segunda-feira, 20 de julho de 2015

APLICATIVOS MAL-COMPORTADOS – SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

TODA NOVIDADE É FILHA DO SEU TEMPO.

Nenhum programa, por mais bem escrito que seja, está livre de erros e brechas de segurança. E como os softwares atuais são monstruosas obras de engenharia computacional compostas por milhares e milhares de linhas de código, a conclusão é óbvia. Não obstante, à medida que os problemas são identificados, os desenvolvedores criam as devidas correções e as disponibilizam sob a forma de atualizações ou novas versões, cabendo ao usuário aplicá-las ─ coisa que, como sabemos, muita gente não se dá ao trabalho de fazer.

Em atenção aos recém-chegados (até porque a audiência do Blog é rotativa), vale lembrar que, na pré-história do Windows, era preciso visitar o site da Microsoft para obter as atualizações disponíveis, o que, convenhamos, não era nada divertido num cenário em que a jurássica conexão discada reinava absoluta. Mais adiante, devido em parte à crescente proliferação das pragas digitais e ao fato de muitas delas explorarem brechas de segurança já corrigidas, a Microsoft vinculou ao Win98 um serviço online destinado a facilitar o download e a aplicação das atualizações, e assim nasceu o Windows Update, que, a partir do XP, passou a integrar as Atualizações Automáticas e a contemplar outros produtos Microsoft (como o IE, o Word, o Excel, o Power Point, e por aí vai).      

Observação: As Atualizações Automáticas do Windows não abrangem aplicativos de terceiros, embora seja igualmente importante mantê-los up-to-date. A boa notícia é que a maioria dos sharewares executam essa tarefa sem interferência do usuário, e que os freewares exibem um link na tela principal ou uma entrada no menu Ferramentas ou na Ajuda que facilita esse procedimento (procure algo como "atualizar", "check for updates" ou "verificar atualizações", por exemplo). Mas é bem mais prático recorrer a freewares como o R-UPDATER e o FILEHIPPO APP MAGANGER, p.ex., que checam o software instalado em busca de atualizações ou novas versões disponíveis.  

Programas atualizados tendem a funcionar melhor, mas isso não significa que sejam imunes a instabilidades, travamentos, incompatibilidades, consumo anormal de memória e outros aborrecimentos que exasperam os usuários e levam os menos pacientes a se descabelar. E ajudar o leitor a resolver esses problemas é justamente o mote desta e das próximas postagens; se você tiver alguma dúvida sobre assunto discutido em cada uma delas, use o campo Comentários e volte no dia seguinte (ou no próximo) para conferir minha resposta, combinado? Então, vamos em frente. 

Quando um aplicativo deixa de responder, geralmente basta encerrá-lo e reabri-lo em seguida para que tudo volte a ser como antes no Quartel de Abrantes. Caso ele se recuse a ser fechado, tecle Ctrl+Shift+Esc, clique na aba Aplicativos do Gerenciador de Tarefas, dê um clique direito sobre o programinha rebelde e selecione a opção Finalizar Tarefa. Se não resolver, o SUPER F4 costuma ser tiro e queda; caso você não disponha dessa ferramenta, clique na aba Processos, identifique o executável do app teimoso, dê um clique direito sobre ele e selecione Finalizar Processo (ou Finalizar Árvore de Processos, melhor ainda). Se ainda assim não funcionar, feche todas as janelas, encerre os aplicativos, abra o menu Iniciar, clique em Desligar e espere o Windows ser encerrado e o computador, desativado. Aguarde cerca de dois minutos, e então torne a pressionar o botão de Power.

Observação: Em situações dessa natureza, deve-se desligar totalmente o computador, e não recorrer à opção Reiniciar do menu Desligar. Ela é útil para validar atualizações de software que não podem ser efetivadas com o Windows carregado, por exemplo, mas como o um novo boot é executado quase que imediatamente, os capacitores da placa-mãe não têm tempo para exaurir suas reservas de energia, o que é indispensável para o esvaziamento da RAM e dos caches de memória (voltaremos a esse assunto oportunamente).            

Amanhã a gente continua, pessoal. Abraços e até lá.
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