domingo, 22 de junho de 2025

O SEGREDO DA PIPOCA DE CINEMA

ENTERRAR OS MORTOS, CUIDAR DOS VIVOS E FECHAR OS PORTOS.

Vestígios do milho Zea mays everta encontrados em cavernas no México sugerem que a pipoca já fazia sucesso milhares de anos antes de se tornar a estrela das sessões de cinema.  

 

Nos Estados Unidos, ela começou a ser vendida em feiras e parques no século XIX. Com os primeiros cinemas, vieram os pipoqueiros e seus carrinhos, e, mais adiante, o hábito de comer pipoca em frente à televisão. Em 1981, a gigante americana General Mills registrou a primeira patente de pipocas de micro-ondas, contribuindo para aumentar significativamente o consumo. Atualmente, as vendas de refrigerante e pipoca chegam a representar mais de 80% da receita das salas de exibição.


Observação: Uma ida ao cinema virou um programa caro: um balde de pipoca pode custar mais de R$ 30, e um refrigerante grande, R$ 15. Em casa, a pipoca de micro-ondas é uma alternativa prática, mas não exatamente econômica: um pacote de 100 g com cobertura de manteiga chega a custar R$ 10 — o dobro do preço de um saquinho de milho premium de 400 g, que rende muito mais.


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Acreditava-se que a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado seria como uma lufada de ar fresco numa catacumba, mas só mudaram as moscas — a merda continuou exatamente a mesma. Motta e Alcolumbre atuam em parceria para fortalecer o Legislativo frente ao Executivo, e a tensão aumenta conforme as eleições se aproximam e a rejeição a Lula cresce nas pesquisas. 

Como desgraça pouca é bobagem, os gastos do governo federal cresceram quase o dobro do aumento da arrecadação. Em vez de cortar gastos, Haddad se curva a Lula, que prefere aumentar impostos para bancar o tão ambicionado quarto mandato. 

Às vésperas do período eleitoral, seria ingênuo esperar que o governo mudasse as regras que garantem recursos para seus projetos eleitoreiros. Ao Congresso, por sua vez, interessa preservar as emendas parlamentares — que saltaram de R$ 35,6 bilhões para R$ 50,4 bilhões no governo Lula 3.

Há tempos que o Brasil é governado como uma usina de processamento de esgoto, onde a merda entra por um lado e sai pelo outro — o que mais poderia sair? Entre a porta de entrada, aberta nas eleições, e a de saída, com a muda de governo, a merda muda de aparência, troca de nome, recebe nova embalagem, mas continua sendo merda. E o povo continua fazendo a cada dois anos, por ignorância, o que Pandora fez uma única vez, por curiosidade.

Triste Brasil. 

 

O que muita gente não sabe é que hidratar o milho antes do preparo não só resulta em pipocas maiores, mais aeradas e fofinhas como diminui significativamente os “piruás” (como são chamados os grãos que não estouram ou ficam pequenos e duros). Portanto, coloque a quantidade desejada de milho em um recipiente, cubra com água, deixe de molho por 15 minutos, escorra bem (para que os grãos não fiquem encharcados), leve à panela com óleo, azeite ou manteiga e espere a mágica acontecer.

 

O segredo da pipoca igual à do cinema é aquecer em fogo médio/alto duas colheres (sopa) de óleo de coco por xícara (chá) de milho de qualidade superior, colocar dois ou três grãos na panela e, quando eles estourarem, despejar o restante do milho, baixar o fogo, tampar a panela, mexê-la ocasionalmente para o calor se espalhar de maneira uniforme e deixar uma pequena abertura na tampa para o vapor sair (isso ajuda a pipoca a ficar bem sequinha). 


Quando o intervalo entre os estouros for de 2 a 3 segundos, desligue o fogo, deixe a panela tampada por mais 1 ou 2 minutos para que os últimos grãos estourem, transfira as pipocas para uma travessa e tempere com sal fino, pimenta do reino ou calabresa e o que mais a sua criatividade mandar. 


Se quiser sua pipoca amarelinha como a do cinema, derreta manteiga clarificada em outra panela e despeje-a ainda quente sobre a pipoca já pronta, mexendo bem antes de salgar. 

sábado, 21 de junho de 2025

MICROSOFT WORD X GOOGLE DOCS

SE CADA VEZ QUE ERRO FICO MAIS SÁBIO, QUANDO MORRER EU SEREI UM GÊNIO.

