segunda-feira, 29 de abril de 2013

O ENIGMA DAS ATUALIZAÇÕES DE SOFTWARE


Melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão.

Uma incompatibilidade entre a correção KB2823324 – disponibilizada pela Microsoft no último Patch Tuesday – e um plugin de segurança associado a certos serviços de netbanking trouxe sérios aborrecimentos a usuários tupiniquins da versão de 32-bits do Windows Seven, conforme vimos na postagem do último dia 18. No entanto, o problema já foi corrigido, de maneira que, se você não configurou as atualizações automáticas, terá de baixar manualmente a atualização KB2840149 (selecione a opção indicada para sua versão do sistema), conforme, aliás, eu antecipei na sexta-feira passada.
Para evitar que leitores mal informados deixem de atualizar seus PCs com receio de que a emenda possa sair pior que o soneto – possibilidade que existe, mas deve ser vista como exceção, não como regra geral –, vale lembrar que programas compostos por milhares – ou milhões – de linhas de código dificilmente chegam às prateleiras das lojas 100% isentos de BUGS (erros de programação). Demais disso, muitas falhas só vêm à tona em situações específicas ou devido a incompatibilidades com aplicativos de terceiros, de modo que, a despeito de testar exaustivamente seus produtos, os desenvolvedores acabam sendo obrigados a criar PATCHES (remendos, numa tradução literal) e disponibilizá-los “a posteriori”.

Observação: O Windows sempre foi tido e havido como um sistema inseguro pelos “Old School Hackers” e defensores radicais do Open Source (software livre de código aberto). As versões 9.x foram apelidadas jocosamente de Ruíndows, Peneira e Colcha de Retalhos, e a NT – cujo kernel (núcleo) serviu de base para o XP –, de Nice Try (boa tentativa), por conta das muitas brechas exploradas pelo underground digital. No entanto, isso se deve em grande parte à enorme popularidade que faz dos programas da Microsoft o alvo preferido por hackers, crackers, criadores de malwares e tantos outros ínclitos representantes do underground digital.

Em seu artigo Atualizações: perguntas frequentes (cuja leitura eu recomendo enfaticamente), a Microsoft define seus patches como adições ao software capazes de ajudar a evitar ou corrigir problemas, melhorar o funcionamento do computador ou aprimorar a sua experiência em computação – o que, convenhamos, não passa de um eufemismo para remendos destinados a corrigir bugs descobertos após o lançamento comercial dos programas. Ainda assim, melhor do que esbravejar é baixar e instalar prontamente as respectivas atualizações/correções (e isso não vale somente para produtos Microsoft, com eu venho salientando nas minhas postagens sobre segurança digital).
Para saber mais sobre as atualizações automáticas do Windows, clique aqui; para atualizar mais facilmente os aplicativos “não-Microsoft” (providência igualmente importante), acesse o site da SECUNIA, que disponibiliza tanto um serviço online executado através do navegador (OSI) quanto um aplicativo residente (PSI).

Observação: Outras opções gratuitas que eu costumo recomendar são o R-UPDATER e o UPDATE CHECKER. 

Por último, mas não menos importante, para saber como lidar com atualizações problemáticas e afins, reveja o post do último dia 18.

Uma ótima semana a todos e até mais ler.
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