IMPERFEIÇÃO É BELEZA, LOUCURA É GENIO. ANTES SER RIDÍCULO DO QUE ABORRECIDO.
A chave para as viagens no tempo pode ser os buracos de minhoca, as cordas cósmicas, os loops temporais, o multiverso ou a teoria dos muitos mundos, entre outros.
Os buracos de minhoca são "atalhos" que conectam pontos diferentes no espaço-tempo, neste ou em outro universo, no presente ou em outro ponto da linha do tempo, permitindo viajar entre eles quase instantaneamente.
As cordas cósmicas são hipotéticas linhas unidimensionais de energia que teriam se formado durante a fase de criação do Universo. A interação entre duas cordas cósmicas poderia criar campos de tempo distorcido que permitiria contornar as limitações da relatividade no tocante às viagens temporais.
Os loops temporais são conceitos físicos nos quais o tempo é fechado sobre si mesmo, podendo ser associados às curvas temporais fechadas (CTCs) — previstas como soluções matematicamente válidas da relatividade, mas altamente especulativas à luz da física clássica. Nesse caso, o espaço-tempo se curva de tal maneira que um viajante retornaria ao próprio passado e reviveria a mesma sequência de eventos até conseguir alterar o curso das coisas ou mudar sua própria compreensão da realidade.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Após cinco pedidos formulados pela defesa, Moraes, escorado em razões médicas mas impulsionado por fatores políticos, concedeu a Bolsonaro a prisão domiciliar por 90 dias. Ao atribuir esse caráter "temporário", o ministro proporcionou alívio momentâneo ao condenado — e a si mesmo — num instante em que a PF transferiu Daniel Vorcaro para da cela convencional para a sala VIP que abrigava o "mito" antes de sua transferência para a Papudinha. Nas próximas semanas, saberemos se o ex-banqueiro incluirá em seu acordo de delação premiada suas conexões no Supremo, arrastando para o miolo do escândalo o próprio Moraes, Toffoli e Nunes Marques.
O desdobramento do caso compõe o pano de fundo do futuro prisional de Bolsonaro. Para preservar a fama de "xerife" combalida pelos fatos, Xandão cercou o preso de medidas cautelares.
Em seu despacho, o ministro mencionou a necessidade de proteger o "mico" do risco de sepse e de "infecções, além de vincular as visitas a Michelle e a outros moradores da casa a uma autorização prévia. Na prática, sua excelência se livrou da pecha de algoz de um preso debilitado, inibiu o discurso bolsonarista da vitimização e, de quebra, proibiu o "imbrochável" de transferir para sua luxuosa residência o comitê eleitoral que funcionava a todo vapor na Papudinha.
Em 90 dias, Moraes poderá recolher da conjuntura razões para optar entre o rigor médico e a flexibilização política. Façam suas apostas.
A teoria do multiverso sugere que existem inúmeros universos além do nosso, cada um com suas próprias realidades e possibilidades. Assim, alguém que viajasse para o passado não retornaria ao seu próprio universo, mas a um universo alternativo, com uma realidade paralela e suas próprias regras do tempo.
A teoria dos muitos mundos sugere que cada decisão ou evento quântico cria uma ramificação do Universo que representa uma realidade distinta. Isso significa que um viajante poderia interagir com versões alternativas de eventos e criar novas linhas do tempo sem alterar a original.
Questionado sobre o que havia antes do Big Bang, Stephen Hawking respondeu que essa indagação fazia tanto sentido quanto perguntar o que existe ao norte do Polo Norte. Se o próprio tempo começou com o Big Bang, não há que falar em “antes”, pois espaço e tempo formam uma estrutura única desde a singularidade inicial.
Para montar esse quebra-cabeça é preciso entender que o Big Bang não foi uma explosão que aconteceu em algum lugar. Não houve um “ponto no espaço” estourando, mas o espaço inteiro começando a se expandir. Tempo, espaço, energia, matéria — tudo veio no mesmo pacote inicial. Assim, não há que falar em "antes" disso, já que o próprio significado da palavra "ontem" depende da existência do tempo.
A metáfora do Polo Norte é um exemplo em que a lógica dá nó no cérebro, mas fica mais fácil de entender se considerarmos que Hawking propôs um universo sem "ponto inicial" nem "singularidade infinita". Segundo ele, o tempo no começo do cosmos se comportaria como a latitude perto dos polos, diminuindo gradualmente até um limite geométrico, e não até uma trinca na realidade onde tudo descamba para o infinito. Nesse contexto, o tempo não começa; ele simplesmente se curva.
Talvez alguém ainda surja com uma teoria da gravidade quântica em que o antes do Big Bang deixe de ser uma impossibilidade conceitual e se torne um campo legítimo de investigação. Até lá, não existe nada ao norte do Polo Norte nem ao sul do Polo Sul, mas a física não seria física se não oferecesse meia dúzia de modelos alternativos no reino das hipóteses, onde tudo é possível e nada é comprovado. Se nos balizarmos pelo modelo padrão, que realmente tem evidências robustas, perguntar o que havia antes não faz sentido, já que o tempo e o universo nasceram ao mesmo tempo (se me concedem o trocadilho).
Mas, de novo, vale lembrar que várias perguntas começaram absurdas e terminaram inaugurando novas áreas da ciência. Dito isso, a questão não é descabida, apenas prematura, de modo que convém deixar a porta aberta. Vai que o futuro da física resolve surpreender.
Continua…
