segunda-feira, 16 de março de 2009

Navegar é preciso...

Na segunda metade da década de 1990, Microsoft e Netscape disputavam "a tapa" a preferência dos usuários por seus navegadores (embate que ficou conhecido como "Guerra dos Browsers"), e após o lançamento de consecutivas versões revistas e atualizadas de parte a parte, o IE venceu o Navigator e reinou absoluto por alguns anos, até que o Firefox e posteriormente o Chrome viessem a pôr em cheque essa supremacia.
Atualmente, cinco browsers brigam pela simpatia dos internautas - Internet Explorer, Firefox, Opera, Safari e Chrome - e o tamanho da fatia de mercado que cada um abocanha varia conforme o momento da apuração e as preferências e tendências dos apuradores. Todos esses navegadores oferecem bloqueadores de pop-ups, filtros anti-phishing, proteções de senha e, com exceção do Opera, permitem surfar em sessões privadas, onde nada que possa ser usado para rastrear os hábitos de navegação do internauta é salvo (histórico, cookies, arquivos temporários etc.). Tanto IE quanto o Firefox permitem configurar diferentes níveis de segurança para diferentes sites (de acordo com a confiabilidade), bem como desativar complementos.

Observação: Por ser um componente nativo do sistema, o IE leva vantagens sobre os concorrentes, a despeito de ser tido e havido como um programa inseguro, cujo uso os desafetos da Microsoft recomendam abandonar sem remissão. Entretanto, no tocante à segurança, o comportamento consciente do internauta e a pronta instalação de atualizações e correções pesam bem mais do que a escolha do navegador. É certo que algumas pragas se aproveitam de falhas - não só do navegador, mas também do sistema operacional e de plug-ins como o Flash e o Java (daí a importância de se atualizar os softwares regularmente) - mas a grande maioria conta com a participação ou, no mínimo, com a conivência dos usuários (daí a importância de não se fazer downloads de origens pouco confiáveis e de não se clicar em links ou abrir anexos de e-mails sem as devidas precauções).


O IE8 Beta 2 possui cerca de 1300 controles de segurança (contra apenas 150 do Firefox), além de ser o único que oferece "Controle de Pais" - mas há que se levar em conta o fato de sua popularidade torná-lo alvo preferido dos crackers, além de seu suporte singular ao ActiveX representar uma ameaça adicional de segurança que inexiste nos concorrentes. O Firefox 3. 12 ocupa o segundo lugar no ranking e é visto como uma boa opção para usuários domésticos; o Safari 3.2.1 e o Opera 9.63 pecam por não oferecer zonas de segurança nem permitir desativar add-ons (para piorar, o Opera tampouco permite navegação privada, e sua falta de suporte a alguns recursos de segurança do Windows pode colocar o usuário em risco). Por último, mas nem por isso menos importante, o Chrome 1.0 também é visto como uma boa escolha, a despeito de não permitir desabilitar o Java, exibir senhas em texto plano (o que pode expô-las a quem estiver por perto do PC) e ter sido afetado por problemas relativamente simples de sobrecarga de buffer (além de outras vulnerabilidades elementares que o Google poderia ter evitado facilmente).
Fica a critério de cada um.
Bom dia a todos e até mais ler.
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