SE A VIDA É UM BURACO, SÃO PAULO É CHEIO DE VIDA.
Os buracos negros foram previstos no início do século passado e permaneceram no campo das teorias até 2019, quando foram publicadas as imagens que Event Horizon Telescope capturou, dois anos antes, do M87*.
Indícios de um buraco negro localizado na constelação Cygnus foram observados em 1964, mas não havia uma única imagem direta até a publicação das fotos do M87*, que são consideradas a prova cabal da existência desses corpos celetstes.
A existência dos buracos de minhoca ainda não foi comprovada experimentalmente. Acredita-se que eles fiquem nas imediações ou nas profundezas de alguns buracos negros e funcionem como atalhos (ou portais) cósmicos, encurtando a distância entre dois pontos do espaço-tempo — não necessariamente no mesmo universo nem na mesma linha temporal.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Assim como Lula não pode dizer que foi “inocentado” das acusações que o levaram à cadeia no âmbito da Lava-Jato — porque seus processos foram anulado a pretexto de uma questão de competência territorial o ministro Fachin já havia rejeitado pelos menos dez vezes —, Flávio Bolsonaro também não foi “inocentado” das "RACHADINHAS" — até porque ele não chegou sequer foi julgado, também graças a filigranas jurídicas.
O primogênito do refugo da escória da humanidade considera legítimo que policiais mafiosos se juntem para cobrar de moradores de favelas pelo serviço de segurança pelos quais eles já recebem salário do Estado.. Como no caso das “rachadinhas”, o ex-deputado dos panetone e das mansões de 6 milhões, hoje senador e pré-candidato ao Planalto, negou qualquer relação com milicianos, dizendo-se vítima de “falsas narrativas”.
Nem o molusco canceroso, nem o filho do golpista. O Brasil clama por um presidente sério, experiente e de reputação ilibada, não por um macróbio ex-condenado por corrupção nem de um "rachadista" desprovido de vergonha na cara e sem experiência administrativa que lhe permita sequer presidir uma assembleia de condomínio da periferia.
Uma hipotética espaçonave que atravessasse um buraco de minhoca levaria alguns segundos para para fazer uma viagem que, em linha reta pelo cosmos, demoraria séculos ou milênios, mesmo com a velocidade da luz (1.079.252.848,8 km/h). No entanto, considerando que o buraco negro mais próximo descoberto até agora — Gaia BH1 — fica a mais de 15 trilhões de quilômetros, chegar até lá viajando com a velocidade da luz levaria cerca de 1.600 anos. Uma vez que a sonda espacial mais veloz lançada até agora — Parker Solar Probe — alcançou 692 mil km/h, essa viagem demoraria 2,5 milhões de anos.
Numa definição simplista, mas adequada aos propósitos desta abordagem, a “gravidade” é uma distorção no espaço-tempo causada por qualquer objeto massivo. Quanto mais massivo for o objeto, maior será sua gravidade. Foguetes e sondas espaciais conseguem vencer o campo gravitacional terrestre e ganhar o espaço sideral, mas a atração exercida pelo horizonte de eventos dos buracos negros é tamanha que nem mesmo a luz consegue escapar. E quanto maior a massa do buraco negro, mais curvado fica o espaço-tempo e, consequentemente, mais o tempo se dilata.
Nas imediações dos buracos negros, os relógios registram a passagem do tempo mais devagar do que a milhares ou milhões de quilômetros de distância. É o que acontece no filme Interestelar: enquanto os astronautas passam um ano próximos a um desses objetos supermassivos, oitenta anos transcorrem na Terra. Em tese, seria possível viajar para o futuro aproximando-se de um buraco negro — e mantendo uma distância segura de seu horizonte de eventos —, permanecer por lá durante algum tempo e retornar à Terra em algum momento do futuro. Mas voltar ao passado é bem mais complicado.
