terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ícones, extensões de arquivos e outros que tais...

No léxico da TI, o termo “arquivo” (ou ficheiro, como se diz em Portugal) designa um conjunto de informações representado por um ícone e identificado por um nome, um ponto (.) e uma extensão – que geralmente é composta por três ou quatro caracteres alfanuméricos (TXT, MP3, HTML, etc.). O nome pode ser modificado conforme o gosto do freguês, mas o mesmo não se aplica à extensão, que além de dar uma idéia do que o arquivo contém, também remete ao aplicativo com o qual o dito cujo foi criado. Essa restrição existe porque o sistema precisa saber que um arquivo JPG é uma imagem e que um TXT é um arquivo de texto, por exemplo. O Windows é capaz de reconhecer nativamente uma porção de extensões e, por padrão, oculta as de arquivos conhecidos, mas, por questões de segurança, convém você forçar a exibição: no XP, abra o Windows Explorer (ou a pasta Meus Documentos), clique em Ferramentas > Opções de Pastas > Modo de Exibição, e, no campo das configurações avançadas, desmarque a opção “Ocultar as extensões dos tipos de arquivo conhecidos”. A partir daí, sempre que renomear um arquivo, tenha o cuidado de manter sua extensão.
Pode acontecer de você receber um arquivo (ou baixá-lo pela Internet) e o Windows não conseguir abri-lo. Nesse caso, será exibida uma mensagem de erro ou uma telinha com diversas opções – mas é provável que nenhuma delas funcione, já que isso geralmente ocorre quando o computador não dispõe do software adequado. Para piorar, o ícone do arquivo em questão costuma ser o de uma paginazinha em branco, já que o sistema não foi capaz de associá-lo ao programa e, portanto, de exibir o ícone correspondente (que facilitaria sua identificação).

Observação: A janelinha “Abrir com” – exibida quando você dá um clique direito sobre o arquivo, pousa o mouse sobre a opção de mesmo nome e seleciona “Escolher programa...” – não só indica as associações que o sistema reputa funcionais, mas também permite explorar outras possibilidades. No entanto, ao fazer essas experiências, desmarque a caixinha de verificação ao lado de “Sempre usar o programa selecionado para abrir esse tipo de arquivo”, ou a associação inadequada impedirá a abertura do arquivo até que você refaça os passos, defina a opção correta e remarque a caixinha.

O jeito então é pesquisar no Google ou diretamente no site www.openwith.org/, que oferece uma vasta lista de extensões e de programas capazes de lidar com elas. Dependendo do caso, depois de descobrir a que se refere o formato desconhecido, você pode usar o Media Convert (http://media-converter.com/conversor/) para convertê-lo em algo mais “palatável” – embora ele seja focado em padrões musicais, também serve para transmutar praticamente qualquer tipo de arquivo. Basta fazer upload e escolher a nova extensão.
Note ainda que, em determinados casos, é possível abrir arquivos com programas diferentes dos que foram usados para sua criação: um arquivo TXT aberto no MS-Word, por exemplo, poderá ser submetido ao corretor ortográfico-gramatical.
Amanhã a gente continua. Um ótimo dia a todos e até lá.
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