quinta-feira, 30 de março de 2017

SOBRE AS BENDITAS DIETAS E COMO FAZER UMA LIPO VIRTUAL EM SEGUNDOS

E OS QUE FORAM VISTOS DANÇANDO FORAM JULGADOS INSANOS POR AQUELES QUE NÃO PODIAM OUVIR A MÚSICA. 

Numa sociedade regida pela Ditadura da Moda, é normal a gente se sentir desconfortável quando está com alguns quilinhos a mais. Entretanto, ganhar peso é uma consequência mais ou menos natural da combinação de diversos fatores ― idade, predisposição genética, sedentarismo, alimentação desregrada, e por aí vai.

Ainda que alguns privilegiados consigam se manter esbeltos comendo feito lobos e tomando dúzias de cervejas no final de semana, outros parecem engordar pelo simples fato de respirar. Mas preocupar-se exageradamente em manter o peso não é uma boa ideia ― haja vista os efeitos nefastos de alguns transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia, que, em situações extremas, podem levar à morte por desnutrição.

Dias atrás, li um texto onde o escritor, dramaturgo e autor de telenovelas Walcyr Carrasco faz diversas considerações (bem-humoradas, mas nem por isso menos verdadeiras) sobre as ditas terem sido criadas para atormentar as pessoas, e não para torná-las mais magras e felizes. Confira a seguir um breve excerto (e leia o texto na íntegra, se desejar, seguindo este link):

Tenho um amigo que faz o regime paleolítico. Está em moda. Realmente deixa o corpo sem 1 grama de gordura. Inspira-se em como o ser humano se alimentava no Paleolítico: carnes gordurosas grelhadas, assadas, bacon, galinha frita. Zero de carboidratos. Já vi esse amigo devorar travessas de cupim e torresmo. Mesmo assim, ele está sempre com fome. Outra invenção insuportável é o terror ao glúten. Evitá-lo é uma tarefa quase impossível. Ele está presente em quase tudo o que se pode encontrar numa gôndola de supermercado. Fui a uma loja especializada comprar pão sem glúten. Parecia um pedaço de isopor endurecido. Surpreso, descobri que a hóstia na Igreja tem glúten. Um hidratante corporal pode ter. E nem falar de macarrão, pizzas, bolachas, cervejas, uísque ou vodca. Raramente um restaurante oferece alimentos absolutamente sem glúten. As dietas são criadas para atormentar as pessoas. Não é para torná-las mais saudáveis nem mais felizes, e raramente mais magras. Mas para fazer da vida de quem as segue um suplício, pois elas não se divertem num bar, não comem bolo em festinha de aniversário. Eu me pergunto: por que a gente enlouquece por dietas? Às vezes a desculpa é que é saudável. Outras, que ficaremos em boa forma. Mas quilos perdidos a gente acha depressa. Dieta é que nem moda. Um dia os decotes são maiores, depois sobem. Cada ano, vem um novo regime, restritivo, como eu disse, de alguma associação de nutricionistas malvados. No ano retrasado, não foi o Ravenna?

Pessoalmente, acho que mais vale aceitar com resignação alguns quilinhos a mais do que se tornar candidato a manequim de pijama de madeira (ademais, quem gosta de osso é cachorro). Mas tudo tem limites: se a barriga do moço dobra a esquina quando ele ainda está no meio da quadra, ou se os seios da moça cobrem-lhe os tornozelos e ela pode usar a bunda como chapéu, aí já é outra história.

Passando ao que interessa, o site http://makeovr.com/weightmirror soluciona problemas de peso com um simples upload e alguns cliques do mouse: basta você mandar sua foto, definir quantas libras deseja perder (uma libra equivale a 0,453592 kg) e conferir o resultado. Afinal, de ilusão também se vive.

PELO BEM DA DEMOCRACIA E DO ESTADO DE DIREITO: LULA PRESO. JÁ!

Enquanto a Justiça dormita, Lula segue em campanha antecipada, encantando a patuleia ignara com sua versão personalíssima dos fatos que, se isto aqui fosse um país sério, já o teriam colocado atrás das grades. Nesse entretempo, DILMA, A HONESTA, envergonha o povo brasileiro, discursando na Suíça, em francês de galinheiro, seu batido ramerrão de "golpe".

