domingo, 27 de novembro de 2016

AINDA SOBRE MICHEL TEMER E A PRISÃO DE LULA.

Michel Temer estranhou a repercussão da sua colocação (infeliz) sobre uma eventual prisão de Lula provocar instabilidades no seu governo (mais detalhes nesta postagem). Em conversas off the record, o presidente esclareceu que se referiu à prisão preventiva, não à prisão após uma eventual condenação. Vá lá que seja. Mas que foi uma colocação infeliz, isso foi.

Na avaliação do jornalista Ricardo Fiuza, a prisão do molusco abjeto trará instabilidade para o Brasil enquanto não acontecer. Por mais que pipocassem manifestações da tigrada vermelha aqui e acolá ― como pipocaram quando Dilma foi finalmente penabundada ― a sociedade já se conscientizou de que a quadrilha que arrancou as calças do Brasil é petista. Por mais que a Lava-Jato alcance outros partidos, os mais ameaçados por ela são os aloprados do Lula ― além do próprio.

Enquanto o capo di tutti i capi não for preso, o Brasil estará mais instável pela sobrevivência da lenda e por sua utilização para 2018. Se a Lava-Jato não for até o fim, a jararaca terá veneno para fazer estragos em 2018. E não necessariamente com uma candidatura própria: os genéricos estão por aí, facilmente identificáveis entre os que defenderam do “golpe” a anta petralha, e os que se fingiram de paisagem quando deveriam se manifestar sobre o impeachment. Por essas e outras, a lenda sempre poderá ser reincorporada numa Marina Silva, num Ciro Gomes ou noutra aberração capaz de requentar os delírios de esquerda. 

Se Moro puser o filho do Brasil atrás das grades, choverão protestos contra essa “arbitrariedade”, essa “injustiça”, esse “ato fascista” contra um trabalhador (?!) humilde que veio do nordeste, virou sindicalista, defendeu os direitos de seus pares, tornou-se presidente e erradicou a miséria do Brasil. A prisão dele o tornará um mártir, uma vítima inocente do poderio da mídia, das “zelites”, da direita conservadora, da Justiça tendenciosa, e por aí vai (se o Brasil engoliu até a comparação de Dilma com Getúlio, engole qualquer coisa).

Mas os movimentos de rua da resistência democrática de aluguel vão passar. O povo perderá a paciência para a lenda e tocará a vida, deixando os revolucionários a sós com seu ridículo ― e aí eles próprios, que não têm causa ideológica alguma, botarão a viola no saco e irão parasitar em outra freguesia.

Se a Lava-Jato fizer o que tem de ser feito, o pai poderá escapulir pela mesma rota usada pelo filho Luleco ― que já se amoitou no Uruguai, a pretexto de integrar a equipe de um time de futebol de pouca expressividade.

Então, presidente Temer, olhe bem para quem o senhor estende a mão. A jararaca está aí, a reputação do PMDB é péssima e, para o Brasil, vossa excelência é o mordomo ― que no final dos romances policiais sempre acaba levando a culpa.

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