segunda-feira, 6 de abril de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE

TIMOR MORTIS EST PATER RELIGIONIS.

Segundo o princípio da parcimônia — também conhecido como Navalha de Ockham —, quando há várias explicações possíveis, a mais simples é a mais provável, mesmo que não seja necessariamente a correta


De acordo com Sherlock Holmes — detetive criado pelo escritor e médico escocês Arthur Conan Doyle —, uma vez descartado o impossível, o que sobrar, por mais improvável que pareça, deve ser a verdadeMas há segredos que não devem ser revelados e mistérios que jamais serão explicados.


Como explicar o sincronismo comportamental que ocorre na natureza — de forma muitas vezes inconsciente —, como milhares de estorninhos voando em perfeita coreografia, como se fossem um só, se a física clássica trata esse fenômeno como uma impossibilidade? Talvez o "x" da questão seja o fato de nos vemos como indivíduos, quando na verdade fazemos parte de um organismo muito maior. Com bem disse Einstein, cada um de nós representa uma parte do todo chamado Universo, e o que pensamos e sentimos como algo separado é apenas uma ilusão criada por nossa consciência. 


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


No tempo da Lava-Jato, a delação premiada gerou intensas controvérsias. A lei que regulamenta o assunto passou a conter parâmetros mais claros de aplicação, e PF e PGR — a quem cabe assegurar equilíbrio, integridade e garantias fundamentais — têm se mostrado mais exigentes, com critérios rigorosos de corroboração de fatos narrados pelo colaborador.

Agora, o assunto volta ao centro do debate em meio a investigações de grande repercussão, como Master, INSS e Carbono Oculto. Até assinar o termo de confidencialidade, Vorcaro precisava decidir entre cooperar com as autoridades ou guardar o silêncio. Os desdobramentos indicam que ele escolheu a primeira alternativa. No entanto, como se viu desde a Lava-Jato, quem fala primeiro tende a fechar acordos melhores do que quem fica para depois, que pode acabar sem nada a oferecer.

Esse é o pano de fundo para todas as discussões da República — dos penduricalhos no Supremo Tribunal Federal à contenção do preço do diesel no governo Lula, passando, claro, pelas pesquisas eleitorais — e o responsável pelo clima de desconfiança que impera em Brasília.


Declarações semelhantes foram feitas por Leonardo da Vinci, Benjamin Franklin e outros pensadores de alto coturno, mas a maioria dos cientistas ainda acredita que sincronismo comportamental é balela, e que esses organismos reagem uns com os outros com tal rapidez que a diferença temporal se torna quase imperceptível.


É possível que os estorninhos e os peixes se movam em bando, como uma coisa só, porque formam um organismo completo, como as células que compõem o nosso corpo, e isso torna o sincronismo perfeitamente natural. Mas câmeras de vídeo de altíssima velocidade acopladas a relógios atômicos nos dois extremos de um cardume mostraram que essa reação pode ser mais rápida que a luz — outra impossibilidade, já que física clássica define “c” — 299.792.458 m/s — como limite universal.


E agora, José?


Continua...