PARA RESOLVER OS PROBLEMAS DOS OUTROS, TODO MUNDO TEM SABEDORIA DE SOBRA.
A poeira e a gordura dos dedos maculam a tela de celulares, monitores e televisores. Para fazer a limpeza, recomenda-se usar panos de microfibra — que são macios, não soltam fiapos nem arranham a tela —, evitar solventes à base de aguarrás ou Thinner, limpa-vidros (como Vidrex) e produtos à base de amônia (como Ajax) ou cloro (como Cândida e outras águas sanitárias).
O mesmo vale para desinfetantes, limpadores em aerossol e polidores de metais (como Kaöl ou Brasso). No caso do álcool, use somente o isopropílico, que não contém água e é menos agressivo.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Em 1988, após deixar a caserna pela porta lateral, Bolsonaro elegeu-se vereador. Dois anos depois, foi um dos deputados federais mais votados no Rio de Janeiro. Ao longo dos 27 anos no baixo clero da Câmara, aprovou 2 míseros projetos e colecionou dezenas de processos.
Em 2014, o advogado Gustavo Bebianno passou a enviar emails de cumprimentos ao deputado Jair Bolsonaro, de quem se declarava fã devido a seu “patriotismo”. Em 2017, ao saber que o então pré-candidato ao Planalto estaria num clube de golfe no Rio, correu para encontrá-lo, levando consigo cópias impressas dos emails (que jamais foram respondidos) como prova da antiguidade de sua admiração. Mais adiante, defendeu seu ídolo em diversos processos sem cobrar um tostão. Foi ele quem levou Bolsonaro para o PSL em março de 2018, quem coordenou sua campanha presidencial e quem presidiu o partido durante as eleições. De acordo com o empresário Paulo Marinho, que abrigou em sua casa o comitê de campanha, houve três grandes responsáveis pela vitória do capetão: Bebianno, o publicitário Marcos Carvalho e o esfaqueador inimputável Adélio Bispo de Oliveira, nessa ordem. O resto é folclore.
Valendo-se da condição de convalescente da facada que levou a um mês do segundo turno do pleito de 2018, Bolsonaro se recusou a participar dos debates — que inevitavelmente exporiam seu acachapante despreparo. Mesmo assim, a récua de muares desprovida de neurônios deu de ombros para os demais postulantes ao Planalto e enviou para o embate final o refuto da escória da humanidade e o preposto do demiurgo de Garanhuns (lembrando que o xamã petista teve a candidatura cassada por estar cumprindo pena em Curitiba). Assim, restou à parcela pensante do eleitorado — que teria votado no próprio Belzebu para impedir a volta do PT apoiar um sujeito tosco, polêmico, oportunista, populista, parlapatão, admirador confesso dos anos de chumbo da ditadura militar e defensor de opiniões "peculiares", digamos assim, sobre tudo e todos. Como era de esperar, essa sumidade se tornaria um mandatário impopular aos olhos de seus governados, um pária aos olhos do mundo e o alvo preferido de uma imprensa que não o suportava — e o sentimento era mútuo. Como todo populista que se preza, Bolsonaro contava com séquito de fanáticos fiéis que o seguiam cegamente — os “bolsomínions”, que somavam cerca 30% do eleitorado e agiam como os militantes esquerdopatas, só que com a polaridade político-ideológica invertida.
Voltando a Bebianno, em reconhecimento pelos bons serviços prestados pelo então amigo e admirador, Bolsonaro nomeou-o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, mas demitiu-o cerca de 40 dias depois, “envenenado” pelas intrigas urdidas pelo "pitbull" Carlos Bolsonaro, que sempre se roeu de ciúmes da amizade do pai com o assessor. E assim teve início o que viria a ser uma longa lista de auxiliares que se converteram em desafetos nos meses subsequentes — entre os quais Alexandre Frota, Joice Hasselmann, o General Santos Cruz e Sérgio Moro — e foram prontamente atacados e tratados como comunistas, antipatriotas e traidores pela súcia de convertidos que, acometidos de cegueira mental, bebiam as palavras do Messias que não miracula. Mais adiante, Bebianno lançou sua pré-candidatura à prefeito do Rio de Janeiro, mas morreu em 14 de março de 2020, aos 56 anos, quando estava em seu sítio em Petrópolis — consta que ele passou mal, sofreu uma queda e foi a óbito. Seu corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Teresópolis e o laudo apontou infarto fulminante..
Ao ser demitido, Bebianno disse ter "amor" e "afeto" por Bolsonaro e declarou não ter dúvida de que seu governo “seria um sucesso”. Pouco antes de morrer, reconheceu que devia desculpas ao país por ter viabilizado a candidatura do ex-chefe, que, segundo ele, se tornara arrogante, autoritário e excessivamente influenciado pelos filhos “mimados e soberbos”. Em entrevistas, afirmou que o capetão demonstrava “traços de psicopatia” e que tratava as pessoas como meros capachos. Sua morte gerou especulações nas redes sociais, mas não surgiram evidências concretas que contrariassem a conclusão médica.
“Um dia o Brasil saberá quem Bolsonaro realmente é", disse Bebianno. Vindo de alguém que conviveu intensamente com o dejeto em forma de gente durante a campanha e no início do governo, a declaração ganhou forte repercussão, passou a ser frequentemente lembrada por críticos e ex-aliados e acabou adquirindo um tom quase profético. Para muitos, foi um alerta de alguém que conheceu de perto o funcionamento do núcleo bolsonarista e saiu profundamente decepcionado.
Jamais borrife água ou outro líquido diretamente na tela. Evite usar papel toalha, panos ásperos, esponjas ou camisetas velhas, e jamais pressione o display com força durante a limpeza, pois isso pode danificar os pixels ou causar manchas permanentes.
Boa faxina.
