quinta-feira, 21 de março de 2013

SSDs - Desfragmentação


Para encerrar esta sequência, cumpre dedicar algumas linhas aos Drives de Estado Sólido, que, como dito, não demoram a suceder os arcaicos discos magnéticos. Acompanhem:

Embora sejam dispositivos de memória secundária (persistente) e “enxergados” pelo sistema como drives comuns padrão SATA, os SSDs não têm partes móveis e suas operações de leitura e escrita são realizadas mediante acessos aleatórios, como na RAM, o que os torna extremamente velozes e bem menos sujeitos à fragmentação (embora ela ocorra, seu impacto no desempenho do computador é inexpressivo). Por outro lado, ainda que as células de memória flash que integram os SSDs suportem um número de leituras ilimitado, o mesmo não se dá em relação às operações de escrita, de modo que a conclusão é óbvia: além de não trazer benefícios sensíveis, a desfragmentação é contra-indiciada por reduzir a vida útil do dispositivo.

Observação: A redução no preço da memória flash vem propiciando o surgimento de células mais lentas, susceptíveis a falhas e capazes de suportar cada vez menos ciclos de escrita. Até recentemente, SSDs de baixo custo, compostos por células MLC, suportavam cerca de 10.000 regravações; hoje, já existem modelos que mal chegam a 1.000!

Se seu PC integra um SSD e você utiliza outra versão do Windows que não a Vista ou a Seven:
  • Clique em Iniciar e digite Serviços no campo Pesquisar.
  • Na tela que será aberta a seguir, localize e dê duplo clique sobre Desfragmentador e assegure-se de que o Tipo de inicialização esteja configurado como Desativado (caso negativo, faça o ajuste e clique em Aplicar e em OK).
  • Aproveite o embalo e desative também a indexação – como os SSDs são bem mais rápidos que os discos magnéticos, não há benefício algum em manter esse serviço habilitado, sem mencionar que ele consome preciosos ciclos de escrita.
  • Dê duplo clique sobre Windows Search e, em Tipo de inicialização, selecione Desativado e clique em Aplicar e em OK.
  • Clique em Computador, dê um clique direito sobre a unidade em questão, clique em Propriedades e, na telinha que lhe será exibida, desmarque a caixa de verificação ao lado de Permitir que os arquivos desta unidade tenham o conteúdo indexado junto com as propriedades de arquivo, clique em Aplicar e em OK.
Para concluir a conversa – ou monólogo, melhor dizendo, diante participação pífia dos leitores –, deixo no ar uma pergunta: 

Com relação a pendrives, cartões de memória e outros dispositivos baseados em memória flash, a desfragmentação é necessária?

Se ninguém se pronunciar , amanhã a gente responde.
Abraços e até lá.
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