o serviço com um miniaspirador (para evitar que a poeira caia dentro do aparelho). Em seguida, limpe a carcaça com um pano macio levemente umedecido numa solução de água morna e detergente neutro (não use álcool, removedor, produtos a base de nafta ou similares). Para limpar a tela, um pano seco geralmente é suficiente, embora às vezes seja preciso passar, antes, o pano úmido (bem torcido).

3. Use o mesmo pano úmido também para limpar a carcaça e a base do mouse (use uma escova de dentes para remover a sujeira acumulada na ranhura dos botões). Se seu modelo é “de esfera”, gire a trava no sentido anti-horário, retire a bolinha e limpe a cavidade com um cotonete. Caso haja muita sujeira grudada nos eixos, remova-a com auxílio de um palito. Ao final, limpe a bolinha, remonte, reposicione a trava e gire-a no sentido horário.

4. Vire o teclado de cabeça para baixo e sacuda-o gentilmente. Depois, varra a poeira e demais resíduos com um pincel de cerdas macias e complete o serviço com o miniaspirador (se for possível reverter o fluxo de ar, primeiro aspire, depois sopre, e então aspire novamente). Para limpar manchas de suor ou da gordura, use o pano úmido (também nesse caso deve-se evitar álcool, solventes e esponjas abrasivas, que podem apagar a inscrição das teclas).

Observação: Desmontar o teclado para limpá-lo internamente e desencardir as teclas pode não ser uma boa ideia, pois o ressecamento natural do plástico propicia a quebra dos encaixes e resulta em teclas frouxas e outros probleminhas que tais. Como esse dispositivo custa barato, o melhor é substituí-lo sempre que necessário. E se você cultiva o (mau) hábito de comer enquanto opera o computador, recorra ao teclado virtual (para convocá-lo, basta digitar osk na caixa do menu executar e teclar Enter) ou adquira um modelo blindado contra umidade, poeira e outros detritos (existem opções a partir de R$50).

5. Remova a tampa lateral do gabinete e use um pincel de cerdas antiestáticas para "espanar" a sujeira acumulada na placa-mãe, nas placas de expansão, nos módulos de memória e nas hélices das ventoinhas do processador, da fonte e dos demais coolers, se houver. Feito isso, aspire, sopre e torne a aspirar (dedique especial atenção às ranhuras do gabinete, principalmente nos dutos frontais, laterais e do painel traseiro, próximo à gradinha do exaustor da fonte de alimentação). Proceda com cautela e delicadeza para não desencaixar placas e módulos, e evite tocar as trilhas de contato, pois eventuais descargas eletrostáticas podem ser fatais para os sensíveis circuitos eletrônicos (para saber mais, acesse esta postagem).

6. Use o paninho úmido para limpar a face interna da tampa antes de remontá-la. Ao final, "de um trato" na parte externa do gabinete e limpe os cabos. Dê acabamento com uma flanela seca, reconecte tudo e programe uma nova faxina para daí a seis meses (a periodicidade varia conforme o uso e as condições do ambiente).

Observação: Se sua máquina continuar barulhenta, reaperte os parafusos que fixam os drives (HDD e de mídia óptica) nas baias. Assegure-se de que todos os parafusos, de ambos os lados da baia, tenham sido colocados, ou a vibração produzirá ruídos incomodativos e, pior, reduzirá a vida útil do componente. Discos rígidos antigos costumam ser mais barulhentos – e aí não há muito a fazer, a não ser, talvez, "embrulhá-los" num bom isolante acústico ou substituí-los por modelos mais silenciosos. Ruídos nos drives ópticos são mais fáceis de identificar, pois só os percebemos quando o dispositivo está em uso. Mas eles geralmente decorrem do desgaste natural das peças, e como o conserto exige mão de obra especializada, pode ser mais barato substituir o drive (ou recorrer a um modelo externo com interface USB).

Em notebooks, a ventilação é prejudicada pelo espaço exíguo de seus “gabinetes”, mas a faxina é
mais complicada e não raro exige ferramental especializado, sendo recomendável recorrer a uma assistência técnica de confiança ou a um Computer Guy capacitado. Ainda assim, você pode (e deve) manter desobstruídas as ranhuras de ventilação ─ use o pincelzinho e o miniaspirador ─ e evitar operar o portátil no colo ou sobre almofadas, travesseiros, colchas e afins. Vale também adquirir um suporte como o da figura ao lado, que além de aumentar a distância entre a base do aparelho e mesa de trabalho, dispõe de microventiladores que ajudam a refrigerar os componentes.

Era isso pessoal. Abraços e até amanhã.
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