Lançado na década de 1980, quando o Windows ainda era uma interface gráfica que rodava no MS-DOS, o MS Word se tornou o processador de texto mais popular do planeta e ganhou recentemente um brilho extra com a integração da IA Copilot.

Já o Google Docs, lançado em 2006 como parte do Google Workspace, conquistou muitos usuários pela interface limpa e intuitiva, por incluir ferramentas como Google Planilhas e Google Apresentações, e pela gratuidade.

Ambas as suítes permitem criar, armazenar, compartilhar e imprimir documentos de forma simples e eficiente. A escolha certa, porém, depende das necessidades e preferências do usuário: o Google Docs é ideal para quem busca um editor prático, com recursos básicos de edição e revisão, enquanto o Word, mais complexo e robusto, atende melhor a quem precisa elaborar trabalhos acadêmicos ou projetos em empresas que adotam o Pacote Office como padrão.

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Lula semeou a polarização, Bolsonaro a estrumou, e ambos se aproveitam dela para simular um embate entre "o bem e o mal", cada qual no papel que mais lhe convém. O "mito" foi o grande responsável (mas não o único) pela soltura do petista e pela própria derrota em 2022, quando não perdeu para o rival, mas para si mesmo. O problema é que penabundar o capetão custou caro demais: acabamos entregues a um ex-presidiário cuja missão era nos livrar do ora futuro presidiário, e não reencenar uma versão atualizada e piorada dos 13 anos, 4 meses e 12 dias de pesadelo petista. 

Como ações geram reações e as consequências vêm sempre depois, o pontifex maximus da seita do inferno amarga a maior rejeição popular de seu papado. E a situação é ainda mais humilhante porque, noves fora a inflação e o déficit fiscal, os indicadores econômicos estão longe dos piores dias do passado recente. Se essa tendência de queda não se reverter, qualquer outsider que aparecer nas cartelas de pesquisa terá chances reais de despachar o macróbio para casa, para o asilo ou para a ponte que partiu. 

Enterrar a cabeça na areia — como supostamente fazem os avestruzes — desdenhar das pesquisas — como fizeram Bolsonaro et caterva em 2022 — e atribuir o fiasco a "falhas de comunicação”, fake news e algoritmos manipulados não resolve o problema.

Lula e o PT se tornaram um produto político anacrônico, pouco aderente às demandas da sociedade atual. Os cansativos discursos nos quais o autoproclamado parteiro do "Brasil Maravilha" anda de um lado para o outro, com ar messiânico e dedo em riste, dizendo-se predestinado e culpando o antecessor por suas mazelas. É fato que ele escapou do mensalão, tropeçou no petrolão e se safou de situações muito complicadas, mas fato é que não há nada como o tempo para passar. E "o tempo passou na janela, só Carolina não viu".

O Histórico de Versões permite consultar e desfazer todas as alterações feitas em um documento, recurso especialmente útil no ambiente corporativo, pois facilita o controle das edições e eventuais reversões. Além disso, os arquivos do Docs podem ser enviados facilmente para outras ferramentas — como Gmail, Apresentações e Planilhas —, sem falar no Google Tradutor integrado, que possibilita traduzir textos em diversos idiomas diretamente na plataforma.

Apesar da popularização da suíte do Google, o MS Word continua sendo o queridinho de 9 entre 10 usuários, pois oferece ampla variedade de opções de formatação, diagramação e edição, além de uma galeria com modelos prontos para diferentes tipos de documentos, como relatórios, currículos e folhetos. Para o texto, ferramentas complexas permitem editar estilos de parágrafo, fontes, espaçamento entre linhas, recursos avançados de formatação e funções eficazes de correção gramatical e ortográfica. Isso sem mencionar que o software se integra facilmente a outros serviços da Microsoft, permitindo importar planilhas do Excel e slides do PowerPoint, enviar textos diretamente para o Outlook e salvar arquivos no OneDrive.

Com a integração ao Microsoft Copilot, os usuários podem solicitar ao assistente de IA o aprimoramento da redação, um resumo do conteúdo ou até mesmo a criação de um documento do zero a partir de comandos simples. Também é possível acessar e editar arquivos compartilhados, inserir comentários e sugestões, escolher o tipo de citação ou bibliografia e adicionar referências formatadas automaticamente conforme as regras exigidas.

