quarta-feira, 7 de março de 2012

E-Cigarette


Acredita-se que o tabaco seja originário da América, e que os aborígenes o consumiam desde as mais priscas eras. Já o cigarro – "invenção” atribuída aos pobres de Sevilha, que, lá pelo século XVI, picavam e enrolavam em folhas de papel os tocos de charutos descartados pelos burgueses – só se tornou popular popular na década de 1900, quando passou a ser industrializado e associado ao “glamour” do “ Beautiful People"  pelos astros e estrelas de Hollywood.
Até algum tempo atrás, fumava-se tranquilamente em qualquer lugar, inclusive em elevadores, ônibus e afins. Após as refeições, cafezinho e cigarro tinham presença garantida, tanto na mesa de um restaurante de grife quanto no balcão do botequim da esquina, e os fabricantes investiam pesado em publicidade (que passava a idéia de sucesso e virilidade aos homens e de sensualidade às mulheres). Slogans como “o fino que satisfaz” (Chanceler), “um raro prazer” (Carlton), “gente que sabe o que quer” (Minister), dentre tantos outros, eram bombardeados a torto e a direito, e figuras como a do Marlboro Man – criado para popularizar cigarros com filtro entre fumantes do sexo masculino – continuam indeléveis na memória de muitos quarentões (não deixe de reservar alguns minutinhos para assistir a este clipe).    
De uns anos para cá, todavia, o fumante vem sendo considerado persona non grata. Comerciais veiculados na TV foram restritos às madrugadas e acabaram banidos de vez, juntamente com os anúncios na mídia impressa e os painéis de rua. E se há muito que era proibido fumar em elevadores, ônibus, supermercados, lojas e Shopping Centers, agora o mesmo vale também para praticamente qualquer local que não fique sob céu aberto, inclusive casas noturnas, restaurantes, padarias, bares e assemelhados – que, curiosamente, continuam vendendo cigarros. Aliás, por maior que sejam os (supostos) gastos do Governo no tratamento de doenças associadas ao tabagismo, a arrecadação tributária (na casa dos 80%) torna a contrapartida bastante interessante, considerando que 15% dos brasileiros fumem regularmente.
Segundo a OMS, há 1.250.000.000 de fumantes no planeta, embora os mais “descolados” venham aderindo ao e-cigarette, que tem formato semelhante ao do cigarro convencional e, quando tragado, fica vermelho na ponta e libera fumaça – só que a “brasa” não passa de uma luz de LED e a fumaça, de vapor d’água produzido a partir do líquido armazenado no refil.
Patenteado na China em 2003, o cigarro eletrônico é comercializado livremente nos EUA – e tolerado em locais onde o produto convencional não é admitido. No Brasil, sua importação, comercialização e divulgação foram proibidas em 2009 (segundo a ANVISA, “falta comprovação científica sobre a segurança e eficácia do produto”), mas quem for flagrado utilizando ou trazendo um desses aparelhos do exterior para uso próprio não está sujeito a qualquer sansão.
Então, se você quiser fazer como Britney Spears, Charlie Sheen, Leonardo DiCaprio, Paris Hilton e mais oito milhões de americanos (dados de 2010), saiba que diversos websites nacionais oferecem e-cigarettes por preços que vão de R$ 79 a R$ 299, incluindo acessórios como carregadores de bateria e refis – que são disponibilizados em diversos sabores (bacon, banana, peixe, etc.), com ou sem nicotina. No mínimo, você se livra do alcatrão e do monóxido de carbono - duas das quase 5000 substâncias tóxicas presentesnos cigarros tradicionais.
Abraços e até mais ler.                  
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