TUDO É CRIADO PRIMEIRO NA MENTE E DEPOIS NA REALIDADE. TUDO QUE SE CONSEGUE IMAGINAR É REAL.
Segundo a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, vivemos em quatro dimensões: três espaciais e uma temporal. Todas as observações, tanto no universo macroscópico quanto no quântico, também indicam que estamos limitados a isso, mas o que seria da ciência sem as perguntas intrigantes que, muitas vezes, impulsionam grandes descobertas e até mesmo revoluções?
Uma metáfora famosa usada para explicar as dimensões adicionais é imaginar um mundo com apenas duas dimensões espaciais, como uma folha de papel. Os seres que vivem nesse universo podem acessar largura e comprimento, mas não a altura. Do mesmo modo, se existisse outra dimensão acima da nossa, não poderíamos vê-la, mas poderíamos detectá-la medindo as energias de nossa própria dimensão.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Crivado de críticas pelas decisões esdrúxulas que vem tomando no âmbito do inquérito sobre o Banco Master, Dias Toffoli age como se considerasse não ter feito nada de errado na condução do caso. O problema é que nada vai se tornando uma expressão que ultrapassa tudo à medida que vão se acumulando no noticiário revelações que tornam a conduta supostamente irrepreensível do ministro em matéria-prima para investigação.
Alvo de uma batida de busca e apreensão da PF na semana passada, o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, o banqueiro falido do Master, comprou por meio de um fundo de investimentos parte de um resort luxuoso que pertencia a dois irmãos do magistrado, que, aliás, é assíduo frequentador do resort.
O negócio foi comprado posteriormente pelo advogado Paulo Humberto Costa, que atua para a J & F — grupo da família Batista, outra beneficiária de decisões de Toffoli.
Como se não bastasse o fato de Toffoli continuar frequentando o empreendimento, a empresa de seus tem como sede uma casa humilde situada na cidade paulista de Marília, onde mora a família de José Eugênio Dias Toffoli. Demais disso, Cássia Pires Toffoli, cunhada do ministro, negou à reportagem do Estadão que seu marido tenha sido sócio do resort paranaense frequentado pelo contraparente, em flagrante contraste com os registros oficiais.
Expostas no noticiário em ritmo de conta-gotas, as revelações constrangem o STF, inquietam a PF e animam um pedido de CPI no Congresso. Pressionado a devolver o caso à primeira instância do Judiciário, onde o escândalo do Master tramitava antes de ser içado para nossa mais alta Corte, Toffoli resiste à ideia, desafiando o interesse público, a lógica e o esforço do ministro Edson Fachin, presidente de turno do Tribunal, para colocar de pé um Código de Conduta capaz de acomodar as togas nos trilhos da ética.
Em nosso universo tridimensional, as ondas sonoras se espalham omnidirecionalmente, ou seja, para todos os lados, na forma de uma bolha, e dependem da energia cinética para se deslocarem até chegar aos nossos ouvidos. Podemos medir as energias para descobrir se alguma coisa está "vazando" para uma quarta dimensão espacial, mas os cientistas testaram essa possibilidade e concluíram que a energia emitida não "vaza", já que sempre é encontrada na medida certa.
Nada indica (pelo menos até agora) que exista uma dimensão espacial extra do tamanho das três que já conhecemos, mas as microdimensões embasam a famosa Teoria das Cordas — segundo a qual as partículas fundamentais são pequenas "cordas" vibrantes cuja frequência de vibração determina o tipo de partícula. O "xis" da questão é a gravidade, que está presente em todo o universo observável, mas parece não funcionar em escalas muito pequenas, ou seja, entre as partículas. Os átomos, por exemplo, se atraem por meio da força eletromagnética, e não pela gravidade.
Os cientistas vêm testando a gravidade em escalas cada vez menores, chegando à incrível marca de detectar a força gravitacional de duas esferas de ouro de 1 milímetro e peso de 92 miligramas, separadas por 40 milímetros, e os resultados mostraram que Einstein estava certo. Mas os experimentos em colisores de partículas ainda não encontraram sinais de força gravitacional entre as partículas subatômicas, que estão unidas pelas demais três forças.
Para unificar o Modelo Padrão de partículas e a Relatividade Geral, os físicos tentam descobrir onde está a gravitação quântica — sem essa unificação, a compreensão do universo continua incompleta.
Uma das propostas mais populares para essa unificação é uma partícula gravitacional chamada Gráviton, ainda não detectada e, portanto, não confirmada. Outra hipótese, menos convencional — apesar de sua grande popularidade graças a divulgadores científicos famosos como Stephen Hawking — é a Teoria das Cordas.
Muitos cientistas apostam nessa teoria porque ela funciona maravilhosamente bem na matemática, onde é descrita como a solução mais elegante já criada para responder questões incômodas, incluindo a gravidade quântica.
Uma das primeiras versões dessa teoria precisava de 26 dimensões, mas já era interessante o suficiente para ser levada adiante. O problema é que havia limitações, como a falta de uma explicação para a matéria bariônica — ela explicava apenas os bósons, como fótons, por exemplo.
Outras versões foram propostas até chegarmos à mais completa já feita: a Teoria M. Nela, são apresentados conceitos como supercordas e supersimetria, que reduzem a quantidade de dimensões necessárias para 11, sem precisar alterar o Modelo Padrão. Significa que precisamos encontrar 7 dimensões superiores, já que conhecemos 4 delas — 3 espaciais e 1 temporal.
Conclui no post da próxima segunda-feira.