Além dos recursos já citados, o Word conta com ferramentas como o Teste de Legibilidade — que fornece estatísticas para indicar se o texto está claro e fácil de ler — e a Leitura Avançada, que reproduz o conteúdo em voz alta e oferece opções para tornar a leitura mais confortável. Um de seus principais atributos, aliás, é a ampla possibilidade de customização, que permite criar atalhos, layouts, formatações e regras personalizadas conforme as necessidades do usuário.

A escolha é sua.

sexta-feira, 20 de junho de 2025

MITOS SOBRE CELULARES, BATERIAS E RECARGAS

O FRACO TEME A MORTE, O IGNORANTE CLAMA POR ELA, O VALENTE A PROCURA E O SENSATO A ESPERA.

Os celulares surgiram como telefones sem fio de longo alcance, mas o lançamento do iPhone (2007) os promoveu a microcomputadores ultraportáteis — lembrando que, onze anos antes, a Nokia lançou o 9000 Communicator, que já permitia acesso à internet, desde que o usuário estivesse na Finlândia.

Os dumbphones passavam dias longe da tomada porque eram usados basicamente em chamadas de voz e mensagens de texto. Já os smartphones rodam sistemas complexos e executam os mais diversos aplicativos — que não raro permanecem ativos em segundo plano o tempo todo —, daí seu consumo energético ser muito maior e sua autonomia, menor.


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As coisas não vão bem para Lula. Segundo o Datafolha, seu governo só é aprovado por apenas 28% dos entrevistados. A chance de um presidente se reeleger com esse nível de avaliação é muito baixa — mas dos petistas pode-se esperar qualquer coisa, até fazer o diabo para ganhar uma eleição. Quem não se lembra do dossiê falso contra José Serra, em 2006, ou das promessas impossíveis na campanha de 2022, como a elevação do Bolsa Família para R$ 600 mais R$ 150 para cada criança de até 6 anos, mesmo sabendo que isso não caberia no Orçamento? 

O fato é que o demiurgo de Garanhuns já não engana ninguém, sobretudo quando diz que Deus deixou o Nordeste sem água porque sabia que ele, Lula, seria presidente. Alguém em sã consciência acredita que um governo com a aprovação em queda livre tomará medidas impopulares, como promover cortes nos benefícios sociais para equilibrar as contas públicas? É mais fácil galinha criar dentes. 

Apesar da baixa escolaridade, Lula se passa por um estadista empertigado, conhecedor de todas as asperezas que impedem as nações do mundo de deslizarem em patins sobre a pista de gelo da fraternidade universal. Jacta-se de ser um sujeito de sorte — e não sem razão: o menino subnutrido, que veio de pau de arara desde o agreste pernambucano em busca de uma vida melhor, transformou-se em um nobre nascido num castelo medieval da Áustria. Sua terceira passagem pela presidência é algo inusitado: as férias compulsórias que ele gozava numa cela VIP da PF do Paraná foram interrompidas por uma insólita do STF. Lula foi praticamente intimado a ser novamente candidato à Presidência, e nem precisou se esforçar em campanha: o circo já estava montado para a sua vitória apertada (menos de 2% de vantagem sobre o adversário). 

Apesar dos garranchos verbais com que se expressa, Lula tem o dom da palavra fácil e a capacidade de um papagaio adestrado para decorar textos. Adora fazer turismo internacional sob o pretexto de tratar de assuntos diplomáticos e econômicos do país — e quem voa com ele voa tranquilo, pois seu avião parece ser imune a panes.

Lula diz ser um homem do povo e para o povo, mas está cagando e andando para o destino do País. O Orçamento da União não é da conta dele. Interessam-lhe projetos assistencialistas eminentemente eleitoreiros, como Minha Casa, Minha Vida e salário de R$ 500 para os desempregados, entre outras promessas descabidas. 

Como se nao bastasse a avalanche de necessitados no Brasil, Lula perambula pelos sete continentes, prometendo assistência aos depauperados. Sua bandeira de pregação é: onde existir um pobre no mundo, estarei junto para ajudar. Pelo bem do Brasil, torçamos para que não aconteça outro Lula.

Na Argentina, o fim de uma impostura poderia ser também o fim de uma impostora. Qualquer semelhança com nossa republiqueta de bananas não é mera coincidência. Resta saber se, por lá, não vão dar um jeitinho — tal como fazem aqui. No que me diz respeito, Cristina Kirshner já vai tarde.