Como bem salientou Guilherme Fiuza, criador e criatura à solta ― posando de inocentes e perseguidos ― legitima a narrativa de que a corrupção é um problema endêmico no Brasil; afinal, os políticos sempre roubaram, a diferença é que agora foram pegos. Na visão de seus incorrigíveis apoiadores, o bandido da história é o juiz Sergio Moro, um fascista que odeia o PT.

Tríplex no Guarujá, sítio em Atibaia, OAS / Odebrecht / Instituto Lula / Pasadena / Cerveró / Schahin / Bumlai / Vaccari e toda a caudalosa enxurrada de escândalos que a Lava-Jato trouxe à luz nos últimos três anos não passam de mera intriga da oposição. Até a cobertura em São Bernardo do Campo (que, claro, não é do Lula) já foi sequestrada pela Justiça. Mesmo assim, parece não haver enredo podre que impeça o flibusteiro eneadáctilo de desfilar como candidato a presidente. “Pelo amor de Deus, criem vergonha, não prejudiquem 204 milhões de brasileiros” ―, disse o parlapatão em recente discurso, aludindo à dimensão do prejuízo que, segundo ele, sua eventual condenação teria sobre o povo brasileiro.

Observação: No primeiro depoimento que prestou como réu, na 10ª Vara Federal de Brasília, Lula negou todas as acusações, exortou as pessoas a ler a Bíblia e parar de usar seu nome em vão e ― pasmem! ― disse não ter ideia de quanto ganha por mês, se R$ 30 mil ou R$ 50 mil, entre aposentadoria, pensão da finada esposa (?!) e repasses feitos pelo LILS e pelo Instituto Lula.

Para a petralhada, a alma viva mais honesta da galáxia deveria depor em Curitiba, no próximo dia 3 de maio, já na condição de pré-candidato, de maneira a inibir o juiz Moro (?!) e reforçar a falácia de perseguição política. No entanto, a carreata da vergonha foi um ato tão descarado de campanha antecipada que até Rui Falcão, presidente nacional da facção criminosa travestida de partido político, achou melhor oficializar a candidatura do chefe num “momento mais oportuno” ― a pretexto de que o partido pretende buscar o apoio de outras forças políticas, embora a verdadeira intenção seja evitar que Lula e o PT sejam multados pela Justiça Eleitoral.

Lula, que de trouxa não tem nada, sabe perfeitamente que sua condenação em primeira instância são favas contadas, e que a confirmação da sentença em segundo grau (estima-se que no primeiro semestre do próximo ano), torná-lo-ia “ficha-suja” e, portanto, impedido de concorrer nas próximas eleições, ainda que não fosse para a cadeia. Por essas e outras, o colunista de IstoÉ Antonio Carlos Prado entende que a prisão de sua insolência é providência para ontem.

Segundo o jornalista, respeitar o Estado de Direito não significa que a Justiça caminhe a passos de tartaruga, e a prisão do molusco abjeto é justamente a proteção maior que se pode dar ao Estado de Direito diante das evidências incontestáveis de seu envolvimento no maior esquema de corrupção da história deste país, que tornam impossível a construção de uma defesa consistente.

Nesse entretempo, Lula faz da candidatura um escudo: na semana retrasada, ensaiou um discurso “queremista”, afirmando ser candidato porque a população assim o quer (o “queremismo”, que defendia a permanência de Getúlio Vargas no governo, foi mentira em 1945 e é mentira atualmente). Será que a sociedade tupiniquim, que ainda nem se recuperou da ladainha demagógica de que o impeachment era “golpe”, terá de ouvir que Lula foi preso porque ganharia a eleição?

Lula chegou a ser nomeado ministro da Casa Civil por Dilma, no ano passado, numa tentativa desesperada de fugir do juiz Sergio Moro; agora, sua ideia é encastelar-se no Planalto para se homiziar da Justiça ― parafraseando Cícero (103 – 46 A.C.), até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?

Seus advogados procuram ganhar tempo arrolando testemunhas inimagináveis e recorrendo a toda sorte de artimanhas para empurrar com a barriga a condenação ― que eles têm como líquida e certa ―, mas isso é dever de ofício; afinal, eles precisam justificar seus nababescos honorários (cobrados em dólares por minuto). Mas tudo tem limite.

Para o bem do Estado de Direito e da democracia, urge julgar, condenar e prender sua insolência petista. E isso é para ontem!

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