sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Você sabia?

No tempo das jurássicas máquinas de escrever, poucos usuários conseguiam datilografar "usando os dez dedos" e mantendo os olhos afastados do teclado. Atualmente, a despeito de a popularização da computação pessoal ter forçado muito mais gente a digitar textos, apenas uma minoria é capaz de fazê-lo com desenvoltura (ou seja, sem precisar "catar milho").
E olha que a coisa ficou bem mais fácil depois que os fabricantes passaram a oferecer computadores (de mesa e portáteis) com teclados adequados ao nosso idioma... até algum tempo atrás, quase todos eram baseados no padrão norte-americano, exigindo verdadeiros malabarismos para acentuar palavras e grafar caracteres inexistentes na língua do Tio Sam (dentre os quais o acento grave e o "Ç"). E o mesmo acontece em outros países; os espanhóis têm a tecla “Ñ”, os gregos têm os caracteres que representam letras como “alfa”, “beta” “gama” "delta", e assim por diante. Mas você já parou pra pensar como a coisa deve ser complicado com idiomas não-ocidentais, como o Japonês?
Pois é, dias atrás, não sei bem por que, essa idéia me ocorreu, e eu descobri que lá eles escrevem com dois silabários de 43 caracteres e utilizam um sistema de centenas de ideogramas (sinais que representam conceitos ou idéias). E como não seria possível espremer esse monte de símbolos no teclado, as sílabas mais usadas são acessadas diretamente, as menos usadas são obtidas a partir de teclas de apoio (como o , por exemplo), e os ideogramas são embutidos nas interfaces dos programas de edição de texto.
Pode até parecer complicado, mas talvez não seja muito difícil para os filhos da "Terra do Sol Nascente" (afinal, se eles conseguem "desenhar" facilmente aqueles caracteres intrincados no papel, habituar-se à configuração do teclado e memorizar as teclas de apoio deve ser "fichinha").
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