Entende-se por autonomia o tempo durante o qual o dispositivo funciona sem precisar de recarga. Ela varia conforme a amperagem, o consumo energético do aparelho e o perfil do usuário. Quanto maior a amperagem, maior a autonomia — uma bateria que opera a 12 V e fornece 2 A tem uma potência instantânea de 24 W.

 

Observação: A voltagem é a "força" da corrente elétrica, e a amperagem (ou corrente), a "quantidade de eletricidade" que flui entre a bateria e o dispositivo. Para descobrir a potência do carregador, basta multiplicar um valor pelo outro. 

 

As baterias modernas (de íons ou polímeros de lítio) recarregam mais rapidamente do que as antigas (de níquel-cádmio) e não estão sujeitas ao "efeito memória", de modo que não precisam ser esgotadas totalmente antes de cada recarga. Por outro lado, mesmo uma bateria de 6.000 mAh não desobriga um heavy user de um pit stop entre as recargas completas. 

 

Enquanto investem em tecnologias inovadoras — como a minibateria nuclear, que promete durar décadas, ou até milênios —, os fabricantes recorrem a paliativos, como o carregador rápido de 240 W da Realme, que promete recarga total de aparelhos compatíveis em menos de 10 minutos. Entretanto, reduzir o tempo de recarga não soluciona o problema da autonomia. 


Muitas das dicas que ainda circulam por aí sobre o uso e a recarga de celulares vêm do tempo dos dumbphones. Como nem tudo o que fazia sentido há 20 anos continua valendo hoje, convém revisar alguns cuidados realmente úteis para preservar a saúde da bateria e evitar problemas com o seu aparelho:


— Para ganhar umas horinhas adicionais longe da tomada, reduza o brilho da tela, ative o modo economia de energia. desate notificações desnecessárias; encerre aplicativos em segundo plano, desligue o Wi-Fi, o Bluetooth e a localização sempre que esses recursos não forem necessários, e ajuste o tempo de bloqueio para 30 segundos.

 

— Carregadores e cabinhos "xing-ling" custam barato, mas fornecem voltagem inconsistente e podem danificar a interface de carregamento e/ou abreviar a vida útil da bateria. Prefira utilizar produtos originais ou de marcas homologadas pelo fabricante do seu aparelho, que operam de forma "inteligente", prevenindo superaquecimento e outros danos que os carregadores genéricos podem causar.


— Os cabos USB se conectam fisicamente a vários dispositivos, mas isso não garante o fornecimento seguro de energia. Carregadores diferentes produzem níveis variados de energia, e exceder o limite suportado por alguns dispositivos pode resultar em avarias irreversíveis. 

 

— Iniciar a recarga quando o indicador marcar 20% e interrompê-la aos 80% ajuda a preservar a vida útil das baterias. Ainda que os aparelhos sejam desligados automaticamente quando o nível de carga atinge algo entre 3% e 1%, evite deixá-los chegar a esse ponto — lembrando que, mesmo quando o indicador marca 0%, ainda resta uma pequena reserva de energia que impede a descarga completa.

 

— Usar a porta USB do PC ou a tomada 12 V do carro para recarregar o celular não danifica a bateria, mas retarda consideravelmente o processo; só recorra a essas opções quando não houver uma tomada por perto.

 

— Pode-se usar smartphone durante a recarga, mas ativar o "modo avião" agiliza o processo, e desligar o aparelho ainda dá um "refresh" ao sistema operacional. Se você costuma deixar o telefone ativo e operante durante a recarga, evite atividades exigentes — jogos, vídeos e aplicativos que demandam muito do processador aumentam consideravelmente o tempo de recarga.

 

— Evite deixar o telefone carregando durante a noite. O sistema interrompa a passagem de energia quando a bateria atinge 100% de carga, mas isso pode não funcionar com baterias, carregadores e cabos de marcas genéricas, como aqueles vendidos pelos "melhores camelôs do ramo".

 

Por último, mas não menos importante: prevenir acidentes é dever de todos. 

quinta-feira, 19 de junho de 2025

DO GÊNESIS A MARTE — HUMANOS OU MARTIANUS?

E AQUELES QUE FORAM VISTOS DANÇANDO FORAM JULGADOS INSANOS POR AQUELES QUE NÃO CONSEGUIAM OUVIR A MÚSICA.

