segunda-feira, 23 de abril de 2007

Biometria de ponta

Já falamos aqui no blog sobre como criar e usar senhas de proteção para evitar acessos não autorizados aos nossos sistemas, programas e dados, não é mesmo?
Mas nenhuma senha alfanumérica, ainda que "forte" (que combine oito ou mais letras maiúsculas e minúsculas com algarismos e carcteres especiais) chega a ser uma "barreira impenetrável"; quem precisa de mais segurança deve usar recursos de biometria (como um laptop que só libera o sistema depois de verificar a impressão digital do usuário, por exemplo).
Na esteira desse raciocínio, aqui vai uma informação interessante: a Fujitsu, empresa japonesa que fatura US$ 40 bilhões e atua nas áreas de semicondutores, telecomunicações e informática, ao estudar a camada subcutânea das mãos, descobriu ser possível mapear o desenho das veias e desenvolver um software capaz de lê-lo com uma precisão impressionante (a taxa de erro é de apenas 0,00008%).
Essa tecnologia - conhecida como Palm Vein - deu origem ao Palm Secure, que já foi utilizado no Japão em caixas bancários de auto-atendimento. Com ele, em vez de usar um cartão magnético, o cliente simplesmente aproxima a mão de um leitor óptico e acessa o serviço bancário.
A grande vantagem desse sitema sobre o Finger Print (scanner de impressões digitais) consiste no fato de não haver contato do usuário com a máquina (assim, o mecanismo não absorve a oleosidade da pele, aspecto que pode comprometer a precisão da identificação).
Parece que o Bradesco pretende testar o Palm Secure em 50 terminais, nas principais capitais brasileiras; se a novidade for bem aceita, a nova tecnologia deverá ser implementada em todo o País.
Pelo jeito, aquilo que a gente só vía em filmes de ficção científica logo estará ao alcance do cidadão comum, bem ali, no caixa eletrônico da esquina.
Bom dia a todos e até amanhã.
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