terça-feira, 17 de agosto de 2010

Registro do Windows e Ferramentas de Tweak

Embora seja um sistema altamente personalizável, os ajustes disponibilizados pela interface padrão do Windows representem apenas “a parte visível do iceberg” – a porção oculta, muito maior, está embuçada nos meandros do Registro. Para quem ainda não sabe, o Registro é um repositório dinâmico de dados que armazena uma vasta gama de informações, do hardware e os softwares instalados ao perfil de cada usuário. Toda inicialização é precedida pela verificação desses parâmetros e qualquer falha pode inviabilizar a conclusão do processo e gerar inúmeros transtornos (de uma simples instabilidade à paralisação total do sistema).
Sempre que fazemos qualquer ajuste no Windows – trocamos o plano de fundo, alteramos as propriedades da Barra de tarefas, instalamos novos aplicativos, e daí por diante – estamos promovendo alterações no Registro, ainda que não nos demos conta disso. Em alguns casos, todavia, pode ser preciso editar o Registro manualmente, como a própria Microsoft reconhece, já que no sistema um Editor dedicado (embora não lhe disponibilize um atalho no Menu Iniciar nem um miniaplicativo no Painel de Controle e se exima expressamente de qualquer responsabilidade por danos decorrentes do uso inadequado dessa ferramenta).
Dicas para modificar a aparência e/ou comportamento do Windows mediante a edição do Registro pululam na Web, mas convém tomar muito cuidado ao segui-las: conforme já dissemos, alterações inapropriadas ou mal sucedidas na “espinha dorsal” do sistema podem trazer sérios problemas. Para usuários avançados, o “regedit” é um parque de diversões, mas, para os menos experientes, ele pode se tornar a reencarnação da mitológica CAIXA DE PANDORA. Claro que, no âmbito do software, tudo é reversível; na pior das hipóteses, basta você reinstalar o Windows para recolocar o bonde nos trilhos.
Para convocar o Editor do Registro, clique em Iniciar > Executar, digite “regedit” (sem as aspas) e tecle Enter (ou clique em OK, tanto faz). A tela que se abre em seguida — uma janela parecida com a do Windows Explorer — exibe pastas e subpastas à esquerda e seus respectivos conteúdos à direita (da mesma forma como no Explorer, as pastas podem ser expandidas ou encolhidas pelos sinais de adição e subtração contíguos a elas).
O Registro é formado por chaves, subchaves, seções e entradas de valores organizadas de forma hierárquica. Num PC típico, há milhares delas agrupadas em blocos maiores, que formam as cinco chaves principais, todas iniciadas por HKEY (key significa “chave”, em inglês, mas o H é controverso: alguns autores o associam a Hive – colméia – enquanto outros sugerem Handle – uma construção de programação utilizada para acessar objetos do Windows).
Para economizar tempo, espaço e a paciência do leitor, veremos a seguir somente as principais características das duas chaves mais importantes:

1. HKEY_CURRENT_USER — Esta chave é um atalho, ou seja, ela não existe fisicamente, mas aponta para a chave do usuário ativo (logado no sistema), que armazena informações personalizadas desse usuário (configurações de pastas, de cores de tela e do Painel de Controle, denominadas “perfil do usuário”). Toda vez que o PC é inicializado, o sistema solicita o login e a senha para carregar as configurações pessoais desse usuário específico.

2. HKEY_LOCAL_MACHINE — Esta chave contém informações específicas do computador (para qualquer usuário) e armazena a maior parte das configurações do sistema: programas instalados, toda a configuração de hardware, política de segurança etc. Esta é, sem dúvida alguma, a chave mais importante do Registro.

Amanhã a gente continua.
Abraços e até lá.

8 comentários:

Guará Matos disse...

Vou ler uma "trocentas" vezes mais e vou tentar, eu disse tentar, entender um tiquinho, hehehehehe!
Sou deu fã! Ah, já disse isso, mas é bom confirmar.
Abraços.

Vanda disse...

Depois reclama que eu digo que tem coisa aqui que vc escreve em javanês..... e braile rsrs. Ainda bem que não sou a única a ter "pobremas" de entendimento né Guará.

Beijos e bom dia congelado

lucidreira disse...

Li e reli, mais guardei em lista para uma leitura minusiosa e fazer a lição de casa. Rsrsrsrs. São verdadeiras dicas de curso, para quem como eu está aprendendo as nuances da informatica.
Um abraço meu mestre.

FERNANDO disse...

Também eu admiro seu espaço e suas postagens, brother. Agradeço sua presença diária e sua participação sempre muito bem vinda (não fosse por você e por mais alguns visitantes assíduos, a gente estaria criando moscas em cima da goiabada - risos).
Abraços e até, meu caro.

FERNANDO disse...

Oi, Vanda.
Como eu sempre digo, toda disciplina tem um jargão característico, e a Informática não é exceção (razão pela qual, aliás, eu insisti com meu então parcerio Robério pra incluir um "DICIONÁRIO DE INFORMATIQUEÊS" na nossa coleção de livrinhos.
Entretanto, a despeito desse complicador, eu tento (juro por Deus) trocar tudo em miúdos e proporcionar ao leitor matérias palatáveis - coisa que, pelo visto, não vem funcionando lá muito bem. Prometo melhorar, tá?
Beijos, meu bem, e até mais ler.

FERNANDO disse...

Oi, Luizão.
Conforme eu disse à Vanda, faço o possível pra amaciar a coisa toda e publicar posts palatáveis para leitores menos experientes. Entretanto, alguns assuntos não dispensam uma boa dose de informatiquês (infelizmente), mas nem por isso deixam de ser interessantes e importantes.
Qualquer dúvida, estamos aqui pra esclarecer (dentro do possível).
Abraços, obrigado e até a próxima, meu Rei.

Anônimo disse...

…a porção oculta, muito maior, está embuçada nos meandros do Registro.

EMBUÇADA? Cheio de buças ocultas?
Auhauhauhahuauha

FERNANDO disse...

Oi, Anônimo.
Embuçar é sinônimo de esconder. Não existe na postagem qualquer alusão a "buças" (termo que, salvo engano, referencia o orgão genital feminino).
De qualquer forma, seu comentário me fez lembrar a piadinha do Joãozinho, que solicitado pela professora a escrever um composição sobre algo de que gostasse muito, escolheu "boceta" como seu tema preferido. Por conta disso, a mestra mandou-o escrever mil vezes aquela palavra "imprópria" e trazer o trabalho no dia seguinte, devidamente assinado pelo pai.
Perguntado sobre o que o pai havia dito a respeito, ele respondeu:
- Olha, fessora, o papai disse que muita boceta assim é muito bom, mas ele não dispensa um rabinho, só pra variar".
Abraços e até mais ler.