Consta que Moisés escreveu o Gênesis (primeiro livro do Velho Testamento) no final do século VIII a.C., enquanto guiava o povo hebreu na busca pela terra que Jeová prometera a Abraão e seus descendentes. Embora dominasse os segredos das águas (pois não só abriu o Mar Vermelho como tirou água de uma pedra com seu cajado), o autor do Pentateuco só chegou (se é que chegou) a Canaã após caminhar durante 40 anos pelo deserto do Sinai. Sem falar que o conceito de "terra prometida" só faria sentido quase 3 mil anos depois, com a criação do Estado de Israel


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Einstein teria dito que duas coisas são infinitas: o Universo e a estupidez humana. Se ainda caminhasse entre os viventes, ele certamente incluiria na lista a insanidade do governo Lula no afã de obter mais dinheiro e continuar a farra irresponsável de ações supostamente sociais. Diante do insucesso do aumento do IOF, Haddad partiu para a elevação de impostos e a tributação de investimentos como as Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio. 

Para o governo, o que importa é a satisfação de seus próprios interesses, ainda que isso implique sacrificar o crescimento do Brasil. E como Lula e o PT vêm levando uma surra — merecida — nas redes sociais, já que o governo é ruim, tem um ministro da Fazenda apelidado de "Taxxad", é irresponsável por não cumprir as metas fiscais e ainda rouba dos aposentados e pensionistas do INSS, a palavra de ordem passou a ser: regular as redes sociais. A exemplo do general Costa e Silva (27.º presidente do Brasil e segundo da ditadura militar), que dizia preferir “elogios construtivos” a críticas construtivas, Lula não gosta de críticas — e tampouco da imprensa, mas aí o sentimento parece ser mútuo.

Bolsonaro, por sua vez, prestou depoimento ao STF vestido em pele de cordeiro, e se esforçou para não piorar sua situação jurídica com confrontos como os que alimentaram sua persona política. Resta saber se seus apoiadores o verão como um homem prudente, premido pelas circunstâncias, ou como um valente de fancaria — que já havia se recolhido ao silêncio, corrido para fora do país depois da derrota e que agora chama de "malucos e pobres coitados" os que o defendiam na porta dos quartéis. A triste figura modulada na arte do possível com a qual o "mito" se apresentou no tribunal não se coaduna com o arquétipo do rebelde incivilizado cultivado por ele durante anos e que tantos adeptos conquistou. 

Já seu primogênito — celebrizado pelas rachadinhas, pelas mansões milionárias e pelos panetones com toque de Midas — exibe sinais de esgotamento da estratégia de manutenção fictícia da candidatura do pai, como ficou claro em entrevista em que prega que o eventual representante da extrema-direita que se eleger em 2026 conceda um indulto que ele considera difícil de passar pelo crivo das togas sem o "uso da força". Na visão do filho, a solução para evitar tumultos e risco de rupturas seria a concessão de anistia ampla como "saída honrosa" para o pai, para "Xandão" — por presumido abuso de autoridade — e para o Congresso — "por ter deixado de defender institucionalmente parlamentares". Ao reconhecer que ninguém vai encarnar o candidato disposto a fazer isso, zero um vende terrenos na Lua mediante métodos hostis à realidade madrasta. 

Mas não é só: ao longo das investigações sobre a espionagem ilegal realizada por servidores da Abin, a PF identificou uma conversa na qual o deputado Alexandre Ramagem, ex-diretor do órgão, e Jair Bolsonaro discutiram supostas irregularidades cometidas por auditores da Receita Federal na elaboração de um relatório de inteligência fiscal que originou um inquérito que teve o primogênito do "mito" entre os alvos. Durante a gravação, Ramagem afirmou que "seria preciso instaurar um procedimento administrativo para anular a investigação e retirar alguns auditores de seus cargos". 

O relatório da PF aponta ainda que integrantes da chamada "Abin paralela" tentaram levantar "podres e relações políticas" dos auditores da Receita. Ramagem e Bolsonaro foram indiciados na última terça-feira. Em ocasiões anteriores, eles negaram a existência de estrutura paralelas na agência e a participação em espionagens ilegais. 