Os físicos acreditam que os buracos negros distorcem o tempo a ponto de criar uma curva fechada do tipo tempo que levaria ao momento em que o buraco negro foi criado. Ou seja, os astronautas entrariam nessa “máquina do tempo” no presente e sairiam no passado. No entanto, se o buraco negro tivesse surgido depois do Jurássico, de nada adiantaria entrar por ele para saborear um suculento filé de brontossauro na boa companhia de Fred Flintstone.
Entrar em um buraco negro para encontrar o loop temporal implica cruzar o horizonte de eventos e sair dele para chegar ao passado. Para que isso seja possível, é necessário viajar mais rápido que a luz — e até onde se sabe, nada pode superar a velocidade com que a luz se propaga no vácuo. Mas não é só: a aproximação do horizonte de eventos causaria um efeito chamado “espaguetificação”, que espirala os átomos do corpo do viajante rumo ao vazio.
A despeito de haver diversas teorias conspiratórias envolvendo supostos viajantes do tempo, ninguém, até onde se sabe, se deslocou para o passado ou para o futuro e voltou para contar a história. Mesmo assim, saber se tal façanha é ou não possível continua a fascinar os cientistas. Também não faltam supostas descobertas de como “quadrar os números” para livrar as viagens ao passado dos paradoxos.
A dinâmica clássica diz que conhecer o estado de um sistema em um determinado momento pode nos contar toda a história do sistema. Além disso, teoria da relatividade admite a existência de loops de tempo nos quais um evento pode estar tanto no passado quanto no futuro. Em outras palavras, o espaço-tempo pode se adaptar para evitar paradoxos.
Imagine um viajante do tempo que retorna ao passado para impedir que uma virose se espalhe. Se sua missão for bem-sucedida, não haveria nenhuma virose que exigisse sua volta ao passado para eliminar. Talvez o vírus escapasse de outra maneira, por uma rota diferente ou por um método diferente, mas isso removeria o paradoxo. Por outro lado, independentemente do que o viajante do tempo fizesse, a disseminação da doença não seria interrompida.
Esse exemplo aborda processos determinísticos (não-aleatórios) em um número arbitrário de regiões no continuum espaço-tempo e demonstra como as curvas fechadas do tipo tempo podem se encaixar nas regras do livre-arbítrio e da física clássica. Outra abordagem não só admite a possibilidade das viagens no tempo, como sustenta que as ações dos viajantes não criam paradoxos (cada resultado ocorre numa linha de tempo diferente, evitando que o “presente” dos viajantes seja alterado). E a matemática confirma essa possibilidade — ou seja, os resultados não são mera ficção científica.
Estudos da mecânica quântica sugerem que multiversos paralelos ao nosso podem existir no mesmo espaço-tempo, e que, à medida que se realiza um experimento quântico com diferentes resultados possíveis, cada resultado ocorre em um universo paralelo. Outra teoria sobre multiversos sustenta que nosso Universo é uma bolha, e que existem inúmeros universos-bolha semelhantes, imersos em um mar energizado e em eterna expansão. Entretanto, nenhuma dessas teorias conseguiu prever com precisão em que tipo de universo estamos inseridos.
Dobrar o espaço-tempo para voltar ao passado continua sendo o fruto mais cobiçado, e ainda inalcançado, da “árvore da relatividade”. As máquinas do tempo que os cientistas são meramente conceituais, ou seja, existem apenas como cálculos em uma página. Mas não há nada como o tempo para passar, e talvez um dia cheguemos lá.
As viagens no tempo são tratadas com ceticismo por boa parte da comunidade científica, mas a história está repleta de exemplos de pioneiros que foram ridicularizados por suas ideias até que o tempo provasse que eles estavam certos. Foi assim com Nicolau Copérnico, que desafiou o geocentrismo, com Joseph Lister, que revolucionou a medicina com a desinfecção, e com Alfred Wegener, que propôs a teoria da deriva continental, entre tantos outros.
Além disso, Einstein teria dito que "o impossível só é impossível até que alguém duvide e prove o contrário".
Continua...
