domingo, 31 de julho de 2016

DILMA E SUA INUSITADA VOCAÇÃO PARA COMEDIANTE

Dilma teve uma carreira meteórica na política tupiniquim. Depois de levar à falência duas lojinhas do tipo R$1,99 ― e isso quando a paridade entre o real e o dólar facilitava enormemente a importação e revenda de badulaques ―, a guerrilheira de araque, sem saber atirar, virou modelo de guerrilheira; sem ter sido vereadora, virou secretária municipal; sem passar pela Assembleia Legislativa, virou secretária de Estado, sem estagiar no Congresso, virou ministra; sem ter inaugurado nada de relevante, virou estrela de palanque, sem jamais ter tido um único voto na vida até 2010, virou presidente da Banânia.
Em algum momento do seu primeiro mandato, a petista deixou de governar para se dedicar em tempo integral a “fazer o diabo” (palavras dela) em prol de sua reeleição. Assim, usou despudoradamente a máquina pública e abasteceu sua campanha com centenas de milhões dólares oriundos do propinoduto da Petrobras para protagonizar o maior estelionato eleitoral da nossa história recente. E tão logo comemorou a perspectiva de passar mais quatro anos destruindo o Brasil, passou a fazer exatamente o que vinha dizendo que Aécio faria se vencesse o pleito.
Devido a sua vocação inata para fazer sempre as piores escolhas, Dilma não logrou êxito com seu pacote de maldades, e, sim, gerou uma sucessão de desastres que resultou na maior crise político-econômica da era pós-ditadura militar. Mas não há mal que sempre dure nem bem que nunca termine: dezesseis meses e 12 dias depois do início do seu segundo mandato, a petista foi afastada da presidência, e agora aguarda o desfecho do processo de impeachment que deverá defenestrá-la definitivamente do cargo.
De meados de maio para cá, enquanto o governo de transição se empenhava em recolocar o país nos trilhos ― o que já conseguiu em parte, a despeito das muitas dificuldades, da pusilanimidade de Temer em determinadas questões (como a extinção e posterior recriação do Ministério da Cultura) e de diversos revezes notórios (como a exoneração de três ministros de Estado por suspeitas de corrupção) ―, Dilma, seus esbirros e a fanática militância petista seguiram rosnando o velho e batido ramerrão do “golpe”, a despeito de o STF ter atestado a legalidade e a constitucionalidade do processo de impeachment. Um episódio curioso, na falta de definição melhor, foi protagonizado por um menino de apenas 9 anos, que, acreditando na falácia segundo a qual “os golpistas” pretendiam matar a anta petista de fome, lhe enviou um saquinho de bombons ― de onde se conclui que, depois de anos ludibriando os eleitores, a mulher sapiens passou a enganar criancinhas!
A verdade é que Dilma não passa e nem deverá passar necessidades. Além do salário polpudo e das mordomias a que fará jus pelo resto de sua torpe existência, a petista pretende publicar um livro de memórias ― ela jura que escreve melhor do que fala, como se o contrário fosse possível. E mesmo que obra não se torne um best seller, não lhe faltarão convites para participar de programas humor, já que, como bem salientou Reinaldo Azevedo, vocação para comediante não lhe falta.
A sacripanta declarou que, se for reconduzida à presidência, irá governar sem o Congresso, demonstrando que seu delírio vai muito além de saudar a mandioca,confessar-se admiradora do ET de Varginha e tecer asnices sobre as “galáxias do Rio de Janeiro”, beirando a total alienação e inegável desconhecimento de como funciona o presidencialismo de coalizão. E mais: perguntada se isso seria possível,Dilma foi taxativa: “Claro que sim. Desde que se discuta claramente com a população”.
Em seu artigo, o jornalista pondera que a gerentona de araque está cada vez mais engraçada. Exemplo disso é a suposta carta de compromissos que ela tenciona escrever antes do julgamento final do impeachment. Ainda não se sabe o que conterá essa valiosa missiva, mas supõe-se que ela dirá que pretende “resgatar a democracia” e “devolver os direitos que estão sendo tirados da população”. Vai ver ela acha que estamos sob uma ditadura, e que a legislação sofreu profundas modificações depois de seu afastamento da presidência.
E ainda que assim não fosse ― o que se admite apenas a título de argumentação ―, a proposta do governo de transição prevê um reajuste médio de 12,5% no Bolsa Família, contra os 9% que a afastada pretendia conceder, depois de mais de um ano sem rever o valor do benefício. Onde está, então, a suposta supressão de direitos? Ela explica: “é que a majoração deveria ter acontecido em abril, e os 3,5 pontos percentuais a mais, garantidos pelo atual governo, buscariam compensar o atraso, e que o aumento é ínfimo, se comparado com o reajuste concedido aos servidores do Judiciário”. E para fechar com chave de ouro, a “rainha das pedaladas” ainda classificou as medidas do governo de transição de “irresponsabilidade fiscal”.
E tem gente que ainda quer ver essa senhora voltar!
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