Segundo o Gênesis, o mundo e tudo o que nele existe foi criado em seis dias. Com base na cronologia mencionada nos "textos sagrados", os criacionistas sustentam que a criação teve início em 3761 a.C. O arcebispo irlandês James Ussher foi ainda mais preciso: em The Annals of the World (1658) ele registrou que a obra divina começou pontualmente às 9 horas de 23 de outubro de 4004 a.C., que todas as espécies surgiram ao longo de seis dias subsequentes e jamais sofreram qualquer alteração.  

De acordo com o modelo cosmológico atual, o Big Bang deu início ao Universo há 13,78 bilhões de anos, e nosso sistema solar foi criado há 5 bilhões de anos. A Terra surgiu há 4,5 bilhões de anos, e o Homo sapiens evoluiu do Homo erectus há cerca de 300 mil anos. Mas isso tudo diz respeito ao passado. A pergunta que se coloca é: se um dia colonizarmos outros mundos — como Marte, que fica logo ali, a 225 milhões de quilômetros —, continuaremos sendo Homo sapiens ou estaremos plantando a semente do Homo martianus?

 

O corpo humano foi moldado pelas condições terrestres — gravidade estável, atmosfera rica em oxigênio, água líquida e proteção contra radiações — e cada detalhe de sua biologia funciona em sintonia com esse ambiente. Se a ideia de colonizar Marte se tornar realidade, os seres humanos que habitarão o planeta precisarão de bem mais que uma base com comida, ar e abrigo.

 

A questão mais complexa é como o corpo humano reagiria — e evoluiria — num ambiente com 1/3 da gravidade terrestre, atmosfera rarefeita (composta quase inteiramente por dióxido de carbono) e superfície constantemente bombardeada por radiação cósmica e solar. Mesmo com trajes espaciais e abrigos subterrâneos, seria uma luta diária para sobreviver. Ainda assim, alguns cientistas acreditam que os humanos poderiam se adaptar.

 

Em entrevista ao site IFLScience, o professor de biociência Scott Solomon explicou que viver no planeta vermelho por várias gerações resultaria em mudanças no corpo, nos genes e na aparência dos colonos — mudanças essas que, com o tempo, poderiam ser tão significativas que os marcianos humanos deixariam de ser Homo sapiens e se tornariam "Homo martianus".

 

Na Terra, estamos protegidos da radiação solar e cósmica por uma atmosfera espessa e um campo magnético que não existem em Marte, e a exposição contínua a altos níveis de radiação pode causar mutações no DNA. Vale destacar que essas mudanças podem não ser necessariamente prejudiciais, já que mutações são a base do processo de seleção natural que permite às espécies se adaptarem ao ambiente ao longo do tempo. Em Marte, a taxa de mutação genética mais alta aumentaria a diversidade dentro da população de colonos, acelerando o processo evolutivo. Além disso, doenças como o câncer podem se tornar mais comuns por causa da radiação, mas também podem pressionar o corpo a desenvolver defesas mais eficientes ao longo das gerações.

 

Outra possível mudança evolutiva tem a ver com a cor da pele. Um tipo específico de melanina oferece proteção maior contra os danos causados pela radiação ultravioleta, mas também deixa a pele mais escura. Com o tempo, a seleção natural favoreceria pessoas com mais eumelanina — ou com pigmentos novos, com cores e funções diferentes das que conhecemos na Terra. Assim, é possível que os "homenzinhos verdes" da ficção científica surjam por meio da evolução real. No entanto, a evolução é um processo lento, e gerar uma nova espécie num ambiente tão diferente quanto o do planeta vermelho pode levar milhares de anos.


Vale destacar que a vida fora da Terra impõe desafios sociais e éticos. Os humanos que nascerem e crescerem em Marte suportariam a gravidade terrestre ou seriam tão diferentes que não se adaptariam mais ao planetinha azul? Além disso, diferenças físicas, genéticas e até mesmo culturais poderiam dividir a humanidade em dois grupos, ensejando discussões sobre inclusão, direitos e até sobre o que significa ser humano.

 

Com a ciência e a tecnologia avançando rapidamente, a ideia de pessoas vivendo em Marte deixou de ser mera ficção científica. Se ela se confirmar, talvez o futuro nos apresente uma nova espécie nascida entre as estrelas. Enfim, quem viver verá.

quarta-feira, 18 de junho de 2025

DE VOLTA À META AI

SEGREDO ENTRE TRÊS, SEGREDO DE NENHUM.

Meta AI foi lançada oficialmente em outubro de 2023 e integrada aos principais aplicativos da empresa (WhatsApp, Facebook, Instagram e Messenger). 


O recurso oferece desde sugestões para o jantar a respostas para perguntas de alta indagação científica, além de ser capaz de criar conteúdo visual. No entanto, alguns usuários torceram o nariz, já que a big tech de Zuckerberg utiliza os dados para aprimorar sua inteligência artificial.


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Ao longo das investigações sobre a espionagem ilegal realizada por servidores da Abin, a PF identificou uma conversa entre o deputado Alexandre Ramagem, ex-diretor do órgão, e o ex-presidente Bolsonaro, na qual foram discutidas supostas irregularidades cometidas por auditores da Receita Federal na elaboração de um relatório de inteligência fiscal que originou um inquérito que teve o senador Flávio Bolsonaro entre os alvos. Durante a gravação, Ramagem afirmou que "seria necessário a instauração de procedimento administrativo" contra os auditores "visando anular a investigação, bem como retirar alguns auditores de seus respectivos cargos". O relatório da PF aponta ainda que integrantes da chamada "Abin paralela" tentaram levantar "podres e relações políticas" dos auditores da Receita. Ramagem e Bolsonaro foram indiciados na última terça-feira. Em ocasiões anteriores, eles negaram a existência de estrutura paralelas na agência e a participação em espionagens ilegais.

  

A empresa garante a conformidade com a LGPD e reforça que, como o WhatsApp conta com criptografia de ponta a ponta em todas as formas de comunicação, os dados pessoais da conta do usuário no mensageiro não são compartilhados com suas contas no Facebook e no Instagram. Por outro lado, a prudência recomenda confiar desconfiando. 


Afinal, o que acontece com as perguntas — por vezes pessoais ou mesmo constrangedoras — que fazemos à Meta AI no Instagram ou FacebookSegundo o portal CNBC, esses dados podem acabar sendo compartilhados sem que a gente perceba, e o problema está nas configurações padrão.


Explicando melhor: quando a gente usa a Meta AI vinculada a uma conta pública do Instagram, por exemplo, as perguntas que fazemos podem se tornar visíveis para qualquer pessoa, e a maioria de nós só se dá conta disso quando já é tarde demais. Então, para continuar usando o Meta AI sem correr o risco de expor informações pessoais, o portal sugere seguir este passo a passo:


Faça login em sua conta no Face ou no Insta pelo PC ou pelo celular;

 

— Clique (ou toque, conforme o caso) em sua foto de perfil, no canto superior direito da tela;

 

— Localize a opção "dados e privacidade";

 

— Na aba "sugerir seus prompts em outros apps" (isso inclui o Face e o Insta), desative a opção nos aplicativos em que você não quer que seus prompts sejam compartilhados;

 

— Volte à página principal de dados e privacidade, clique (ou toque) em "gerenciar suas informações";


— Selecione a opção "tornar todos os seus prompts públicos visíveis apenas para você" e clique (ou toque) em "aplicar a todos" para que a mudança valha para todas as suas interações anteriores.

 

— Aproveite o embalo para excluir o histórico dos seus prompts, se quiser apagar o que já foi registrado.

 

Ao tornar seus prompts públicos visíveis somente para você, eles não serão vistos por qualquer outro usuário, seja amigo, contato ou desconhecido, no FacebookInstagram ou Discover feed.  Esse ajuste ajuda a evitar que sua intimidade vire combustível para fofocas nas redes sociais, mas telas e menus não são exatamente intuitivos, o que pode tornar a reconfiguração mais trabalhosa do que seria de esperar.   

terça-feira, 17 de junho de 2025

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 30ª PARTE

SOMENTE OS TOLOS BUSCAM A PERFEIÇÃO; OS SÁBIOS SE CONTENTAM COM A COERÊNCIA.

Viajar a uma velocidade próxima à da luz pode parecer a solução ideal para cruzar distâncias cósmicas sem os efeitos do envelhecimento, mas a sobrevivência dos astronautas depende de avanços significativos em biotecnologia, engenharia gravitacional e proteção contra radiação.


Assim como ocorre após meses em microgravidade na Estação Espacial Internacional (ISS), longas viagens pelo espaço podem provocar atrofia muscular e óssea, alterações cardiovasculares, cálculos renais e outros problemas severos. Além disso, a nave precisaria contar com uma blindagem robusta contra raios cósmicos e partículas de alta energia, que podem causar mutações genéticas, câncer e danos neurológicos irreversíveis. Em velocidades próximas à da luz, mesmo com o tempo passando mais devagar para os astronautas, não se sabe como suas células e tecidos reagiriam a esse “congelamento” relativo.


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Quem sai aos seus não degenera, e filho de peixe, peixinho é. Com a naturalidade de quem comenta o Brasileirão ou a próxima Copa do Mundo, Flávio Bolsonaro disse em entrevista à Folha que o candidato que extrema-direita apoiar precisa se comprometer não apenas a conceder indulto a seu pai, mas também a garantir que o STF não o revogue, mesmo que isso exija “usar a força”. 

Tudo somado e subtraído, o que o filho do pai defende é desfechar em 2027 o golpe que fracassou em 2022 — ou há outra maneira de impor ao Supremo "decisão forçada, dentro das "quatro linhas", que não seja mediante a interpretação distorcida do Art. 142 da Constituição?

Evitar a reeleição de Bolsonaro era fundamental, trazer Lula de volta, opcional, mas custou caríssimo: com a popularidade abaixo do cu do cachorro e encurralado pelo escândalo do INSS, o macróbio emula Dilma — o “poste” que “fez o diabo” para se reeleger em 2014 — para conquistar um quarto mandato.

Resumo da ópera: Flávio Bolsonaro já disse o que o bolsonarismo pretende e deixou claro que a conspiração está em curso, e Lula deixa claro que está cagando e andando para o arcabouço fiscal. Entre uma desgraça e outra, o eleitorado segue firme na intenção de repetir em 2026 o que Pandora fez, uma única vez, sabe Zeus quando. Triste Brasil.


Se retornassem à Terra após anos viajando pelo cosmos, os viajantes encontrariam um mundo profundamente transformado, onde seus amigos já teriam partido e a sociedade, evoluído, e isso poderia causar alienação, depressão e dificuldades de reintegração. A criação de gravidade artificial — seja por módulos rotatórios, seja por tecnologias futuras de manipulação do espaço-tempo —ajudaria a mitigar a atrofia muscular e óssea, sobretudo se combinada a exercícios rigorosos e etapas de readaptação em ambientes com gravidade variável antes do retorno. Mas sem avanços em biotecnologia, engenharia gravitacional e proteção contra radiação, as viagens relativísticas serias fisicamente debilitante — senão fatais.


A hibernação induzida — técnica ainda experimental que consiste em reduzir a temperatura corporal e a taxa metabólica dos tripulantes, diminuindo a necessidade de oxigênio, água e comida — poderia suavizar os efeitos da microgravidade e ajudar a enfrentar os impactos psicológicos do confinamento prolongado. Em estudo publicado na Nature Metabolism, pesquisadores induziram ratos e camundongos a um estado semelhante à hibernação utilizando um pequenos capacetes que emitem ultrassom no hipotálamo, reduzindo a frequência cardíaca em 47% e a temperatura corporal em 3ºC.

Se comprovada viável em humanos, essa tecnologia poderá ser usada em situações de longa espera e escassez, como em viagens interestelares. Mas o desenvolvimento de câmaras de hibernação confiáveis ainda é um desafio, e outras estratégias precisarão ser adotadas: na Estação Espacial Internacional, os astronautas se exercitam por cerca de duas horas diárias, mas missões longas exigem abordagens mais eficazes. A simulação de gravidade por força centrífuga, em naves com módulos rotatórios, surge como uma das alternativas mais práticas.

Isolamento, monotonia e distância da Terra podem gerar estresse e ansiedade. Simulações imersivas, agendas fixas, atividades sociais e interações programadas com amigos e familiares — mesmo com três minutos de delay na comunicação (como ocorre em missões a Marte) — são medidas que podem preservar o bem-estar psicológico. Como levar grandes estoques de comida é inviável, será preciso desenvolver sistemas autossuficientes de produção alimentar. 

Experimentos na estação espacial já demonstram a viabilidade do cultivo de vegetais em microgravidade, enquanto bioimpressão 3D e carne cultivada em laboratório podem suprir a demanda por proteínas, dispensando a criação de animais a bordo. Com monitoramento genético e análise em tempo real, pode-se adaptar as refeições às necessidades individuais, otimizando o metabolismo e prevenindo deficiências nutricionais.

A conferir.